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Saúde do Idosos

Thayla Pereira Saúde do Idosos Portugués

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Saúde do Idosos

  1. Classificação de Idoso pelo OMS

    • Terceira Idade
      • Terceira idade é a fase da vida que começa aos 60 anos nos países em desenvolvimento e aos 65 anos nos países desenvolvidos, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS)
      • Definição
        • Idosos entre 60 e 79 anos, são considerados os idosos jovens, que em geral, apresentam características sociais e econômicas muito semelhantes às que apresentavam quando integravam o grupo dos adultos.
    • Quarta idade
      • Quarta idade. Essa é a classificação etária de quem passou dos 80 anos.
      • Definição
        • Os idosos com 80 anos ou mais, são os idosos mais velhos, que em geral passaram a apresentar as características negativas relacionadas à velhice, que foram retardadas, como por exemplo, a maior dependência familiar, debilidade física, doenças mais severas e agudas.
  2. Envelhecimento da População

    • Brasil 2014
      • Em 2014, os idosos já representavam 13,7% da população brasileira – 27,8 milhões de pessoas com 60 anos ou mais. (IBGE, 2014). 
    • Brasil e Mundo 2050
      • Em 2050, calcula-se que esse número chegue a 64 milhões – quase 30% da população no Brasil (IBGE, 2016). Em 2050, estima-se que a população mundial terá 2 bilhões de pessoas com 60 anos ou mais - a maioria delas em países em desenvolvimento (Global Age Watch, 2014) .
    • Brasil 1970
      •  partir da década de 1970, observou-se que a proporção entre crianças e pessoas com 60 anos ou mais começou a diminuir, dando início à transição demográfica. A partir dessa década, observou-se o envelhecimento contínuo da estrutura etária, com perspectivas de aumento ainda maior da população idosa nas próximas décadas (PEREIRA, 2008).
    • Processo de Envelhecimento
      • Definição
        • Envelhecimento populacional é definido como a mudança na estrutura etária da população, o que produz um aumento do peso relativo das pessoas acima de determinada idade, considerada como definidora do início da velhice. (CARVALHO & GARCIA, 2003).
      • Fatores que Influenciam
        • O processo de envelhecimento não é homogêneo. Ele é influenciado por fatores genéticos, hábitos de vida, condições sociais e econômicas, aspectos culturais, entre outros.
      • Senescência
        • O processo natural de envelhecimento, ou senescência, em condições normais, não costuma provocar qualquer problema.
      • Senilidade
        • No entanto, em condições de sobrecarga, como, a presença de doenças, o envelhecimento pode ocasionar uma condição patológica que requer assistência – situação denominada senilidade.
      • Ativo
        • Envelhecimento ativo não se restringe à participação em programas de atividade física ou à integração da força de trabalho, mas refere-se também à participação contínua das pessoas em questões sociais, econômicas, culturais, espirituais e civis.
        • 3 pilares
          • Existem  três pilares da estrutura política para o envelhecimento ativo
          • Saúde
            • Quando os fatores de risco (comportamentais e ambientais) de doenças crônicas e de declínio funcional são mantidos baixos, e os fatores de proteção, elevados, as pessoas desfrutam maior quantidade e maior qualidade de vida, permanecem sadias e capazes de cuidar de sua própria vida à medida que envelhecem, e poucos idosos precisam constantemente de tratamentos médicos e serviços assistenciais onerosos. Aqueles que realmente precisam de assistência devem ter acesso a toda uma gama de serviços sociais e de saúde que atendam às necessidades e aos direitos de homens e mulheres em processo de envelhecimento.
          • Participação
            • Quando o mercado de trabalho, o emprego, a educação, as políticas sociais e de saúde e os programas apoiam a participação integral em atividades socioeconômicas, culturais e espirituais, conforme seus direitos humanos fundamentais, capacidades, necessidades e preferências, os indivíduos continuam a contribuir para a sociedade com atividades remuneradas e não remuneradas enquanto envelhecem.
          • Segurança
            • Quando as políticas e os programas abordam as necessidades e os direitos dos idosos à segurança social, física e financeira, ficam asseguradas a proteção, dignidade e assistência aos mais velhos que não podem mais se sustentar e proteger. As famílias e as comunidades são auxiliadas nos cuidados aos seus membros mais velhos.
      • Individual
        • Envelhecimento individual é um processo sequencial, individual, acumulativo, irreversível, universal, não patológico, de deterioração de um organismo maduro, próprio a todos os membros de uma espécie, de maneira que o tempo o torne menos capaz de fazer frente ao estresse do meio ambiente e, portanto, aumente sua possibilidade de morte (OPAS, 2005).
      • Alterações Marcantes
        • Com o envelhecimento o ser humano sofre várias alterações marcantes, entre as quais pode-se citar: embranquecimento dos cabelos e calvície (embora sejam características também vinculadas a aspectos étnicos, genéticos, sexuais e endócrinos); redução na estatura; aumento do diâmetro do crânio e aumento da amplitude do nariz e orelhas caracterizando a conformação facial do idoso. Também ocorre diminuição da espessura e perda da capacidade de sustentação da pele, o que leva ao surgimento de bolsas orbitais, enrugamento e aumento dos sulcos labiais; surgimento do arcus senilis (círculo branco em torno da córnea); alteração da cavidade bucal (perda da elasticidade da mucosa, queratinização e aumento da espessura do epitélio) com perda do paladar; desgaste dos dentes e modificação na língua que perde grande quantidade de suas papilas gustativas.
    • Teorias do Envelhecimento
      • Teoria Genética
        • A Teoria Genética defende a ideia de que o envelhecimento é resultado de alterações bioquímicas programadas pelo próprio genoma, o qual poderia regular a expectativa de vida por meio de diferentes genes, dessa forma, cada ser vivo apresentaria uma duração de vida estipulada pelo seu padrão genético, Outro mecanismo genético considerado seria o encurtamento do telômero, estrutura localizada no final dos cromossomos de células eucarióticas, como fator determinante no desencadeamento do envelhecimento, uma vez que é responsável pela proteção dos cromossomos e replicação do DNA cromossomal.
      • Teoria Imunológica
      • Teoria do Acúmulo de Danos
        • Segundo a Teoria do Acúmulo de Danos ou também denominada Erro Catástrofe, a principal causa do envelhecimento seria o acúmulo de moléculas defeituosas provenientes de falhas no reparo e na síntese de moléculas intracelulares com o avanço da idade, o que repercutiria na perda progressiva da função do organismo. As falhas de reparo e síntese seriam oriundas de erros na transcrição do RNA e sua tradução em proteínas, gerando uma elevação na concentração de proteínas modificadas e não funcionais.
      • Teoria das Mutações
        • A Teoria das Mutações pressupõe que as sucessivas alterações que ocorrem nas células somáticas (46 cromossomos), ao transcorrer dos anos, produziriam células mutantes incapazes de cumprir suas funções biológicas, o que provocaria um declínio progressivo dos órgãos e tecidos, com instalação do envelhecimento.
      • Teoria do Uso e Desgaste
        • A Teoria do Uso e Desgaste baseia-se na ideia de que o envelhecimento seja o resultado do acúmulo de agressões ambientais do dia-a-dia, as quais ocasionariam a diminuição da capacidade do organismo em recuperar-se totalmente. Onde, os ferimentos, infecções, inflamações e outras formas de agressões sejam eles, ferimentos ou patógenos, se somariam ao longo dos anos no indivíduo e dessa forma, as lesões ocasionadas provocariam alterações nas células, tecidos e órgãos desencadeando o envelhecimento.
      • Teoria dos Radicais Livres
        • A Teoria dos RLs propunha que o envelhecimento normal seria resultado de danos intracelulares aleatórios provocados pelos RLs, moléculas instáveis e reativas, que atacariam as diferentes biomoléculas do organismo em busca de estabilidade. Com o estresse oxidativo, a elevada produção dos RLs e sua grande capacidade reativa ocasionariam não somente reações com os componentes nucleares e citoplasmáticos das células (principalmente DNA e RNA) com diminuição de suas funções, como também, reações com proteínas, lipídios, enzimas, colágenos e hormônios induzindo modificações orgânicas que justificariam o envelhecimento. Portanto, o envelhecimento do organismo é um processo complexo, onde os danos provocados pelos RLs são possivelmente expressivos, mas, contudo, não sejam os únicos mecanismos envolvidos no declínio fisiológico.
  3. PNSPI

    • Portaria N°2.528 de 19 de Outubro de 2006.
    • Autonomia e Independência
      • A Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa (PNSPI) aborda a saúde do indivíduo idoso como algo que se traduz pela sua condição de autonomia e independência, e não pela presença ou ausência de doença orgânica.
      • Declínio Funcional
        • É importante lembrar que a presença de declínio funcional não pode ser atribuída ao envelhecimento normal, mas sim à presença de incapacidade funcional. O declínio funcional representa o principal determinante de desfechos negativos, como o desenvolvimento de outras incapacidades e piora funcional, institucionalização, hospitalização e morte.
        • Definição
          • Declínio Funcional é a perda da autonomia e/ou independência, pois restringe a participação social do indivíduo.  
        • Fatores
          • A saúde e a qualidade de vida dos idosos, mais que em outros grupos etários, sofrem influência de múltiplos fatores: físicos, psicológicos, sociais e culturais, de tal forma que avaliar e promover a saúde do idoso significa considerar variáveis de distintos campos do saber, numa atuação interdisciplinar e multidimensional. As causas de declínio funcional, normalmente, são múltiplas e multifatoriais. Para acompanhar integralmente a população idosa, identificando precocemente os declínios funcionais e as enfermidades, o Ministério da Saúde reconhece o papel central do nível primário de atenção à saúde. Alguns fatores em pacientes hospitalizados: Idade avançada e institucionalização; Diagnóstico de AVE*, múltiplas comorbidades, gravidade da condição clínica e estado nutricional; Depressão, delirium, comprometimento cognitivo e físico (quedas, redução de mobilidade), fatores ambientais (ausência de adaptações), incapacidade funcional prévia e iatrogenias (polifarmácia e superproteção);
    • Finalidade
      • Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa (PNSPI) tem como finalidade recuperar, manter e promover a autonomia e a independência dos indivíduos idosos, direcionando medidas coletivas e individuais de saúde para esse fim, em consonância com os princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde.
    • Diretrizes
      • a) promoção do envelhecimento ativo e saudável; b) atenção integral, integrada à saúde da pessoa idosa; c) estímulo às ações intersetoriais, visando à integralidade da atenção; d) provimento de recursos capazes de assegurar qualidade da atenção à saúde da pessoa idosa; e) estímulo à participação e fortalecimento do controle social; f) formação e educação permanente dos profissionais de saúde do SUS na área de saúde da pessoa idosa; g) divulgação e informação sobre a Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa para profissionais de saúde, gestores e usuários do SUS; h) promoção de cooperação nacional e internacional das experiências na atenção à saúde da pessoa idosa; e i) apoio ao desenvolvimento de  estudos e pesquisas.
  4. COVID-19

    • Óbito
      • O primeiro óbito brasileiro confirmado ocorreu em 17 de março de 2020, com um homem de 62 anos, diagnosticado com diabetes e hipertensão
    • Taxas de mortalidade em idosos
      • Os dados do COVID-19 apontam maior taxa de mortalidade entre as pessoas com 80 anos ou mais, em que 14,8% dos infectados morreram, comparado a 8,0% entre os idosos de 70 a 79 anos e 8,8% entre aqueles de 60 a 69 anos (taxa 3,82 vezes maior que a média geral)(5,9,10), reforçando as apreensões com a populaçãoidosa. O risco de morrer de COVID-19 aumenta com a idade, já que a maioria das mortes ocorrem em idosos, especialmente aqueles com doenças crônicas. A imunossenescência aumenta a vulnerabilidade às doenças infectocontagiosas e os prognósticos para aqueles com doenças crônicas são desfavoráveis.
  5. Outras Politicas e Programas

    •  Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social (Decreto nº 6.214, de 26 de setembro de 2007) Dia Nacional do Idoso (Lei nº 11.433, de 28 de dezembro de 2006) Plano de Ação para o Enfrentamento da Violência Contra a Pessoa Idosa (Subsecretaria de Direitos  Humanos, 2005)  Fundo Nacional do Idoso (Lei nº 12.213, de 20 de janeiro de 2010) Conselho Nacional dos Direitos do Idoso (Decreto nº 5.109, de 17 de junho de 2004)  Advertências e Recomendações sobre Usos de Medicamentos (Lei nº 8.926, de 9 de agosto de 1994)  Acompanhante Hospitalar de Pacientes (Portaria MS/GM nº 280, de 8 de abril de 1999)  Programa Nacional de Cuidadores de Idosos (Portaria Interministerial MPAS/MS nº 5.153, de 7 de abril de  1999) Redes Estaduais de Assistência à Saúde do Idoso (Portaria MS/GM nº 702, de 16 de abril de 2002)  Normas para Cadastramento de Centros de Referência em Assistência à Saúde do Idoso (Portaria MS/SAS  nº 249, de 16 de abril de 2002) Normas de Funcionamento de Serviços de Atenção ao Idoso no Brasil (Portaria MPAS/SEAS nº 73, de 10 de  maio 2001)  Política Nacional do Idoso (Lei nº 8.842, de 4 de janeiro de 1994) Estatuto do Idoso (Lei n° 10741, de 1° de Outubro de 2003)
  6. Caderneta

    • Dados da Pessoa Idosa
      • Informações necessárias em coleta de dados. 
    • Avaliação da Pessoa Idosa
      • 2.1 Medicamentos, fitoterápicos, suplementos e vitaminas em uso  2.2 Diagnósticos e internações prévios 2.3 Cirurgias realizadas 2.4 Reações adversas ou alergias a medicamentos    2.5 Dados antropométricos    2.6 Protocolo de identificação do idoso vulnerável(VES-13)    2.7 Informações complementares2.8 Avaliação ambiental 2.9 Quedas 2.10 Identificação de dor crônica  2.11 Hábitos de vida  
  7. Linha de Cuidado

    • A organização da RAS no âmbito do SUS é definida como arranjos de ações e de serviços de saúde, de diferentes densidades tecnológicas, que integradas por meio de sistemas de apoio técnico, logístico e de gestão, buscam garantir a integralidade do cuidado (BRASIL, 2017b). 
    • Objetivo
      • O objetivo da RAS é promover a integração sistêmica de ações e de serviços de saúde com provisão de atenção contínua, integral, de qualidade, responsável e humanizada, bem como incrementar o desempenho do sistema de saúde, em termos de acesso, equidade, eficácia clínica e sanitária e eficiência econômica. 
    • Atenção Básica
      • A Atenção Básica constitui o primeiro contato de indivíduos, famílias e comunidades com o SUS, trazendo os serviços de saúde o mais próximo possível aos lugares de vida e trabalho das pessoas e significa, na RAS, o primeiro elemento de um processo contínuo de atenção. Deve exercer um conjunto de ações de saúde, no âmbito individual e coletivo, que abrange a promoção e a proteção da saúde, a prevenção de agravos, o diagnóstico, o tratamento e a reabilitação, mantendo-se como referência para os sujeitos mesmo que estes necessitem de cuidados em outros pontos da rede. A coordenação do cuidado é desenvolvida por meio de práticas gerenciais e sanitárias democráticas e participativas, sob a forma de trabalho em equipe, dirigidas a populações de territórios bem delimitados, pelas quais assume a responsabilidade sanitária, considerando a dinamicidade existente nos locais e nas comunidades em que vivem essas populações. A Atenção Básica deve cumprir três funções essenciais: Resolutividade para a grande maioria dos problemas de saúde da população; Organização dos fluxos e  contrafluxos dos usuários pelos diversos pontos de atenção à saúde; Responsabilização pela saúde dos usuários em qualquer ponto de atenção à saúde em que estejam (MENDES, 2002; 2011)
      • Avaliação Multidimensional
        • Para a organização e o planejamento da atenção à saúde da pessoa idosa, considerando a imensa diversidade de condições e de capacidades funcionais dos indivíduos, é necessária a realização da avaliação multidimensional, que permite identificar as necessidades de saúde e estratificar a população idosa em, ao menos, três grandes perfis, de acordo com os níveis de funcionalidade apresentados: pessoas idosas independentes e autônomas; pessoas idosas com alguma limitação funcional (com necessidade de adaptação ou supervisão de terceiros); e pessoas idosas dependentes de terceiros para realizar suas atividades cotidianas. 

Información

Descripción
Saúde do Idosos Mapa Mental sobre Saúde do Idosos, creado por Thayla Pereira el 19/10/2020.
Creado por
Thayla Pereira · oct 2020
Actualizado
20 oct 2020
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