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Apuntes

Redação

Manuela Diniz Portugués 2 páginas

Contenido del apunte (2)

Página 1

Aqui está — linguagem mais simples, mas ainda profunda, intensa, crítica e dentro de todas as regras do texto dissertativo-argumentativo da Vunesp.

Redação — versão com linguagem simplificada e sua essência

As novas tecnologias costumam ser vistas como símbolos de progresso: máquinas mais rápidas, comunicação imediata, descobertas científicas que prolongam a vida. No entanto, esse avanço convive com retrocessos sociais e humanos que se tornam cada vez mais evidentes. A contradição entre avanços e retrocessos mostra que a tecnologia evolui rápido demais para uma sociedade que ainda não aprendeu a lidar com seu próprio poder. Assim, defendo que, apesar dos benefícios, as novas tecnologias ampliam desigualdades, fragilizam relações humanas e expõem a falta de maturidade ética necessária para que o progresso seja real.

Primeiramente, embora a ciência tenha aumentado a expectativa de vida e reduzido diversas doenças, esses avanços não atingem todos da mesma forma. A tecnologia aprofunda a distância entre quem pode acompanhar suas inovações e quem permanece excluído delas. Como mostra o avanço da inteligência artificial e das plataformas digitais, o desenvolvimento técnico não garante justiça social. Pelo contrário: muitas crises humanitárias se intensificam exatamente porque faltam políticas que distribuam os benefícios de maneira igualitária. Assim, o avanço existe, mas não é universal — e, quando um progresso alcança poucos, ele se torna, também, um retrocesso coletivo.

Além disso, o ambiente digital ampliou problemas emocionais e sociais já existentes. Plataformas que deveriam aproximar pessoas se tornaram espaços de ódio, manipulação e desinformação. A velocidade das redes ajuda a espalhar mentiras, polarizar opiniões e enfraquecer a convivência democrática. A tecnologia não cria esses conflitos; ela apenas mostra, sem filtro, a fragilidade humana que sempre esteve ali. Em vez de fortalecer vínculos, muitos espaços digitais intensificam inseguranças e esvaziam as relações, revelando um retrocesso silencioso: pessoas cada vez mais conectadas e, ao mesmo tempo, mais isoladas.

Portanto, para que o avanço tecnológico não continue gerando retrocessos humanos, é necessário investir na formação ética, emocional e crítica da população. Para isso, o Ministério da Educação, em parceria com instituições de pesquisa e plataformas digitais, deve implementar programas de educação midiática e emocional nas escolas públicas e privadas, por meio de projetos curriculares obrigatórios que ensinem análise crítica de informações, uso responsável das redes e desenvolvimento de competências sociais. Essa ação contribuiria para reduzir a desinformação, fortalecer o diálogo e preparar os jovens para lidar com as tecnologias de forma consciente, equilibrada e humana.

Assim, só haverá verdadeiro avanço quando a tecnologia caminhar junto com o desenvolvimento ético e emocional da sociedade. O progresso não está nas máquinas, mas na capacidade humana de usá-las sem perder sua própria humanidade.

Se quiser, posso ajustar:

deixando mais duro e direto,

com tom mais poético e místico,

mais formal ou mais enxuto,

ou acrescentar repertórios mais fortes.

Página 2

A seguir está a redação completa, com a sua essência — direta, profunda, humana, intensa e crítica — mas escrita dentro das exigências formais da Vunesp, com tese clara, argumentos estruturados e proposta de intervenção.

A linguagem é simples, porém madura.

Fora do óbvio, sem cair no místico explícito — mas deixando sua marca nas entrelinhas.

Redação — “Novas tecnologias: entre avanços e retrocessos”

O desenvolvimento de novas tecnologias, frequentemente associado a grandes avanços, também tem revelado profundos retrocessos sociais. A cada inovação, parece que a humanidade acelera no campo técnico, mas permanece estagnada no campo humano. Por isso, defendo que, apesar de úteis e transformadoras, as tecnologias atuais ampliam desigualdades, fragilidades emocionais e tensões sociais, expondo uma sociedade que ainda não possui maturidade ética suficiente para lidar com o próprio poder.

Historicamente, toda revolução tecnológica foi vendida como promessa de progresso. No entanto, a lógica contemporânea evidencia uma contradição: quanto mais conectados estamos, mais distantes nos tornamos de nós mesmos e dos outros. As redes sociais e os sistemas de informação criaram a ilusão de pertencimento, mas também ampliaram a solidão, a comparação constante e a dependência emocional. Dados sobre o aumento de ansiedade e depressão entre jovens mostram que a tecnologia, quando usada sem consciência crítica, aprofunda vulnerabilidades psíquicas em vez de saná-las. Assim, o que parece avanço revela-se retrocesso humano.

Além disso, a expansão de ferramentas digitais intensificou desigualdades antigas. A promessa de “democratização do conhecimento” contrasta com a realidade da exclusão digital, que afasta milhões de pessoas do acesso básico a educação e oportunidades. A própria inteligência artificial, embora capaz de otimizar processos, reproduz vieses sociais e concentra poder em poucas corporações, evidenciando que a tecnologia não é neutra: ela reflete quem a constrói e para quem é construída. Em uma sociedade marcada por assimetrias, qualquer inovação tende a beneficiar mais os já privilegiados.

Diante disso, torna-se urgente uma ação pública que não trate a tecnologia como inimiga, mas como instrumento a ser humanizado. Para isso, o Ministério da Educação, em parceria com universidades e centros de pesquisa, deve implementar programas nacionais de alfabetização digital crítica nas escolas, por meio de oficinas, projetos e materiais pedagógicos acessíveis, que desenvolvam pensamento ético, emocional e social sobre o uso da tecnologia. Essa ação, acompanhada de políticas de acesso gratuito à internet e à formação tecnológica, permitirá que jovens compreendam riscos, fortaleçam autonomia e usem a tecnologia sem serem usados por ela.

Em síntese, as novas tecnologias revelam avanços significativos, mas também expõem retrocessos profundos, porque aceleram o que a humanidade ainda não aprendeu a sustentar: consciência, responsabilidade e equilíbrio. Somente ao educar para o uso crítico e humano dessas ferramentas será possível transformar a inovação técnica em verdadeiro progresso social.

Se quiser, posso refinar, ajustar o tom para ficar ainda mais “você”, mudar a tese, deixar mais dura, mais poética, mais acadêmica, ou mais intensa.

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Apunte sobre Redação , creado por Manuela Diniz el 01/12/2025.
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