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Mapa mental

LESÕES MALIGNAS DE PELE

Nataly Luna Portugués

Mapa mental sobre lesões malignas de pele: melanoma, carcinoma basocelular e espinocelular

Mapa mental: lesões malignas de pele

Contenido del mapa

LESÕES MALIGNAS DE PELE

  1. PROCESSO PROLIFERATIVO

    • CARCINOGÊNESE
      • ESTÁGIO DE INICIAÇÃO
        • Trata-se do primeiro estágio da carcinogênese. Nesta etapa as células sofrem os efeitos causados pelos agentes carcinogênicos, ocasionando alterações em alguns dos seus genes. Neste ponto, as células apresentam-se geneticamente modificadas; todavia, ainda não é possível se identificar um tumor.
        • ESTÁGIO DE PROMOÇÃO
          • Este é o segundo estágio da carcinogênese, no qual as células geneticamente alteradas sofrem os efeitos dos agentes carcinogênicos conhecidos como oncopromotores. Estas células passam então a ser malignas, de forma lenta e gradual. Para que a transformação seja findada, é necessário que o contato com o oncopromotor seja contínuo. Quando há a quebra desse contato, em muitos casos o processo é interrompido nesse estágio.
          • ESTÁGIO DE PROGRESSÃO
            • É o terceiro e último estágio e se caracteriza pela multiplicação descontrolada e irreversível das células alteradas. Nesse estágio o câncer já está instalado, evoluindo até o surgimento das primeiras manifestações clínicas da doença.
    • Relaciona-se com oncogenes e genes supressores de tumor
      • No carcinoma espinocelular (CEC) o gene TP53 se apresente frequentemente alterado e nocarcinoma basocelular (CBC) um gene frequentemente alterado é o PTCH.
      • Desenvolvimento resultante da interações de diversos genes com fatores ambientais (ex: UV)
  2. CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS

    • História Pessoal de Melanoma: pacientes com história pessoal de melanoma apresentam risco de 3-7% mais chance de desenvolver um segundo tumor primário. Existe um risco de 900% de chance maior do que uma pessoa que nunca teve melanoma.
      • Os principais sintomas do câncer de pele são: manchas que coçam, descamam ou sangram; sinais ou pintas que mudam de tamanho, forma ou cor. feridas que não cicatrizam; aparecimento de sinais; pigmentos de manchas que se espalham; inflamação e vermelhidão.
    • Melanoma Nodular
      • Apresenta crescimento vertical desde o princípio, com agressão de predomínio dérmico a partir da junção dermoepidérmica, atingindo apenas secundariamente a epiderme.
      • É uma lesão nodular ou em placa ou mesmo polipoide de coloração negro-azulada ou com laivos acastanhados, de evolução rápida.
    • Câncer de pele não melanoma
      • Não apresentam alto índice de metástases e, portanto, têm baixa mortalidade. Infelizmente apresentam altíssima prevalência na população e é frequente a ocorrência de tumores primários múltiplos no paciente acometido – sempre pesquisar e investigar a pele como um todo.
        • É o tipo mais comum de câncer em humanos e é o tipo de câncer de pele mais comum também (90 a 95% de todos os CA de Pele). Não apresentam alto índice de metástases e, portanto, têm baixa mortalidade. Infelizmente apresentam altíssima prevalência na população e é frequente a ocorrência de tumores primários múltiplos no paciente acometido – sempre pesquisar e investigar a pele como um todo.
        • Os principais fatores de risco para o câncer de pele não melanoma são:
          • Pessoas de pele clara, olhos claros, albinos ou sensíveis à ação dos raios solares; Pessoas com história pessoal ou familiar deste câncer; Pessoas com doenças cutâneas prévias; Pessoas que trabalham sob exposição direta ao sol; Exposição prolongada e repetida ao sol; Exposição a câmeras de bronzeamento artificial.
    • Carcinoma basocelular
      • Localização preferencial nos dois terços superiores da face, acima de uma linha imaginária passando pelos lóbulos das orelhas e comissuras labiais.
      • A lesão, então, é típica, com as bordas cilíndricas, translúcidas, mostrando formações perláceas e, às vezes, finas telangiectasias. Pode apresentar cicatrização central ou em profundida, invadindo outros tecidos.
    • Carcinoma espinocelular
      • Na pele inicia com área queratósica infiltrada e dura ou nódulo, a lesão aumenta gradualmente e ulcera-se. Na evolução, pode adquirir aspecto de ulceração com infiltração na borda ou tornar-se vegetante ou córnea. Pode ocorrer a partir da formação de um corno cutâneo de base infiltrada.
      • Na mucosa pode iniciar-se em placa de leucoplasia, por área de infiltração ou lesão vegetante, podendo ser sangrante ou friável. No lábio inferior, ocorre em área de leucoplasia que se infiltra ou é lesão nodular. Na genitália, pode surgir sobre área de eritroplasia. Irritações crônicas pelo fumo, dentes defeituosos e aparelhos de próteses representam importante papel na gênese do quadro.
    • Melanoma Lentiginoso Acral
      • Apresenta uma fase de crescimento horizontal, na qual o diagnóstico histológico pode ser muito difícil, seguida de fase de crescimento vertical, com grande potencial de metastatização.
    • Melanoma Extensivo Superficial
      • Apresenta-se como lesão leve ou francamente elevada, arciforme, pelo menos em parte, cujas margens são denteadas e irregulares e cuja coloração varia muito, desde acastanhada a negra, com áreas azuladas, esbranquiçadas, acinzentadas e até vermelhas
  3. CARACTERÍSTICAS DIAGNÓSTICAS

    • Anamnese exame físico
    • Dermatoscopia
      • É um tipo de exame dermatológico não invasivo que tem como objetivo analisar a pele de forma mais detalhada, sendo útil na investigação e diagnóstico de alterações, como câncer de pele, ceratose, hemangioma e dermatofi.broma
        • MNEMÔNICO ABCDE – nevos pigmentares que se modificam.
          • A – Assimetria (eixos imaginários não superponíveis); B – Bordas irregulares e/ou denteadas; C – Coloração heterogênea (geralmente com mais de 2 cores. Ex: 3 tons de marrom, branco, azul); D – Diâmetro > 6mm; E – Evolução (inicialmente pequena que começou a crescer, mudar de aspecto).
            • Além do ABCDE, outros critérios de avaliação são úteis, como: 1. alteração no sensório; 2. diâmetro maior do que 1 cm; 3. crescimento; 4. pigmentação irregular; 5. inflamação; 6. secreção crosta; 7. sangramento.
              • O laudo histológico deve informar elementos essenciais como: a espessura máxima em milímetros, conforme o método de Breslow; o nível de invasão de Clark; a presença ou ausência de ulceração; a presença ou ausência de regressão; e o estado das margens da exérese.
                • ESTADIAMENTO
                  • 0 – Tumor in situ ▪ I – Tumor primário, sem metástase ganglionar ou sistêmica, com 1mm de espessura com ou sem ulceração ou 1 a 2mm de espessura sem ulceração; ▪ II – Tumor primário, sem metástase ganglionar ou sistêmica, com 1-2mm de espessura com ulceração > 2mm com ou sem ulceração; ▪ III – Tumor com qualquer nível de espessura, porém com metástases em linfonodos regionais e/ou em trânsito (lesões na pele ou tecido celular subcutâneo acima de 2cm da lesão primária e abaixo dos linfonodos regionais); ▪ IV – Tumor com qualquer nível de espessura e metástase à distância.
        • Pesquisar sobre:
          • Alterações de Cor (eritema, mancha angiomatosa); Alterações de Espessura (atrofia, edema); Coleções Líquidas (vesícula, hematoma); Elevações Edematosas (urticária); Formações Sólidas (nódulos, verrugas); Perdas e Reparações Teciduais (escoriação, cicatriz).
    • Carcinoma espinocelular
      • Deve envolver sempre a confirmação histopatológica a partir da suspeita clínica. Na histopatologia há células espinhosas atípicas e células diferenciadas que formam centros córneos.
      • Também é necessário que sejam considerados queratoses actínicas, queratoacantoma, epitelioma basocelular, disqueratose de Bowen, queratoses seborreicas, melanoma amelanótico e tumores de células de Merkel.
    • Carcinoma basocelular
      • Em geral, é clínico diagnóstico e deve ser confirmada histopatologicamente. Na histopatologia existem vários padrões histológicos no carcinoma basocelular, a característica fundamental é a presença de massas de células basaloides que se dispõem perifericamente, em paliçada.
  4. DISCENTE: Sarah Carvalho Batista Leite

    • DOCENTE: Núbia Ribeiro
    • REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
      • Alichandre, T., & De, O. (2016).Câncer de Pele: Uma revisão sobre a prevenção como promoção da saúde. [Review of Câncer de Pele: Uma revisão sobre a prevenção como promoção da saúde.
      • Pulido, D. C., Horner, C., Morais, F. A., & Blanco, L. F. de O. (2019). Análise da demanda ambulatorial de fotodermatoses pré-malignas e malignas em uma universidade do sul catarinense.Saúde (Santa Maria),45(3).
      • Brasil. Ministério da Saúde. Instituto Nacional do Câncer. Estimativa 2012. Disponível em http://www1.inca.gov.br/estimativa/2012/.
      • CUCÉ, Luiz Carlos e Neto, Cyro Festa. Manual de dermatologia. Rio de Janeiro e São Paulo: Atheneu, 2009.
      • SAMPAIO, Sebastião A. P.; CASTRO, Raumundo M.; RIVITTI, Evandro A. Dermatologia básica. 3. ed. São Paulo: Artes Médicas, 2013.
  5. MELANOMA

    • É a transformação atípica dos melanócitos da camada basal da epiderme, expandindo-se tanto em direção às camadas mais superficiais como às mais profunda.
      • O nevus displásico é o fator de risco mais importante para o melanoma. Os sinais da pele com diâmetro superior a 6 mm, proeminentes, assimétricos, com bordos pouco definidos e pigmentação variável devem ser observados por dermatologistas.
        • Também devemos mencionar a queratose actínica, lesão pré-maligna caracterizada por um crescimento escamosos ou com crosta, em zonas expostas ao sol de forma mais ou menos contínua.

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Descripción
Mapa Mental sobre LESÕES MALIGNAS DE PELE, creado por Nataly Luna el 13/06/2023.
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Nataly Luna
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Historial
  • Creado por Nataly Luna · 12 jun 2023
  • Copiado por Nataly Luna · 13 jun 2023
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