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Andreia Dias1275 Biologia e Geologia Exames Nacionais Portugiesisch 1 Folie

Folien in diesem Satz (1)

  1. Folie 1

    • GEOLOGIA 10º
    • As rochas, arquivos que relatam a história da Terra
    • Ciclo das rochas
    •  Rochas sedimentares: formadas à superfície ou perto dela, a partir de deposições de
    • sedimentos que, posteriormente, experimentam uma evolução, sendo compactados e
    • ligados entre si.
    •  Rochas magmáticas: resultantes da solidificação de magma.
    •  Rochas metamórficas: originadas a partir de rochas preexistentes que experimentam
    • transformações mineralógicas e estruturais, mantendo-se no estado sólido. Essas
    • transformações são devidas a condições de pressão e de temperatura elevadas ou à
    • acção de fluidos de circulação.
    • Fig. 1 – Ciclo das Rochas
    • Resumos de Biologia e Geologia (10º e 11º anos) V1.1 Nuno Fernandes 2005/2006
    • 2
    • Rochas sedimentares
    • Ocorrem fundamentalmente duas fases na génese de rochas sedimentares:
    • sedimentogénese e diagénese.
    •  Sedimentogénese: conjunto de processos físicos e químicos que compreendem a
    • elaboração dos materiais que vão constituir as rochas sedimentares, o transporte e a
    • deposição desses materiais.
    • o Erosão: remoção dos materiais previamente alterados das rochas, por
    • agentes erosivos. Os materiais (clastos ou detritos) são transportados.
    • o Sedimentação: deposição desses materiais, que passam a denominar-se
    • por sedimentos. Primeiro depositam-se os detritos mais densos e pesados e
    • depois os menos densos e menos pesados. Se não houver perturbações, a
    • sedimentação realiza-se de forma regular, sendo que os sedimentos
    • formam camadas horizontais, não deformadas – estratos.
    •  Diagénese: conjunto de processos físicos e químicos que intervêm após a
    • sedimentação e pelos quais os sedimentos evoluem para rochas sedimentares coerentes.
    • No decurso da diagénese os sedimentos são compactados, desidratados e cimentados,
    • ficando ligados entre si.
    • Rochas magmáticas e rochas metamórficas
    •  Rochas magmáticas: os magmas formam-se no interior da Terra e são misturas
    • complexas de minerais fundidos, cristais em suspensão, e gases. O magma é menos
    • denso que o ar e que as rochas envolventes, por isso pode, quando sujeito a pressões,
    • movimentar-se, aproximando-se da crosta. Ao fazê-lo, consolida, formando rochas
    • magmáticas.
    • o Rochas magmáticas intrusivas ou plutonitos: rochas resultantes da
    • consolidação do magma no interior da crosta. Apresentam, geralmente,
    • minerais desenvolvidos, identificáveis à vista desarmada, devido ao
    • arrefecimento lento e em profundidade que é propício ao crescimento e
    • desenvolvimento dos cristais. Ex: granito.
    • o Rochas magmáticas extrusivas, vulcânicas ou vulcanitos: rochas
    • resultantes da consolidação do magma à superfície. Os minerais são de
    • pequenas dimensões, podendo existir matéria não cristalizada. Esta
    • textura indica um arrefecimento rápido do magma. Ex: basalto.
    • Resumos de Biologia e Geologia (10º e 11º anos) V1.1 Nuno Fernandes 2005/2006
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    •  Rochas metamórficas: As rochas, em consequência do dinamismo terrestre, podem ser
    • deslocadas para zonas com diferentes condições. Se afundam na crosta, ficam sujeitas a
    • maiores pressões e temperaturas e, por vezes, a um ambiente químico diferente.
    • Embora mantendo o estado sólido, alteram-se. Os principais factores de metamorfismo
    • são a temperatura, a pressão, os fluidos de circulação e o tempo.
    • A medida do tempo geológico e a idade da Terra
    • Idade relativa e idade radiométrica
    •  Idade relativa (datação relativa): baseia-se no princípio da sobreposição de estratos e
    • na existência/presença de fósseis de idade em determinadas camadas.
    • o Princípio da sobreposição de estratos: numa série de rochas
    • sedimentares não deformadas, o estrato A que se encontra sobre o estrato
    • B é mais antigo do que este; ou seja, um estrato é mais velho que aqueles
    • que o recobrem e mais novo dos que os que lhe estão subjacentes.
    •  Idade absoluta (datação absoluta/radiométrica): baseia-se na desintegração de
    • isótopos radioactivos que se desintegram espontaneamente. Os isótopos-pai
    • desintegram-se em isótopos-filho mais estáveis. O tempo necessário para que metade
    • dos isótopos-pai de uma rocha se desintegrem em isótopos-filho, denomina-se por
    • semivida.
    • A Terra, um planeta em mudança
    • Princípios básicos do raciocínio geológico
    •  Catastrofismo: alterações à superfície da Terra são provocadas por catástrofes
    • ocasionais.
    •  Uniformitarismo: alterações ocorridas à superfície são provocadas por processos
    • naturais, graduais e lentos.
    • O uniformitarismo pressupõe que:
    • o As leis naturais são constantes no espaço e no tempo
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    • o Princípio do actualismo – as causas que provocaram determinados
    • fenómenos no passado são idênticas às que provocam o mesmo tipo
    • de fenómenos no presente
    • o A maioria das mudanças geológicas é gradual e lenta.
    •  Neocatastrofismo (teoria actualmente aceite): aceita os pressupostos do
    • uniformitarismo, mas atribui também um papel importante aos fenómenos catastróficos
    • como agentes modeladores da superfície terrestre.
    • Mobilismo geológico
    •  Litosfera: camada mais exterior, rígida, constituída por crosta continental, crosta
    • oceânica e uma parte do manto superior.
    •  Astenosfera: camada sólida mas plástica, constituída por uma parte do manto superior
    • e uma parte do manto inferior.
    • Tipos de limites das placas litosféricas:
    •  Limites divergentes: situam-se nas dorsais oceânicas e são zonas onde é gerada nova
    • crosta. Geralmente as dorsais têm um vale central chamado rifte, onde há ascensão de
    • material.
    •  Limites convergentes: verifica-se a destruição de placas litosféricas  zonas de
    • subducção: uma placa (a mais densa) afunda sob a outra (menos densa), sendo
    • destruída. (A crosta oceânica mergulha sob a continental)
    •  Limites conservativos: situam-se no limite de falhas transformantes que cortam
    • transversalmente as dorsais e ao longo das quais não se verifica destruição nem
    • alastramento, mas apenas deslizamento de uma placa em relação à outra.
    • Formação do sistema solar
    • Provável origem do Sol e dos planetas
    •  Teoria nebular reformulada (teoria actualmente aceite): esta teoria consiste na
    • existência de uma nébula formada por gases e poeiras que, devido a forças gravíticas, se
    • achatou e aumentou a sua velocidade de rotação, dando origem a que no seu centro se
    • Resumos de Biologia e Geologia (10º e 11º anos) V1.1 Nuno Fernandes 2005/2006
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    • formasse um proto-sol. Este “disco” achatado tinha a matéria mais densa mais próxima
    • do centro e a menos densa mais afastada deste. Essa matéria, começou por chocar uma
    • com a outra e agregar-se, formando planetesimais, aos quais se agregaria mais matéria
    • (a este choque e agregação de matéria dá-se o nome de acreção). Os planetesimais
    • continuaram a chocar entre si, dando origem a proto-planetas que, devido a mais
    • acreção e diferenciação, deram origem a planetas.
    • Planetas, asteróides e cometas
    •  Planetas principais: descrevem as suas órbitas directamente em torno do Sol.
    •  Planetas secundários ou satélites: descrevem translações em torno dos planetas
    • principais.
    •  Asteróides: corpos rochosos de forma irregular que se deslocam geralmente entre as
    • órbitas de Marte e Júpiter.
    •  Cometas: corpos muito primitivos dos sistema solar, rochosos, com órbitas muito
    • excêntricas relativamente ao Sol. São constituídos por núcleo, cabeleira e cauda.
    •  Meteoróides: corpos de dimensões variáveis, provenientes do espaço, que se tornam
    • incandescentes ao atravessar a atmosfera. O rasto luminoso deixado por eles ao
    • atravessar a atmosfera chama-se meteoro. Quando uma parte dos meteoróides consegue
    • atingir a superfície, tem o nome de meteorito.
    • Meteoritos Composição Percentagem
    • Sideritos (férreos)
    • Ligas de Fe-Ni
    • Troilite (SFe)- não existe na Terra
    • Cobalto
    • 90 Fe – 4 a 20 Ni
    • 8
    • 0,5
    • Aerólitos
    • Olivina
    • Piroxenas
    • Ligas de Fe-Ni
    • Plagióclases
    • Troilite
    • 40
    • 30
    • 10 a 20
    • 10
    • 6
    • Siderólitos
    • (petroférreos)
    • Ligas de Fe-Ni
    • Silicatos, principalmente plagióclases
    • (feldspatos) + minerais ferromagnesianos como
    • piroxenas e olivina
    •  50
    • 50
    • Quadro 1 – Tipos de meteoritos e sua composição
    • Resumos de Biologia e Geologia (10º e 11º anos) V1.1 Nuno Fernandes 2005/2006
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    • A Terra – acreção e diferenciação
    • A diferenciação da Terra foi provocada por energia de diferentes fontes:
    •  Calor resultante do impacto dos planetesimais;
    •  Calor resultante da compressão dos materiais constituintes;
    •  Calor resultante da desintegração radiactiva.
    • A Terra passou de um corpo homogéneo para um corpo zonado, com núcleo denso,
    • essencialmente constituído por ferro, uma crosta, composta de materiais pouco densos, e o
    • manto, formado por materiais de densidade intermédia, compreendido entre o núcleo e a
    • crosta.
    • Em consequência da diferenciação formou-se ainda a atmosfera e a hidrosfera.
    • Sistema Terra-Lua
    • Génese da Lua
    •  Teoria da fissão: esta teoria sustenta que a rotação da Terra primitiva seria tão
    • rápida que, devido à força centrífuga, uma porção dela se separou e foi arremessada
    • para o espaço dando origem à Lua.
    •  Teoria da co-acreção ou concepção binária: teoria que afirma que a Terra e a Lua se
    • formaram, simultaneamente, a partir da condensação da nébula solar primitiva.
    •  Teoria da captura: teoria que preconiza que a Lua se teria formado noutro local do
    • sistema solar e que, devido à força gravitacional da Terra, foi capturada e começou a
    • orbitar em torno desta.
    •  Teoria da colisão com injecção (teoria mais aceite actualmente, pois é apoiada por
    • dados geoquímicos, geofísicos e gravitacionais): o impacto de um grande planetesimal
    • provocou a volatilização e ejecção de parte do interior e superfície da Terra, ainda em
    • formação. Posteriormente, este material sofreu acreção e diferenciou-se, formando,
    • deste modo, a Lua.
    • A Lua tem uma baixa força gravítica, daí que não tenha atmosfera nem hidrosfera. A
    • superfície da lua é formada por zonas negras, os “mares”, planos e constituídos por basaltos e
    • Resumos de Biologia e Geologia (10º e 11º anos) V1.1 Nuno Fernandes 2005/2006
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    • “continentes”, acidentados, constituídos por rochas claras, feldspáticas, que reflectem
    • bastante a luz.
    • A face da Terra – continentes e fundos oceânicos
    • Áreas continentais
    •  Escudos: rochas que afloram; formam os núcleos dos continentes.
    •  Plataformas estáveis: zonas de escudos que não afloram porque estão cobertos de
    • sedimentos.
    •  Cinturas orogénicas recentes: cadeias resultantes de colisões entre continentecontinente
    • ou placa oceânica-continente.
    • Fundos oceânicos
    • Fig. 2 – Corte através de uma área continental
    • Fig. 3 – Estrutura dos
    • fundos oceânicos
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    • Domínio continental
    •  Plataforma continental: faz parte da crosta continental e prolonga o continente sob o
    • mar.
    •  Talude continental: limite da parte imersa do domínio continental; tem declive
    • acentuado.
    • Domínio oceânico
    •  Planícies abissais: de profundidade compreendida entre 2500 e 6000m. Por vezes
    • podem existir fossas.
    •  Dorsais: situam-se na parte média ou bordas oceânicas. Contêm um vale central –
    • rifte.
    • Métodos para o estudo do interior da geosfera
    • Métodos directos
    •  Observação e estudo directo da superfície visível
    •  Exploração de jazigos minerais efectuada em minas e escavações
    •  Sondagens
    • Métodos indirectos
    •  Planetologia e astrogeologia: as técnicas aplicadas no estudo de outros planetas do
    • sistema solar podem ser usadas no estudo da Terra.
    •  Métodos geofísicos
    • o Gravimetria: estudo de variações no campo gravítico da terra – anomalias
    • gravimétricas. A presença de rochas menos densas dá origem a anomalias
    • gravimétricas negativas; a presença de rochas mais densas, leva a
    • anomalias positivas.
    • o Densidade: comparação da densidade de rochas presentes a diversas
    • profundidades.
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    • o Geomagnetismo: estudo das alterações no campo magnético da Terra.
    • o Sismologia: estudo dos sismos e da propagação das ondas sísmicas.
    • o Geotermismo: estudo da energia térmica da Terra.
    • Vulcanologia
    • Vulcanismo eruptivo
    • Um vulcão surge quando material sólido, no manto terrestre, passa ao estado líquido,
    • devido a um desequilíbrio entre a pressão e a temperatura, e ascende à superfície terrestre.
    • O magma pode preencher espaços no interior da crosta, formando grandes reservatórios,
    • as câmaras magmáticas, ou reservatórios de menores dimensões, as bolsadas magmáticas. Em
    • Fig. 4 – Esquema estrutural de um vulcão
    • Resumos de Biologia e Geologia (10º e 11º anos) V1.1 Nuno Fernandes 2005/2006
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    • torno destes reservatórios existem rochas, sobre as quais o magma exerce grande pressão,
    • denominadas por rochas encaixantes.
    • Assim, surge uma abertura – cratera – por onde é ejectada rocha no estado líquido –
    • magma – e material incandescente, originando uma erupção vulcânica, em que há libertação
    • de material no estado de fusão ígnea (lava) e materiais sólidos (piroclastos).
    • O magma formado em profundidade sobe através de fracturas na crosta terrestre. Quando
    • o magma chega à superfície passa a designar-se por lava.
    • A ascensão do magma não tem que se fazer necessariamente por uma só chaminé
    • principal. Pode também subir por fissuras mais pequenas – chaminés secundárias.
    • Ao longo de sucessivas erupções, vão-se depositando, em redor da cratera, lava
    • consolidada, cinzas e fragmentos rochosos, constituindo assim o cone vulcânico.
    • Um vulcão é considerado activo no caso de ter entrado em erupção recentemente, ou pelo
    • menos durante períodos históricos.
    • Um vulcão do qual não há registo de existência de actividade, que se apresenta bastante
    • erodido e do qual não há registos de erupção é considerado extinto.
    • Vulcões que não estejam completamente erodidos e dos quais não existem registos de
    • actividade são considerados vulcões adormecidos.
    • Podem formar-se, na parte superior dos vulcões, grandes depressões chamadas caldeiras.
    • As caldeiras têm forma circular e paredes íngremes e podem formar-se devido ao
    • afundimento da parte central do vulcão, após fortes erupções, em que grande quantidade de
    • materiais é rapidamente expelida, ficando um vazio na câmara magmática. A existência de
    • fracturas circulares e o peso das camadas superiores provocam o abatimento do tecto da
    • câmara.
    • Podem também ocorrer erupções fissurais nas quais a lava é expulsa através de fendas
    • alongadas.
    • Tipos de erupções (ver P. 170 livro, Erupções Havaianas, Estrombolianas, Vulcanianas, Peleanas)
    •  Erupções explosivas: as lavas são muito viscosas, fluem com dificuldade e impedem a
    • libertação de gases, o que provoca a ocorrência de explosões violentas. Por vezes a lava
    • não chega a derramar, constituindo estruturas arredondadas chamadas domas ou
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    • cúpulas, dentro da cratera. A lava pode chegar a solidificar dentro da chaminé formando
    • agulhas vulcânicas.
    •  Erupções efusivas: a lava é fluida, a libertação de gases é fácil e a erupção é calma,
    • com derramamento de lava abundante. Se os terrenos onde ocorre a erupção forem
    • planos, a lava pode constituir mantos de lava. Se houver declive acentuado podem
    • formar-se correntes de lava.
    •  Erupções mistas: assumem aspectos intermédios entre as erupções explosivas e as
    • erupções efusivas. Observam-se fases explosivas, que alternam com fases efusivas.
    • Vulcanismo residual
    •  Fumarolas: emissões de gases e vapores em regiões com manifestações de vulcanismo.
    • o Sulfataras: quando abundam os compostos de enxofre.
    • o Mofetas: quando abunda o dióxido de carbono.
    •  Géiseres: repuxos intermitentes de água e vapor.
    •  Nascentes termais: águas subterrâneas sobreaquecidas devido ao calor dissipado nas
    • regiões vulcânicas. Se essas águas têm origem magmática, designam-se por águas
    • juvenis.
    • Vulcões e tectónica de placas
    •  Vulcanismo associado a fronteiras divergentes – predominantemente do tipo efusivo.
    •  Vulcanismo associado a fronteiras convergentes – predominantemente do tipo
    • explosivo.
    •  Vulcanismo intraplacas – do tipo efusivo, associado à existência de pontos quentes
    • relacionados com a presença de plumas térmicas.
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    • Sismologia
    • Sismo
    • É movimento vibratório e brusco da crosta terrestre, devido, muitas vezes, a uma
    • libertação de energia (sob o efeito de tensões causadas, na maioria das vezes pela
    • movimentação das placas litosféricas; a litosfera acumula energia que é libertada quando a
    • pressão é suficientemente forte para provocar a ruptura do material) em zonas instáveis do
    • interior da Terra, que ocorrem num período de tempo restrito, em determinado local e que
    • se propaga em todas as direcções (ondas sísmicas). Depois da ruptura acima referida, dão-se
    • várias outras rupturas secundárias – réplicas. Também antes do abalo principal se podem
    • sentir sismos de fraca intensidade, denominados por abalos premonitórios. O ponto em que a
    • energia se liberta é denominado por hipocentro e o ponto que se encontra à superfície,
    • verticalmente sobre este, chama-se epicentro. O estudo dos fenómenos relacionados com a
    • ocorrência de sismos constitui a sismologia.
    • Fig. 5 - Formação de um manto de basalto e de uma cadeia vulcânica a partir de um
    • ponto quente na extremidade de uma pluma térmica / Formação de uma cadeia de ilhas
    • a partir de um ponto quente.
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    • o Macrossismos: sismos sentidos pela população.
    • o Microssismos: sismos imperceptíveis, que não causam danos significativos.
    • Causas dos sismos
    •  Sismos tectónicos: são devidos a movimentos tectónicos. (A, B e C). Podem ter
    • origem em forças de vários tipos:
    • o Compressivas (A): os materiais são comprimidos, tendendo a diminuir a
    • distância entre as massas rochosas.
    • o Distensivas (B): levam ao estiramento e alongamento do material,
    • aumentado a distância entre as massas rochosas.
    • Fig. 6 - Representação do foco ou hipocentro, plano da falha e
    • epicentro de um sismo
    • Fig. 7 – Causas dos sismos
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    • o Cisalhamento (C): os materiais são submetidos a pressões que provocam
    • movimentos horizontais, experimentando alongamento na direcção do
    • movimento e estreitamento na direcção perpendicular ao movimento.
    •  Sismos de colapso: são devidos a abatimentos em grutas e cavernas ou ao
    • desprendimento de massas rochosas.
    •  Sismos vulcânicos: são provocados por fortes pressões que um vulcão experimenta
    • antes de uma erupção e por movimentos de massas magmáticas relacionados com
    • fenómenos de vulcanismo.
    • Efeitos dos sismos – ondas sísmicas
    •  Ondas sísmicas: movimentos vibratórios de partículas que se propagam a partir do
    • foco, segundo superfícies concêntricas.
    • o Ondas de volume (profundidade)
    •  Ondas P
    •  as partículas vibram paralelamente à direcção de
    • propagação;
    •  a propagação produz-se por uma série de impulsos de
    • compressão e distensão através das rochas;
    •  propagam-se por todos os meios;
    •  são também chamadas ondas de compressão ou
    • longitudinais;
    •  provocam variações do volume do material.
    •  Ondas S
    •  as partículas vibram num plano perpendicular à direcção
    • de propagação;
    •  apenas se propagam em meios sólidos;
    •  provocam mudanças da forma do material;
    •  podem também chamar-se ondas transversais.
    • o Ondas superficiais (ondas L)
    •  Ondas de Rayleigh e ondas de Love
    •  Resultam da interferência de ondas P e S;
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    •  Ondas de Love: partículas vibram horizontalmente;
    •  Ondas de Rayleigh: partículas movimentam-se
    • elipticamente.
    • Sismograma
    •  Determinar a distância epicentral (para distâncias >100km)
    • [(Diferença tempo chegada S e P)-1] x 1000 = DE km
    • Sismos e tectónica de placas
    •  Fronteiras convergentes
    •  Fronteiras divergentes
    •  Fronteiras transformantes
    •  Sismos intraplacas
    • Fig. 8 - Sismograma
    • Resumos de Biologia e Geologia (10º e 11º anos) V1.1 Nuno Fernandes 2005/2006
    • 16
    • Descontinuidades internas da geosfera
    • A constituição e as propriedades físicas dos materiais terrestres variam com a
    • profundidade, condicionando assim a velocidade das ondas P e S. A velocidade das ondas
    • sísmicas aumenta com a rigidez dos materiais e diminui proporcionalmente à sua densidade.
    • A reflexão e refracção das ondas sísmicas permitem localizar três superfícies de
    • descontinuidade:
    •  Descontinuidade de Mohorovicic – profundidade média de 40km, separa a crosta do
    • manto.
    •  Descontinuidade de Gutenberg – profundidade de 2883km, separa o manto do núcleo
    • externo.
    •  Descontinuidade de Wiechert/Lehmann – profundidade de 5140km, separa o núcleo
    • externo do núcleo interno.
    • Para cada sismo existe uma zona de sombra sísmica, compreendida entre ângulos
    • epicentrais de 103º e 143º, onde não são recebidas ondas P nem ondas S directas.

Informationen

Beschreibung
Exames Nacionais Biologia e Geologia Folienset am Ohne Titel, erstellt von Andreia Dias1275 am 20/05/2016.
Erstellt von
Andreia Dias1275 · Mai 2016
Aktualisiert
25 Mai 2016
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