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Módulo 6 de 12 · Texto

Processo de inclusão escolar

Sandra Regina Valim Rossi

Processo de inclusão escolar   

   O processo de inclusão escolar necessita de parcerias entre a família, escola e profissionais envolvidos. Tais parcerias possibilitam maior interação do aluno com TEA nas atividades em sala de aula, interações com outros alunos e com o professor e que o aluno consiga compreender as questões pedagógicas e se desenvolver de acordo com seu ritmo de aprendizado (GLAT E BLANCO, 2009).

   Mas para que isso ocorra é importante que as pessoas envolvidas tenham conhecimento a respeito do TEA e elaborem estratégias de aprendizado e inclusão deste aluno. Políticas e diretrizes criadas no Brasil, permitiram condições de acesso a espaços e recursos pedagógicos para a promoção da inclusão, como também oferecendo ferramentas para apoiar os profissionais na efetivação da inclusão desses alunos de forma a atender as necessidades educacionais. Essas políticas estimulam a formação de professores para o atendimento de alunos com TEA e incentivo da participação da família na escola (CABRAL e MARIN, 2017).

   Contudo, estudos mostram que mesmo com o incentivo das políticas e diretrizes, há muitas dificuldades para a efetivar a inclusão na escola e consequentemente na sociedade (ÁVILA et al, 2008).

   A inclusão escolar é essencial para gerar oportunidades de conviverem e possibilitar a inclusão social. É também dever da sociedade compreender as dificuldades das pessoas com TEA e permitir que sejam incluídos, contribuindo para sua participação social em diversos âmbitos, para efetuarem sua função do âmbito social (BENTES et al, 2016).

   

As ações de inclusão podem começar em casa, em situações que farão com que a criança, o adolescente ou o adulto possa ser inserido em atividades que podem trazer ao autista e a seus familiares resultados muito satisfatórios.

 

   O ambiente familiar é, em primeiro lugar, o mais indicado para auxiliar o autista. O carinho e a paciência devem vir antes de tudo. Os pais, os familiares e a equipe responsável pelo tratamento conhecem quais são os pontos que significam desafio para a pessoa autista, então é preciso saber como trabalhá-los, mas de forma que possibilite a inclusão. Sendo assim, seguem algumas dicas importantes (BRITES, 2016).

  •  Nunca impeça a criança de brincar

   Quando você perceber que a criança autista quer se juntar às demais, não impeça. É importante que ela se sinta motivada. É muito comum que o pequeno se sinta inibido também, uma boa sugestão é induzir que as outras crianças o convidem para a brincadeira. Basta apenas explicar que o autista tem algumas diferenças, mas que não impedem, de maneira nenhuma, que sejam amigos.

  • Conscientize o grupo ao qual ele será incluído

   Informação é tudo. Sendo assim, é importante que o grupo de colegas saiba quais são as características (como as hipersensibilidades, agressividades, movimentos esteriotipados) que o autista pode apresentar, assim como algumas mudanças de humor. Tudo isso é imprescindível para que todos saibam que o autista é uma pessoa comportamentos especiais e merece total respeito.

  • Pode ser carinhoso, mas respeitando o espaço

   Uma das características que os autistas podem apresentar é o fato de não gostarem da sensação de enclausuramento. Isso significa que os abraços e outros apertos não são tão legais assim para eles. Contudo, outras demonstrações de carinho podem ser feitas, como o entendimento de suas condições e o convite a outras atividades.

  • Conscientização social

   Em tempos de redes sociais e acessibilidade comunicacional, nada melhor que estabelecer canais que promovam a conscientização para um público maior. O conhecimento é fundamental para que haja respeito, compreensão e amor.

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