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“Um produto que não se desgasta é uma tragédia para os negócios”. Obsolescência planejada, conceito amplamente utilizado depois da ‘Grande Depressão’, é quando algum bem se torna obsoleto ou inutilizável, propositalmente, em um curto espaço de tempo de modo a aumentar o lucro das empresas, diminuir o desemprego e, consequentemente, aumentar o consumo. Dessa forma, Cosima Dannoritzer dirige o documentário “A História Secreta da Obsolescência Planejada” alertando sobre os perigos ambientais e sociais da prática.
O documentário inicia com um rapaz, chamado de Marcos, com problemas em sua impressora e buscando suporte técnico para consertá-la. Entretanto, é incentivado a comprar uma nova impressora nas três lojas que veio a visitar, mas ao longo do documentário foi identificado uma peça, precedentemente desenhada para fazer até um certo número de impressão e o equipamento pararia de funcionar. Dessa forma, Marcos estaria sofrendo o “golpe” da obsolescência programada.
Além disso, o filme aborda o tema acerca da história de uma lâmpada do Corpo de Bombeiros em Livermore, na Califórnia, tida como a mais antiga do mundo, foi desenvolvida em 1895, por Adolphe Chaillet, onde a fórmula para a fabricação nunca foi compartilhada. Inicialmente, as lâmpadas eram produzidas para durar muito tempo, cerca de 1800 horas, logo depois ampliada para 2500 horas, porém, um cartel de produtores de lâmpadas da Europa e dos Estados Unidos, denominada de Phoebus, planejara um plano para diminuir a vida útil das lâmpadas para 1000 horas. Logo, engenheiros começaram a produzir equipamentos piores para a população comprar mais, obtendo mais lucros para as empresas. Exemplo disso, foi na instauração do Muro de Berlim onde dividia a Alemanha pós Segunda Guerra Mundial em dois lados (Oriental Vs. Ocidental), lâmpadas de tungstênios começaram a ser fabricados na economia oriental, onde tinham equipamentos mais duráveis, mas a ocidental recusou a fabricar essas lâmpadas por acharem perda de tempo. A lâmpada é tida pelo próprio documentário como o primeiro objeto a ser vítima da obsolescência planejada. Outro exemplo citado pelo documentário foi a criação da linha nylon, onde, inicialmente foi uma invenção supervalorizada pelas mulheres pelos seus fios que nunca se desgastavam, mas com a pressão de vendedores, diminuíram a vida útil do material para que houvessem compras mais constantes.
Apple, uma das empresas mais bem-sucedidas, modernas e avançadas do mundo recebeu diversas ações judiciais devido a Ipods fabricados para durar em torno de um ano, causando assim desgastes ambientais em países terceirizados. Depois de descartados, geralmente, os equipamentos vão para países africanos, vendidos como produtos de segunda mão, mas, na verdade, são produtos com total inutilidade. Logo, produtos inutilizáveis ficam em aterros sanitários, onde as famílias mais pobres reaproveitam seus materiais ou derretem os metais.
Por fim, Marcos, personagem citado no começo, consegue consertar sua impressora sem a assistência técnica e sem comprar uma nova impressora, mostrando a ineficiência da obsolescência planejada. O filme, ainda, realiza um pedido de mudança na lógica consumista, a fim de evitar o desperdício, reduzindo os rastos ecológicos, a superprodução e o superconsumo.
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Informationen
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- Notiz am Ohne Titel, erstellt von Felipe Abreu am 25/06/2020.
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- Felipe Abreu · Jun 2020
- Aktualisiert
- 25 Jun 2020
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