Mapa mental
PÓS- OPERATÓRIO

Mapa mental: pós-operatório
Contenido del mapa
PÓS- OPERATÓRIO
DEFINIÇÃO
- período entre o fim da cirurgia e a plena recuperação clínica do paciente relativa às alterações determinadas pela própria cirurgia
DIVISÃO
- imediato
- até o 3º dia de PO
- mediato
- precoce
- 3º ao 30º dia de PO
- tardio
- a partir do 31º dia
- precoce
- imediato
CUIDADOS PÓS-OPERATÓRIOS
- recuperação pós anestésica
- remoção do paciente para sala de recuperação até que esteja fora de risco
- perfeita estabilização cardiorrespiratória
- remoção do paciente para sala de recuperação até que esteja fora de risco
- UTI
- encaminhar pacientes que fizeram cirurgia de tórax ou que estejam instáveis, em choque etc.
- controles do paciente
- monitores em sala de recuperação
- PA, PVC, temperatura, ventilação, diurese e drenagens
- situação metabólica e eletrolítica
- em emfermaria
- sinais vitais, cuidados com cateteres sondas e drenos, imobilização se necessária e mobilização precoce
- monitores em sala de recuperação
- hidratação e eletrólitos
- repor perda normal de água com 2mL/Kg/h de SF
- repor perda anormal com base no quadro 14.9 do livro
- avaliar resposta de acordo com quadro 14.14
- não administrar K nas primeiras 24h
- exceto se hipopotassemia significativa
- administrar metade das necessidades diárias de Na (Î reabsorção)
- diurese mínima aceitável de 0,5mL/Kg/h
- se complicação digestiva
- hidratação endovenosa e alimentação parenteral
- transfusão
- de acordo com a Hb e o Ht do paciente
- nutrição
- realimentação oral não é feita no imediato, sendo jejum bem tolerado
- menos peristalse
- administrar SG 5% a 2mL/Kg/h (máx 200g de glicose)
- evita cetose do jejum e reduz catabolismo
- se até 5º dia de PO a dieta VO não for tolerada, realizar via enteral ou parenteral
- calcular necessidades basais conforme a idade com acréscimos de 75% em cirurgias eletivas (pode ser mais)
- realimentação oral não é feita no imediato, sendo jejum bem tolerado
- antibioticoterapia
- não indicar profilaxia antibiótica em cirurgias de pequeno/médio portes não contaminadas (hérnia, varicocele, fimose, varizes etc.)
- indicar quando houver abcessos, quando houver contaminação inadvertida da cav. peritonial e em ressecções intestinais
- hipertermia
- após o 1º ou 2º dia de PO em função do hipermetabolismo
- Î 1 a 1,5ºC
- se elevação maior ou prolongada, INFECÇÃO!
- atb + antipirético
- se elevação maior ou prolongada, INFECÇÃO!
- Î 1 a 1,5ºC
- hipertermia maligna
- resposta transoperatória hipermetabólica a anestésico inalatório ou relaxante muscular
- contratura exacerbada com rabdomiólise e mioglobinúria, sequentes aumento de CO2 e lactato, faz taquipneia e taquicardia e, tardiamente, aumento da temperatura
- interromper anestésico, administrar DANTROLENE, resfriar o paciente, O2 a 100%, controle de acidose, arritmia e proteção renal
- resposta transoperatória hipermetabólica a anestésico inalatório ou relaxante muscular
- após o 1º ou 2º dia de PO em função do hipermetabolismo
- curativos
- examinar a ferida operatória diariamente, manipulando-a para busca de flutuações e secreções
- retirar secreção e tec. mortos por compressão, drenagem ou punção
- realização de curativo estéril
- deiscências pequenas cicatrizam por segunda intenção e grandes requerem ressutura após a resolução da infecção
- retirada de fios inabsorvíveis varia conforme o fio, a localização anatômica e o estado de recuperação da ferida
- examinar a ferida operatória diariamente, manipulando-a para busca de flutuações e secreções
- recuperação pós anestésica
PRINCIPAIS ALTERAÇÕES
- equilíbrio hidroeletrolítico
- calcular líquido sequestrado em edema traumático através do estado hemodinâmico do paciente
- calcular volume retido em cavidades por punção ou Rx
- calcular perdas extrarrenais através de sondagens
- excesso de hidratação
- edemas pulmonar e cerebral
- hemodiluição
- hiponatremia dilucional, hipocoagulabilidade, diminuição da capacidade de transporte de O2, Î DC, diminuição da capacidade tampão da Hb
- apenas perdas basais devem ser repostas com solução hidrossalina
- perdas para o 3º espaço devem ser repostas com hemoderivados
- atentar para a produção de água endógena (0,12ml a cada Kcal)
- subtrair do valor total de reposição necessária
- diurese
- oligúria no imediato pela ação do ADH
- Î a partir do 3º ou 4º dia
- reduzir oferta de sódio a níveis de reposição
- potássio sérico e urinário aumentados no PO imediato por causa da lesão tecidual
- metabolismo orgânico
- fase catabólica (2º ao 5º PO)
- balanço nitrogenado negativo, hiperglicemia e intolerância à glicose, Î produção de água endógena, queda da osmolaridade, maior retenção de sódio no rim e excreção de potássio
- fase de equilíbrio (5º ao 8º PO)
- melhora do quadro clínico, com menor retenção de Na, diminuição do balanço negativo de potássio e maior retenção de nitrogênio, com recuperação de peso
- diurese profusa pela eliminação de Na e água de edemas e desaparecimento da hiperglicemia pela menor ação de catecolaminas e corticosteroides
- fase de anabolismo proteico (9º dia à 3ª semana PO)
- reabilitação orgânica progressiva com balanço nitrogenado positivo (ação do GH e insulina?) até que se recuperem as perdas iniciais
- fase de anabolismo lipídico (3ª semana em diante)
- ingestão calórica ultrapassa os gastos orgânicos após a normalização do metabolismo do nitrogênio
- fase catabólica (2º ao 5º PO)
- aparelho respiratório
- insuficiência respiratória causada por dor pós-op., distensão gastrointestinal, ausência de cuidados na ventilação e anestesia, incisões torácicas ou de abdome superior
- obesidade, pneumopatia prévia , idade, caquexia são FR
- sistema cardiovascular
- principais complicações: arritmias, IAM e sd do baixo débito cardíaco
- trato gastrointestinal
- problemas mais frequentes: hemorragia, distensão , obstrução e infecção peritonial
- SNC
- excesso de anestésicos, hipóxia cerebral prolongada, hipovolemia, hipotensão, doenças obstrutivas vasculares e embolia cerebral são as principais origens de complicação
- choque
- mais frequente é o hipovolêmico
- infecção
- suspeitar em febres de aparecimento tardio
- equilíbrio hidroeletrolítico
Información
- Descripción
- Fonte: MAGALHAES HP. Técnica cirúrgica e cirurgia experimental. Ed Sarvier. 1996 Cap 16
- Creado por
- Danilo Lopes
- Visitas
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- Valoración