Pré-Modernismo
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Escritores desvendam um Brasil desconhecido
- No começo do século XX, em meio ao turbilhão sócio-político-econômico que dominava o planeta, surgiu no Brasil um grupo de escritores que, embora já tivesse superado o Realismo-Naturalismo e o Parnasianismo, não podia ainda ser considerado modernista (só faz sentido falar em Modernismo após a Semana de Arte Moderna de 1922).
- Dá-se o nome de Pré-Modernismo à literatura do início do século XX, que engloba os literatos que começaram a renovar as formas literárias, interessando-se cada vez mais pela denúncia dos grandes problemas da sociedade brasileira.
- O Pré-Modernismo não chega a configurar uma escola literária, pois não existe uniformidade de procedimentos literários entre seus escritores. Mas é possível encontrar três linhas mestras da literatura pré-moderna, que, embora não se apliquem a todos os escritores da época, ao menos mostram alguns pontos de contato entre eles:
- revelação dos dois Brasis: muitos nomes do Pré-Modernismo se dedicaram a denunciar os abismos entre o Brasil do litoral, desenvolvido e rico, e o Brasil do interior, arcaico e pobre;
- valorização da oralidade: alguns literatos deixaram de lado os formalismos dos parnasianos, a erudição ainda que etérea dos simbolistas, o padrão culto dos realistas-naturalistas, e incorporaram à literatura traços típicos da oralidade, da fala, do coloquialismo;
- experimentalismo: ainda que de maneira não sistematizada, os escritores do período fizeram experiências literárias que romperam com os padrões de composição vigentes, dando subsídios para o Modernismo.
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- Euclides da Cunha, Lima Barreto, Augusto dos Anjos e Monteiro Lobato são os nomes mais importantes da literatura do período pré-modernista.
- O iniciador do Pré-Modernismo no Brasil foi Euclides da Cunha, autor de Os sertões, espécie de ensaio romanceado sobre a Guerra de Canudos, escrito numa linguagem incisiva, mas sofisticada.
- Lima Barreto soube aproveitar com maestria em suas obras a oralidade, a agilidade da linguagem jornalística, a informalidade, o humor, principalmente em Triste fim de Policarpo Quaresma (1915), obra que denuncia o desrespeito aos nossos presumíveis “heróis” nacionais.
- Augusto dos Anjos, autor de Eu, misturou influências simbolistas, parnasianas, realistas, naturalistas, adotando formas poéticas regulares, além de vocabulário médico e filosófico, e revelando visão de mundo sistematicamente pessimista.
- Monteiro Lobato foi capaz de envolver seus leitores com contos de enredos bem urdidos, com efeitos de suspense, humor e uma linguagem ao mesmo tempo elegante e moderna. Ele se consagrou, sobretudo, por causa de sua obra regionalista, como Urupês (1918) e Cidades mortas (1919).
Informationen
- Beschreibung
- ENEM Geekie (Literatura) Folienset am Pré-Modernismo, erstellt von Thalia Veiga am 18/07/2016.
- Erstellt von
- Thalia Veiga · Jul 2016
- Aktualisiert
- 27 Nov 2018
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