¡GoConqr estrena diseño! Cuéntanos qué te parece.

Mapa mental

ISTS E VULVOVAGINITES

Brenda Badaró Portugués

Contenido del mapa

ISTS E VULVOVAGINITES

  1. CANDIDÍASE

    • Agente etiológico: Candida albicans
    • Classificação: Recorrente (4 ou mais episódios sintomáticos em um ano), não complicada e complicada.
    • Quadro clínico: prurido, ardência, corrimento geralmente grumoso, sem odor, dispareunia de introito vaginal e disúria externa
    • Exame ginecológico: eritema e fissuras vulvares, corrimento grumoso de cor branca, edema vulvar, escoriações e lesões satélites, por vezes, pustulosas
    • Laboratório: presença de hifas e /ou esporos dos fungos
    • Tratamento: Miconazol creme a 2% ou outros derivados imidazólicos, via vaginal, um aplicador cheio, por 7 dias Fluconazol 150mg, VO, dose única.
  2. VAGINOSE BACTERIANA

    • Etiologia: Associada à perda de lactobacilos e ao crescimento de inúmeras bactérias, bacilos e cocos Gram-negativos anaeróbicos, com predomínio de Gardnerella vaginalis.
    • Fisiopatologia: Sem lactobacilos, o pH aumenta e a Gardnerella vaginalis produz aminoácidos, os quais são quebrados em aminas voláteis (putrecina e cadaverina), levando ao odor desagradável, particularmente após o coito e a menstruação.
    • Quadro clínico: Corrimento de odor desagradável, principalmente após o coito e a menstruação.
    • Diagnóstico: A paciente deve ter pelo menos três critérios de Amsel: Corrimento vaginal homogêneo; pH >4,5; Presença de clue cells no exame de lâmina a fresco; Teste de Whiff positivo (odor fétido das aminas com adição de hidróxido de potássio a 10%). O padrão-ouro é a coloração por Gram do fluido vaginal.
    • Tratamento: Metronidazol 250mg, 2 comprimidos VO, 2x/dia, por 7 dias, ou Metronidazol gel vaginal 100mg/g, um aplicador cheio via vaginal, por 5 dias.
  3. TRICOMONÍASE

    • Agente etiológico: Trichomonas vaginalis.
    • Quadro clínico: Corrimento vaginal intenso, amarelo-esverdeado, por vezes acinzentado, bolhoso e espumoso, acompanhado de odor fétido e prurido eventual. Em caso de inflamação intensa, o corrimento aumenta e pode haver sinusiorragia e dispareunia. O pH pode elevar-se para 6,7 a 7,5 e, nesse meio, pode surgir variada flora bacteriana patogênica, podendo estabelecer a vaginose bacteriana.
    • Exame ginecológico: Microulcerações no colo uterino, que dão um aspecto de morango ou framboesa (teste de Schiller “onçoide” ou “tigroide”).
    • Diagnóstico: O mais comum é o exame a fresco, mediante gota do conteúdo vaginal e soro fisiológico, com observação do parasita ao microscópio. Na maioria dos casos, o teste das aminas é positivo.
    • Tratamento: Metronidazol 400mg, 5 comprimidos, VO, dose única (dose total de tratamento 2g) ou Metronidazol 250mg, 2 comprimidos, VO, 2x/dia, por 7 dias. * Por ser considerada uma DST, o parceiro também deve ser tratado.
  4. CERVICITE

    • Agentes etiológicos: Chlamydia trachomatise e Neisseria gonorrhoeae.
    • Quadro clínico: São frequentemente assintomáticas. Nos casos sintomáticos, as principais queixas são corrimento vaginal, sangramento intermenstrual ou pós-coito, dispareunia, disúria, polaciúria e dor pélvica crônica.
    • Diagnóstico: Detecção do material genético dos agentes infecciosos por biologia molecular.
    • Tratamento: Gonocócica - Ceftriaxona + Azitromicina, sendo que a dose e a duração do tratamento variam se for complicada ou não. Clamídia - Azitromicina 500mg, 2 compridos, VO, dose única ou com Doxiciclina 100mg, VO, 2x/dia por 7dias (exceto gestante).
  5. URETRITES

    • Transmissão: Relação sexual vaginal, anal e oral.
    • Agentes etiológicos: Neisseria gonorrhoeae e Chlamydia trachomatis.
    • Quadro clínico: Corrimento uretral que varia de mucóide a purulento, com volume variável, estando associado a dor uretral (independentemente da micção), disúria, estrangúria, prurido uretral e eritema de meato uretral. Pode ocorrer infecção extragenital
    • Diagnóstico: Baseado no quadro clínico, detecção de clamídia e gonococo por biologia molecular e bacterioscopia com Gram positivo.
    • Tratamento: Para o paciente sem identificação do agente etiológico, com uretrite gonocócica e demais infecções não complicadas usam-se Ceftriaxona 500mg, IM, dose única + Azitromicina 500mg, 2 comprimidos, via oral, dose única.
  6. ÚLCERAS GENITAIS

    • Treponema pallidum: Causa a sífilis, a qual se manifesta com uma úlcera, geralmente única, que ocorre no local de entrada da bactéria, indolor, com base endurecida e fundo limpo.
    • Vírus HSV-2: Causa herpes genital, a qual apresentam-se como vesículas agrupadas sobre base eritematosa, que evoluem para pequenas úlceras arredondadas ou policíclicas e manifestações gerais, podendo cursar com febre, mal-estar, mialgia e disúria.
    • Haemophilus ducreyi: Causa o cancróide, as lesões são dolorosas, geralmente múltiplas e devidas à autoinoculação
    • Chlamydia trachomatis: Causa o LGV, a manifestação clínica mais comum é a linfadenopatia inguinal e/ou femoral.
    • Klebsiella granulomatis: Causa a donovase crônica progressiva, caracterizado por uma ulceração de borda plana ou hipertrófica, bem delimitada que progride.

Información

Descripción
Mapa Mental sobre ISTS E VULVOVAGINITES, creado por Brenda Badaró el 03/05/2020.
Creado por
Brenda Badaró
Visitas
0
Valoración

Escríbenos

¿Sobre qué es tu mensaje?

¿Qué te parece el nuevo diseño?

¿Te gusta?