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Teorias da comunicacao

allana calil Portugiesisch

Mapa mental sobre teorias da comunicação: estudos de recepção, estudos culturais e Escola de Frankfurt

Mapa mental: Teorias da comunicação

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Teorias da comunicacao

  1. A comunicação é entendida como um processo dinâmico, no qual os fluxos e redes conectam indivíduos e sistemas.

  2. A comunicação passou a ser vista não apenas como um instrumento técnico, mas também como um fenômeno social e cultural.

  3. Pesquisa norte-americana

    • No início do século XX, o crescimento das mídias, impactou milhões de pessoas.
      • Nos Estados Unidos, surgiram as primeiras pesquisas sobre comunicação de massa (mass communication research), impulsionadas pela relevância política, social e cultural desses meios.
        • Principais pesquisas norte-americanas em comunicação:
          • Estereótipos, notícias e realidade: Walter Lippmann (1922) mostra que a mídia articula a sociedade, criando representações da realidade por meio da seleção de notícias, que muitas vezes reforçam estereótipos.
          • Modelos teóricos de comunicação: representam relações entre elementos do processo comunicativo, oferecendo clareza analítica, mas são limitados no tempo e no espaço.
          • Modelo de Harold Lasswell (1948): proposta de um modelo linear com cinco elementos: quem, diz o quê, em que canal, para quem e com que efeito.
          • Modelo de Charles Osgood e Wilbur Schramm (1954): um modelo circular, destacando a interação contínua e o feedback no processo comunicativo.
          • Funções da mídia em Robert Merton e Paul Lazarsfeld: três funções principais da mídia: garantia de status, reforço de normas sociais e disfunção (efeitos colaterais).
          • Modelo em espiral de Frank Dance (1967): um modelo que considera como o tempo transforma as relações de comunicação, alterando emissor, mensagem e receptor.
          • Modelo geral de comunicação de George Gerbner (1956): a comunicação como um processo dinâmico, onde contexto e conteúdo influenciam o impacto das mensagens.
          • Newsmaking: os jornalistas organizam eventos com base em práticas e valores internos, moldando a percepção pública por meio de escolhas editoriais.
          • Gatekeeper: David White (1950) estudou como editores selecionam notícias, destacando critérios como relevância, clareza e interesse do público.
          • Modelos de Wilbur Schramm e Westley-MacLean (1957): a influência das empresas de comunicação, em 1967, eles mostraram que receptores podem buscar informações de outras fontes.
          • Efeito de enquadramento (framing effect): nos anos 1970, a teoria do enquadramento revelou como a mídia influencia a interpretação do público ao conectar novas informações a conhecimentos prévios.
  4. Estudos de recepção

    • Os principais estudos de recepção
      • Teoria das mediações: Jesus Martin-Barbero percebe o foco dos meios de comunicação nas interações culturais, sociais e econômicas, que moldam a recepção, especialmente na América Latina.
      • Entre consumo e recepção: Néstor García-Canclini aborda o consumo como código simbólico e material que conecta o público à mercadoria, transformando-o em elemento central do modelo capitalista.
      • Efeitos sociais da comunicação: estudo da relação público-mídia evoluiu de “efeitos” diretos para a análise do que o público faz com a mídia, destacando variações e resistências.
      • Usos e gratificações: pesquisas de Bernard Berelson e Wilbur Schramm indicam que o público busca a mídia por informações, orientação, interação social e integração afetiva.
      • Grupos primários: John e Kate Riley destacam que a recepção é influenciada pelo grupo primário, cujas interações moldam a interpretação das mensagens midiáticas.
      • Fluxo em duas etapas: Elihu Katz e Paul Lazarsfeld mostram que as relações interpessoais têm mais impacto que a mídia na formação de opinião, especialmente em decisões eleitorais.
      • Teoria da cultivação: George Gerbner explica que o consumo televisivo intensivo cria uma visão distorcida da realidade, baseada em indicadores culturais fornecidos pela mídia.
      • Efeito de terceira pessoa: Phillips Davidson destaca que as pessoas tendem a subestimar a influência da mídia sobre si mesmas e superestimá-la sobre os outros.
      • Agenda-setting: Maxwell McCombs e Donald Shaw demonstram que a mídia define os temas debatidos publicamente, moldando a agenda pública.
        • Espiral do silêncio: Elizabeth Noelle-Neumann propõe que a mídia constrói opiniões públicas ao difundir e consolidar visões como dominantes.
        • Disseminação de informações: Stephen Chaffee desenvolveu o modelo da curva em “S”, explicando como informações se propagam gradualmente até atingir um ápice de popularidade.
        • Estética cognitiva e neuroarthistory: Richard Atkinson e Elarry Shifflin destacam a importância da atividade mental e da memória no processo de recepção individual.
  5. Estudos culturais

    • Os estudos culturais, desenvolvidos inicialmente pela Escola de Birmingham, investigam fenômenos culturais em diálogo com aspectos históricos, sociais e políticos, ampliando a compreensão da cultura de massa e suas interações com as práticas sociais.
      • Principais estudos culturais
        • Os trabalhos fundadores:
          • Os meios de comunicação são arenas de disputas culturais, refletindo práticas históricas e sociais específicas.
          • Hoggart analisou como as pessoas utilizavam as informações da mídia no cotidiano
          • Williams destacou a transformação do conceito de “cultura” e a relevância da comunicação como interação
          • Thompson enfatizou a história cultural das classes trabalhadoras, contrapondo-se à história oficial;
        • Modelo encoding/decoding: Stuart Hall introduziu o modelo “codificação/descodificação”, demonstrando como o público interpreta e ressignifica mensagens midiáticas, evidenciando que a cultura é espaço de conflito e deslocamento, especialmente para minorias étnicas, sexuais e nacionais; a recepção é central na comunicação, sendo permeada por questões de gênero, colonialismo e culturas do Terceiro Mundo.
        • Estratégias para ler televisão: John Fiske desenvolveu estratégias críticas para analisar a televisão, considerada expressão cultural e instrumento de contestação social; em que os códigos televisivos conectam produtores, textos e audiências, criando uma intertextualidade que ultrapassa a mídia e que as mensagens televisivas são articuladas pela audiência com suas próprias experiências, transformando os produtos midiáticos em significados culturais, mas Fiske rejeitou a visão de um espectador passivo, destacando a interação ativa com os conteúdos midiáticos.
  6. Escola de Frankfurt e a crítica marxista

    • Ofereceram uma análise essencial sobre como a modernidade, a cultura de massa e a comunicação são moldadas pelas relações de poder e pelas dinâmicas do capitalismo.
      • Principais conceitos e contribuições
        • Indústria cultural: Theodor Adorno e Max Horkheimer, em 1947, introduziram o conceito de “indústria cultural”, que descreve a cultura como um produto técnico e comercial, moldado pela lógica do mercado; eles criticam a padronização da cultura, que elimina a criatividade individual e transforma a arte em mercadoria; a “cultura de massa” é vista como contraditória, pois a inovação artística deve transcender as estruturas impostas pela indústria cultural.
        • Aura, mercadoria e obra de arte: Walter Benjamin explorou a perda da “aura” da obra de arte na era da reprodutibilidade técnica, quando cópias se tornam equivalentes ao original; ele relaciona a modernidade à mediação técnica e cultural, apontando as implicações sociais e políticas da cultura de massa.
        • Esfera pública e comunicação: Jürgen Habermas analisou a transformação da esfera pública, vinculando-a ao surgimento da imprensa de massa no século XVIII; sua teoria da ação comunicativa foca na interação social, onde a linguagem é uma ferramenta para construir significados e promover mudanças.
        • Crítica marxista: analisa as relações econômicas como base da sociedade, influenciando superestruturas como mídia e comunicação; a dialética é o motor para transformar as contradições sociais em novas formações; Karl Marx e Friedrich Engels foram reinterpretados por Adorno, Althusser, Gramsci e outros, aplicando suas ideias à comunicação e cultura.
        • Mídia, hegemonia e cultura popular: Antonio Gramsci introduziu conceitos como hegemonia e senso comum, analisando como a cultura popular negocia sentidos com a cultura de massa; ele destacou a mídia como um espaço de construção de consenso e criticou sua relação com o poder hegemônico.
        • Mídia como aparelho ideológico: Louis Althusser conceituou os “aparelhos ideológicos do Estado” como instituições que promovem valores dominantes para manter a ordem social, associando mídia à perpetuação da ideologia dominante, contribuindo para a manutenção do status quo.
  7. Teoria da informação e mediatização

    • Teoria das mídias digitais
      • Surgem como respostas à complexidade das interações entre tecnologia e sociedade, focando no impacto dos meios de comunicação nas práticas cotidianas e na forma como influenciam a organização social e cultural.
        • Fundamentos e perspectivas
          • A história dos meios como história da cultura: Harold Innis deslocou o foco da análise dos efeitos das mensagens para a importância dos meios em si; ele propôs que os meios de comunicação moldam a organização social, política e cultural, determinando a disseminação e a concentração do conhecimento.
          • O meio é a mensagem na aldeia global: Marshall McLuhan argumentou que os meios de comunicação são extensões do homem, moldando a percepção humana e criando a “aldeia global”; ele introduziu os conceitos de meios “quentes” (que exigem menos participação sensorial) e “frios” (que envolvem múltiplos sentidos); “o meio é a mensagem” expressa como o formato do meio impacta mais que o conteúdo transmitido e que a história das sociedades pode ser entendida pela evolução dos meios de comunicação.
          • As redes sociais: definidas por laços flexíveis e dinâmicos, formados com base em interesses e valores compartilhados, onde os vínculos são fluidos e as interações, rápidas, criando novas formas de conexão e a sua estrutura relacional facilita a compreensão das interações humanas no ambiente virtual.
          • O estudo pioneiro: John Arundel Barnes introduziu o conceito de redes sociais em 1954 ao estudar as relações em Bremnes, Noruega; ele mostrou que as redes sociais são formadas por laços entre indivíduos e refletem uma dinâmica contínua de conexões e desconexões.
          • A força dos laços fracos: Mark Granovetter destacou a importância dos laços fracos para a difusão de informações e formação de novas conexões, dividindo os laços sociais em fortes, fracos e ausentes, mostrando que os laços fracos são essenciais para acessar novos círculos de interação.
          • A teoria da solidão conectada: Sherry Turkle explorou como a dependência das redes digitais cria a sensação paradoxal de conexão e solidão, argumentando que as tecnologias permitem vínculos controlados, mas dificultam a construção de relações profundas e autênticas.
          • A teoria da proximidade eletrônica: Renee Human e Derek Lane analisaram como as relações, face a face, se transformam ao migrar para o ambiente digital, identificando a dificuldade de manter amizades físicas no meio virtual devido à falta de proximidade funcional e novas memórias compartilhadas.
          • A teoria da remediação: Jay David Bolter e Richard Grusin introduziram o conceito de remediação, destacando como as mídias reproduzem e alteram a realidade, combinando imediação (transparência do meio) e hipermediação (manipulação e sobreposição de mídias).
          • A teoria da mediatização: Stig Hjarvard descreveu a mediatização como o processo em que práticas sociais e instituições se adaptam à lógica das mídias, diferenciando a mediatização direta (forte) e indireta (fraca), ressaltando a ubiquidade das mídias no cotidiano.
    • Abordam como os fluxos comunicativos e tecnológicos moldam as interações sociais, os processos culturais e a forma como o conhecimento é produzido e compartilhado.
      • É fundamental diferenciar “informação”, entendida como um conteúdo unilateral, de “comunicação”, que se configura como um processo interativo baseado no diálogo e na troca de significados.
        • Principais conceitos e abordagens
          • Modelo de Claude Shannon e Warren Weaver: em 1949, eles apresentaram um modelo que quantifica as mensagens e mede os ruídos no processo comunicativo; o conceito de ruído, elemento que interfere na mensagem, tornou-se central para a análise das interações comunicativas; esse modelo fundamenta os estudos sobre eficiência na troca de informações, especialmente nas telecomunicações.
          • Efeito zapping e a mensagem publicitária: caracterizado pela troca rápida de canais, forçou adaptações no modelo publicitário, como o uso de merchandising e formatos mais curtos; estudos mostram que fatores como horário, relevância e familiaridade da propaganda influenciam o zapping.
          • Da galáxia de Gutenberg à aldeia global: Harold Innis e Marshall McLuhan, da Escola de Toronto, destacaram como as tecnologias de comunicação moldam a cultura e a percepção humana; McLuhan popularizou a ideia de “aldeia global” e afirmou que “o meio é a mensagem”, apontando a centralidade da mídia na transformação social; a distinção entre meios “quentes” e “frios” mostra como diferentes mídias afetam o envolvimento do receptor.
          • Teoria da midiatização: Stig Hjarvard entende por midiatização, o processo pelo qual as práticas sociais e instituições se adaptam à lógica das mídias; ele distingue formas direta e indireta de midiatização, ressaltando a ubiquidade das mídias no cotidiano; a mídia é vista como uma plataforma relacional que forma o ambiente social e cultural.
          • Redes sociais virtuais: a internet transformou as relações interpessoais e organizacionais, criando novas formas de comunidade e memória coletiva; termos como “cibernética” e “realidade virtual” evidenciam a interconexão entre os espaços físico e digital, mas apesar das oportunidades, surgiram desafios como as fake news e a exclusão digital, que amplia desigualdades econômicas e sociais.
  8. Texto e seu contexto

    • Há uma relação intrínseca entre linguagem, pensamento e sociedade.
      • O discurso textual — aquilo que é dito, escrito, pensado ou falado — está sempre ligado a um contexto específico de lugar, tempo e grupo social.
        • Teorias, modelos e concepções relacionadas
          • Modelo de Charles Ogden e Ivor Armstrong Richards: em 1923 eles propuseram um modelo que explora como linguagem, pensamento e realidade estão interligados em relações de causa e efeito, argumentando que palavras geram significados que conectam pensamento e linguagem, sendo a linguagem um elemento constitutivo da realidade e não apenas uma ferramenta de troca de informações.
          • Ludwig Wittgenstein e os limites do silêncio: este estudioso desenvolveu duas perspectivas filosóficas, sobre a relação lógica entre linguagem e realidade e e outras sobre atos de fala como interação social, afirmando que "os limites de minha linguagem são os limites do meu mundo" exemplifica a influência da linguagem na compreensão do mundo.
          • A teoria dos atos da fala de John Austin: propôs que a linguagem não apenas representa a realidade, mas age sobre ela; sua teoria dos “atos da fala” sugere que palavras têm poder transformador, interferindo na realidade em vez de simplesmente descrevê-la.
          • Linguagem e pensamento em Jean Piaget: estudou a gênese do conhecimento e a relação entre comunicação e desenvolvimento cognitivo; para ele, a inteligência é cumulativa, e a comunicação surge do compartilhamento de experiências, sendo essencial para o aprendizado.
          • Estruturas sintáticas e crítica da mídia por Noam Chomsky: destacou a universalidade da linguagem e criticou a manipulação da mídia como ferramenta de controle; ele argumenta que a propaganda molda opiniões ao distorcer informações para atender interesses dominantes.
          • Escolas de semiótica: a semiótica, ciência dos signos, estuda como representações adquirem significados dentro de códigos específicos; ela aborda as relações entre signos e significados, mostrando como os sentidos são construídos.
          • A linguística geral de Ferdinand de Saussure: diferenciou língua (regras abstratas) e fala (aplicação concreta), comparando essa relação a um jogo de xadrez, no qual as regras estruturam as ações, mas o uso prático é fundamental.
          • Intertextualidade e política do signo de Mikhail Bakhtin: explorou o discurso como construção social e política, argumentando que o significado dos signos deriva de seu contexto histórico e social, influenciando o discurso e a intertextualidade.
          • Estruturalismo: investiga como a organização de elementos inter- relacionados define sistemas, como a linguagem e a narrativa; originado nos estudos de Saussure, ele examina como estruturas moldam significados.
          • Roland Barthes e a linguagem como instrumento de poder: por meio de desmontagem estruturalista, ele revelou como textos culturais refletem relações de dominação social.
          • Hiper-realidade cotidiana de Umberto Eco: estudou a estética e a semiótica da cultura de massa, argumentando que os produtos midiáticos criam uma hiper-realidade que redefine a experiência cultural
          • O espírito do tempo de Edgar Morin: explorou a cultura de massa como característica do século XX, transcendendo sistemas econômicos, destacando como a indústria cultural molda mentalidades através de variações temáticas.
          • Michel Foucault, o discurso e o saber-poder: associou o poder às práticas discursivas, afirmando que ele não é possuído, mas exercido; seu estudo do poder explora sua relação com a produção de saberes.
          • Campo, estruturas e habitus de Pierre Bourdieu: examinou como campos sociais estruturam práticas e representações, concebendo o habitus como conjunto de ações internalizadas, moldando comportamentos e a dinâmica comunicativa.
          • A experiência de Kurt e Laura Lang (1956): compararam percepções de eventos ao vivo e transmitidos, mostrando como a mídia cria uma realidade distinta, influenciando a construção de narrativas e celebridades.
          • Pseudoeventos e eventos da mídia: Daniel Boorstin criticou a criação de eventos pela mídia, onde a imagem supera a realidade, apontando como a mídia combina jornalismo, publicidade e entretenimento para moldar percepções.
          • O mundo encantado do kitsch: o kitsch, entre a arte e a cópia, foi transformado pela mídia em um fenômeno cultural visualmente apelativo, caracterizado por ornamentos excessivos que cativam os sentidos.

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Mindmap am Teorias da comunicacao, erstellt von allana calil am 16/03/2025.
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allana calil
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