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A Música na Grécia Antiga

Joseane Paiva Musica bimestral Portugués 5,0Valoración media 5,0 de 5 (1 valoración)

Contenido del mapa

A Música na Grécia Antiga

  1. Seikilos

    • epitáfio encontrado em uma pedra funerária, composto dentro da antiga escala frígia
      • Mitologia Grega
        • Nos mitos de Orfeu e Apolo, a música é representada com poderes curativos
          • Homero - Ilíada - poemas cantados
        • Os gregos acreditavam que a música era elemento fundamental na educação do cidadão, pois ela era capaz de influenciar diretamente a alma humana
  2. Eurípedes

    • Orestes
      • fragmento escrito em papiro, trecho do coro da tragédia Orestes ode cantada - stasimon
  3. principal característica da música grega é ser vocal e ligada à poesia e ao teatro

  4. Relação com o Teatro

    • a tragédia grega era um drama musical . A música era parte integrante do teatro
  5. Relação com a Filosofia

    • A música ultrapassava as questões meramente artísticas. Era parte integrante da formação da sociedade
    • Pitágoras
      • Seus estudos encaminhavam para a compreensão da harmonia do universo
        • A música e os cosmos era regida pelas relações numéricas das vibrações do som.
          • Monocórdio: instrumento utilizado para calcular a divisão das cordas em várias partes iguais, definindo, assim, as relações intervalares entre uma nota e outra.
      • Doutrina de Ethos
        • A música afeta o caráter e os diferentes tipos de música o afetam de diversas formas.
        • Crença de que a música teria o poder de induzir disposições éticas, aféticas ou morais.
        • Modos (Relações Intervalares)
          • Ethos específico para cada música: despertariam sentimentos (brandura, coragem ira, etc..
            • dórico, frígio, lídio, jônio, eólio
    • Platão
      • A música e a ginástica estavam interligadas, a importância de se escolher o ethos correto para a divisão da sociedade.
        • Determinados tipos de música levava a determinadas situações
      • Aristóteles
        • Discípulo de Platão, mas era menos restritivo. A música também poderia ser usada como fonte de divertimento e prazer intelectual, não somente para educação.
        • Catarse
          • purificação da alma por meio da música e da tragédia
  6. Sistema musicais gregos e a prática musical.

    • Aristoxeno
      • teórico musical que mais se aproxima da prática musical
      • Elementa Harmônica: escritosn onde aborda, as notas, intervalos, gêneros, sistemas de escalas, tons, modulação e composição melódica da música grega
      • TETRCORDES:Intervalos em sistemas escalares sobre sua base, formado por 4 notas, eles poderiam ser DIATÔNICO, CROMÁTICO, ENARMÔNICO
        • Teleion ou Sistema Perfeito: junção de mais de um tetracorde
          • CONJUNTO: A nota em que terminava um tetracorde era também a inicial do próximo tetracorde
          • DISJUNTO: Um tom separado por dois tetracordes
          • Teleion Meson : Sistema escalar combinando 4 tetracordes
  7. Alta Idade Média: Contexto Histórico

    • deposição de Rômulo Augusto, último imperador do Império Romano Ocidental
      • Conversão ao cristianismo pelo Imperador Constantino em 312
        • Grande Cisma do Oriente - separação entre a Igreja Católica Apostólica Romana e a Igreja Ortodoxa
    • Patriarcas da Igreja Cristã
      • Música fundamental para a elevação da alma do novo cristão
        • Clemente de Alexandria, São Basílio, Crisóstomo, São Jerônimo - música é um instrumento de propagação de fé
        • a música não poderia ser um meio de prazer mundano, e sim remeter a beleza da criação divina
        • A música era na maioria vocal, sendo executada sem acompanhamento de instrumentos, dando ênfase na palavra de Deus
          • a música instrumental era proibida dentro da Igreja uma vez que remetia-se a dança
            • Santo Agostinho
              • Tratado da Música - A música é a ciência do bem medir, a beleza do canto é um elemento que deve seduzir para a palavra divina e, também, para a ordem matemática que governa o universo como obra da criação de Deus
      • Boécio
        • Divisão de categorias na música - mundana - humana e instumentalis
          • Mundana - música do cosmos, produzida pelas relações numéricas, fixas presentes nas movimentações dos planetas, na harmonia que ordena o mundo, é a música perfeita, portanto inaudível.
          • Humana - é o modo como o ser humano é parte da natureza, reflete as proporções no universo, também é inaudível.
          • Instrumentalis - som concreto e da prática musical de cantores e instrumentistas, considera a menos importante já que é fruto somente do exercício mecânico.
    • CANTOCHÃO
      • Parte integrante fundamental nos ritos católicos, cantos todos executados em latim. Objetivo: Transmitir o evangelho, valores cristãos, orações através do canto.
        • Missa - É o serviço mais comum e difundido pela Igreja Católica.
          • Dividida em 3 partes: Intróito (Introdução) - Liturgia da Palavra - Liturgia da Eucaristia
          • Divisão dos cantos: Ordinário - não podiam ser alterados, presentes em todos os dias do ano. Próprio do Tempo: variavam de acordo com a data e o tema do calendário liturgico.
      • Ofício das horas - durante todas as horas do dia Deus era celebrado por meio do canto
        • Celebrado especialmente em mosteiros, onde os religiosos se alternam para cumprir todas as horas canônicas.
          • Seu repertório é composto de orações, salmos, cânticos, antífonas, responsos, hinos e leituras.
      • Canto Monofonico que utilizava textos bíblicos ou somente sacros e qe fluiam livremente, quase sempre mantendo-se dentro de uma oitava e se desenvolvendo, de preferência, por meio de intervalos de graus conjuntos.
      • Um dos primeiros primeiros tipos de canto utilizados dentro da Igreja Cristã.
        • Presença da nota tenor - nota que se repete, servindo de base para a recitação de salmos, nota fundamental do modo em que o cantochão está
          • Modal e sua melodia era em forma de arco
            • Classificação do Cantochão: Silábicos, Melismáticos e Neumático
              • Silábicos: uma nota correspondente a cada sílaba.
                • Melismáticos: longas passagens melódicas sobre uma silaba apenas.
                  • Neumático: trechos silábicos alternados com pequenos melismas, pode-se dizer também que acompanha os neumas, pois estes, muitas vezes, são constituídos de uma nota..
                    • Variedades de Modelos de Cantochão
      • CANTO GREGORIANO
        • Carlos Magno unifica a liturgia católica e é neste momento que o cantochão sobre algumas alterações e passa a ser nomeado de Canto Gregoriano.
        • Tipo de cantochão católico, marcado pela concentração, sistematização e difusão a partir do reino franco no século 8.
        • Textos bíblicos, o latim era a língua oficial
          • monofonia, melodias modais e executadas a capella, divisão rítmica ternária, na sua maioria cantada por vozes masculinas, devido a divisão do monastério.
            • Na Idade Média os cantos gregorianos não eram atribuídos a um compositor e sim, ao próprio Espírito Santo.
              • Como é cantado: Antifonal - coros cantam alternadamente - Responsorial - solista alterna com o coro - Direto - sem alternância
        • Fases do Canto Gregoriano
          • 1ª fase: período de formação - começo da seleção católica romana como repertório
            • 2ª fase: consolidação e apogeu
              • 3ª fase: decadência e advento da polifonia
                • 4ª fase: recuperação com a redescoberta de alguns manuscritos, Ordem de São Bento
        • CANTOS SILÁBICOS recitações e os tons de salmodia eram cantados silábicos - nota tenor predominante sobre era cantada toda uma oração.
          • A melodia também poderia começar por uma fórmula introdutória de duas ou três notas chamada Initium e possuía uma cadência final
            • Tons da Salmodia
              • 1 - Initium - início melódico, constituído, geralmente, de duas ou três notas
              • 4 - Tenor: trecho com repetição de uma única nota para várias sílabas
              • 3 - Mediatio: Terminação melódica do meio do versículo, com uma pequena ornamentação melódica em volta do tenor.
              • 2 -Tenor: Reaparecimento da nota tenor para algumas sílabas.
              • 5 - Terminatio: uma terminação melódica para encerrar o versículo.
          • CANTOS MELISMÁTICOS:
            • Tractos: cantos mais longos da missa. tanto pelo tamanho dos textos quanto pelo uso de figuras melismáticas. Utilizam sempre o segundo ou o oitavo modo.
              • REsumo: - Começa com um versículo com entoação melismática - segue com os versículos restantes executados de maneira semelhante a uma recitação ornamentada por melismas - termina com uma mediatio ornamentada com melismas
              • Graduais: É um responsório abreviado.
                • Aleluias: Cantos de júbilo em caráter meslimático. refrão com a palavra Aleluia cantado, inicialmente, pelo solista e respondido pelo coro com a adição de jubilus um melisma de longa duração sobre a sílaba final.
                  • o solista canta o versículo de um salmo, acompanhado pelo coro na última frase
                  • Por fim o refrão é cantado pelo coro incluindo seus jubilus.
                  • Ofertórios: cantos associados ao momento de apresentação do pão e vinho na Liturgia Eucaristica.
                    • Kyrie, Sanctus e Agnus Dei: Cantos melismáticos que fazem parte do ordinário da missa. Estruturas tripartites derivadas de suas estruturas textuais.
                      • Inicia-se com uma primeira parte A com textos - Kyrie Eleison
                        • Segue parte B com a letra Christe Eleison
                          • Termina com uma terceira parte com a repetição do A - Kyrie Eleison
                      • Tropos: é um acrescento, ou seja, uma parte adicionada na introdução aos cânticos, em estilo neumático. Muitas vezes, consiste de uma letra adicionada aos melismas de um cântico
                        • Sequências: Originou-se, provavelmente, de acrescentos longos e marcantes feitos nos cantos litúrgicos, em especial, os aleluias. Eram, inicialmente, melismas, mas que passaram a receber texto específicos em prosa, ganhando um tratamento silábico.
                          • Drama Litúrgico: são diálogos inicialmente compostos em forma de tropos, e que se destacaram posteriormente. Podiam ser ouvidos antes do introito, na collecta, ou em cerimônias, prévias às missas.
        • Salmodia Antifonal
          • Execução havia a alternância de partes que eram cantadas por todo o coro e partes cantadas por metade do coro eram comuns no Introito e na comunhão.
        • Antífonas
          • Tipo mais numeroso de canto, em geral tipo melódico muito parecido, co um ritmo relativamente simples.
          • Responsório
            • ou Responso: parecidos com a antífona, trata-se de um versículo curto que é cantado pelo solista e em seguida repetido pelo coro.
            • Glória ou Credo
              • Fazem parte do ordinário da missa. Em geral melodias silábicas, cantado em geral por todos.
        • TEORIA E NOTAÇÃO DO CANTO GREGORIANO
          • Está baseado, em uma estrutura de oito modos, , que foram chamados de Modos Eclesiásticos.
            • FINAL: Todo modo tem uma nota final. Ela é a nota de "aterrissagem da melodia". Utilizada nos encerramentos das melodias.
              • TENOR: no latim, a palavra, tenere pode significar "sustentar". Nota característica do modo. Nota privilegiada nas melodias, e também utilizada em trechos que se aproximam da fala,
                • AUTÊNTICOS E PLAGAIS: os autênticos são modos construídos a partir de sua nota final e que encontram a nota tenor no intervalo da 5ª justa acima.
                  • PLAGAIS: Construídos uma 4ª justa abaixo dos autênticos, possuem as mesmas notas finais que seus respetivos autênticos. As notas tenor variam de posição.
          • NOTAÇÃO NEUMÁTICA
            • Notação que assinala, acima das linhas do texto a ser cantado, outras linhas compostas por sinais (neumas) que acompanham a curvatura do perfil da melodia.
              • DIASTEMÁTICA: Já encontrada em manuscritos datados do século 9, na qual os neumas se assemelham a linhas curvadas. Posteriormente ao seu desenvolvimento, uma linha horizontal passou a ser desenhada para dar referência a altura das notas.
                • Início da utilização da pauta musical.
                • QUADRADA: desenvolvida entre os séculos 9 e 13, na qual o neuma é formado por um conjunto de pontos quadrados, não apenas uma linha.
                  • Se consolidou como a notação oficial do canto gregoriano, sendo utilizada até os dias atuais.
                  • Apoia-se sobre um conjunto de quatro linhas como pauta musical (tetragrama)
            • GUIDO D'AREZZO
              • Monge Italiano é um marco na história dos teóricos musicais desde a Grécia Antiga.
                • Criou os nomes latinos das notas musicais, - método da solmização, utilizados até hoje UT (DÓ), RÉ, MI, FÁ, SOL, LÁ.
                  • Desenvolveu a Manosolfa - sistema de representação das notas musicais a partir de sinais manuais.
                    • Escreveu a obra Micrologus destinada ao ensino da prática e da leitura musical.
                      • Teorizou sobre a nascente prática de inventar vozes adicionais para o cantochão original, chamada de Organum.
    • Estruturas e Ritos Católicos
      • Eram organizados segundo uma ordem chamada liturgia, esta seguia um calendário organizados segundo as épocas do ano
        • A música na Igreja Católica era uma forma de educar o Cristão
  8. BAIXA IDADE MÉDIA

    • Marcado pelos avanços da documentação escrita da música secular monofônica, aparecimento da polifonia escrita no âmbito religioso e, posteriormente, de uma polifonia secular documentada.
      • CANTO MONOFÔNICO SECULAR: não religioso, começa a ser registrada, utilizando técnicas de notação criadas para o cantochão.
        • Monodias em latim:
          • poemas não litúrgicos com temáticas sacras e seculares, passando a ser utilizados em serviços religiosos medievais, como os ritos católicos da Semana Santa.
          • Monodias em Línguas Vernáculas:
            • Desenvolveram-se formando matrizes das línguas nacionais européias conhecidas hoje. Os cantos entoados eram língua vernácula, em sua maioria, eram seculares.
              • Surgem os jograis e menestréis, pequenos espetáculos de declamação, teatro e canto. Eram de uma camada de menor status social,
                • TROVADORES: poetas-compositores franceses de cantos seculares em língua vernácula. Em geral, eram nobres que alcançavam status social devido ao seu talento, cantavam suas próprias canções.
                  • Tipos de canções muitas vezes dintiguíveis por sua temática poética
                    • Chanson: amor cortesão
                      • Pastorela ou pastourelle: poemas narrativos de histórias de cavaleiros que seduziam uma pastora em cena bucólica
                        • Sirventes: canções de serviço, comentavam sobre a subserviência.
                          • Lai: de origem celta com longa narrativa com dísticos rimados de assuntos históricos
                            • Balata ou dance: canção dançante com menções a primavera
                              • Carole, ronde, rondel, rondalete: tipo de canção para danças circulares, estrofe cantada por um solista e um refrão cantado por todos.
            • Rondeau: esquema formal ABaAabAB, cada letra corresponde a um verso e a um trecho de melodia para esse verso. Guillaume D'Amiens - Prendés i Garde
              • FORMAS FIXAS
                • Virelai: esquema formal AbbaA, mas pode aparecer repetidas vezes, tendo sempre o refrão entre suas repartições. Or La Truix
                  • Ballade: esquema forma há controvérsias em diferentes fontes.
    • MÚSICA INSTRUMENTAL E INSTRUMENTOS
      • utilizada fora das igrejas, além da função de acompanhamento, poderiam executar pelas instrumentais para a dança.
        • Estampida: gênero musical mais antigo.
      • INSTRUMENTOS MAIS CONHECIDOS
        • LIRA MEDIEVAL: de origem romana, bastante comum na Alta Idade Média
          • HARPA: Trazida da Irlanda e da Grã-Bretanha antes do século 9
            • VIELLE OU FIDDLE: instrumento de 5 cordas friccionadas por um arco (protótipo do violino moderno), principal instrumento utilizado nos jograis.
              • ORGANISTRUM: uma espécie de vielle no qual o arco era substituído por uma grande roda.
                • SALTÉRIO: instrumento de cordas amarradas em uma tábua ressoante, semelhante uma harpa deitada. Dedilhado ou tocado com baquetas.
                  • ALAÚDE: instrumento de origem árabe, originalmente al oud (a madeira), com cordas dedilhadas ou plectradas (por um plectro semelhante a uma palheta)
                    • ÓRGÃOS: poderiam ser grandes órgãos de tubo das igrejas, mas havia dois tipo de órgãos, menores chamados de PORTATIVOS (portáteis) e POSITIVOS (portáteis que precisavam ser postos em uma mesa).
                      • CHAREMELA: de sopro com palheta dupla, um antecessor do fagote e do oboé moderno. Possuía um grande volume e era muito utilizado em espaços abertos.
    • ARS ANTIQUA
      • POLIFONIA: Textura Musical que não somente possui várias vozes, mas que também conserva certa independência de cada voz em relação às outras não havendo predomínio de nenhuma principal
        • ORGANUM: modo improvisado de se fazer polifonia baseado em cantos litúrgicos. Remete a idéia de música "organizada" ou "planificada". Ele surgia quando acrescentava mais uma voz ao cantochão.
          • Organum paralelo é o mais primitivo dos organa, consiste na duplicação paralela da voz principal em intervalos de de 4ª, 5ª ou 8ª justas - cantochão.
            • Organum paralelo simples - possui somente uma voz principal duplicada a uma 4ª justa ou a uma 5ª justa abaixo da voz principal
              • Organum paralelo complexo - possui duas ou três vozes organais realizadas a partir da duplicação em oitava de um organum paralelo simples.
          • Organum modificado: possui trechos em movimento paralelo de vozes e outros trechos em movimento oblíquo. Os movimentos obliquos encontrados neste tipo de organum são realizados, basicamente, para evitar a existência do intervalo de trítono. (4ª aumentada ou 5ª diminuta) entre as vozes.
          • Organum livre é baseado no movimento oblíquo, paralela e contrário entre as vozes, misturando, livremente, intervalos de 4ª, 5ª e 8ª justas. Em certos momentos, intervalos de 3ª e 6ª são admitidos em relação a uma voz é o cantus firmus ( cantochão).
            • No organum primitivo, a voz principallis era o cantochão, enquanto a voz organalis era acrescentada abaixo deste cantochão normalmente em uma reação intervalar de 8ª, 4ª ou 5ª.
            • Primeira teorização acontece nos tratados Musica enchiriadis e Scolica enchiriadis.
          • Organum melismático- é composto por mais de uma nota na voz organalis para cada nota do cantus firmus. O tenor deveria ser cantado por um grupo de homens, que se alternavam nessa tarefa, uma vez que as notas longas era impossíveis de se cantar a um só folego.
      • MODO RÍTMICOS: A partir do Sec. 11 e 12, desenvolveu-se um esquema rítmico baseado nos modelos da métrica da poesia latina, para substituir a prática do ritmo livre do cantochão.
        • ORGANUM DE NOTRE DAME: estilo de organum desenvolvido pelos compositores que trabalhavam na Catedral de Notre Dame em Paris. O Organum tornou-se um gênero genuinamente francês.
          • Leonim e Perotin - cantores clericais em Notre Dame, responsáveis pelo principal corpus polifônico envolvendo conductus, organus e motete ao qualse tem acesso hoje.
            • Leonin: obras predominantemente a duas vozes, e ainda utilizam o tenor litúrgico em notas longas
              • Utilizava elementos antigos e novos em suas composições
            • Perotin: aluno de Leonin, expandiu o organum para três e quatro vozes, possuía maior precisão rítmica
              • Utilizava a cláusula de substituição, as cláusulas dos organuns, poderia ser substituídapor outros trechos
      • Primeiras formas de polifonia
        • Conductus polifônico: não utilizava tenor litúrgico, o cantochão representava o sagrado na música, e por esse motivo, a utilização de uma forma de compor sem a presença do cantochão, mesmo nas notas longas do tenor, não poderia fazer parte da liturgia da igreja
          • - A utilização de terceiras como consonância (neste período eram considerados intervalos consonantes somente as 4ª, 5ª e 8ª);
            • Textura quase homorritmica. Movimento rítmico das vozes se moviam conjuntamente; - Todas as vozes cantando o mesmo texto;
              • Estilo silábico;
                • Caudae (nome que originou o italiano coda): trecho melismático para início ou final de um conductus no qual a junção das vozes resulta em um efeito de textura cordal (soam como acordes)
        • MOTETE
          • Tem sua origem basicamente na colocação de texto na cláusula de discante, por volta de 1200
            • Quando um tropo literário (texto adicional, como nos tropos gregorianos) era introduzido no duplum (voz organal) de uma cláusula passava a ser chamada de MOTETUS
              • Inicialmente foi cantado no oficio das horas mas, passou a ser utilizado também nas missas
                • Por volta de 1250, o organum e o conductus começam a ser lentamente substituídos pelo motete
          • PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DO MOTETE
            • Utiliza tenor litúrgico, mas organizado ritmicamente
              • Politextualidade: eventualmente, todas as partes do motete têm textos diferentes
                • Poderia ser multilíngue, ou seja, utilizar a língua vernácula
          • OS MOTETES PODERIAM SER:
            • SIMPLES: composto por duas vozes com texto em latim ou francês
            • DUPLUM: composto por três vozes (tenor, motetus e triplum) nos quais as vozes superiores têm textos diferentes
            • TRIPLUM: a quatro vozes, cada qual com textos diferentes
            • MOTETUS-CONDUCTUS: que era a três ou quatro vozes com texto igual e ritimicamente sincronizados
          • GÊNEROS DE MOTETES MAIS COMCOMUNS
            • FRANCONIANO: Padrão do século 13, com diferentes modos e valores rítmicos e utilização de três vozes politextuais
              • PETRONIANO: criado por Petrus de Cruce. a voz tenor mais grave tem uma mensuração lenta; a voz duplum (intermediária) tem valores ritmicos intermediários, e, por fim, a voz triplum (mais aguda) tem valores ritmicos mais rápidos
      • MENSURAÇÃO: notação musical do final do século 13
        • Na primeira metade desenvolveram-se sistemas mais diversificados de mensuração ritmica, baseados em uma maior variedade de figuras com tempos fixos e proporcionais
          • Franco também afirmava: a unidade de tempo era a breve
            • A dupla valia 2 longas
              • Já a longa poderia ser subdividida em três breves (div.perfeita), ou em duas breves (divisão imperfeita)
                • Uma breve poderia ser dividida em três semibreves (divisão perfeita) ou em duas semibreves (divisão imperfeita)
                  • Todos os sistemas musicais seguiam para uma grande aproximação com a igreja, mantendo assim, vários simbolismos
                    • Com o passar dos tempos o compositor Petrus de Cruce passou a utilizar pontos de divisão para representar uma quantidade grande de semibreves.
                      • Isso ocasionou uma mudança na escrita, que passou a registrar a semibreve como unidade de tempo.
                        • Outra Novidade deste sistema é a aceitação da subdivisão binária e não somente da ternária, como acontecia nos modos ritmicos anteriores
    • MUSICA NO SÉCULOS 14: ARS NOVA
      • Marcado por mudanças sociais que influenciaram diretamente o cenário artísticos deste período
        • Poder papal passa a ser questionado, enfraquecimento da igreja
          • Compreendia-se que era responsabilidade da Igreja cuidar da alma e do Estado questões terrenas
            • Ars Nova: movimento musical, iniciado em Notre Dame: que criou uma cisão em relação à Ars Antiqua
              • Música Polifônica realizada a partir de novas técnicas de mensuração rítmica no século 14
                • Afirmação das línguas vernáculas (Divina Comédia de Dante)
                  • Avanço do profano, que invade a arte religiosa A música tem uma predileção pela complexidade.
                    • O Roman de Fauvel é o manuscrito onde consta diversos gêneros musicais do século XIV, entre eles cinco motetes de Phillipe de Vitry
                      • Vitry fez uma revisão da teoria fraconiana. Propôs um novo sistema de figuras rítmicas, no qual inclui uma nova figura a Mínima
                        • Adiciona também os conceitos: Modus - subdivisões possíveis de longa em breves
                          • Tempus: subdivisões possíveis da breve em semibreve
                            • Prolationis: subdivisões possíveis da semibreve em mínimas
                              • Um dos aspectos mais importantes da Ars Nova é a mixagem entre os metros ternário e binário
                                • Esse processo era chamado de Coloração
                                  • O termo coloração é devido ao fato de que Vitry usava cores diferentes para os metros usados em cada voz
                                    • Esse processo só foi possível graças a um procedimento de reiteração de estruturas conhecido como Isorritmia
                            • Classificados como Perfeitos: quando as subdivisões eram ternárias e imperfeitos: quando as divisões eram binárias
      • MÚSICA FICTA
        • Desenvolvimento de um sentimento harmônico, sem, no entanto, a música ganhar um sentido vertical.
          • Desde o organum paralelo havia a consciência de que a quinta si/fa era “pequena”. Voz organal ficava distinta da voz principal
            • No século XIV, o procedimento de “elevar” meio tom para tornar as quartas e quintas justas já estava consolidado. A denominação ficta vem de ser “falsa” a nota.
              • Duas necessidades Tornar as quartas e quintas justas Afirmação do caráter conclusivo das cadências (chamadas de cláusula) Dupla sensível Landino – sexto grau antes da resolução 7 – 6 – 8 Frígia – o baixo descende meio tom
        • GUILLARME DE MACHAUT
          • A produção de música secular supera a produção de música sacra.
            • muitos dos motetes apresentavam quatro vozes, muitas vezes um tenor com letra em francês.
              • utilizava em seus motetes, a técnica da isorritmia, inovando na utlização dessa técnica, não só no tenor, como nas vozes, o que foi chamado de pan-isorritmia
                • utilizou pela primeira vez o contratenor bassus, voz mais grave que o tenor
          • Poeta e compositor e trabalhou para várias cortes imperiais
          • Sua obra sintetiza o estilo composicional de ars nova, utilizando a complexidade ritmica, a música ficta e a isorrtmia
        • O TRECENTO ITALIANO
          • O movimento que era genuinamente francês migrou para a Itália no final do Séc. 14
            • Os principais centros foram: Bologna, Pádua, Florença, Modena, Perugia
              • Os principais gêneros musicais italianos eram o madrigal, a caccia e a ballata
                • MADRIAGAL: era baseado em um poema com assuntos idílicos ou pastorais que era composto por duas vozes. Possuía um verso de refrão no final, ao qual dava o no me de ritornello
                  • No ritornello poderia haver alguma mudança da métrica da peça. Destaque para os madrigais de Jacopo de Bologna
                • A Caccia, nome derivado da palavra cacce (caça), era uma peça a 3 vozes, na qual as vozes mais agudas realizavam um cânone, acompanhadas por uma voz grave executada instrumentalmente sua temática poética baseava-se em atividades de caça ou atividades ao ar livre
                • A Ballata era uma variante do virellai francês, com forma fixa AbbaA. Surgiu mais tardiamente que o madrigal e a caccia. Peça para duas ou três vozes
          • FRANCESCO LANDINI
            • Compositor importante para o Trecento, suas composições mais conhecidas são seculares, envolvendo duas a três vozes.
              • Seu nome é atribuído a um tipo específico de terminação melódica: A cadência de Landini
                • `Passagem melódica pelos graus sete e seis, finalizando-se na tônica.

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Descripción
bimestral Musica Mapa Mental sobre A Música na Grécia Antiga, creado por Joseane Paiva el 10/09/2019.
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Joseane Paiva
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