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Classicismo 2
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Classicismo 2
LUIZ VAZ DE CAMÕES
- CAMÕES ÉPICO
- A obra épica Os Lusíadas, publicada no reinado de Dom Sebastião em 1572
- O herói é coletivo, ou seja, é o povo português; ao contrário do que ocorre nas epopeias modelares, em que um relevante herói individual se sobressai (a exemplo de Aquiles, Ulisses e Eneias). Essa modalidade de escrita passou a ser chamada de EPOPÉIA SECUNDÁRIA
- Os Lusíadas conseguiu conciliar a mitologia pagã (fruto do gosto renascentista pelo estudo da cultura pagã) e a mitologia cristã (ideologia pessoal do autor). I
- ESTRUTURA DA OBRA
- A obra de Camões apresenta 8.816 versos decassílabos, divididos em 1.102 estrofes, todas em oitava- rima, organizada em dez cantos. Cada canto, na epopeia, corresponde a um capítulo das obras em prosa. Além disso, existem outras cinco partes:
- Proposição (canto I, estrofes 1 a 3): O poeta apresenta o que vai cantar, ou seja, o tema dos feitos heroicos dos ilustres barões de Portugal, o herói, Vasco da Gama, e o destino da viagem.
- Invocação (canto I, estrofes 4 e 5) O poeta invoca as Tágides, ninfas do rio Tejo, pedindo a elas para inspirá-lo na composição da obra.
- Dedicatória ou oferecimento (canto I, estrofes 6 a 18): O poeta dedica seu poema a D. Sebastião, rei de Portugal na época em que o poema foi publicado, visto como a esperança de propagação da fé cristã e continuação dos grandes feitos de Portugal.
- Narração (canto I, estrofe 19 até canto X, estrofe 144) O poeta relata a viagem propriamente dita dos portugueses ao Oriente. Essa é, portanto, a parte mais longa do relato e vários são os episódios que nela se destacam.
- Epílogo É a conclusão do poema (estrofes 145 a 156 do canto X), em que o poeta demonstra cansaço e, em tom melancólico e pessimista, aconselha ao rei e ao povo português que sejam fiéis à pátria e ao cristianismo.
- Narração (canto I, estrofe 19 até canto X, estrofe 144) O poeta relata a viagem propriamente dita dos portugueses ao Oriente. Essa é, portanto, a parte mais longa do relato e vários são os episódios que nela se destacam.
- Dedicatória ou oferecimento (canto I, estrofes 6 a 18): O poeta dedica seu poema a D. Sebastião, rei de Portugal na época em que o poema foi publicado, visto como a esperança de propagação da fé cristã e continuação dos grandes feitos de Portugal.
- A obra de Camões apresenta 8.816 versos decassílabos, divididos em 1.102 estrofes, todas em oitava- rima, organizada em dez cantos. Cada canto, na epopeia, corresponde a um capítulo das obras em prosa. Além disso, existem outras cinco partes:
- A obra épica Os Lusíadas, publicada no reinado de Dom Sebastião em 1572
- CAMÕES LÍRICO
- A obra lírica de Camões compreende poemas feitos na medida velha e na medida nova. A medida velha obedece à poesia de tradição popular, na forma e no conteúdo. São exploradas as redondilhas, de cinco ou de sete sílabas (menor ou maior, respectivamente). Quanto à medida nova, os poemas em medida nova são relacionados à tradição clássica: sonetos, éclogas, elegias, oitavas, sextinas.
- Quanto ao conteúdo, a poesia lírica clássica se relaciona com o petrarquismo. Francesco Petrarca foi o responsável por fixar a forma do soneto, no século XIV; o conteúdo de sua poesia delineia um lirismo amoroso platônico, relacionado indissoluvelmente a uma mulher inacessível, Laura, a que dedicou perto de 360 sonetos, no seu Cancioneiro.
- LÍRICA AMOROSA
- O tema amoroso é explorado na lírica camoniana sob dupla perspectiva. Com frequência, aparece o amor sensual, próprio da sensualidade renascentista, inspirada no paganismo da cultura greco-latina. Predomina, porém, o amor neoplatônico, espécie de extensão e aprofundamento da tradição da poesia medieval portuguesa ou da poesia humanista italiana, em que o amor e a mulher se configuram como idealizados e inacessíveis. Na poesia lírica camoniana, tal qual no modelo legado por Petrarca, o amor é um sentimento que eleva o homem, tornando-o capaz de atingir o Bem, a Beleza e a Verdade, de acordo com a filosofia platônica.
- A perfeição do mundo das ideias é contrastada por Camões com as imperfeições do mundo terreno. Em sua obra lírica, nota-se que a vida humana está condicionada a essas imperfeições, enquanto o espírito busca outros horizontes. Desse contraponto, resulta uma visão pessimista da vida, que brota dos problemas existenciais do próprio poeta, de suas frustrações e atribuições.
- O amor que uma pessoa sente por outra não passa de uma manifestação particular e imperfeita de algo superior, universal e perfeito: o Amor- -ideal, grafado com A maiúsculo.
- Camões teria nascido em 1524 ou 1525, provavelmente na cidade de Lisboa (talvez Coimbra ou Santarém), descendente de uma família da pequena nobreza.
- Estudou na Universidade de Coimbra
- Lutando contra os mouros em 1549, acabou por perder a o olho direito.
- Em 1552, foi preso por ter brigado com Gonçalo Jorge, que era oficial da corte, e sai perdoado da cadeia conquanto servisse militarmente Portugal na Índia
- Em 1556 é nomeado “provedor-mor dos bens de defuntos ausentes” em Macau, então colônia de Portugal. Durante os nove anos que passou na cadeia, começou a escrever Os Lusíadas. Acusado de desviar bens enquanto provedor-mor, vai para Goa a fim de se defender das acusações. Na viagem, seu navio naufraga na foz do Rio Mekong (Indochina) e diz a lenda que ele se salvou e deixou sua companheira chinesa, Dinamene, morrer afogada, com a desculpa de salvar o manuscrito de Os Lusíadas, que já estava em sua fase final. Viveu na miséria, foi preso outra vez, agora em Moçambique, por causa de dívidas, e voltou a Lisboa no ano de 1569 com a ajuda de amigos.
- Em 1572 publica Os Lusíadas, sua obra prima, e recebe uma pensão anual de 15 mil réis oferecida por Dom Sebastião. Morre pobre em 10 de junho de 1580. Curiosamente, o herói da poesia portuguesa expira com o início do declínio do poderio imperial de Portugal, mesmo ano da União da Península Ibérica, quando o país fica sob o domínio da coroa espanhola.
- Em 1595 é publicada a obra Rimas, com uma compilação de sua obra lírica, de versos redondilhos elaborados à maneira medieval, e também seus sonetos decassílabos de influência petrarquiana.
- CAMÕES ÉPICO
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- Vestibular Literatura Mapa Mental sobre Classicismo 2, creado por Thais Oliveira el 14/09/2020.
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- Thais Oliveira
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