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Teorias de Curriculo

Paula Silva Pedagogia Portugiesisch

Mapa mental sobre teorias de currículo: teorias tradicionais, críticas e pós-críticas

Mapa mental: Teorias de currículo

Inhalt der Mindmap

Teorias de Curriculo

  • Cristiane Fagundes Giulia Silva Maria de La Paz Natália Apolinário Paula Renata Vanessa Cristina
  1. Teorias Críticas

    • IDEOLOGIA: A ideologia seriam ideias estabelecidas por indivíduos ou grupos. Essas ideias seriam a base de suas ações em uma sociedade. Segundo teóricos críticos a ideologia limita o pensamento de uma sociedade, pois um currículo tradicional, por exemplo, preocupa-se com a hegemonia dos grupos dominantes na sociedade e acaba por criar uma visão estereotipada de muitas questões sociais, como gênero, raça e etc.
      • REPRODUÇÃO CULTURAL E SOCIAL: As relações de produção são as formas como os seres humanos desenvolvem suas relações de trabalho e distribuição no processo de produção e reprodução da vida material. Constrói-se socialmente, economicamente e culturalmente uma sociedade baseada em classes, onde há um contrato implícito de dominação e subordinação entre os indivíduos. Sob esse aspecto a estrutura escolar é compreendida como uma reprodutora desse modelo, na medida que seu currículo gera trabalhadores “adequados” ao mercado capitalista.
        • PODER: O poder é entendido como uma imposição de ideias. Para as teorias críticas o poder é um dos principais fatores da diferença entre as classes sociais. O poder se restringe a classe dominante e essa, por sua vez, oprime a classe dominada. Os Críticos são contra essa ideia de hegemonia dos dominantes e tenta romper com a organização vertical da sociedade.
          • CLASSE SOCIAL: Classe Social seria um conceito referente ao modo de divisão da sociedade segundo Marx e que está diretamente relacionada ao sistema capitalista ou sistema de lucro no mercado. A sociedade estaria dividida em classe dominante e classe dominada, sendo as políticas e decisões tomadas e adotadas pela sociedade de interesse das classes dominantes. Para a Teoria Crítica essa divisão de classes silencia os dominados e não oferece oportunidades, além de práticas tecnicistas, para essa classe.
            • CAPITALISMO: É o sistema econômico e social baseado na propriedade privada dos meios de produção (proprietários), na organização da produção visando o lucro e empregando trabalho assalariado (não-proprietários), de acordo com o funcionamento do sistema de preços.
              • RELAÇÕES SOCIAIS E DE PRODUÇÃO: Se constituem das formas como os sujeitos desenvolvem suas relações de trabalho, a propriedade dos meios de produção como, capitais, terras, ferramentas, máquinas etc., a distribuição e repartição desses produtos e a estrutura de classes. Se dão, em um mundo capitalista, entre diferentes classes sociais. Para as teorias críticas, a escola e o currículo ficam responsáveis pela reprodução das desigualdades e das injustiças sociais já que reproduzem os aspectos necessários para a sociedade capitalista: trabalhadores adequados a cada necessidade dos locais de trabalho, líderes para cargos de chefia e líderes obedientes e subordinados para os cargos de produção.
                • CONSCIENTIZAÇÃO: O processo de conscientização implica o reconhecimento da situação de opressão em que os grupos subordinados estão envolvidos. Este reconhecimento faz parte das condições necessárias para a transformação das estruturas de dominação.
                  • EMANCIPAÇÃO E LIBERTAÇÃO: A emancipação é mencionada nas Teorias Críticas como um dos conceitos fundamentais para se romper com os pensamentos das Teorias Tradicionais. Nessa perspectiva emancipatória “(...) a tarefa da escola não se restringe a ensinar conteúdos disciplinares, mas deve também desmistificar a realidade para provocar a ação consciente.” dos sujeitos. A libertação está diretamente vinculada à emancipação e tem como um dos pontos principais o pensamento de Paulo Freire de que é preciso entender que o diálogo é uma das maiores ferramentas que os sujeitos têm para conseguir romper com a autoridade das classes dominantes sobre as políticas públicas e, consequentemente, sobre suas vidas.
                    • CURRÍCULO OCULTO: Conjunto de atitudes , valores e comportamentos que não fazem parte explícita do currículo, mas que são implicitamente "ensinados" através das relações sociais, dos rituais, das práticas e da configuração espacial e temporal da escola.
                      • RESISTÊNCIA: A resistência seria um processo de rompimento com a dominação sociocultural existente como norma nas sociedades, ou seja, uma resistência a um modelo fechado e excludente de concepções, pois deve-se em um currículo, segundo as Teorias Críticas, trabalhar a favor dos oprimidos, resistir às classes dominantes e a reprodução de sua cultura. Reagir ao determinismo das teorias da reprodução e à visão passiva da ação humana.
  2. Teorias Pós-Críticas

    • IDENTIDADE, ALTERIDADE, DIFERENÇA: A alteridade é a capacidade de se colocar no lugar do outro, o mundo individual só existe em contraste com o mundo do outro. A diferença é parte da construção da identidade do sujeito, que se molda a partir da distinção entre mim e o outro. A identidade se constrói na relação com a diferença, são inseparáveis, interdependentes e estão em conexão com as relações de poder. São conceitos que não convivem harmoniosamente entre si, mas são disputados. Diante desses conceitos, percebe-se que para as Teorias Pós-Críticas, o currículo deve ser multicultural e abranger as diferenças com alteridade, desta forma irá influenciar na identidade do sujeito.
      • SUBJETIVIDADE: Teóricos pós-estruturalistas questionaram radicalmente a ideia de subjetividade ligada ao sujeito como ser humano constituído de um núcleo racional, autônomo e consciente, no qual se localiza a origem e o centro da ação, para Foucault, por exemplo, o sujeito é um efeito do discurso e do poder. O currículo é sempre o resultado de uma seleção. Uma seleção (de conhecimento) com base no tipo de pessoa que se deseja formar para a sociedade. De posse dos conhecimentos selecionados, buscam justificar o porquê dessa seleção e não outra. Nesse contexto, o currículo configura numa questão de identidade ou de subjetividade. Ou seja “cada modelo de ser humano, corresponderá um tipo de conhecimento, um tipo de currículo”. Portanto, “o currículo é também uma questão de identidade”.
        • SIGNIFICAÇÃO E DISCURSO: Constitui-se como um conceito central nos Estudos Culturais, em que a cultura é compreendida como um campo de lutas que circunda a produção de significados, ou seja, é o processo pelo qual se produzem significados. Enquanto, o discurso é um termo que se utiliza para demarcar o caráter linguístico do processo de construção de significados do mundo social. Na perspectiva foucaultiana, o discurso não só descreve, mas também cria objetos exteriores à ele. No campo do currículo, a ideia de estrutura é substituída pela ideia de discurso: não há estruturas fixas que fecham a forma definitiva a significação mas apenas as estruturações discursivas.
          • SABER-PODER: Toda relação social é uma relação de poder. Não existe uma verdade absoluta, mas sim um regime de verdade onde toda a sociedade elege um conjunto de ditos. Não existe uma verdade livre das relações de poder. Para Foucault, o saber-poder diz da relação intrínseca desses dois elementos que não se opõem, ao contrário, se afirmam mutuamente. Os saberes ampliam os poderes em uma sociedade, pois não é somente as camadas dominantes de uma sociedade que possuem o saber e o poder.
            • REPRESENTAÇÃO: Conceito central em campos como a Filosofia e a Psicologia Social, nos quais tem conotações bastante diferentes. Na análise cultural mais recente, refere-se às formas textuais e visuais através das quais se descrevem os diferentes grupos culturais e suas características. No contexto dos Estudos Culturais, a análise da representação concentra-se em sua expressão material como “significante”: um texto, uma pintura, um filme, uma fotografia. Pesquisam-se aqui, sobretudo, as conexões entre identidade cultural e representação, com base no pressuposto de que não existe identidade fora da representação.
              • CULTURA: Na teorização introduzida pelos Estudos Culturais, sobretudo naquela inspirada pelo pós-estruturalismo, a cultura é teorizada como campo de luta entre os diferentes grupos sociais em torno da significação. A educação e o currículo são vistos como campos de conflito em torno de duas dimensões centrais da cultura: o conhecimento e a identidade. No campo curricular, é entendida como o produto das relações sociais, relações que são hierárquicas e de poder.
                • GÊNERO, RAÇA, ETNIA, SEXUALIDADE: Gênero, raça, etnia e sexualidade são temáticas existentes em uma sociedade, que representam a diversidade de sujeitos e as singularidades identificadas em um ambiente social. Para as teorias pós-críticas o gênero, a raça, a etnia e a sexualidade são elementos a serem considerados na seleção dos saberes que devem compor os currículos, sendo que, por vezes transformam-se em objetos de pesquisas, influenciando a construção de propostas curriculares, com objetivo de abordar o multiculturalismo social.
                  • MULTICULTURALISMO: Não podendo ser separado das relações de poder, o multiculturalismo parte do pressuposto de admitir, reconhecer e valorizar todas as culturas. É um movimento de reivindicação, que quando utilizado como instrumento em lutas, procura garantir a representatividade de todas as culturas, transferindo para as esferas sociais, políticas, educacionais e econômicas a compreensão e respeito em meio a diversidade cultural.
  3. Teorias Tradicionais

    • ENSINO: Processo de transmissão dos conteúdos definidos por um currículo, em que os alunos são considerados receptores passivos da informação transmitida, implicando na interação de três elementos: o professor ou docente; o aluno, estudante ou discente; e o objeto de conhecimento. Trata-se de uma prática sistemática de instruir, doutrinar os princípios e ideias que se ensinam a alguém, sendo o professor o único detentor do conhecimento.
      • APRENDIZAGEM: A aprendizagem é um processo, segundo as Teorias Tradicionais, de absorção do conhecimento transmitido pelo professor ao aluno. O aluno é um mero depósito de informações (sujeito passivo) na educação. Ela ocorre por meio da resolução de exercícios, da repetição de conceitos e recapitulação do saber adquirido sempre que necessário. O conhecimento do aluno não é visto como relevante para a aprendizagem.
        • AVALIAÇÃO: A avaliação se faz sobre parâmetros gerais e metas estabelecidas para todos, independente das diferentes condições em que tal programa é aplicado. Através de provas sistêmicas, avalia-se o domínio do conteúdo de maneira apenas mecânica. Igualando o sistema educacional ao modelo organizacional e administrativo das empresas, a avaliação serve como uma espécie de controle de qualidade, ao passo que tem como objetivo principal mensurar a aquisição de habilidades intelectuais – estas, em sua maioria, obtidas através de práticas de memorização.
          • METODOLOGIA: A metodologia seria o método escolhido pelo professor para atingir um conhecimento específico. Trata-se de um campo científico que estuda os diferentes métodos existentes nas pesquisas e ensino, visando determinar qual o melhor a ser aplicado.
            • DIDÁTICA: É um ramo da ciência que objetiva ensinar métodos e técnicas que possibilitam a aprendizagem do aluno por parte do professor ou instrutor. Também, pode ser entendida como a arte de transmitir conhecimentos, a partir de técnicas de ensino. Partindo de preceitos científicos, deve-se orientar a atividade educativa de modo a torná-la mais eficiente.
              • ORGANIZAÇÃO: Baseada no Taylorismo a Teoria Tradicional se organiza como uma empresa, imposição, padronização e processos a serem seguidos. Na perspectiva tradicional de currículo, a organização dos conteúdos das aulas, devem sempre ter seu foco na eficiência e nos resultados. Geralmente seguem prescrições diretas dos currículos oficiais dos órgãos de legislação educacional. Neste caso, se o aluno é um mero reprodutor do conteúdo, o professor é um repetidor de programas.
                • PLANEJAMENTO: Dentro desta teoria, o planejamento seria o ato de pensar ou refletir sobre a prática antes de realizá‐la, considerando os elementos que possam intervir na configuração da experiência que os alunos/as terão, de acordo com a peculiaridade do conteúdo curricular envolvido. Esta forma de ensino pode ser caracterizada pelo método cujo aspecto básico é o professor dirigir a classe a um resultado desejado, através de uma série de perguntas previamente organizadas a fim de se chegar ao objetivo proposto.
                  • EFICIÊNCIA: é a "capacidade de realizar tarefas ou trabalhos de modo eficaz e com o mínimo de desperdício; produtividade.". Na Teoria Tradicional os alunos têm que aprender as técnicas para ser eficiente em seu trabalho e produção.
                    • OBJETIVOS: Como o currículo é para a teoria tradicional uma questão essencialmente técnica, os objetivos constituem-se de preparar para o mercado de trabalho e pela busca do melhor resultado do professor e do aluno. A teoria tradicional considera o método científico o mais adequado para se alcançar esse resultado.

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Pedagogia Mindmap am Teorias de Curriculo, erstellt von Paula Silva am 15/05/2017.
Erstellt von
Paula Silva
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