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Mapa mental

Introdução a Controle

Beatriz Miyuri Koshikawa Automação Industrial - IAC 3º ano Portugués

Contenido del mapa

Introdução a Controle

  1. Definições e conceitos

    • Processo
      • Conjunto de etapas a serem seguidas para se realizar o controle
    • sistema
      • Malha Aberta
        • sistema sem realimentação
      • Malha Fechada
        • sistema com realimentação
      • Conjunto de equipamentos que atuam para realizar o processo
    • Sinal
      • Conjunto de dados (informações)
      • Ex.: conjunto do registro de notas de uma turma, conjunto de daods coletados na medição de temperatura, etc.
    • Set point
      • Valor desejado (valor de referência) que será comparado com a variável de processo
    • Erro
      • Diferença entre o valor atual da variável de processo e o set point
    • Sensor e Transdutor
      • Sensor é um instrumento de medição da variável controlada. Essencial para o controle em malha fechada
      • Transdutor é um instrumento que além de medir a variável controlada, pode transformar sua grandeza para que a mesma seja interpretada pelo sistema.
    • Controlador
      • Instrumento que realizará a interpretação da comparação entre o set point e a variável controlada, mandando um sinal de controle para o atuador para que haja eliminação do erro
    • Atuador
      • Instrumento que atua diretamente no processo, modificando a variável manipulada de acordo com o sinal de controle para corrigir a variável controlada
    • Comparador
      • Instrumento que realiza a comparação entre a variável de processo e o set point
    • Variável Controlada
      • É a variável de interesse, a variável que será controlada
    • Variável Manipulada
      • É a variável que será modificada para que se altere a variável controlada.
    • Variável de Processo
      • É a variável que será realmente comparada com o set point
      • Ex.: no controle de nível, não é o valor do nível que será comparado com o set point, e sim um valor equivalente na forma de uma grandeza elétrica
    • Perturbações ou Distúrbios
      • quaisquer sinais que afetem a variável controlada
      • Internos
        • perturbações de dentro do sistema
      • Externos
        • perturbações de fora do sistema
    • Controle
      • Manual
        • Sistema em que o ser humano é a peça chave, comparando, controlando e atuando com base nos sentidos
      • Automático
        • Sistemas que utilizam dispostivos que realizam o controle de forma contínua e automática
      • Consiste em atuar em um sistema de acordo com o erro resultante da comparação realizada entre o valor de uma variável e um valor desejado, de modo a corrigir tal erro.
    • Realimentação
      • Medida pela qual há comparação entre a variável controlada e o set point
        • Realimentação positiva
          • consiste num “reforço”; aumenta o erro.
        • Realimentação negativa
          • consiste numa “correção”; a ação diminui o erro. A ação da realimentação negativa pode ser uma ação direta ou uma ação reversa.
  2. Características dinâmicas

    • Estabilidade
      • Sistema estável
        • Possui uma resposta limitada para uma entrada limitada
        • Ex.: observando um pêndulo, um sinal de entrada aplicado levará a uma resposta limitada (a posição inicial do pêndulo após um tempo).
      • Sistema instável
        • possui uma resposta ilimitada para uma entrada limitada
        • Ex.: observando um pêndulo invertido, qualquer sinal de entrada aplicado levará a uma resposta ilimitada (a posição inicial do pêndulo nunca será retornada).
      • Estabilidade global
        • sinais de entrada limitados resultarão numa única resposta.
        • Ex.: pêndulo normal.
      • Estabilidade marginal
        • qualquer sinal de entrada pode desestabilizar o sistema.
        • Ex.: pêndulo invertido em estabilidade.
      • Estabilidade local
        • sinais de entrada limitados resultarão em várias respostas limitadas.
        • Ex.: Ao aumentar a vazão de gás de um forno, a tempera se estabiliza em certo ponto, dependendo da vazão, mas não necessariamente sempre no mesmo ponto (se colocar uma vazão maior, ele se estabilizará também, mas em outra temperatura).
    • Sinais típicos de teste
      • Função degrau
        • é uma função que apresenta uma mudança brusca de valor.
        • Ex.: entrada degrau de um interruptor de lâmpada (interruptor ligado, lâmpada acesa; interruptor desligado, lâmpada apagada)
      • Função impulso
        • se caracteriza por adquirir um valor muito grande em um período de tempo muito pequeno
      • Função rampa
        • função que obedece à função da reta. Ela varia conforme a passagem do tempo, sempre proporcional ao mesmo, possuindo vários valores até se chegar ao valor desejado
    • Regime transitório
      • Parâmetros
        • Tempo de atraso
          • tempo para que a resposta alcance a metade de seu valor final
        • Tempo de subida
          • tempo para que a resposta passe de 10% a 90%, de 5% a 95% ou de 0% a 100% do valor final
        • Tempo de pico
          • tempo para que a resposta atinja o primeiro overshoot
        • Overshoot
          • o valor máximo de pico da curva de resposta.
          • Caracteriza a estabilidade do sistema (quanto maior o overshoot, menor a estabilidade)
        • Tempo de acomodação
          • é o tempo para que a curva de resposta se estabilize dentro de 2% a 5% em torno do valor final (set point).
        • Tempo morto
          • tempo para que o sistema comece a responder diante de uma variação na variável manipulada
      • Regime em que o sistema ainda não alcançou a estabilidade e ainda há muita variação do sinal de saída, pois este ainda está se acomodando ao sinal de entrada, ou à variação do mesmo
    • Regime permanente
      • Regime em que o sistema já está estável, o sinal de saída possui pouca variação e já se acomodou ao sinal de entrada
      • Possui o erro de regime permanente
  3. Estratégias de Controle

    • On-Off
      • ação de controle descontína que só trabalha com dois estados (on e off)
      • funciona em uma de faixa de tolerância com limite superior e inferior para determinar a mudança entre seus dois estados
      • Ex.: ar condicionado, ferro de passar roupa
      • Não possui realimentação negativa
    • PID
      • Ação Proporcional
        • ação é proporcional ao erro
          • ação direta
            • se o erro de off-set for positivo, a ação aumenta; se o erro de off-set for negativo, a ação diminui.
            • Ex.: a temperatura de um forno é controlada pela válvula de vazão de gás normal aberta (NA). Se a temperatura estiver acima do set point (off-set positivo), a ação tem que aumentar, fazendo com que válvula se feche mais. Se a temperatura estiver abaixo do set point (0ff-set negativo), a ação deve diminuir, fazendo com que a válvula se abra mais.
          • ação reversa
            • se o erro de off-set for positivo, a ação diminui; se o erro de off-set for negativo, a ação aumenta.
            • Ex.: A temperatura de um forno é controlada pela válvula de vazão de gás normal fechada (NF). Se a temperatura estiver acima do set point (off-set positivo), ação tem que diminuir, fazendo com que a válvula se feche mais. Se a temperatura estiver abaixo do set point (0ff-set negativo), a ação tem que aumentar, fazendo com que a válvula se abra mais.
        • Ganho Proporcional
          • Se o ganho for muito pequeno, mesmo um grande erro não vai gerar uma ação de controle.
          • Se o ganho for muito grande, mesmo um pequeno erro vai gerar uma ação de controle proporcional muito grande.
        • Banda proporcional
          • faixa na qual a proporcionalidade é mantida
        • evolução do controle on-off
        • Elimina oscilações do controle on-off
        • Possui erro de off-set
          • Erro de regime permanente originário do próprio controle. Ou seja, após a ação proporcional, a variável controlada atinge um outro ponto de equilíbrio, que não é o set point.
          • Erro de off-set positivo
            • variável controlada possui um valor maior que o set point
          • Erro de off-set negativo
            • variável controlada possui um valor menor que o set point
      • Ação integral
        • Elimina o erro de off-set
        • Soma o erro ao longo do tempo, corrigindo o valor da variável manipulada ao somar o erro a esta em intervalos regulares. Assim, quanto mais tempo o erro durar, maior a ação integral
        • Tempo integral
          • inverso do ganho integral
          • Tempo integral pequeno: a correção acontecerá lentamente, resultando numa menor oscilação, mas em um tempo de acomodação maior.
          • Tempo integral grande: a variável manipulada será corrigida de acordo com o desvio da variável controlada de uma vez só, e a correção pode ser exagerada, levando à oscilação.
      • Ação derivativa
        • proporcional à velocidade de variação do erro
        • diminui a velocidade de variação da variável controlada
        • Ex.: se a variável controlada sofre uma variação em degrau, a ação derivativa faz com que a variável manipulada reaja na forma da função impulso.
        • só atua quando há variação no erro, ou seja, se o processo estiver estável, não haverá ação derivativa, mesmo que ainda haja erro de off-set.
      • Utiliza 3 ações: proporcional, integral e derivativa. Essas ações são expressas matematicamente e atuam com ganhos
  4. Amplificadores Operacionais

    • São formados por amplificadores operacionais em cascata
      • Estágio de entrada
        • circuito amplificador diferencial (que amplifica a diferença de tensão entre duas entradas (a entrada Não Inversora e a entrada Inversora)
      • Estágios intermediários
        • responsáveis pelos ganhos de tensão e corrente
      • Estágios de saída
        • Apresenta uma saída que pode ser negativa ou positiva
    • Alimentação
      • Existe uma fonte de alimentação positiva e outra negativa
        • Alimentação com polaridade dual
          • o amp op possui tensões de alimentação iguais em valor e opostas em polaridade
        • Energização de uma conexão com a outra conexão ligada ao terra
          • somente a tensão positiva poderá ser utilizada (não há saída negativa).
      • É a alimentação que especifica o limite da tensão de saída.
      • Há uma queda de tensão de 5% para o consumo interno do amp op
    • Operação básica do amp op
      • A diferença entre as entradas é amplificada com um ganho "infinito" em malha aberta
    • Parâmetros elétricos e impedâncias
      • Impedância de entrada
        • idealmente: infinita. Realidade: é muito alta.
      • Impedância de saída
        • Idealmente: nula. Realidade: é muito baixa
      • Ganho de tensão de malha aberta – Avd
        • Idealmente: infinito. Realidade: é muito alto.
      • Corrente de curto-circuito da saída
        • corrente de saída.
      • Resposta em frequência - a Largura de Banda
        • capacidade do amp op de apresentar o mesmo alto ganho para qualquer valor de frequência.
      • Tensões e Correntes de Offset
        • tensão de offset da saída
          • valor de tensão diferente de zero obtido na prática quando teoricamente a tensão de entrada é igual a 0 V
          • pode ser afetada por duas condições independentes:
            • tensão de offset de entrada
              • (queda de tensão de desequilíbrio causado pela resistência interna do amp op que é amplificada na saída
            • corrente de offset de entrada
              • corrente gerada por um desequilíbrio nas correntes de polarização do circuito amplificador diferencial que gera uma pequena queda de tensão na impedância de entrada, sinal que é amplificado na saída do amp op.
      • Outros parâmetros
        • Stew Rate (Taxa de Inclinação)
          • é o limite de variação do valor da tensão de saída
        • Distorção da taxa de inclinação
          • A evolução do sinal de saída não obedece à do sinal de entrada.
    • Operação diferencial e modo-comum
      • Operação diferencial
        • as saídas recebem sinais de entrada diferentes
        • sinal resultante é a diferença entre as duas entradas
      • Modo-comum
        • as saídas recebem o mesmo sinal de entrada
        • sinal resultante é a média das duas entradas
    • Razão de rejeição de modo-comum
      • Característica de baixa amplificação de sinais comuns às duas entradas
      • razão entre o ganho da operação diferencial e o ganho da operação Modo-comum
    • Tensão de saída
      • Combinação das tensões resultantes da operação diferencial e da operação Modo-comum:
  5. Comparadores

    • Comparador Simples
      • Básico Não-inversor
        • Com referência igual a 0
          • limiar de transição em 0 (V+ > 0, Vs=VCC; V+ < 0, Vs=GND/-VCC)
        • Com referência diferente de 0
          • limiar de transição em Ref (V+ > Ref, Vs=VCC; V+ < Ref, Vs=GND/-VCC)
        • A porta inversora apresenta a tensão de referência e a porta não-inversora é a entrada do comparador
      • Básico Inversor
        • Com referência igual a 0
          • limiar de transição em 0 (V- > 0, Vs=GND/-VCC; V- < 0, Vs=VCC)
        • Com referência diferente de 0
          • limiar de transição em Ref (V- > Ref, Vs=GND/-VCC; V- < Ref, Vs=VCC)
        • A porta não-inversora apresenta a tensão de referência e a porta inversora é a entrada do comparador
      • Se baseia na equação de amp ops, de forma que o ganho infinito em malha aberta faz com que qualquer diferença de tensão entre as entradas seja amplificada à saturação, delimitada pela alimentação do comparador
    • Comparador com histerese
      • Região de transição maior (histerese)
      • Realimentação positiva na porta não-inversora (que será a referência)
        • a referência segue a polaridade da saída, possuindo um limite superior e um inferior
      • deslocamento dos pontos de comutação
        • Acrescenta-se uma fonte e um resistor externos na porta não-inversora para mudar o valor da tensão de referência
      • Comparadores com histerese não-inversores
        • A entrada vai ser a porta não-inversora, mas a realimentação continua a ser na porta não-inversora
        • Deslocamento dos pontos de comutação em comparadores não-inversores
          • Acrescenta-se uma fonte e um resistor externos na porta inversora para mudar o valor da tensão de referência

Información

Descripción
3º ano Automação Industrial - IAC Mapa Mental sobre Introdução a Controle, creado por Beatriz Miyuri Koshikawa el 17/10/2017.
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