Fichas
Prematuridade e amniorrexe
Fichas del conjunto (71)
- 11. Prematuridade é a principal causa de _______?morbimortalidade perinatal
- 22. Qual o periodo em que se considera um feto prematuro?antes
da 37ª semana de gestação
e após 20/22 semanas - 33. Qual a denominação para um nascimento antes de 20/22 semanas?Abortamento
- 44. Quais são as principais causas de parto prematuro?30% se devem à interrupção terapêutica da gestação (indicação obstétrica),
enquanto 45% se devem aos trabalhos de partos prematuros espontâneos e 25% estão relacionados à rotura
prematura de membranas ovulares pré-termo - 55. Como se divide pré-termo, termo e pós termo?<36 - pré-termo
37-41- termo
>42 - pós-termo - 66. Como se subclassifica o parto pré-termo?- Pré-termo extremo: < 28 semanas (5%);
− Muito pré-termo: 28 a 30 + 6 semanas (15%);
− Pré-termo precoce: 31 a 33 + 6 semanas (20%);
− Pré-termo tardio: 34 a 36 + 6 semanas (60%); - 77. Como se subclassifica o parto termo?− Termo precoce: 37 a 38 + 6 semanas;
− Termo real/verdadeiro/completo: 39 a 41 + 6 semanas (momento de melhores desfechos neonatais);
− Pós-data: > 40 semanas (após a data provável do parto); - 88. Quais são as 3 principais complicações relacionadas ao parto prematuro?− Síndrome do desconforto respiratório (e necessidade de assistência ventilatória);
− Enterocolite necrotizante;
− Hemorragia intraventricular; - 99. Qual a definição de trabalho de parto?presença de contrações uterinas capazes de modificar o colo uterino;
- 1010. O que é trabalho de parto prematuro?quando se inicia de 20–22 semanas até antes de 37 semanas
- 1111. Qual o principal fator de risco para trabalho de parto prematuro?Prematuridade anterior
- 1212. Qual o segundo principal fator de risco para trabalho de parto prematuro?Rotura prematura de membranas ovulares pré-termo
- 1313. Qual a definição de colo curto?o colo que mede < 25 mm (alguns autores adotam 20 mm).
- 1414. Qual é o momento indicado de rastreio de colo curto?a TODAS as gestantes (universal), realizado entre 20–24 semanas por Ultrassonografia
Transvaginal (USTV - 1515. Qual a indicação de rastreio de colo curto na presença de fatores de risco? quais seriam os fatores?rastreio com USTV quinzenal (a cada 2
semanas) entre 14 e 24 semanas:
fatores de risco:
− História de parto prematuro espontâneo anterior;
− História de abortamento tardio (> 16 semanas);
− Malformações uterinas ou cirurgias cervicais prévias. - 1616. Qual a indicação de progesterona na gestação e em qual momento?O uso da progesterona é indicado no intervalo de 16 a 36 semanas e 6 dias aos pacientes:
✓ Colo curto sem fatores de risco;
✓ História de prematuro espontâneo anterior;
✓ História de abortamento tardio (> 16 semanas). - 1717. Qual a recomendação posologica da progesterona na gestação?✓ Progesterona micronizada 200–400 mg/dia, via vaginal, à noite. É possível o uso pela via oral (como por exemplo
durante o tratamento tópico de vulvovaginites), mas a via vaginal é superior. - 1818. Como é realizado o diagnóstico de trabalho de parto prematuro?e contrações uterinas regulares: em torno de 4 contrações em 20 minutos ou 8 em 1 hora — associadas à dilatação cervical maior que 1–2 cm ou ao apagamento do colo uterino maior que 50% (algumas fontes trazem 80%). Nos casos em que há dúvida, pode ser feita reavaliação das contrações e do colo uterino entre duas e três horas
- 1919. Qual a conduta em pacientes com contrações uterinas e ainda sem modificação de colo?comprimento do colo (pela USTV) e fibronectina fetal.
- 2020. o que é fibronectina fetal e qual seu valor na prática?mais importante marcador bioquímico de parto pré-termo. Marcador de disrupção coriodecidual, da cascata
de eventos que antecedem o parto.
é importante por seu valor preditivo negativo. - 2121. frente a um quadro de TPP, quais são os 4 pilares de tratamento?Internação+:
Tocólise;
− Corticoterapia;
− Profilaxia para estreptococo do grupo B (GBS ou EGB);
− Neuroproteção fetal. - 2222. Qual o pirncipal objetivo do uso de corticoterapia no TPP? Quais as outras duas patologias cujos risco de ocorrência diminui na corticoterapia do TPP?Maturação pulmonar
hemorragia intraventricular e
enterocolite necrosante - 2323. Como a corticoterapia estimula a maturação pulmonar?estímulo à produção do complexo surfactante pelo
pneumócito do tipo II - 2424. Qual o periodo em que se faz a corticoterapia , durante quanto tempo?24 a 34 semanas (segundo alguns autores, 24–36 semanas e 6 dias);
Não é consenço - 2525. Qual a prescrição da corticoterapia?− PRESCRIÇÃO: Ciclo Único de 48 horas (não é consenço)
um ou outro:
✓ Betametasona 12 mg, via intramuscular, de 24/24 horas (2 doses)
✓ Dexametasona 6 mg, via intramuscular, de 12/12 horas (4 doses);
Não existe preferência entre eles - 2626. Quais são as contraindicações à corticoterapia no TPP?Infecções maternas e ovulares, diabetes mellitus descompensado e úlcera péptica.
- 2727. Qual é o principal objetivo da tocólise? qual o periodo em que se realiza?prolongar a gestação por 48h, enquanto se aguardam os efeitos benéficos do
corticoide e se espera a transferência da paciente para um centro de atendimento terciário;
Entre 24–34 semanas; - 2828. Quais as drogas usadas na tocolise?primeira escolha: Nifedipina - eficaz, oral, poucos colaterais
Agonista B2 - salbutamol/terbutalina- muitos efeitos colaterais
Indometacina - uso limitado por risco de fechamento do canal aterial, pode ser bom no polidramnio por diminuir a quantidade de liquido amniótico
Atosiban -eficaz igual nifedipino, caro e pouco disponível no sus - 2929. Quais são as contraindicações a tocolise?✓ Sofrimento fetal;
✓ Restrição de crescimento fetal (CIUR);
✓ Malformações fetais incompatíveis com a vida;
✓ Dilatação > 4 cm (relativa, pois a eficácia da tocólise será baixa);
✓ Bolsa amniótica rota (há divergências!);
✓ Suspeita ou confirmação de infecção amniótica;
✓ Descolamento prematuro de placenta ou placenta prévia;
✓ Doenças maternas descompensadas;
✓ Maturidade pulmonar fetal comprovada.
✓ A evolução do trabalho de parto prematuro é permitida se a gestação tiver menos que 24 semanas ou mais que 34 semanas ou se houver contraindicação à tocólise. - 3030. Como realizar o rastreio de pacientes colonizadas por GBS?swab retal/vaginal para poder
identificar as pacientes colonizadas pelo GBS, entre 35 e 37 semanas e, em seguida, a cada 5 semanas. - 3131. Quais são as indicações de antibioticoprofilaxia intraparto?✓ Bacteriúria assintomática com GBS ou infecção urinária por GBS na gestação atual;
✓ Filho acometido em gestação anterior;
✓ Swab positivo (exceto se cesariana eletiva fora de trabalho de parto e com membranas íntegras);
✓ Ausência de swab e nas seguintes situações:
− Trabalho de parto prematuro;
− Bolsa rota > 12-18 horas durante trabalho de parto (classicamente a partir de 18 horas, mas na Diretriz Nacional
de Assistência ao Parto Normal do MS de 2022, recomenda-se a partir de 12 horas);
− Febre intraparto (> 38 oC). - 3232. Quais são 2 opções de antibioticoprofilaxia intraparto?✓ 1ª opção:
ATAQUE: Penicilina G. Cristalina 5.000.000 UI, intravenosa;
MANUTENÇÃO: Penicilina G. Cristalina 2.500.000 UI, intravenosa, 4/4h até o parto.
✓ 2ª opção:
ATAQUE: Ampicilina 2 g, intravenosa;
MANUTENÇÃO: Ampicilina 1 g, intravenosa, 4/4h até o parto.
PARTO REALIZADO EM ATE 4H APÒS ATAQUE - 3333. Quais as opções de antibioticoprofilaxia intraparto para alérgicas a penicilina?Baixo risco de anafilaxia:
Cefazolina:
−Ataque: 2,0 g IV;
− Manutenção: 1,0 milhão IV – 8/8h até o parto.
Alto risco de anafilaxia:
Clindamicina:
− Ataque: 900 mg IV;
− Manutenção: 1,0 milhão IV – 8/8h.
Vancomicina:
− Ataque: 1,0 g IV;
− Manutenção: 1,0 g IV – 12/12h - 3434. Qual a droga usada para neuroproteção fetal no TPP?Sulfato de magnésio
- 3535. Qual o principal beneficio que se espera usando sulfato de magnésio para neuroproteção fetal?redução de até 30% na
ocorrência de paralisia cerebral hipóxico-isquêmica - 3636. Qual a prescrição do sulfato de magnésio no tpp?✓ ATAQUE: MgSO4 4–6 g, intravenoso;
✓ MANUTENÇÃO: MgSO4 1–2 g/hora, intravenoso, até o parto - 3737. Em qual período se realiza neuroproteção com sulfato de magnésio?<32 semanas e > 23 semanas
- 3838. Qual a indicação de neuroproteção com sulfato de magnésio?Possibilidade de nascimento prematuro nas próximas 24 horas/parto prematuro iminente
- 3939. Quais as contraindicações ao uso de sulfato de magnésio no TPP?− Morte e Anomalias Fetais;
− Pré-eclâmpsia Grave;
− Contraindicações Maternais (p. ex., miastenia grave, insuficiência renal). - 4040. Qual a conduta diante de sucesso com tocólise?, a paciente pode ter alta após 24h sem contrações. Ela deve ser orientada a ter
repouso físico relativo e sexual, retorno ao pré-natal dentro de sete a quinze dias e fazer uso de progesterona 200 mg
por dia até 36 semanas de gestação, se houver história de parto prematuro em gestação anterior ou colo uterino
menor que 2,5 cm (25 mm). - 4141. Quais condições do feto sugerem piores desfechos no parto?pré-termos em apresentação pélvica ou
apresentações não fletidas - 4242. Qual a definição de rotura prematura das membranas ovulares?rotura espontânea das membranas, que ocorre antes do início do trabalho de parto, independentemente da idade gestacional.
- 4343. Quais os pontos de corte para se considerar e classificar RMPO?RMPO PT: após 20 semanas e antes de 37 semanas
RMPO termo: a partir de 37 semanas - 4444. Quais os dois principais fatores que geram a fisiopatologia de RMPO?elevação da pressão intra-amniótica e a fraqueza das membranas
- 4545. Quais fatores geram a fraqueza das membranas ovulares?Um processo infeccioso muitas vezes, que desencadeia uma inflamação com aumento do apoptose, produção de proteases e colagenases, que alteram a estrutura tecidual da membrana.
- 4646. Qual o principal fator de risco para RMPO?infecção genital
- 4747. Quais são os fatores de risco de RMPO relacionados com causas mecanicas?Sobredistensão uterina (como polidrâmnio e gemelaridade);
Procedimentos invasivos (amniocentese);
Alteração da integridade cervical (incompetência istmocervical, cerclagem);
Trauma
Outros: contrações uterinas, movimentação fetal exacerbada); - 4848. Quais sãos os fatores de risco de RMPO relacionados com causas imunometabolicas?Fatores intrínsecos à membrana (deficiência de alfa-1-antitripsina, Ehlers-Danlos);
Alteração de oxigenação tecidual (tabagismo);
Diminuição da atividade imunológica bactericida do líquido amniótico; - 4949. Como é realizado o diagnóstico de RMPO?O diagnóstico é CLÍNICO na maior parte dos casos.
• A gestante vai informar, durante anamnese, história de perda súbita de líquido claro em grande quantidade.
+ Exame especular e confirmação se necessário - 5050. O que se espera no exame especular de uma paciente com RMPO?perda líquida espontânea, podendo sensibilizar com valvasva ou tarnier (rechaço fetal)
- 5151. Quais são os exames que confirmam o diagnóstico de RMPO?Papel de nitrazina
Teste fenol vermelho
Teste de cristalização
Teste da Ianetta
Teste do azul do nilo
Teste da fibronectina fetal
AmniSure - 5252. De que se tratam os teste do papel de nitrazina, do fenol vermelho, do azul do nilo e da Ianetta?Medidores de Ph
-pH do liquido amniotico é >6 logo vai adquirir cor verde ou até azulada na nitrazina, cor vermelha na fenolftaleína e cor amarela ou laranja no azul do nilo e incolor na ianetta (ianetta fica marrom na ausencia de liquido amniotico) - 5353. De que se trata o teste de cristalização?A secreção vaginal é colocada em uma lâmina e avaliada no microscópio, adquirindo um aspecto de folha de samambaia quando há líquido amniótico.
- 5454. De que se tratam os testes de fibronectina fetal e amnnisure?FIBRONECTINA FETAL: É um teste rápido qualitativo, cujo resultado negativo exclui amniorrexe, porém, quando positivo, não confirma o diagnóstico. Tem alto custo.
• AmniSure é um teste rápido imunocromatográfico que permite detectar a proteína microglobulina-alfa-1 placentária (PAMG-1) na secreção vaginal. - 5555. Qual é o papel da USG na RMPO?não é diagnóstica, avalia idade gestacional, apresentação e pesos fetais e medida da quantidade de líquido amniótico, sendo oligodrâmnio se o Índice de Líquido Amniótico (ILA) < 5 cm ou maior bolsão vertical < 2 cm.
- 5656. Quais os riscos do oligohidramnio?pé torto congênito
e hipoplasia pulmonar - 5757. Quando se indica toque vaginal na RPMO?casos necessários à avaliação do
colo, visando diagnóstico de trabalho de parto prematuro ou início de indução de parto (calcular BISHOP), devendo ser evitado em outras situações - 5858. Quais são os pontos que devem ser avaliados para definição da conduta na RPMO?− IDADE GESTACIONAL;
− SINAIS DE INFECÇÃO;
− TRABALHO DE PARTO;
− SOFRIMENTO FETAL. - 5959. Qual a conduta para gestações entre 22 e 24 semanas?Para pacientes com mais de 22 e menos de 24 semanas, o prognóstico perinatal é muito reservado (risco importante
de hipoplasia pulmonar e inviabilidade fetal), além dos riscos maternos associados, tais como corioamnionite, sepse e óbito. Por isso, pode-se oferecer à gestante a opção de interrupção da gestação. Caso a mulher opte por uma
conduta expectante, deve-se fazer a internação, discutir hiper-hidratação (conduta com pouca evidência) e
reavaliação seriada do líquido amniótico - 6060. Qual a conduta para gestações >34 semanas?conduta ativa, ou seja, está indicada resolução da gestação. Já para as pacientes com menos de 34 semanas, em que não há sinais de infecção ou sofrimento fetal, está indicada conduta conservadora.
- 6161. Qual a conduta para gestações >24 semans e <34 semanas?Se não há sinais de infecção ou sofrimento fetal, está indicada conduta conservadora.
- 6262. Em que consiste a conduta conservadora na RPMO?internamento e início da corticoterapia após 24 e antes de 34 semanas e
6 dias, antibioticoprofilaxia, coleta de cultura de secreção vaginal para pesquisa de infecção, rastreio infeccioso com curva térmica 4/4 horas, hemograma e PCR a cada três
dias, além de swab para pesquisa de GBS e ultrassonografia - 6363. Quais as recomendações para corticoterapia na RPMO?✓ Betametasona 12 mg, via intramuscular, de 24/24 horas (2 doses), ou;
✓ Dexametasona 6 mg, via intramuscular, de 12/12 horas (4 doses). - 6464. Quais as recomendações para corticoterapia na RPMO?7 dias no total
✓ Azitromicina 1 g dose única
+
✓ Ampicilina 2 g IV, a cada 6h, por 48h, seguida de amoxicilina 500 mg, a cada 8h, por 5 dias. - 6565. Quais as indicações de iniciar conduta ativa durante a conduta expectante?chegar a 34/36 semanas ou antes, se
houver sinais de corioamnionite, sofrimento fetal ou trabalho de parto prematuro - 6666. Em caso de corioaminionite, qual o tratamento?Clindamicina 900 mg, a cada 8h, E;
Gentamicina 5 mg/kg, a cada 24h.
+
resolução imediata da gestação - 6767. Qual a definição de corioamnionite?É a infecção do córion, âmnio, líquido amniótico e/ou placenta. É uma entidade que aumenta o risco de complicações
obstétricas e neonatais - 6868. Quais são os fatores de risco de corioamnionite relacionados ao trabalho de parto?− Trabalho de parto prematuro;
− Trabalho de parto prolongado;
− Tempo prolongado de bolsa rota; - 6969. Quais são os fatores de risco de corioamnionite, com exceção dos relacionados ao trabalho de parto?Múltiplos exames vaginais intraparto (especialmente em pacientes com amniorrexe);
Líquido amniótico meconial;
Corioamnionite prévia;
Infecção genital;
Álcool ou tabagismo - 7070. Como é dado o diagnóstico de corioamnionite?O diagnóstico de corioamnionite é feito pela presença de febre (temperatura ≥ 37,8 °C) associada a 2 dos critérios:
− Taquicardia materna (frequência cardíaca > 100 bpm);
− Taquicardia fetal (frequência cardíaca fetal > 160 bpm);
− Líquido amniótico com odor fétido ou secreção purulenta saindo do orifício cervical externo;
− Dor à mobilização uterina;
− Leucocitose (> 15.000/mm3) - 7171. Qual é o esquema de antibiotico alternativo ao uso de clinda + genta na corioamnionite?Amoxicilina+clavulonato
Información
- Descripción
- Técnico VNI Fichas sobre Prematuridade e amniorrexe, creado por wanderson ferreira el 11/07/2024.
- Creado por
- wanderson ferreira
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