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Processamento Histológico

Mapa mental: Processamento Histológico
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Processamento Histológico
Etapas do Processamento Histológico: 1ºColete do Material; 2ºFixação; 3ºClivagem; 4ºDescalcificação; 5ºProcessamento; 6ºDesidratação; 7ºInclusão; 8ºMicrotomia e 9ºColoração.
1ºColeta do Material: Amostra retirada do organismo vivo ou morto, por biópsia ou necropsia. Após a coleta do material deve ser identificado e analisado macroscopicamente. É fundamental que, imediatamente após a remoção do organismo, as peças sejam imersas em líquido fixador para que o processo de autólise (morte tecidual) seja interrompido e as estruturas biológicas se mantenham praticamente intactas.
- Regras para uma coleta de qualidade: Regras para uma coleta de qualidade: o manuseio das peças deve ser feito com delicadeza, devido a fragilidade dos tecidos, podendo alterar e/ou dificultar o exame.
2ºFizxação: Fase destinada a interromper o processo de autólise pelo qual qualquer tecido passa ao ser retirado do organismo ou após a sua morte. Além de interromper o metabolismo celular, conservando o aspecto natural dos tecidos, a fixação estabiliza as estruturas bioquímicas intra e extracelulares, permite a penetração de outros reagentes necessários no decorrer de todo o processamento histológico.
- A fixação química tem seus agentes fixadores divididos em duas categorias: os fixadores coagulantes – que não se ligam às proteínas dos tecidos – e os não coagulantes, que se ligam e precipitam as proteínas.
3ºClivagem: Reduzir o tamanho das peças com o intuito de facilitar a penetração da substância fixadora em menor tempo, evitando assim, o processo de autólise. Por padrão, os fragmentos teciduais devem ter cerca de 3 mm de espessura, mas em alguns casos o fragmento pode chegar a 5 mm
4ºDescalcificação: Alguns tecidos sofrem deposição de sais de cálcio, seja por sua conformação original – como ossos e dentes – ou em determinadas doenças. Nestes casos, a consistência dos tecidos se torna rígida, impossibilitando a realização posterior de cortes finos (microtomia), provocando artefatos que prejudicam a análise microscópica do tecido, além de danificar o material de corte, com a formação de “dentes”. Sendo assim, é necessário que estes sais sejam dissolvidos, fazendo com que os tecidos fiquem mais maleáveis para serem cortados. A descalcificação deve ocorrer com o tecido já fixado e lavado para retirar o excesso de fixador.
5ºProcessamento: Consiste em uma preparação para que as peças sejam, posteriormente, emblocadas em parafina (ou produtos similares) e cortadas em fatias muito finas, a fim de que possam ser observadas as estruturas teciduais em microscópio óptico.
6ºDesidratação: O material biológico, mesmo após a fixação, ainda retém cerca de 85% de água em seu interior. Para que a parafina consiga penetrar é necessário que a água seja totalmente retirada. Diversas substâncias desidratantes são eficazes, variando apenas o tempo de desidratação. Entre elas, pode-se citar os álcoois butílico, isopropílico e metílico, a acetona, o éter, o clorofórmio e o óxido propileno
- Diafanização ou clarificação: A parafina é insolúvel em água, e muito pouco em álcool. Desta maneira, faz-se necessário que o álcool presente nas peças após o processo de desidratação seja substituído por um produto com o qual a parafina tenha afinidade. Dentreos produtos diafanizadores conhecidos estão o xilol, toluol, benzeno, óleo de cedro e os solventes universais acetato butílico, dióxido dietileno e benzoato metílico. O xilol é o mais utilizado, e, conforme vai penetrando na peça, em substituição ao álcool, a peça vai se tornando mais clara, motivo pelo qual a etapa pode também ser chamada de clarificação.
- Impregnação: As peças são infiltradas por alguma substância de consistência firme para que adquiram rigidez suficiente e seja possível a realização de cortes finos. São vários os materiais utilizados para esse fim, como parafina, resina, ágar, gelatina, parafina plástica, goma arábica, polietileno glicol, parafina esterificada e celoidina.
- Diafanização ou clarificação: A parafina é insolúvel em água, e muito pouco em álcool. Desta maneira, faz-se necessário que o álcool presente nas peças após o processo de desidratação seja substituído por um produto com o qual a parafina tenha afinidade. Dentreos produtos diafanizadores conhecidos estão o xilol, toluol, benzeno, óleo de cedro e os solventes universais acetato butílico, dióxido dietileno e benzoato metílico. O xilol é o mais utilizado, e, conforme vai penetrando na peça, em substituição ao álcool, a peça vai se tornando mais clara, motivo pelo qual a etapa pode também ser chamada de clarificação.
7ºInclusão: Na inclusão a parafina envolve o exterior da peça e, após esfriar e endurecer, forma um bloco que será submetido posteriormente à microtomia. As peças impregnadas são colocadas com a superfície a ser secionada voltada para baixo em um molde, normalmente metálico, preenchido com parafina líquida. Com o molde preenchido, acopla-se o anel histológico (uma peça de plástico que será fixada no micrótomo para realizar o corte do bloco devidamente identificado e que poderá conter mais um volume de parafina.
8ºMicrotomia: Equipamento utilizado para a obtenção dos cortes é o micrótomo, composto por três peças principais: o corpo, o porta-bloco e o porta-objeto, além da navalha. Há vários tipos de micrótomo, como o criostato, o micrótomo de congelação, o ultramicrótomo, o do tipo serra e o vibratório. Porém, os mais utilizados na técnica histológica de rotina são o micrótomo rotatório em que a navalha é fixa e o porta-objeto vai ao seu encontro – e o micrótomo do tipo corrediça, no qual é a navalha que se move em direção ao porta-objeto, ambos encontrados em modelos manuais, automáticos ou semiautomáticos.
9ºColoração: Após os procedimentos, as células se encontram incolores, transparentes. Para que seja possível sua visualização em microscópio óptico, é necessário que os tecidos sejam corados. Há diversos tipos de corantes utilizados, naturais ou artificiais, que podem se ligar a estruturas celulares específicas, de acordo com sua afinidade química. Os corantes coram os componentes teciduais (célula e matriz extracelular) de forma seletiva. São compostos orgânicos aromáticos, ionizáveis e, a princípio, incolores; e para que haja cor, é preciso que seja adicionado um cromóforo, formando um complexo chamado cromógeno. Para que esse cromógeno se ligue seletivamente aos componentes tissulares, é necessário que se ligue ao auxocromo, que determina o caráter ácido ou básico do corante.
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- Mapa Mental sobre Processamento Histológico, creado por Celine Garcia el 18/10/2020.
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- Celine Garcia
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