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Futebol de campo

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Futebol de campo
Regras
- Cada partida tem 90 minutos e é dividida em dois tempos de 45 minutos cada.O jogo é supervisionado por um árbitro.É proibido o uso das mãos para o manejo da bola. Podem, entretanto, serem usados os pés, as pernas, o tronco e a cabeça.Para evitar que os jogadores do time adversário fiquem apenas na área penal do lado adversário, foi criada a regra do impedimento. Ela consiste em impedir ou invalidar um gol que tenha sido feito por um jogador quando não há pelo menos dois jogadores da outra equipe entre ele a linha de fundo adversária.O vencedor da partida é aquele que conseguir fazer o maior número de gols.Em caso de desempate, podem ser feitas duas prorrogações de 15 minutos ao final dos tempos.Quando um jogador comete faltas, ele pode receber um cartão amarelo ou um cartão vermelho. Se receber dois cartões amarelos ou um cartão vermelho em uma partida, ele é expulso do jogoCaso um jogador execute alguma agressão física sobre um adversário, o juiz deve marcar pênalti a favor do time adversário.Quando a bola sai do campo pela linha de fundo, é cobrado escanteio se o último jogador a tocá-la estava na defensiva, e é cobrado tiro de meta se o último jogador a tocá-la estava no ataque. Nesse caso, o escanteio é a favor do time atacante e o tiro de meta, a favor do time da defensiva.
Campo
- Arco-penal: Delimitada por uma meia circunferência. Determina a distância a que os jogadores não envolvidos em penalidades devem permanecer durante a cobrança de falta.Área de meta: Também conhecida como pequena área. Determina os limites da cobrança de tiros-de-meta e de tiros-livres indiretos.Área penal: Também conhecida como grande área. Determina o espaço em que é permitido ao goleiro usar as mãos para defender a bola.Linha Lateral: Delimita o espaço do campo. Caso a bola ultrapasse essa linha, deve ser marcada a falta e deve haver a cobrança de lateral.Linha de Meta: Também conhecida como linha de fundo. Delimita o espaço do campo. Quando ultrapassada sem passar pelo gol, é marcada a falta e é cobrado o escanteio ou o tiro-de-meta.Círculo Central: Delimita o espaço do toque inicial da bola.Ponto Central: É uma marca, no centro do círculo central, onde a bola deverá ficar para receber o primeiro toque.Linha de meio-campo: Divide o campo ao meio, delimitando as áreas de cada equipe.Tiro penal: Também conhecida como marca do pênalti. Determina a distância para a cobrança de pênaltis.
Fundamentos
- Podemos dividir os fundamentos técnicos em dois tipos de ações: A) movimentos sem bola (corrida com mudança, saltos, giros, etc.); B) movimentos com bola (recepção, passe, chute, etc.). De acordo com essa divisão, pretendemos desenvolver aqui somente as técnicas básicas do futebol pertencentes ao grupo b (movimentos com bola), executando as ações específicas desenvolvidas pelos jogadores que ocupam a posição de goleiro. Para uma melhor prática do futebol, faz-se necessário o conhecimento e domínio de algumas técnicas básicas, tais como: condução, passe, chute, drible ou finta, recepção, cabeceio e arremesso lateral. O cabeceio e o arremesso lateral serão abordados como elementos pertencentes a outros fundamentos técnicos, ou seja, o arremesso lateral seria considerado uma forma de passe, e o cabeceio, dentro dos demais fundamentos. As técnicas serão abordadas na seguinte sequência: definição e conceituação do termo, descrição da técnica e as possíveis variações e formas. Condução. É o ato de deslocar-se pelos espaços possíveis do jogo, tendo consigo o passe de bola. Técnica de condução de bola: a) posicionar o corpo e movimentá-lo de maneira a facilitar o tipo de condução desejada; b) manter a bola numa distancia que facilite a sequência da condução, bem como as variações necessárias de acordo com exigência da situação; c) utilizar o tipo de toque adequado à situação; d) postura adequada à movimentação, com o centro de gravidade um pouco mais baixo, quando necessário um melhor domínio e mais alto, quando conduzir em alta velocidade; e) distribuir a atenção na bola, no espaço e nos demais jogadores. Passe. É um elemento técnico inerente ao fundamento chute, que se caracteriza pelo ato de impulsionar a bola para um companheiro. Técnica do passe: a) posicionamento do corpo de maneira favorável a sua execução; b) pé de apoio ao lado (atrás ou à frente) da bola; c) projeção da perna (membro inferior direito ou esquerdo) a ser utilizada em direção à bola; d) toque propriamente dito (durante a execução do movimento, o braço ajuda no coordenação e equilíbrio). Chute. É o ato de golpear a bola, desviando ou dando trajetória à mesma, estando ela parada ou em movimento. Técnica do chute: É semelhante à técnica do passe, sendo o objetivo das ações sua grande diferença. O chute tem como objetivo finalizar uma ação para o gol ou impedir o prosseguimento das ações do adversário. Drible ou finta. É o ato que o jogador, estando ou não em posse da bola, tenta ludibriar o seu adversário. O drible, de acordo com a sua origem inglesa (dribbling), seria a progressão com a bola. Entretanto, no cotidiano do futebol, o drible é entendido como a forma de ludibriar o adversário. O termo correto para a ação de desvencilhar-se de um adversário seria finta, mas, como a palavra drible tornou-se muito utilizada neste sentido, consideraremos os dois como sinônimos. Técnica do drible ou finta: a) posicionar o corpo de maneira favorável ao drible (ou finta) desejado; b) manter a bola próxima ao corpo e o centro de gravidade baixo, permitindo assim um melhor domínio sobre a mesma; c) utilizar o tipo de toque e movimentação adequados ao drible desejado, de acordo com a situação; d) na execução do drible, a atenção é dirigida para a movimentação do adversário para o espaço e para a bola. Recepção. Se o aluno não consegue Ter a posse da bola quando tenta interromper a trajetória da mesma, dizemos que houve uma má recepção. Este mesmo fundamento aparece na literatura como os seguintes sinônimos: abafamento, amortecimento, travar ou dominar a bola. Lembre-se que, cotidianamente, o domínio de bola é entendido como recepção. Entretanto, consideramos que o domínio ou controle da bola expressam um nível de referencia quanto ao “desenvolvimento” das capacidades coordenativas de condução e adaptação do movimento, sendo que o domínio pode manifestar-se com mais evidencia na técnicas de condução, recepção e drible. Técnicas da recepção: a) posicionamento do corpo de maneira favorável a recepção, com a parte do corpo a realizar o contato voltada par a bola; b) ao aproximar-se da bola, amortecê-la, tentando inicialmente, diminuir a sua velocidade; c) manter a bola próxima ao corpo, favorecendo assim, o seu domínio. Cabeceio. É o ato de impulsionar a bola utilizando a cabeça. Esse gesto técnico é bastante utilizado durante o jogo e pode ser aplicado, tanto para ações ofensivas como defensivas. O cabeceio apresenta-se como uma das alternativas para a realização de outros fundamentos, tais como: passe, chute, recepção, etc. O cabeceio poderá ser executado parado ou em movimento, estando ou não em suspensão. Aconselha-se principalmente, o uso da testa como a região da cabeça que irá realizar o contato com a bola. Existem duas posições básicas do tronco em relação à bola, no momento da execução do gesto técnico: frontal ou lateral.
História
- Sabe-se que na China, no ano 206 a.C., publicou-se o regulamento de um jogo de bola com os pés, de aplicação no treinamento militar, praticado desde o tempo do imperador Shih Huang-ti Che Houng-ti, por volta de 2.500 a.C. Foi na Grécia, entretanto, que se encontraram os primeiros indícios de um precursor do futebol, denominado episkuros. Esse jogo consistia na disputa de uma bexiga de animal, cheia de ar ou areia, por dois grupos de atletas que se esforçavam para levá-la até determinado ponto. Quando as legiões romanas dominaram e ocuparam a Grécia, em 150 a.C., o episkuros migrou para Roma, e recebeu o nome de harpastum. O jogo era praticado num campo delimitado por duas linhas, as metas. Cada equipe se colocava junto a essas linhas, até ser dada a ordem para começar. Assim, todos se precipitavam sobre a bexiga de animal (coberta por uma capa de couro), que podia ser carregada com os pés ou com as mãos. O harpastum era muito semelhante ao rugby. Provavelmente os romanos levaram a outros povos o seu jogo de bola. Na Idade Média apareceu em Florença o calcio, jogado com os pés e as mãos por equipes de 27 jogadores, num campo com duas metades iguais. O objetivo do jogo era levar a bola de couro, cheia de ar, até dois postes situados nas extremidades. Ainda na Idade Média, na Gália e depois na Bretanha, surgiu o soule, praticado com uma bola de couro cheia de feno ou farelo, em que era permitida a utilização dos pés e a distribuição de socos e até rasteiras. Como a disputa terminava às vezes em morte, surgiu a expressão “violento esporte bretão”. O futebol rapidamente se difundiu e se popularizou na Inglaterra. Havia competições entre cidades vizinhas e o jogo transformava-se em batalha campal. Eduardo II proibiu-o em 1314, mas não foi obedecido. Em 1349, Eduardo III ordenou que se cumprisse a proibição. A repressão, no entanto, não impediu que o jogo evoluísse. No século XVI, o esporte foi submetido a uma regulamentação sob o nome de hurling over country. Os habitantes de duas cidades se reuniam num campo a igual distância das duas e, para vencer, tratavam de levar a bola à praça da cidade adversária. A violência persistia e continuou quando, no século XVII, o jogo foi transformado no hurling at goals, praticado por equipes de quarenta a sessenta jogadores, que, divididos em dois campos, tinham por objetivo levar a bola até a baliza adversária. A resistência dos reis estendeu-se até o século XVIII, e, só no início do século seguinte, com a atenuação da violência e as tentativas de regulamentar o jogo, a preferência dos ingleses pelo esporte prevaleceu. Na década de 1830, Thomas Arnold, que reformou o ensino superior inglês e destacava a importância do esporte na educação, usou o hurling at goals para criar as bases do rugby. Rapidamente o jogo foi adotado por escolas e universidades. As regras, porém, não estavam unificadas e, em alguns colégios, houve reação contra o uso das mãos no jogo. Para contornar o problema, a Universidade de Cambridge publicou, em 1846, o primeiro regulamento, que foi aprovado e homologado. Como as divergências não cessaram, em 26 de outubro de 1863, os partidários do futebol apenas com os pés fundaram a Football Association, para uniformizar o uso das regras. Em 1871, um grupo dissidente, descontente com as novas regras, que proibiam usar as mãos para conduzir a bola ou derrubar o adversário, fundou a Rugby Union, e separou definitivamente o futebol (football association) do rugby. No mesmo ano, teve início a disputa da famosa taça da Football Association e, no ano seguinte, realizou-se a primeira partida internacional, entre Escócia e Inglaterra. No princípio, o futebol, ainda amador, baseava-se principalmente nos recursos individuais e no corpo-a-corpo. As equipes jogavam com até sete atacantes, até que, em 1883, a Universidade de Cambridge experimentou com êxito cinco atacantes. Em 1885, o futebol na Inglaterra foi profissionalizado, por pressão da entrada de jogadores escoceses no país. Em consequência da evolução técnica e tática, o entusiasmo pelo jogo cresceu. No começo do século XX a popularidade do futebol em todo o mundo levou à criação, em 1904, de uma organização internacional, a Federação Internacional de Futebol Association (FIFA). Foram sete os países fundadores: Bélgica, Dinamarca, França, Países Baixos, Espanha, Suécia e Suíça. A FIFA tem como metas principais a uniformização das regras do jogo, elaboradas pela International Board, e a organização de um torneio internacional entre as entidades afiliadas — a Copa do Mundo, disputada a partir de 1930. Desde sua fundação, a FIFA teve os seguintes presidentes: Robert Guérin (1904-1906), D. B. Woolfall (1906-1921), Jules Rimet (1921-1954), R. W. Seeldrayers (1954-1955), Arthur Drewry (1955-1961), Stanley Ford Rous (1961-1974) e João Havelange, a partir de 1974.
Futebol no Brasil
- Embora existam referências à prática ocasional do futebol no Brasil, de 1870 a 1880, na verdade o esporte chegou ao país apenas em 1894, trazido pelo brasileiro Charles Miller, filho de inglês, que desembarcou em São Paulo com duas bolas de couro e as regras aprovadas pela Football Association. A primeira partida foi por ele promovida em abril de 1895, entre empregados ingleses das companhias de gás e de transporte ferroviário. A partir dessa iniciativa, vários clubes se formaram: em 1898, o São Paulo Athletic Club e, no ano seguinte, a Associação Atlética Mackenzie College e o Sport Club Germânia. No Rio de Janeiro, o pioneiro foi Oscar Cox, que estudou na Europa e trouxe de lá material esportivo. Depois de organizar partidas entre uma equipe criada por ele e o Rio Cricket and Athletic Association, de Niterói, Cox tornou-se um dos líderes do movimento que resultou na fundação do Fluminense Futebol Clube, em 1902. De uma dissidência neste clube, nasceu, em 1911, o departamento de futebol do Clube de Regatas do Flamengo. Embora reunisse os melhores jogadores da época, que haviam sido campeões no ano anterior, o Flamengo perdeu seu primeiro jogo para os que ficaram no Fluminense, por 3 a 2, o que gerou a célebre rivalidade do Fla x Flu. Na década de 1910, surgiram clubes e federações por todo o Brasil, cada estado começou a realizar seu próprio campeonato e cresceu o interesse do público e da imprensa pelo esporte. Em 1914, criou-se a Federação Brasileira de Sports e, dois anos depois, a Confederação Brasileira de Desportos (CBD). Em 1919, o Brasil sagrou-se campeão sul-americano de futebol ao vencer o Uruguai por 1 a 0, no Rio de Janeiro. Com a difusão do esporte por todo o país foi realizado, em 1922, o primeiro campeonato de seleções estaduais. Durante quase quarenta anos o futebol foi exercido no Brasil por amadores — estudantes, empregados de companhias e jovens de nível social elevado. Em 1933, oficializou-se, no Rio de Janeiro e em São Paulo, o profissionalismo, até então praticado de forma disfarçada. Após um período de transição, em que os jogadores hesitaram em aceitar o novo regime, teve início a fase de afirmação do futebol brasileiro, em 1938, ano da primeira Copa em que o Brasil chegou às semifinais e ficou em terceiro lugar. As arrecadações das partidas aumentaram e estimularam a construção de estádios, o maior dos quais foi o Maracanã, inaugurado no Rio de Janeiro em 1950, para a IV Copa do Mundo. Em 1959, nasceu a Taça Brasil, um campeonato interclubes de âmbito nacional, disputada em eliminatórias pelos campeões estaduais. Em 1971, o torneio foi oficializado como Campeonato Brasileiro de Clubes, cujos vencedores disputam com clubes de outros países sul-americanos a Taça Libertadores da América.
Aspectos físicos
- Antes de 1880 não havia um sistema de jogo, ou seja, uma distribuição organizada dos jogadores para o desempenho das diversas funções de ataque e defesa. As equipes eram formadas por um goleiro e dez atacantes. O primeiro sistema, que ficou conhecido como “formação clássica” e persistiu até 1925, era formado por um goleiro, dois zagueiros, três médios e cinco atacantes. Com a mudança na lei de impedimento — que passou a dar condição de jogo ao atacante que tivesse dois jogadores, e não três, a sua frente — as equipes tornaram-se mais ofensivas. Herbert Chapman, treinador do Arsenal de Londres, lançou então um novo sistema, o WM ortodoxo (nome dado pela semelhança da distribuição dos jogadores com as duas letras do alfabeto), com mais um jogador recuado para atuar na defesa — o centro médio ou cabeça-de-área — e os dois meias também recuados para ajudar os outros médios (laterais direito e esquerdo). Passou-se a discutir a formação inicial de Chapman, um sistema estático, em setores delimitados, que tornava o futebol muito defensivo e dificultava a atuação individual dos jogadores. Surgiu, então, o WM clássico, que alternava o posicionamento entre os médios e os meias de acordo com a necessidade defensiva ou ofensiva. Caía, com essa inovação, a teoria de que os médios não poderiam ultrapassar a linha do meio de campo, nem os meias recuar. No Brasil, na década de 1940, uma adaptação do WM feita pelo técnico Flávio Costa, então no Vasco da Gama, ficou conhecida como diagonal, porque a posição dos meias e dos laterais formava um trapézio e não um quadrado. O meia-esquerda, mais avançado, passou a ser chamado ponta-de-lança, e o meia-direita, armador. O ataque era integrado pelo centro-avante, o ponta-direita e o ponta-esquerda. Vários outros sistemas apareceram ainda: “ferrolho suíço”, “beton francês”, “turbilhão”, “carrossel” e “4-2-4”. Este último foi o que conseguiu um maior equilíbrio entre ataque e defesa. O “4-2-4” praticamente padronizou-se em certa época no futebol brasileiro e foi com ele que o Brasil conquistou a Copa do Mundo de 1958. Paralelamente à evolução do futebol, novos sistemas foram surgindo e o “4-2-4” transformou-se no “4-3-3”. Até por volta de 1990 dominou um “3-5-2”, que na Copa de 1994 deu lugar ao “4-4-2”. O extremo cuidado com o preparo físico dos atletas permitiu grandes inovações táticas. Na base de tudo está o princípio de que, ao invés de ater-se a posições fixas, o jogador deve exercer um maior número de missões, atacando, armando e defendendo em estreita cooperação com os companheiros de equipe.
História no Brasil
- Diz-se que a primeira bola de futebol do país foi trazida em 1894 pelo paulista Charles William Miller. Os registros mais antigos sobre o Futebol praticado no Brasil, porém, datam de 1875, em Curitiba. A aristocracia dominava as ligas de futebol, enquanto o esporte começava a ganhar as várzeas.
Campeonatos do Brasil
- Campeonato Brasileiro Copa do Brasil
Campeonatos do mundo
- Champions League, Libertadores de América, Mundial da FIFA
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Información
- Descripción
- Educação física Mapa Mental sobre Futebol de campo, creado por Lucas Zarantonelli el 23/09/2020.
- Creado por
- Lucas Zarantonelli
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