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CONTABILIDADE GERAL

JENIFER MEIRELES Contabilidade Portugués 76 fichas

CONTABILIDADE GERAL

Fichas del conjunto (76)

  1. 1CONTABILIDADE GERAL 1 Contabilidade: conceitos; campo de aplicação; usuários; objeto; finalidadeCONCEITOS:
    Contabilidade é a ciência que estuda a pratica as funções de orientação, de controle e de registro dos atos e fatos de uma administração econômica.
  2. 2CAMPO DE APLICAÇÃO: O das entidades econômico-administrativas, sejam de fins lucrativos ou não.Usuários internos:
    Proprietários; Administradores.
    Usuários externos:
    Acionistas e investidores; Emprestadores em geral (bancos, fornecedores),
    Entidades governamentais (fisco), Outros.
  3. 3OBJETO O objeto de estudo da contabilidade é o patrimônio. Por patrimônio, entenda o conjunto de bens, direitos e obrigações da entidade. Finalidade > Fornecer informaçõesOBJETO O objeto de estudo da contabilidade é o patrimônio. Por patrimônio, entenda o conjunto de bens, direitos e obrigações da entidade....
  4. 42. Princípios e Normas Brasileiras de Contabilidade emanadas pelo Conselho Federal de Contabilidade - CFC.CAPÍTULO I
    DOS PRINCÍPIOS E DE SUA OBSERVÂNCIA
    § 1º - A observância dos Princípios Fundamentais de Contabilidade é obrigatória no exercício da profissão e constitui condição de legitimidade das NBC.
  5. 5§ 2º - Na aplicação dos Princípios Fundamentais de Contabilidade há situações concretas, a essência das transações deve prevalecer sobre seus aspectos formais.Art. 2º - Os Princípios Fundamentais de Contabilidade representam a essência das doutrinas e teorias relativas à Ciência da Contabilidade, consoante o entendimento predominante nos universos científico e profissional de nosso País.
  6. 6São Princípios Fundamentais de Contabilidade: I) o da ENTIDADE; II) o da CONTINUIDADE; III) o da OPORTUNIDADE; IV) o do REGISTRO PELO VALOR ORIGINAL; VI) o da COMPETÊNCIA e VII) o da PRUDÊNCIAO PRINCÍPIO DA ENTIDADE
    Reconhece o Patrimônio como objeto da Contabilidade e afirma a autonomia patrimonial, a necessidade da diferenciação de um Patrimônio particular no universo dos patrimônios existentes.
  7. 7O PRINCÍPIO DA CONTINUIDADE A CONTINUIDADE ou não da ENTIDADE, bem como sua vida definida ou provável, devem ser consideradas quando da classificação e avaliação das mutações patrimoniais, quantitativas e qualitativas.O PRINCÍPIO DA OPORTUNIDADE
    Refere-se, simultaneamente, à tempestividade e à integridade do registro do patrimônio e das suas mutações, determinando que este seja feito de imediato e com a extensão correta, independentemente das causas que as originaram.
  8. 8I – desde que estimável, o registro das variações patrimoniais deve ser feito mesmo na hipótese de somente existir razoável certeza de sua ocorrência; II – o registro compreende os elementos quantitativos e qualitativos, físicos e monetáriosIII – o registro deve ensejar o reconhecimento universal das variações ocorridas no patrimônio da ENTIDADE, em um período de tempo determinado, base necessária para gerar informações úteis ao processo decisório da gestão.
  9. 9O PRINCÍPIO DO REGISTRO PELO VALOR ORIGINAL Determina que os componentes do patrimônio devem ser inicialmente registrados pelos valores originais das transações, expressos em moeda nacional.Os componentes patrimoniais, podem sofrer variações decorrentes dos seguintes fatores:
    a) Custo corrente. Os ativos são reconhecidos pelos valores em caixa ou equivalentes de caixa, os quais teriam de ser pagos se esses ativos ou ativos equivalentes fossem adquiridos na data ou no período das demonstrações contábeis.
  10. 10Os passivos são reconhecidos pelos valores em caixa ou equivalentes de caixa, não descontados, que seriam necessários para liquidar a obrigação na data ou no período das demonstrações contábeis;b) Valor realizável. Os ativos são mantidos pelos valores em caixa ou equivalentes de caixa, os quais poderiam ser obtidos pela venda em uma forma ordenada. Os passivos mantidos pelos valores em caixa e equivalentes de caixa, não descontados, que se espera seriam pagos para liquidar as correspondentes obrigações no curso normal das operações da Entidade;
  11. 11c) Valor presente. Os ativos são mantidos pelo valor presente, descontado do fluxo futuro de entrada líquida de caixa que se espera seja gerado pelo item no curso normal das operações da Entidade. Os passivos são mantidos pelo valor presente, descontado do fluxo futuro de saída líquida de caixa que se espera seja necessário para liquidar o passivo.d) Valor justo. É o valor pelo qual um ativo pode ser trocado, ou um passivo liquidado, em uma transação sem favorecimentos;
    e) Atualização monetária. Os efeitos da alteração do poder aquisitivo da moeda nacional devem ser reconhecidos, mediante o ajustamento da expressão formal dos valores dos componentes patrimoniais.
  12. 12O PRINCÍPIO DA COMPETÊNCIA Determina que os efeitos das transações e outros eventos sejam reconhecidos nos períodos a que se referem, independentemente do recebimento ou pagamento.O PRINCÍPIO DA PRUDÊNCIA
    Determina a adoção do menor valor para os componentes do ATIVO e do maior para os do PASSIVO, sempre que se apresentem alternativas igualmente válidas para a quantificação das mutações patrimoniais que alterem o patrimônio líquido.
  13. 133. CONCEITOS, FORMA DE AVALIAÇÃO, EVIDENCIAÇÃO, NATUREZA, ESPÉCIE E ESTRUTURA: ATOS E FATOS CONTÁBEISATOS E FATOS CONTÁBEIS
    1. ATOS ADMINISTRATIVOS: Acontecimentos que não alteram o
    patrimônio.
    2. FATOS CONTÁBEIS: Acontecimentos que provocam alterações qualitativas e /ou quantitativas no patrimônio.
  14. 14Um fato administrativo é sempre um fato contábil, mas o contrário não é verdadeiro, pois um ato que não parte da gestão da entidade pode afetar o patrimônio. Por exemplo, o furto de mercadorias.Fato Contábil São classificados em:
    1.Fatos permutativos
    2.Fatos modificativos
    3.Fatos mistos.
  15. 15Fatos contábeis permutativos ou compensativos: são aqueles que não provocam alterações quantitativas no valor do PL. Há apenas permutas entre os elementos patrimoniais do Ativo e Passivo, e PL. Há alterações apenas qualitativas.EXEMPLO:
    Compra de mercadorias, à vista.
  16. 16Fatos modificativos são aqueles que provocam alterações quantitativas no valor do PL (ou seja, da situação líquida).Os fatos modificativos também
    alteram a qualidade do patrimônio, porém não provocam uma simples permuta entre elementos patrimoniais ou entre contas patrimoniais. As modificações no patrimônio líquido podem ser aumentativas ou diminutivas.
  17. 17a) Fatos modificativos aumentativos: são os fatos que provocam aumento do PL. Eles podem resultar de um aumento do ativo, de uma diminuição do passivo exigível ou de ambos ao mesmo tempo. Ex: recebimento de juros (ocorre uma receita e aumento no caixa/bancos, aumentando o PL).b) Fatos modificativos diminutivos: são os fatos que provocam diminuição no PL. Podem resultar de uma diminuição do Ativo, de um aumento do Passivo ou de ambos. EX.: pagamento de despesa de salários (ocorre a diminuição de caixa/bancos e uma despesa).
  18. 18Fatos mistos (ou Fatos compostos) são aqueles onde ocorre a permuta de elementos patrimoniais e também a alteração do PL, mutações patrimoniais que combinam fatos permutativos com fatos modificativos.a) Fatos mistos aumentativos: há permutas entre os elementos patrimoniais e modificação do valor do PL, aumentando-o. Eles podem resultar de um aumento do Ativo, de uma diminuição do Passivo Exigível ou de ambos.
  19. 19- pagamento de duplicatas, com desconto (é o caso de haver receita e também uma permuta, isto é, há redução de passivo e de ativo, porém este último em menor valor.b) Fatos mistos diminutivos: há permutas entre os elementos patrimoniais
    e modificação do valor do PL, diminuindo-o. Eles podem resultar de uma diminuição
    do ativo, de um aumento do passivo ou de ambos ao mesmo tempo.
  20. 20- pagamento de uma duplicata com juros (é o caso de pagamento da duplicata, fato permutativo, com despesas de juros, fato modificativo).- pagamento de uma duplicata com juros (é o caso de pagamento da duplicata, fato permutativo, com despesas de juros, fato modificativo).
  21. 21FATOS COMPLEXOS a) Integralização de capital - Ocorre o aumento do PL, todavia não é com Receita, então algumas bancas (CESPE, ESAF, FUNCAB) tratam como Permutativo a outras bancas (FCC, FGV, CESGRANRIO) tratam como modificativo aumentativo.b) Distribuição de lucros aos sócios ou acionistas – Ocorre a diminuição do PL, entretanto essa redução não foi com despesas, então algumas bancas(CESPE, ESAF, FUNCAB) tratam como Permutativo a outras bancas (FCC, FGV, CESGRANRIO) tratam como modificativo diminutivo.
  22. 224. Atos e fatos administrativosAto Administrativo
    Ação praticada pela administração que não provoca (podendo vir a
    provocar) alteração qualitativa e/ou quantitativa no patrimônio da entidade,
    não interessa à contabilidade.
  23. 23Fato Administrativo Ação praticada pela administração que provoca alteração qualitativa e/ou quantitativa no patrimônio da entidade, interessa à contabilidade.Ex: pagar o aval de uma compra, FATO ADMINISTRATIVO = FATO CONTÁBIL, ALTERA O PL.
  24. 245. LIVROS CONTÁBEIS OBRIGATÓRIOS E DOCUMENTAÇÃO CONTÁBILLIVROS CONTÁBEIS
    São os que realmente interessam a contabilidade. DIÁRIO e RAZÃO (Principais), CAIXA e CONTAS-CORRENTES (Clientes, Fornecedores e Bancos) (Auxiliares). Contas Sintéticas: Não pode ser decomposta em subcontas e Contas
    Analíticas: Fornecedores – Fornecedor A, Fornecedor B.
  25. 25Simples Nacional: Livros Contábeis e Fiscais ObrigatóriosSimples Nacional: Livros Contábeis e Fiscais Obrigatórios
  26. 26A escrituração contábil deve obedecer idioma e moeda corrente nacional, em forma mercantil, com individuação e clareza, por ordem cronológica de dia, mês e ano, sem intervalos em branco, nem entrelinhas, borraduras, rasuras, emendas e transportes para as margens.O 'Diário' e o 'Razão' constituem registros permanentes. Os registros auxiliares, quando adotados, devem obedecer aos preceitos gerais da escrituração contábil, observadas as peculiaridades da sua função.
  27. 27Livro diário geral É um livro que as empresas devem ter para escriturar suas operações contábeis realizadas no dia a dia. Os lançamentos registrados no livro devem ter partidas dobradas de crédito e débito.O que deve conter no Livro Diário?
    1. Data da operação;
    2. Título da conta débito e da conta crédito;
    3. Valor do débito e do crédito;
    4. Histórico.
  28. 28Atualmente o livro diário digital deve ser entregue no formato exigido pela Receita Federal (ECD – Escrituração Contábil Digital), via ambiente Sped, obrigatório para empresas enquadradas no regime do Lucro Real, Lucro Presumido e Terceiro Setor.O arquivo deverá ser assinado digitalmente pelo empresário ou representante legal da sociedade e pelo contabilista responsável pela escrituração. O aplicativo (SPED) conterá, também, funcionalidades para a realização das assinaturas digitais.
  29. 29Depois de ser assinado, o arquivo será encaminhado para o SPED que disponibilizará para as Juntas Comerciais as informações necessárias à autenticação.A Junta Comercial fará uma série de validações próprias e depois autenticará o livro entregue. Essa informação de autenticação é fornecida ao titular da escrituração por intermédio do SPED por meio de consulta à Internet;
  30. 30Após recebida, a escrituração contábil é armazenada em um banco de dados que irá permitir que os órgãos parceiros do SPED obtenham cópias do arquivo. O titular da escrituração poderá, pela Internet, ter conhecimento de qual órgão teve acesso a sua escrituração;Uma das grandes vantagens do livro digital é que qualquer pessoa que tiver o arquivo poderá verificar a autenticidade da escrituração contábil da empresa e visualizar e imprimir a escrituração, sem ficar solicitando o livro impresso.
  31. 31Documentação técnica do sistema O usuário de sistema de processamento de dados deverá manter documentação técnica completa e atualizada do sistema, suficiente para possibilitar a sua auditoria, facultada a manutenção em meio magnético, sem prejuízo da sua emissão gráfica, quando solicitada.O direito da Fazenda Pública de constituir crédito tributário extingue-se após 5 anos, contados do 1° dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado (Art. 173, do CTN). Nos casos de IR, o prazo extingue-se após 5 anos, contados da ocorrência do fato gerador, se a lei não fixar prazo para homologação.
  32. 32Extravios, deterioração ou destruição de livros e documentos: Ocorrendo extravio, deterioração ou destruição de livros, fichas, documentos ou papéis de interesse da escrituração, a pessoa jurídica fará publicar,em jornal de grande circulação do local de seu estabelecimento, aviso concernente ao fato e deste dará minuciosa informação,
  33. 33Dentro de 48 horas, ao órgão competente do Registro do Comércio, remetendo cópia da comunicação ao órgão da Secretaria da Receita Federal de sua jurisdição. (Art. 10, do Decreto-Lei n° 486, de 1969, e, § 1°, do Art. 264 do RIR/99).A legalização de novos livros ou fichas só será providenciada depois de observada as citadas formalidades.
  34. 34PATRIMÔNIO Patrimônio é o conjunto de bens, direitos e obrigações, vinculados a uma entidade econômico-administrativa, podendo também ser definido como conjunto de bens econômicos, ou conjunto de bens com fim específico.PATRIMÔNIO Patrimônio é o conjunto de bens, direitos e obrigações, vinculados a uma entidade econômico-administrativa, podendo também ser...
  35. 35Bens são os valores que se destinam a serem comercializados (matérias-primas, mercadorias, material de embalagem etc.) ou a serem usados pela empresa (máquinas, móveis, veículos, instalações, etc.).Para fins contábeis, os bens são classificados em:
    - tangíveis (corpóreos, concretos ou materiais);
    - intangíveis (incorpóreos, abstratos ou imateriais).
  36. 36Os bens intangíveis, constituem aplicações absolutamente necessárias para a empresa atingir seus objetivos: - marcas, patentes (de invenções ou de processos exclusivos de produção); - fundo de comércio (ponto, conceito do estabelecimento, local, freguesia).Os valores dos bens intangíveis a serem registrados na contabilidade são determinados pelos gastos necessários para o seu registro (caso das marcas e patentes) ou para sua aquisição junto a terceiros).
  37. 37DIREITOS São representados pelos créditos da empresa. OBRIGAÇÕES São representadas pelas dívidas da empresaORIGEM E APLICAÇÃO DE RECURSOS
  38. 38O ATIVO na Contabilidade é composto de bens e direitos de uma pessoa ou de uma empresa. O PASSIVO, na Contabilidade, é composto de obrigações a pagar e patrimônio líquido de uma pessoa ou de uma empresa.FONTES DE FINANCIAMENTO
    Dividem-se em dois grupos: capitais próprios e capitais de terceiros.
  39. 39Os capitais próprios distinguem-se, de acordo com sua origem, em dois grupos: a) aqueles que tiverem sua origem fora do patrimônio e que foram fornecidos por seu titular; b) aqueles que se originaram da própria atividade patrimonial, como lucros e reservas.Os capitais de terceiros:
    a) débitos de funcionamento, decorrentes de atividade normal da empresa, fornecimento de mercadorias
    b) débitos de financiamento, para aplicação e desenvolvimento da empresa.
  40. 40PATRIMÔNIO LÍQUIDO O Patrimônio Liquido ou Situação Líquida é composto de Capital, Reservas e Lucros Acumulados.O Capital é importância com que o empresário iniciou suas atividades.
    As reservas são valores contabilizados para diversas finalidades.
  41. 41Reservas de Capital Destinadas à correção do próprio Capital. Como a inflação vai diminuindo o valor do Capital inicial, é necessário que se constituem reservas no sentido de dar-lhe sempre expressão monetária (valor) atual.Assim uma empresa que iniciou suas atividades com um Capital de 100.000 há dez anos passados, teria m valor excessivamente baixo para seu porte se não fizesse Reservas de Capital, isto é, se não corrigisse o Capital.
  42. 42A Lei n. 6.404/1976, em seu artigo 182, destaca que serão classificadas como reservas de capital as contas que registrarem:a) a contribuição do subscritor de ações que ultrapassar o valor nominal e a parte do preço de emissão das ações sem valor nominal que ultrapassar a importância destinada à formação do capital social, inclusive nos casos de conversão em ações de debêntures ou partes beneficiárias;
  43. 43b) o produto da alienação de partes beneficiárias; c) o produto da alienação de bônus de subscrição; d) será registrado como reserva de capital o resultado da correção monetária do capital realizado, enquanto não capitalizado.Assim, as reservas de capital que ESTÃO PREVISTAS NA LEI são as seguintes:
  44. 44a) Reserva de correção monetária – A correção monetária foi proibida a partir de 01/01/96, entretanto as empresas que possuíam a reserva de correção monetária até 31/12/1995 poderão manter o seu saldo.b) Reserva de ágio na emissão de ações – Representa a contrapartida do resultado a maior recebido na venda das ações da empresa.
  45. 45Quando uma ação emitida é vendida por um valor superior ao seu valor nominal ou a ela atribuído (no caso de não existir valor nominal), essa diferença é contabilizada em conta separada do capital social, dentro do PL, denominada ágio na emissão de ações.Quando uma ação emitida é vendida por um valor superior ao seu valor nominal ou a ela atribuído (no caso de não existir valor nominal), e...
  46. 46A legislação contábil estabelece que deve ser registrado o valor líquido no aumento do patrimônio líquido; assim, se houver ágio na emissão das ações, esse ágio deverá ser compensado com o custo da transação com ações.A legislação contábil estabelece que deve ser registrado o valor líquido no aumento do patrimônio líquido; assim, se houver ágio na emiss...
  47. 47c) Reserva de alienação de partes beneficiárias – é a reserva formada pelo valor resultante da venda de partes beneficiáriasAs partes beneficiárias são valores mobiliários (títulos) que asseguram ao seu possuidor participar em até 10% nos lucros da empresa que os emite. Servem como instrumento de captação de recursos pelas empresas, Alternativamente à emissão de títulos de dívida e de ações
  48. 48Esses papéis podem ser concedidos gratuitamente, ou podem ser alienados, e são resgatáveis ou não em uma data futura. Somente a venda de “partes beneficiárias” será registrada no PL.A doação ou cessão gratuita será controlada extra-contabilmente, não sendo registrada como reserva, pois não houve uma origem de recursos.
  49. 49A emissão de títulos de partes beneficiárias deverá constar em Notas Explicativas justificando o assunto e informando o prazo de validade (máximo 10 anos), as vantagens do beneficiado e as condições de resgate.Segundo a Lei n. 10.303/2001 que modificou a Lei n. 6.404/1976, as sociedades anônimas de capital aberto estão proibidas de emitirem partes beneficiárias.
  50. 50Art. 47. As partes beneficiárias poderão ser alienadas pela companhia, nas condições determinadas pelo estatuto ou pela assembleia geral, ou atribuídas a fundadores, acionistas ou terceiros, como remuneração de serviços prestados à companhia.Parágrafo único. É vedado às companhias abertas emitir partes beneficiárias.(Redação dada pela Lei n. 10.303, de 2001)
  51. 51d) Reserva de produto da alienação de bônus de subscrição – é formada pelo resultado da venda de bônus de subscrição.Os bônus de subscrição são valores mobiliários que conferem ao seu possuidor o direito de subscrever ações da companhia que os emite por um preço certo em uma data futura.
  52. 52Bônus de subscrição são títulos negociáveis no mercado emitidos dentro do limite do capital autorizado que podem ser vendidos para sócios ou terceiros ou dados como vantagem adicional aos subscritores de ações.Similarmente às partes beneficiárias, os bônus de subscrição podem ser concedidos gratuitamente ou vendidos. Quando oferecidos gratuitamente, não haverá efeito sobre o patrimônio. Quando vendidos, haverá uma entrada de dinheiro que produzirá um aumento na riqueza da empresa, como reserva de capital.
  53. 53As bancas estão cobrando uma reserva de capital que foi criada pela CVM e trazida em suas Instruções n. 319/99 e n. 349/01. É a “reserva especial de ágio na incorporação reversa”.Incorporação é um tipo de combinação de negócios caracterizado pela absorção dos ativos de uma empresa por outra. A sociedade absorvida é extinta, continuando ativa a sociedade que incorporou os ativos da outra.
  54. 54É denominada de “reversa” porque a controlada incorpora a controladora, embora o normal seja a controladora incorporar a controlada.A reserva especial de ágio na incorporação é uma nova reserva de capital, além das originalmente previstas na Lei n. 6.404/76, disciplinada pela Instrução CVM.
  55. 55Segundo essa regulamentação, se houver ágio (valor pago a maior) em uma transação de incorporação de uma sociedade controladora por sua controlada, tal ágio deverá ser registrado como ativo no balanço da incorporadora, tendo como contrapartida essa reserva especial de capital.Essa conta aparece no Patrimônio Líquido da incorporadora, como contrapartida do montante de ágio resultante da aquisição do controle da companhia aberta que incorporar sua controladora.
  56. 56As reservas de capital que podem aparecer no balanço patrimonial são:Lei n. 6.404/1976, art. 200, valores apresentados nas reservas de capital somente poderão ser utilizados para:As reservas de capital que podem aparecer no balanço patrimonial são:As reservas de capital que podem aparecer no balanço patrimonial são:
  57. 57FONTES DA SITUAÇÃO LÍQUIDA Situação Liquida ou Patrimônio Líquido provém de duas fontes: - investimentos - lucrosVARIAÇÕES DA SITUAÇÃO LÍQUIDA
    Existem três situações líquidas diferentes:
    - Situação Líquida ativa ou positiva.
    - Situação Líquida passiva ou negativa.
    - Situação Liquida nula ou compensada.
  58. 58FATOS CONTÁBEIS E RESPECTIVAS VARIAÇÕES PATRIMONIAISFato contábil é aquele que provoca modificação no Patrimônio da
    entidade, sendo, por isso, objeto de contabilização através de conta
    patrimonial ou conta de resultado, podendo ou não alterar o Patrimônio
    Líquido.
  59. 59Os fatos contábeis podem ser: - permutativos, qualitativos ou compensativos: representam trocas entre elementos ativos, passivos ou ambos, sem provocar variações no Patrimônio Líquido;- modificativos ou quantitativos: provocam variações no Patrimônio Líquido;
    - mistos: envolvem um fato permutativo e um modificativo, simultaneamente.
  60. 60Superveniência e Insubsistência Eventuais alterações positivas ou negativas da Situação Líquida, independentes de intervenção da gestão.Superveniência
    Provocam aumento e pode ser:
    a. SUPERVENIÊNCIA ATIVA: Aumento do ativo (variação patrimonial ativa). Ex: Recebimento de valores provenientes de prêmios, loterias, herança ou legado doação.
  61. 61b. SUPERVENIÊNCIA PASSIVA Aumento do passivo (variação patrimônio passiva). Ex: Reconhecimento de dívidas anteriormente não registradas no passivo, provenientes de decisão judicial ou de outros casos fortuitos.Insubsistência
    Provocam diminuição e pode ser:
    a. INSUBSISTÊNCIA DO ATIVO – diminui o ativo (variação patrimonial passiva) Ex: Ocorrência de incêndio, furto, perda de rebanho por morte.
  62. 62b. INSUBSISTÊNCIA DO PASSIVO – diminui o passivo (variação patrimonial ativa). Ex: Redução no valor das obrigações por motivo de prescrição ou baixa da dívida correspondenteEfeitos no Patrimônio Líquido
    Superveniência ativa – Aumenta o patrimônio líquido (receita).
    Superveniência passiva – Diminui o patrimônio líquido (despesa).
  63. 63CONCEITO DE CONTAS Conta é o registro de débitos e créditos da mesma natureza, identificados por um título que qualifica um componente do patrimônio ou uma variação patrimonial.CONCEITO DE CONTAS Conta é o registro de débitos e créditos da mesma natureza, identificados por um título que qualifica um componente do...
  64. 64TEORIA DAS CONTAS Existem diversas teorias a respeito das contas. Três merecem atenção: a) Teoria Personalística; b) Teoria Materialística; c) Teoria Patrimonialística;A teoria personalística vincula as contas a "pessoas" responsáveis pelos fatos. Classifica as contas em: de agentes consignatários, de correspondentes e do proprietário.
  65. 65A teoria materialística classifica as contas em integrais e diferenciais. As contas integrais representam os bens, direitos e obrigações. As contas diferenciais são as contas de receitas e despesas.A teoria patrimonialística é a mais conhecida e usada. Divide as contas
    em patrimoniais e de resultado, conforme já visto.
  66. 66Estrutura das contas Qualquer conta do Ativo, de Bens e Direitos, deve ser classificada, segundo sua natureza, ou no ativo circulante, ou no ativo realizável a longo prazo, ou no ativo permanente.O longo prazo é considerado para os direitos realizáveis após o término
    do exercício social seguinte, exceto quando derivados de vendas não
    operacionais, adiantamentos ou empréstimos a coligadas, controladas,
    diretores, acionistas, caso em que sempre serão realizável a longo prazo, independentemente do prazo.
  67. 67As contas do passivo, classificadas no passivo circulante quando o vencimento ocorre no exercício social seguinte e no passivo exigível a longo prazo quando o vencimento é posterior ao término do exercício social seguinte, art. 180/6.404/76.As contas do passivo, classificadas no passivo circulante quando o vencimento ocorre no exercício social seguinte e no passivo exigível a...
  68. 68Critérios de Avaliação das Contas Os critérios de avaliação das contas patrimoniais, obedece o Princípio da Prudência, são os constantes do art. 183, da Lei n.º 6.404/76.Características das Contas
    As contas apresentam diversas peculiaridades em função dos fatos
    administrativos que registram. Assim, podemos apresentar as diversas
    características, tais como:
  69. 69a) Estáveis ou instáveis, em relação aos saldos; b) Dinâmicas ou estáticas, em relação à movimentação; c) Sintéticas ou analíticas, quanto à abrangência; d) Unilaterais ou Bilaterais, quanto aos lançamentos.a) Estáveis ou instáveis, em relação aos saldos; b) Dinâmicas ou estáticas, em relação à movimentação; c) Sintéticas ou analíticas, quant...
  70. 70As contas patrimoniais, por sua vez se subdividem em: CONTAS PATRIMONIAIS CONTAS ATIVAS CONTAS PASSIVAS CONTAS DO PLAs contas de resultado tem a seguinte subdivisão:
    CONTAS DE RESULTADOS
    CONTAS DE RECEITAS
    CONTAS DE DESPESAS
  71. 717. APURAÇÃO DOS RESULTADOS A apuração dos resultados no encerramento do exercício é precedido de todos os lançamentos de ajuste necessários, especialmente em vista da apropriação dos resultados no período de competência.Após efetuados todos os lançamentos de ajuste encerram-se as contas de resultados, receitas e despesas, contra uma conta transitória denominada de Lucros ou Prejuízos.
  72. 72Receitas Receitas são contas de resultado credoras. São também conhecidas como contas diferenciais credoras. São chamadas de componentes positivos pois a obtenção de uma receita resulta num aumento de patrimônio líquido.Ganho
    São resultados não-operacionais, representados, normalmente, pela
    venda de ativo permanente - investimentos ou imobilizado.
  73. 73Despesas São denominadas de componentes negativos do resultado. Entende-se por despesa, o consumo de bens ou serviços, que, direta ou indiretamente, deverá produzir uma receita.Perdas
    Todos os resultados negativos na alienação, inclusive por desapropria-
    ção, na baixa por perecimento, extinção, desgaste, obsolescência ou exa-
    ustão, ou na liquidação de bens do ativo permanente representam perdas
    de capital.
  74. 74Perdas Todos os resultados negativos na alienação, inclusive por desapropria- ção, na baixa por perecimento, extinção, desgaste, obsolescência ou exaustão, ou na liquidação de bens do ativo permanente representam perdas de capital.Regimes de apuração – caixa e competência.
  75. 75Regime de caixa As receitas e despesas serão contabilizadas pelo seu recebimento ou pagamento, independente do seu fato gerador.Regime de competência
    As receitas e despesas serão contabilizadas pelo seu fato gerador, independente do seu recebimento ou pagamento.
  76. 76ITG 2000 (R1) – ESCRITURAÇÃO CONTÁBIL

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Contabilidade Fichas sobre CONTABILIDADE GERAL, creado por JENIFER MEIRELES el 13/04/2018.
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