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LESÃO CELULAR

Amanda Pedroso Portugiesisch

LESÃO CELULAR

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LESÃO CELULAR

  1. DEFINIÇÃO

    • Alterações anormais nas celulas; causadas por fatores prejudiciais, como doenças, agentes infecciosos, substâncias tóxicas, traumas físicos, radiações ou desequilíbrios metabólicos.
      • CAUSAS MULTIFATORIAIS E AS SUAS CONSEQUENCIAS
        • AGENTES FÍSICOS:
          • Variações de temperatura, pressão atmosférica, radiação UV, lesões traumáticas.
        • AGENTES QUÍMICOS
          • Bebidas alcoólicas em uso contínuo, poluição ambiental, componentes químicos.
        • AGENTES BIOLÓGICOS
          • Bactérias, vírus, fungos, parasitas.
        • ALTERAÇÕES GENÉTICAS
          • Cromossomos extras, substituição de par de bases (troca de aa: anemia falciforme). Defeitos genéticos podem levar à lesão celular: deficiência de proteínas funcionais, proteínas mal dobradas, acúmulo de DNA danificado.
        • DESBALANÇOS NUTRICIONAIS
          • Deficiência protéico-calórica, deficiências de vitaminas, excessos nutricionais (colesterol).
        • REAÇÕES IMUNOLÓGICAS
          • Doenças autoimunes, lesões durante reações imunes contra agentes externos
        • Privação de oxigênio (hipóxia): isquemia, oxigenação sanguínea inadequada (insuficiência cardiorrespiratória), redução na capacidade de transporte de oxigênio (anemia), perda sanguínea. Reduz respiração oxidativa aeróbica: reduz ATP.
  2. MECANISMO DE LESÃO CELULAR

    • ↓Perfusão Sanguinea → ↓ O2 celular → ↓ nutrientes → ↓ respiração aeróbica → ↓ fosforilação oxidativa → ↓ ATP → ↑ acido lático → ↓ Ph → acidose metabólica → alteração da permeabilidade celular → edema, tumefação, vacuolização → entrada de ións calcio e liberação de CPK, LH e troponina.
  3. DEPLEÇÃO DE ATP

    • Lesão isquêmica e química (tóxica). Causa fundamental da morte celular por necrose. As principais causas de depleção de ATP são a redução do fornecimento de oxigênio e nutrientes danos mitocondriais ação de algumas substâncias tóxicas (cianeto).
  4. DANOS MITOCONDRIAIS

    • Privação de oxigênio, tóxicos, entrada de cálcio, EROs (espécies reativas de oxigênio) → estresse oxidativo. A abertura desse canal de condutância (poro de transição de permeabilidade mitocondrial) leva à perda do potencial de membrana mitocondrial, resultando em falha na fosforilação oxidativa e na depleção progressiva do ATP, culminando na necrose da célula.
  5. PERDA DE HOMEOSTASE E INFLUXO SANGUÍNEO

    • A isquemia e certas substâncias tóxicas causam um aumento da concentração do cálcio citosólico, inicialmente pela liberação do Ca2+ dos estoques intracelulares e, posteriormente, pelo aumento do influxo através da membrana plasmática. Através da abertura de poro de transição da permeabilidade mitocondrial e ativa enzimas com efeitos potencialmente deletérios sobre a célula. O aumento dos níveis de Ca2+ intracelular resulta, também, na indução da apoptose, pela ativação direta das caspases e pelo aumento da permeabilidade mitocondrial.
  6. DEFEITOS NA PERMEABILIDADE DE MEMBRANA

    • Lesões em membrana plasmática, mitocondrial e lisossômica. O dano na membrana pode afetar as funções e a integridade de todas as membranas celulares.
  7. DANOS AO DNA E PROTEÍNAS

    • Exposição do DNA a estresse oxidativo, fármacos nocivos ou a radiação e proteínas mal dobradas → morte por apoptose.
  8. DEFINIDA EM ADAPTATIVA, REVERSIVEL E IRREVERSIVEL

    • LESÃO REVERSÍVEL
      • Principal causa: distúrbio circulatório (insuficiência cardíaca).
      • DEFINIÇÃO
        • Quando o agente causal é removido a célula volta ao seu estado normal.
        • Lesão celular leve, transitória.
        • As influências nocivas exercem primeiramente seus efeitos aos níveis molecular e bioquímico.
        • Há um período de tempo entre o estresse e o surgimento das alterações morfológicas da lesão e morte celular.
        • TUMEFAÇÃO TURVA
          • Baixa perfusão de oxigênio nos hepatócitos (citoplasma claro, granuloso = lesão).
          • Acúmulo de sangue venoso (hemácias, neutrófilos, linfócitos) no fígado (congestão passiva crônica hepática = hiperemia passiva).
          • Provavelmente em paciente com insuficiência cardíaca.
          • Hepatócitos: citoplasma granuloso, membrana e podem ser binucleados.
          • Acidose devido à hipóxia causa a alteração na bomba de sódio e potássio que aumenta a permeabilidade da membrana (leva água para meio intracelular): hepatócitos balonizados.
          • Aumento do volume do hepatócito + volume sangue venoso = hepatomegalia.
          • Pode acontecer lise celular (irreversível) e surgimento de tecido fibroso nesse local.
        • DEGENERAÇÃO HIDRÓPICA
          • Os agentes agressores geram um desequilíbrio hidroeletrolítico na célula, o qual provoca a sua degeneração.
          • Primeira manifestação de quase todas as formas de dano celular
          • Lesão não letal mais comum.
          • Acúmulo de água e eletrólitos no interior das células, tornando-as tumefeitas (edemaciadas).
          • Acúmulo de sangue venoso no órgão, em situação de hipóxia: congestão passiva crônica.
      • DEGENERAÇÃO HÍALINA
        • O acúmulo de proteínas na célula lhe confere um aspecto translúcido, homogêneo e eosinofílico.
        • Lesões amorfas com afinidade pela eosina
        • Direciona para alterações no organismo
        • Degeneração extracelular e intracelular
      • DEGENERAÇÃO GORDUROSA
        • Acumulo excessivo de gordura no citoplasma de células
        • Esteatose – acúmulo de lipídios no interior de células que metabolizam gordura, mas não armazenam. Ex: triglicerídeos. Esteatose hepática
        • Lipidose – acúmulo de gordura em células que normalmente não metabolizam nem armazenam gordura. Ex: cristais de colesterol.
      • DEGENERAÇÃO MUCÓIDE
        • Hiperprodução de muco por células mucíparas (ex: trato gastrointestinal e respiratório).
        • Pode levar à morte celular.
    • LESÃO IRREVERSIVEL
      • DEFINIÇÃO
        • Aparência morfológica resultante de desnaturação de proteínas intracelulares ou digestão enzimática da célula lesada letalmente (pode levar horas - enzimas detectadas no sangue nas primeiras horas pós lesão).
      • CARACTERÍSTICAS
        • Baixa perfusão celular (tecidual).
        • Diminuição de O2 celular.
        • Diminuição de nutrientes.
        • Diminuição da respiração aeróbica e aumento da resp. anaeróbica
        • Diminuição da fosforilação oxidativa.
        • Diminuição de ATP.
      • TIPOS
        • MORTE CELULAR PROGRAMADA
          • É um tipo de morte celular fisiológica que corre com o fim de manter a homeostase ou para favorever a difenciação . Apoptose é mais conhecida desse modelo.
        • MORTE CELULAR REGULADA
          • Significa morte celuar por ativação das vias que podem ser reguladas por farmacos ou manipulações genômicas sem fazer parte de contexto fisiológico. Ou seja, a célula morre por necrose com o intuito de eliminar o vírus
          • nem toda morte regulada é programada
        • MORTE CELULAR ACIDENTAL
          • Agressões que causam a morte celular incontrolada, por necrose ou apoptose
      • NECROSE
        • Significa morte celular em organsimo vivo em seguida de autólise, isso é, o agressor interrompe a produção de energia o que faz com que os lisossomos perca a capacidade de conter as didrolases e estas portanto, saem para o citosol e iniciam autólise
          • NECROSE COAGULATIVA
            • Causa mais frequente é a isquemia
            • Macroscopicamente, a área atingida é esbranquiçada e fica circundada por um halo avermelhado (hiperemia que tenta compensar a isquemia).
            • Macroscopicamente, a área atingida é esbranquiçada e fica circundada por um halo avermelhado (hiperemia que tenta compensar a isquemia).
          • NECROSE POR LIQUEFAÇÃO
            • Necrose em que a região adquire consistência mole, semifluida ou liquefeita
            • Causada por enzimas lisossômicas.
            • Com um no tecido nervoso, na suprarrenal ou na mucosa gástrica.
            • Em inflamações purulentas, a liquefação (pus) deve-se à ação de enzimas lisossômicas liberadas por leucócitos.
          • NECROSE CASEOSA
            • A área necrosada adquire aspecto macroscópico de massa de queijo
            • Comum na tuberculose
            • Microscopicamente, as células necróticas formam uma massa homogênea, acidófila, contendo núcleos picnóticos e, principalmente na periferia, núcleos fragmentados (cariorrexe); as células perdem totalmente os seus contornos e os detalhes estruturais
        • NECROSE LÍTICA
          • Necrose de hepatócitos em hepatites virais, os quais sofrem lise ou esfacelo.
        • NECROSE GOMOSA
          • Variedade de necrose por coagulação. Tecidol fica compacto e elástico (borracha) ou fluído viscoso. Encontrado na sífilis tardia
        • ESTEATONECROSE
          • Necrose enzimática de tecido adiposo. Encontrada na pancreatite aguda, extravazamento de enzimas pancreáticas
  9. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

    • BOGLIO - PATOLOGIA GERAL 6° EDIÇÃO ROBBINS
    • PATOLOGIA BÁSICA 8° EDIÇÃO
    • MECANISMOS FUNDAMENTAIS DA LESÃO CELULAR - USP
  10. - Flavio Maltempi (RA 202237780) -Gustavo Ruz (RA 202237756) -Jéssika Santos (RA 202237746) - Luís Fernando Naudi (RA 202236742) -Matheus Lazzari (RA 202236743)

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Mindmap am LESÃO CELULAR, erstellt von Amanda Pedroso am 03/10/2023.
Erstellt von
Amanda Pedroso
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