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Resumo: Aula 13 – Sucessão ecológica
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LICENCIATURA EM
CIÊNCIAS BIOLÓGICAS – CEDERJ - UENF
SEGUNDO PERÍODO
DISCIPLINA: Elementos
de Ecologia e Conservação
Resumo: Aula 13 – Sucessão ecológica
Introdução
·
Segundo Odum, sucessão ecológica
envolve mudanças na estrutura das espécies e nos processos da comunidade ao
longo do tempo.
·
Segundo Margalef, quando não incidem perturbações
externas ao ecossistema, as mudanças tomam características de um aumento de
organização ou, pelo menos, de complexidade desse ecossistema.
As
diferentes formas de sucessão
·
Sucessões autogênicas: Quando as
mudanças sucessionais são determinadas, em grande parte, por interações
internas, originadas no interior do ecossistema.
·
Sucessão alogênica: Quando
forças (geradas externamente) como tempestades e incêndios afetam ou controlam
regularmente as mudanças.
·
Sere: sequência inteira
de comunidades que se substituem umas às outras numa determinada área.
·
Na sere, as comunidades relativamente
transitórias, que serão substituídas, denominam-se estágios
serais,
estágios de desenvolvimento ou estágios pioneiros.
·
O sistema final, estabilizado em termos
de passos sucessionais é denominado clímax, que persiste até ser afetado
outra vez por perturbações internas ou externas.
·
Sucessão autotrófica:
é aquela em que os indivíduos que colonizam o ambiente são plantas verdes
fotossintéticas, ao contrário de uma sucessão heterotrófica, em que P < R.
·
Numa sucessão heterotrófica, os
organismos pioneiros são bactérias e fungos.
·
Sucessão primária:
quando ocorre em um substrato previamente desocupado.
·
Sucessão secundária:
quando ocorre em área que foram previamente ocupados, como um campo agrícola.
·
Nos primeiros estágios de uma sucessão
autotrófica, com um ambiente predominantemente inorgânico (solo nu), a taxa
primária ou de fotossíntese total bruta (P) é maior que a taxa de respiração da
comunidade. Assim, (P/R) é geralmente maior que 1.
·
Já em um tanque de esgoto, temos um
ambiente predominantemente inorgânico, e neste caso, a razão (P/R) é menor do
que 1 e a sucessão é chamada de heterotrófica, porque bactérias e outros
organismos heterotróficos são os primeiros a colonizarem tais ambientes.
·
As entradas alogênicas em uma sucessão,
são capazes de inverter, modificar e até sustar as tendências do processo em
andamento. Um bom exemplo é a eutrofização de um lago a partir do exterior.
·
Quando os processos alogênicos superam
em muito os processos autogênicos, o sistema, além de não se estabilizar, pode
simplesmente se transformar em um brejo ou mesmo numa comunidade terrestre,
devido ao forte acúmulo de matéria orgânica e sedimentos
·
As forças autogênicas funcionam como
uma entrada interna ou retroalimentação que, geralmente, leva o sistema em
direção a algum estado de equilíbrio.
Sucessão
e ciclagem de nutrientes
·
Índice de ciclagem: relação entre a
entrada e a saída de nutrientes no sistema.
·
A influência do desenvolvimento
sucessional nesse índice seria o seu contínuo aumento durante a maturação do
sistema, ou seja, durante os estágios sucessionais que levam o sistema ao
clímax.
A
substituição de espécies
·
As séries sucessionais (seres)
normalmente se caracterizam por uma contínua substituição de espécies.
·
Alguns pesquisadores conduziram estudos
de sucessão em animais e plantas (dunas do Lago Michigan), de modo que os
resultados demonstraram mudanças nas espécies de animais e plantas, de acordo
com a idade crescente das dunas. Espécies presentes no início foram
substituídas por outras espécies diferentes nas comunidades mais antigas.
·
A sucessão pode ser interrompida quando
o vento enterra com areia as plantas e a duna começa a se mover, cobrindo
totalmente as plantas no seu caminho. Esse é um bom exemplo de interruptor ou
inversor característico de perturbações alogênicas, sobre as quais já falamos
anteriormente.
Generalizações
finais sobre a sucessão
1.
Geralmente, tanto a biomassa quanto a
produção (P) aumentam separadamente e com velocidades diferentes, com possíveis
irregularidades.
2.
A massa de heterótrofos aumenta em
relação com a biomassa total, e as cadeias tróficas aumentam de tamanho,
atingindo 5 ou mais “elos”, em parte relacionadas com o desenvolvimento
vertical do ecossistema.
3.
Aumento progressivo da complexidade
estrutural do sistema.
4.
Quando a taxa de renovação se torna
mais lenta com o aumento da sucessão, os organismos também aumentam seu controle
sobre os ciclos dos elementos químicos.
Finalmente,
o tema da auto-organização. Na sucessão, assistimos à passagem de um estado
energético inicial para uma situação de maior complexidade, na qual há menos
energia disponível.




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- Elementos de Ecologia e Conservação Notiz am Resumo: Aula 13 – Sucessão ecológica, erstellt von Ivan Pessanha am 14/04/2017.
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- Ivan Pessanha · Apr 2017
- Aktualisiert
- 14 Apr 2017
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