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Crise de 2008
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Crise de 2008
Considerada por muitos economistas como a pior crise econômica ocorrida desde a Grande Depressão
Ocorreu devido a chamada Bolha Imobiliária
- Diversos bancos passaram a oferecer mais créditos, expandindo o crédito imobiliário, o que causou a valorização dos imóveis
- Com a alta procura, a taxa de juros subiu, derrubando o preço dos imóveis.
- A maior parte dos empréstimos era de alto risco. Muitos não conseguiram pagar e os bancos ficaram descapitalizados.
Em 15 de setembro de 2008, um dos mais tradicionais bancos dos Estados Unidos, , o Lehman Brothers, decretou falência.
O maior problema da expansão desordenada de crédito, foi que uma grande parte dos empréstimos foi concedida a pessoas que não tinham condição de pagá-los.
A estagnação das rendas familiares e os altos custos das guerras no Afeganistão e Iraque contribuíram para que a inflação aumentasse.
- Para tentar diminuir a inflação, o Federal Reserve (equivalente ao Banco Central) aumentou a taxa de juros, o que estrangulou financeiramente as famílias, que não conseguiam mais créditos, e nem conseguiam honrar o pagamento de suas dívidas.
Com a quebra do tradicional banco e a recusa do governo americano de injetar dinheiro público no mesmo, as bolsas ao redor do mundo entraram em colapso, já que os principais investidores passaram a resgatar suas aplicações.
- Após a recusa do governo norte-americano de socorrer o Lehman Brothers, houve o anúncio de que o Bank of America iria adquirir a Merrill Lynch – a maior corretora dos EUA. Nos dias seguintes, as bolsas mundiais perderam mais de 30% do seu valor, ou seja, as empresas de capital aberto (as que comercializavam ações) valiam 30% menos do que antes da crise.
- A AIG – uma das maiores seguradoras do país – teve seu crédito rebaixado por ter subscrito mais contratos de derivativos de crédito do que sua capacidade de pagá-los. Isso significa que a seguradora informou que teria a capacidade de quitar mais empréstimos do que tinha dinheiro para fazer.
- Com isso, o governo norte-americano decidiu intervir e injetar recursos públicos para salvar a empresa.
A renda coletiva das famílias norte-americanas teve uma queda de mais de 25% entre 2007 e 2008.
Europa
- A crise se espalhou em cerca de dois anos depois do início, atingindo países europeus, em especial a zona do euro.
- Entre os países da zona do Euro, a crise de 2011 foi mais forte nos países chamados PIIGS (Portugal, Itália, Irlanda, Grécia e Espanha), cujo países – com exceção da Itália que possui uma maior industrialização – são em sua maioria dependentes do turismo.
- O caso mais emblemático foi da Grécia, que teve de contratar volumosos empréstimos do Fundo Monetário Internacional e em contrapartida implementar controversos cortes de gastos, reduzindo direitos trabalhistas, folha salarial dos servidores públicos e realizando privatizações.
Brasil
- Em geral, os países emergentes – dentre eles o Brasil – sentiram menos os efeitos da crise. Ainda, entretanto, houve de fato uma forte queda no índice BOVESPA – que mede o valor das ações negociadas na bolsa de valores do país – e um aumento no preço do dólar.
- Após o prejuízo de diversas empresas, o governo viu que era necessário agir e baixou a taxa básica de juros, SELIC, de 13,75% para 8,75% ao ano em 2009, diminuindo os juros pagos para empréstimos tanto de pessoas físicas quanto de empresas, com o objetivo de aumentar o dinheiro em circulação.
- Apesar de no ano de 2008 o PIB nacional ter aumentado 5,2%, com o impacto da crise, em 2009, obteve uma retração de 0,3%. Ainda, a bolsa de valores, Bovespa, teve uma queda em 2008 de 4%, a maior desde a década de 70.
Información
- Descripción
- 3º ano Geografia Mapa Mental sobre Crise de 2008, creado por Vitória Sousa el 18/06/2020.
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- Vitória Sousa
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