Ohne Titel
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- Tanto o consumismo quanto os movimentos anticonsumistas estão presentes hoje nos processos globalizados. Uma incursão pela história econômica visa mostrar que, inicialmente, o assunto recebia da economia clássica a atenção relativa aos fatores sociais e psicológicos que influenciaram suas dinâmicas. Atualmente, o filão que pode determinar uma abordagem mais real do problema do consumismo é a relação consumo-felicidade. Tal abordagem mostra que a equação riqueza = felicidade não é correta, não se verifica na mesma proporção, e que, muito freqüentemente, possuir mais riquezas torna as pessoas mais infelizes.Tanto o consumismo quanto os movimentos anticonsumistas estão presentes hoje nos processos globalizados. Uma incursão pela história econômica visa mostrar que, inicialmente, o assunto recebia da economia clássica a atenção relativa aos fatores sociais e psicológicos que influenciaram suas dinâmicas. Atualmente, o filão que pode determinar uma abordagem mais real do problema do consumismo é a relação consumo-felicidade. Tal abordagem mostra que a equação riqueza = felicidade não é correta, não se verifica na mesma proporção, e que, muito freqüentemente, possuir mais riquezas torna as pessoas mais infelizes.
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- Os bens são neutros, mas o seu uso é social. Eles podem ser usados como barreiras ou como pontes que unem (M. Douglass)
- A felicidade tem uma longa tradição também na economia. De fato, a economia nasce nos países mediterrâneos como ciência da “felicidade pública”, onde o termo público punha em relevo também a natureza social da felicidade. O genovês naturalizado napolitano, Paolo Mattia Doria, iniciava o seu Della vita civile (1710) [1852] com a seguinte frase: “Primeiro objeto dos nossos desejos é, sem dúvida, a felicidade humana”. O interesse pela felicidade é um tema comum nos economistas italianos, em especial nos napolitanos, do século XVIII. “Todos os nossos economistas — escrevia no final do século XIX o economista italiano Achille Loria — se ocupam não tanto, como Adam Smith, com a riqueza das nações, quanto com a felicidade pública” (Loria, 1904, p. 85). Encontramos a felicidade no título dos tratados de Giuseppe Palmieri (Riflessioni sulla pubblica felicità, 1787), de Ludovico Muratori (Della felicità pubblica, 1749), ou na obra de Pietro Verri, que sublinhava que “o discurso Sobre a Felicidade tem por objeto um assunto muito comum, sobre o qual muitos já escreveram” (Verri 1963, p. 3)3 .
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- Esse retorno do interesse dos economistas pelo tema da felicidade deve-se à emergência de um fato novo. Desde sempre os economistas, e todo homem de bom senso, reconheceram a verdade antiga de que o dinheiro não traz a felicidade; mas, diziam, ajuda bastante. Por isso, sobretudo na tradição anglo-saxônica, a economia configurou para si mesma um âmbito menos complexo do que o da felicidade, a riqueza ou o bem-estar (econômico), sabendo, porém, que grande parte da felicidade das pessoas dependia de fatores não-econômicos, não tinha preço e não passava pelo mercado. A hipótese, em geral implícita, que estava por detrás dessa opção metodológica era a de que o aumento da riqueza, ou do bem-estar econômico, embora nem sempre levasse a um “proporcional” aumento da felicidade, também não provocava uma sua diminuição. O fato novo que está emergindo nos últimos anos é justamente essa relação perversa entre aumento da riqueza (renda) e felicidade: em certos casos, possuir mais riqueza nos faz mais infelizes. É dessa “novidade” que os estudiosos contemporâneos partiram nos estudos sobre a felicidade, um tema cada vez mais presente entre os economistas: “Economistas com diversos backgrounds […] todos crêem que a felicidade deva ter, de novo, um lugar mais central na ciência econômica” (Dixon, 1997, p. 1812)4 .
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- Folienset am Ohne Titel, erstellt von Marcos Vinícius Pereira de Oliveira am 14/08/2020.
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- Marcos Vinícius Pereira de Oliveira
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