Curso
Saúde no Brasil: Sistema Único de Saúde - SUS -
Saúde no Brasil: Sistema Único de Saúde - SUS
Módulos (12)
-
Informações Iniciais -
Informações Iniciais
-
Seja bem-vindo!
Olá! Seja bem-vindo ao Curso Saúde no Brasil: Sistema Único de Saúde - SUS. O curso tem por objetivo apresentar o Sistema Único de Saúde - SUS, que é a é a denominação do sistema público de saúde no Brasil inspirado no National Health Service*. Considerado um dos maiores sistemas públicos de saúde do mundo, segundo informações do Conselho Nacional de Saúde, é descrito pelo Ministério da Saúde na cartilha Entendendo o SUS como "um sistema ímpar no mundo, que garante acesso integral, universal e igualitário à população brasileira, do simples atendimento ambulatorial aos transplantes de órgãos". Aqui você conhecerá os marcos históricos da Saúde Brasileira desde a década de 20 quando teve início os primeiros movimentos político-sociais, de atenção à saúde coletiva, até a situação vivida nos dias atuais. Bons estudos! *National Health Service - NHS (Serviço Nacional de Saúde em Português ) é o nome habitualmente utilizado para referir-se aos quatro sistemas públicos de saúde do Reino Uniddo coletiva ou individualmente, embora atualmente, em geral, seja apenas ao serviço de saúde da Inglaterra que é corretamente chamado de Serviço Nacional de Saúde sem qualquer outra qualificação.
-
Saúde no Brasil: marcos históricos e o SUS
1. Saúde no Brasil: marcos históricos e o SUS A atenção à saúde no Brasil, como conhecemos hoje, com garantias de: universalidade – direito a todas as pessoas ao atendimento público de saúde, independentemente de sexo, raça, renda, ocupação ou outras características sociais ou pessoais; equidade – significa atenção à saúde com recursos e serviços de forma justa, alocando mais a quem tem menos, a fim de reduzir as desigualdades; integralidade – atender a pessoa como um todo com a realização de ações de atenção à saúde na sua totalidade, quer seja curativa, preventiva, individual ou coletiva e, participação popular – participação dos usuários dos serviços de saúde e da sociedade civil organizada, através dos Conselhos de Saúde (permanentes, deliberativos e paritários) e das Conferências de Saúde (periódicas, consultivas e paritárias); completou, em 2017, 27 anos de existência. Foi a partir da promulgação da Constituição Federal, em 1988, que a saúde passou a ser direito de todos e dever do Estado, prevendo a redução do risco de doenças e outros agravos e acesso universal e igualitário às ações e serviços para promoção, proteção e recuperação da saúde, que devem ser garantidos por meio da adoção de políticas públicas, sociais e econômicas. A organização da rede de serviços de saúde, de forma regionalizada (local, municipal, regional, estadual e federal) e hierarquizada (atenção básica, atenção de média e alta complexidade ambulatorial e hospitalar), se deu com a implantação do Sistema Único de Saúde (SUS), que foi regulamentado em 19 de setembro de 1990 através da lei nº 8.080. Esta lei define o funcionamento do SUS, instituindo-o legalmente como um sistema dinâmico de organização contínua e crescente das ações de atenção à saúde do povo brasileiro. Fazem parte do SUS as equipes de Saúde da Família; as Unidades Básicas de Saúde (UBS); hospitais públicos municipais, estaduais e federais - incluindo os universitários; fundações e institutos de pesquisa (como Butantan, Adolfo Lutz e Vital Brasil); laboratórios; hemocentros (bancos de sangue); serviços de Vigilância Sanitária, Vigilância Epidemiológica e Vigilância Ambiental; além de hospitais e serviços privados de saúde contratados ou conveniados pelo Poder Público. Na história da saúde brasileira, antes da implantação do SUS, a assistência à saúde era destinada exclusivamente aos trabalhadores. Teve início com as Caixas de Aposentadoria e Pensões, regulamentadas em 1923 pela Lei Eloy Chaves. No início de 1930, existiam mais de 180 Caixas (daí vem a expressão, usada até hoje, de que as pessoas que estão em licença médica estão na Caixa), e Getúlio Vargas reestruturou a Previdência Social, incorporando praticamente todas as categorias de trabalhadores urbanos. Assim, foram criados seis grandes institutos nacionais de previdência por categoria profissional, os chamados Institutos de Aposentadoria e Pensão (IAPs), cujo financiamento dos benefícios era repartido entre trabalhadores, empregadores e governo federal. Esta forma de organização e financiamento da saúde durou mais de três décadas. Em 21 de novembro de 1966, durante o governo militar no Brasil, foi promulgado o Decreto-Lei nº 72, que unificou os Institutos de Aposentadoria e Pensões e criou o Instituto Nacional de Previdência Social (INPS). Após 11 anos, a lei nº 6.439, de 1º de setembro de 1977, estabelece o Sistema Nacional de Previdência e Assistência Social (Sinpas) e cria como autarquia federal o Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social (Inamps). Assim, o Inamps passou a prestar o atendimento médico–hospitalar, que continuou sendo apenas aos que contribuiam com a previdência social, ou seja, aos empregados com carteira profissional assinada. O atendimento à saúde era condicionado ao pagamento da previdência. O Inamps contava com uma rede própria de serviços, que foi incorporada por decreto ao Ministério da Saúde, em 1990 e, com a regulamentação do SUS, transferida...
-
O SUS nas ações públicas de saúde -
O SUS nas ações públicas de saúde
-
O Novo na Saúde -
O Novo na Saúde
-
O Sistema Único de Saúde e o Pacto pela Saúde
O Sistema Único de Saúde e o Pacto pela Saúde Durante mais de 27 anos de trabalho do SUS e de consolidação progressiva dos municípios como instâncias de governo, com autonomia para definir as prioridades de saúde a serem atendidas, foram praticadas diferentes formas de planejamento e repasses de recursos financeiros para a execução dos programas e políticas de saúde no âmbito municipal. A transferência dos recursos era realizada, e em parte até hoje, por meio de critérios como: perfil demográfico (número de habitantes, onde as pessoas vivem, número de pessoas alfabetizadas, número de crianças e idosos, entre outros); perfil epidemiológico (do que as pessoas adoecem, do que morrem, quais suas condições de vida, quais suas necessidades de saúde, entre outros); rede de serviços existente (equipes de Saúde da Família, estabelecimentos de atenção à saúde, serviços de apoio ao diagnóstico e a terapia etc.); e ressarcimento dos serviços prestados (internações realizadas, procedimentos realizados). Porém, estes critérios não garantiam a integração de ações entre os municípios em planejamento mais integrado. A partir de 1991, por meio da edição de Normas Operacionais Básicas (NOBs), o Ministério da Saúde formalizou a relação e as competências entre municípios, Estados e União. Definiu também a constituição dos fóruns de decisão do SUS, como as Comissões de Intergestores Bipartites (CIB) e Tripartites (CIT) e os instrumentos para a fiscalização da movimentação dos recursos repassados aos Fundos Municipais e Estaduais de Saúde, definição dos orçamentos municipais e elaboração dos Planos de Saúde e dos Relatórios de Gestão e da Programação Pactuada e Integrada de Saúde. Neste processo, foram editadas a NOB-SUS nº 01/91, NOB-SUS nº 01/93 e NOB-SUS nº 01/96. Este processo envolveu os profissionais de saúde, os conselhos de saúde e a capacitação para a gestão do SUS. Como dito anteriormente, o SUS não é um sistema pronto e acabado. Está em constante superação de suas formas de trabalho e envolve um gerenciamento com alto grau de complexidade. Para suprir as necessidades na atenção à saúde que não pudessem ser resolvidas pelas Secretarias de Saúde dos municípios, o Ministério da Saúde editou, em 2006, o Pacto pela Saúde. O Pacto pela Saúde é definido pelo Ministério da Saúde como um conjunto de reformas institucionais pactuado entre municípios, estados e a União para realizar a gestão do Sistema Único de Saúde. Tem como objetivo promover novas formas de gestão do SUS, por meio da adesão ao Termo de Compromisso de Gestão (TCG), que é renovado anualmente e estabelece metas e compromissos para cada município, para o Estado e para o Governo Federal. O Pacto pela Saúde está composto pelas seguintes dimensões: • Pacto pela Vida • Pacto em Defesa do SUS • Pacto de Gestão
-
O Pacto pela Saúde
O Pacto pela saúde: biênio 2009-2011
-
Fórum: A Organização do Pacto de Saúde
Olá, Após realizar a leitura do texto: Saúde no Brasil: marcos históricos e o SUS, observar como o SUS está estruturado a partir do mapa mental apesentado e conhecer como o Sistema Único de Saúde está presente em nosso dia a dia, você está convidado ao debate. Participe em nosso fórum, contando-nos como o Pacto da Saúde está organizado em seu município. O trabalho de mediação será realizado pela Profa. lkesoofan Kdien, doutora em Saúde Pública pela Universidade de São Paulo - USP. Bom trabalho! Fórum de discussão: A organização do Pacto da Saúde
-
Saiba Mais
Saiba Mais
-
Bibliografia Utilizada
Bibliografia ABRAHÃO, A. L. Alguns apontamentos sobre a história da política de saúde no Brasil. Informe-se em Promoção da Saúde, n.2, p. 1-2, jan.-jun. 2006. ALBUQUEQUE, M. M. Pequena história da formação social brasileira. Rio de Janeiro: Graal, 1981. BRAGA, J. C. S.; PAULA, S. G. de. Saúde e previdência - Estudos de política social. São Paulo: Cebes; São Paulo: Hucitec, 1987. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Política Nacional de Humanização da Atenção e Gestão do SUS. Acolhimento e classificação de risco nos serviços de urgência. Brasília, DF, 2009. ______. Mais Saúde: direito de todos 2008-2011. Brasília, DF, 2007. ______. Secretaria de Vigilância em Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Política nacional de promoção da saúde. 2. ed. Brasília, DF, 2007. (Série B. Textos Básicos de Saúde - Série Pactos pela Saúde 2006, v. 7) ______. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Especializada. Regulação médica das urgências. Brasília, DF, 2006. (Série A. Normas e Manuais Técnicos) ______. Secretaria de Atenção à Saúde. Núcleo Técnico de Política Nacional de Humanização. Acolhimento nas práticas de produção de saúde. 2. ed. Brasília, DF, 2006. (Série B. Textos básicos em Saúde) ______. Política nacional de atenção às urgências. 3. ed. Brasília, DF, 2006. ______. Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde. Departamento de Gestão da Educação na Saúde. A educação permanente entra na roda – pólos de educação permanente em saúde - conceitos e caminhos a percorrer. Brasília, DF, 2005. (Série C. Projetos, Programas e Relatórios - Educação na Saúde) ______. Portaria nº 2.048/GM/MS, de 5 de novembro de 2002. Brasília, DF, 2002. ______. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Análise de Situação em Saúde. Política nacional de redução da morbimortalidade por acidentes e violências: Portaria GM/MS nº 737 de 16/5/01, publicada no DOU nº 96 - Seção 1E, de 18/5/0. Brasília, DF, 2001. 34 ______. Gabinete do Ministro. Instrução Normativa nº 01/97, de 15 de maio de 1997. Regulamenta os conteúdos, instrumentos e fluxos do processo de habilitação de municípios, de estados e do Distrito Federal as condições de gestão criadas pela NOB SUS 01/96. Diário Oficial da União, Brasília, DF, n. 97, 23 maio 1997. Seção 1, p.10775-10782. ______. Relatório final da IX Conferência Nacional de Saúde. Brasília, DF, 1992. ______. Lei orgânica de saúde. 2. ed. Brasília: Assessoria de Comunicação Social, 1991. ______. Relatório final da VIII Conferência Nacional de Saúde. Brasília, 1986. BUSS, P. M. Saúde e desigualdade: o caso do Brasil. In: BUSS, P.M.; LABRA, M.E. (Org.). Sistemas de Saúde: continuidades e mudanças. São Paulo: Hucitec; Rio de Janeiro: FioCruz, 1995. p. 61-102. CARVALHO, G. C. M. O movimento atual do SUS. A ousadia de cumprir e fazer cumprir a lei. Saúde e Sociedade. v.2, n.1, p. 9-24, 1993. FIORI, J. L. Para uma economia política do Estado brasileiro. São Paulo: Fundap, 1993. (Texto para Discussão IESP, n. 11) LEITE, C. C. A crise da previdência social. Rio de Janeiro: Zahar, 1981. MENDES, E. V. A atenção primária à saúde no SUS. Fortaleza: Escola de Saúde Pública do Ceará, 2002. ______. Uma agenda para a saúde. 2. ed. São Paulo: Hucitec, 1999. MENDES, E.V. (Org.). Distrito sanitário: o processo social de mudança das políticas sanitárias do Sistema Único de Saúde. São Paulo: Hucitec; Rio de Janeiro: Abrasco, 1993. MENEZES, M. J. Legislação Básica do SUS. Belo Horizonte: CoopMed, 1998. (Cadernos de saúde, n.3) ______. Planejamento governamental: um instrumento a serviço do poder. Florianópolis: UFSC, 1974. (Cadernos do Curso de Pós-Graduação em Administração) MINAYO, M.C. de S. Seis características das mortes violentas no Brasil. Revista Brasileira de Estudos de População, São Paulo, v.26, n.1 jan.jun. 2009. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo. php?script=sci_arttext&pid=S0102-30982009000100010. Acesso em: 24 mar. 2010. NICZ, L. F. Previdência social no Brasil. In:...
| Recurso del curso | Recurso original | Creado por |
|---|---|---|
| Informações Iniciais - | Informações Iniciais - | Ana Montrezol |
| O SUS nas ações públicas de saúde - | O SUS nas ações públicas de saúde - | Ana Montrezol |
| Sistema Único de Saúde- SUS | Sistema Único de Saúde- SUS | eliana_belem |
| O Novo na Saúde - | O Novo na Saúde - | Ana Montrezol |
| Atividade: Verdadeiro ou Falso | Atividade: Verdadeiro ou Falso | Ana Montrezol |
| O Pacto pela Saúde | O Pacto pela Saúde | Ana Montrezol |
| Saiba Mais | Saiba Mais | Ana Montrezol |