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DOENÇA DE CHAGAS

Naiara Luísa Hammes Parasitologia Portugués

DOENÇA DE CHAGAS

Contenido del mapa

DOENÇA DE CHAGAS

  1. GÊNERO: TRYPANOSOMA

    • ESPÉCIE: CRUZI
    • Filo: Sarcomastigophora
      • Mastigo = flagelo
  2. Relacionado às más condições de moradia e ao desequilíbrio biológico

    • Desequilíbrio biológico: desmatamento, colonização, população migrou para as áreas de floresta que o Barbeiro habita.
  3. Carlos Ribeiro Justiniano das Chagas

    • Fazia uma tese sobre o controle da malária na Equipe Oswaldo Cruz
      • Foi encarregado dos trabalhos de combate à malária em MG, onde estava sendo construída a estrada de ferro Centro do Brasil
        • Sua curiosidade o levou a buscar informações sobre as principais patologias da região em pessoas e animais
          • Em BARBEIROS, encontrou um tripanossoma diferente e enviou alguns exemplares para serem avaliados no Oswaldo Cruz
            • Conseguiram infectar macacos, comprovando a suspeita da nova espécie
              • Chagas passa a procurar o protozoário no sangue de pessoas e animais
                • Em 1909, ao exame uma criança febril de 2 anos, ele descobriu aquele mesmo protozoário encontrado no Barbeiro
  4. Principal órgão acometido: CORAÇÃO

    • Cardiomegalia
  5. MORFOLOGIA

    • No hospedeiro VERTEBRADO
      • Homem, cachorro, gambá, entre outros mamíferos.
      • Amastigostas
        • Intracelulares
          • Tecidos
      • Tripomastigotas
        • Extracelulares
          • Sangue periférico
        • Migram especialmente para o músculo cardíaco
    • No hospedeiro INVERTEBRADO
      • Barbeiro = triatomíneo
      • Esferomastigotas
        • Estômago e intestino do triatomíneo
      • Epimastigota
        • Todo intestino do triatomíneo
      • Tripomastigota
        • Reto do triatomíneo, na ampola retal
        • Forma que irá contaminar
          • Defecando na picadura.
  6. CICLO BIOLÓGICO

    • 1 - O barbeiro pica o hospedeiro vertebrado e defeca ao mesmo tempo
      • Tripomastigotas estão presentes nas fezes, estas penetram na pele pelo orifício da picada no momento em que a pessoas coça o local.
      • 2 - Os Tripomastigotas, agora na corrente sanguínea, são fagocitados por macrófagos e se transformam em Amastigotas
        • 3 - As Amastigotas se produzem de forma assexuada dentro das células
          • 4 - Quando as células estão repletas de Amastigotas, estas se rompem e liberam os Tripomastigotas, que invadem novos macrófagos do sistema mononuclear fagocitário, repetindo novamente o ciclo intracelular.
            • Fígado, baço, linfonodos, medula óssea, células musculares lisas e esqueléticas.
            • 5 - Tripomastigotas são então adquiridos pelo barbeiro pela hematofagia de vertebrados infectados.
              • Hematofagia = alimentação através do sangue.
              • 6 - Tripomastigotas se transformam em Epimastigotas no tubo digestivo do barbeiro
                • 7 - As Epimastigotas se multiplicam e se transformam em Tripomastigotas Metacíclicas, e se alojam na ampola retal do Barbeiro.
                  • O CICLO SE REPETE
  7. TRANSMISSÃO

    • Natural ou primária
      • Vetorial
        • Quando o inseto pica e defeca na pessoa. O barbeiro
        • Penetração da tripomastigotas metacíclicas pela pele ou mucosas
          • OBS: Se o Barbeiro apenas defecar, e NÃO picar, não ocorre penetração do parasita na pele.
    • Congênita
    • Transfusão sanguínea
    • Esperma
  8. PATOGENIA

    • FASE AGUDA
      • Evolução natural da fase aguda para a progressiva atenuação.
      • Febre contínua ou irregular, moderada a alta (podendo chegar a 39ºC), que dura de 30 a 60 dias
      • Na maioria dos pacientes forma-se o CHAGOMA
        • Chagoma de inoculação, causando edema, calor, tumor, rubor na pele
        • Em 50% dos casos a localização do Chagoma é facial
          • Constituindo o SINAL DE ROMANA
            • Edema bipalpebral, unilateral, não doloroso, e pode causar a obstrução do canal lacrimal levando a inflamação da glândula, reação de conjuntivite, entre outros.
      • Participação cardíaca
        • Cardiomegalia
        • Insuficiência cardíaca
          • É o que causa o óbito na fase aguda.
        • Distúrbio do ritmo cardíaco
      • Hepatomegalia
      • Edema dos msis ou generalizado
      • Encefalite
        • Inflamação do cérebro
    • FASE INDIFERENCIADA
      • Paciente permanece assintomático de 10 a 30 anos
        • Algumas vezes para a vida inteira.
        • Diagnóstico é apenas possível com teste de Ag e Ac
    • FASE CRÔNICA
      • Comprometimento do coração
        • Após um longo período, o paciente pode vir a óbito por causas cardíacas.
        • O coração tenta readquirir sua capacidade de trabalho de diversas maneiras
          • O que causa tonturas, dor no peito à esquerda, falta de ar ao realizar esforços, insuficiência cardíaca progressiva.
          • Contraindo o maior número de vezes por minuto
            • Taquicardia
          • Engrossando o diâmetro das fibras musculares sadias
            • Hipertrofia
          • Aumento do volume da cavidade
            • Dilatação
      • CARACTERÍSTICAS DE UM CORAÇÃO CHAGÁSICO
        • Muito maior
        • Parede espessas
        • Paredes com lesões (inflamações)
        • Pequenas hemorragias
        • Obstrução de vasos
        • Infartos
        • Formação de fibrose pela cicatrização de lesões antigas
    • Manifestações digestivas
      • FASE CRÔNICA
      • Disfagia
      • Digestão dolorosa
      • Megaesôfago
        • Regurgitação da comida do estômago para a boca pois os esfíncteres não conseguem mais fechar.
      • Megacólon
        • Retenção de fezes e gazes, formação do fecaloma, podendo petrificar as fezes.
  9. DIAGNÓSTICO

    • Na fase aguda
      • Métodos diretos, detecção do parasita
      • Visualização do parasita no sangue
    • Na fase crônica
      • Métodos indiretos, detecção de Acs contra o parasita
      • Sorologia
    • XENODIAGNÓSTICO
      • Era deixado um Barbeiro saudável dentro de uma caixa em contato direto com a pele humana para que ele realize a hematofagia. Após, ele era reservado por um período de 3 meses para o desenvolver as tripomastigotas na ampola retal.
  10. TRATAMENTO

    • Única doença infecciosa, dentre as grandes endemias Brasileiras, que não possui tratamento específico
    • Benzonidazol
      • Efeito apenas contra as formas sanguíneas, ou seja, mata apenas os tripomastigotas. Deve-se realizar acompanhamento para anemias.
    • Nifurtimox
      • Agia contra as formas sanguíneas e parcialmente em formas teciduais até 90 dias. Foi retirado do mercado pois causava depressão medular.
  11. PROFILAXIA

    • Melhorar as questões socioeconômicas (habitação)
      • Principalmente as rurais.
    • Combater o vetor
      • Barbeiro Uso de inseticidas
    • Vacinação
      • Seria o ideal, mas ainda não existem vacinas contra parasitas.
    • Controle da transmissão congênita

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Descripción
Parasitologia Mapa Mental sobre DOENÇA DE CHAGAS, creado por Naiara Luísa Hammes el 18/03/2018.
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