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Gestalt terapia com crianças

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Gestalt terapia com crianças
A abordagem gestáltica traz uma contribuição peculiar em sua proposta de enxergar a criança em seu desenvolvimento e adoecimento.
- A Gestalt entende a criança a partir de uma holística, ou seja, ela é percebida como uma totalidade.
- Não apenas as partes da criança se encontram em relação, mas a criança também é enxergada pela Gestalt-terapia como um ser de e em constante relação com o mundo que a cerca.
- Aguiar conclui que o ser-humano é um ser de contato que realiza suas trocas na fronteira de contato, a qual é semipermeável, ou seja, permite que a criança deixe passar apenas aquilo que é nutritivo para ela, impedindo a entrada daquilo que lhe é tóxico.
- “A criança em desenvolvimento, portanto, é fruto das influências ambientais, da aleatoriedade dos acontecimentos e das potencialidades inatas herdadas.”
- A Gestalt tem uma perspectiva relacional do desenvolvimento: somos seres de contato, de relação, de trocas e nos desenvolvemos a partir de encontros e desencontros com outras pessoas significativas.
- A Gestalt entende o self como sucessivos ajustamentos criativos que implicam em uma constante reconfiguração.
- Antony (2006) compara o processo de desenvolvimento da criança ao ciclo do contato exposto por Ponciano Ribeiro (2007).
- Seria como se a criança no início de sua vida estivesse na confluência e se encaminhasse para o egotismo
- Dessa forma, no início a criança não se separa do mundo ao seu redor, ao passo que no egotismo ela já tem uma noção de “eu” construída.
- “É na família que as habilidades emocionais florescerão inicialmente, e isso dependerá das habilidades emocionais dos membros da família”.
- Em um primeiro momento, como já dito, o bebê vive em confluência com os pais e o mundo ao seu redor. Ele não tem ainda recursos para distinguir seu “eu” dos “eus” dos outros.
- “É na família que as habilidades emocionais florescerão inicialmente, e isso dependerá das habilidades emocionais dos membros da família”.
- Dessa forma, no início a criança não se separa do mundo ao seu redor, ao passo que no egotismo ela já tem uma noção de “eu” construída.
- Seria como se a criança no início de sua vida estivesse na confluência e se encaminhasse para o egotismo
- Antony (2006) compara o processo de desenvolvimento da criança ao ciclo do contato exposto por Ponciano Ribeiro (2007).
- A Gestalt entende o self como sucessivos ajustamentos criativos que implicam em uma constante reconfiguração.
- A Gestalt tem uma perspectiva relacional do desenvolvimento: somos seres de contato, de relação, de trocas e nos desenvolvemos a partir de encontros e desencontros com outras pessoas significativas.
- “A criança em desenvolvimento, portanto, é fruto das influências ambientais, da aleatoriedade dos acontecimentos e das potencialidades inatas herdadas.”
- Aguiar conclui que o ser-humano é um ser de contato que realiza suas trocas na fronteira de contato, a qual é semipermeável, ou seja, permite que a criança deixe passar apenas aquilo que é nutritivo para ela, impedindo a entrada daquilo que lhe é tóxico.
- Não apenas as partes da criança se encontram em relação, mas a criança também é enxergada pela Gestalt-terapia como um ser de e em constante relação com o mundo que a cerca.
- A Gestalt entende a criança a partir de uma holística, ou seja, ela é percebida como uma totalidade.
A princípio, o bebê introjeta tudo aquilo que recebe, sendo essa função organizadora benéfica nessa etapa do desenvolvimento, pois permite à criança criar uma barreira entre o “eu” e o “não-eu’’.
- Oaklander (1980) salienta que durante a infância a fronteira de contato é frágil, uma vez que as funções cognitivas ainda estão se desenvolvendo
- Assim, corre-se o risco de a criança introjetar visões negativas dela mesma, as quais podem levar a uma autoestima baixa, tornando difícil seu contato com o mundo.
- Esse servirá de suporte e como confirmação para que a criança vá, sem pressa, colocando-se no mundo a partir de recursos próprios, favorecendo a descoberta e o desenvolvimento de novas potencialidades.
- Com o decorrer do desenvolvimento, a criança consegue maior inserção no mundo e, consequentemente, uma melhor satisfação de suas necessidades.
- Aguiar ressalta duas modalidades por meio das quais a criança vai aprendendo a discriminar os estímulos ao seu redor: a discriminação reativa e a discriminação criativa.
- Na medida em que a criança vai crescendo, ela se dá conta de que não precisa recusar tudo, mas pode transformar aquilo que lhe é dado se valendo da discriminação criativa.
- Para que esse processo de discriminação dos estímulos aconteça, é essencial que a criança cresça em um ambiente confirmador, podendo expressar seus sentimentos e exercitar a possibilidade de dizer não.
- Outro ponto que precisamos salientar nessa dinâmica discriminatória é a vivência de limites, a qual é imprescindível no processo de diferenciação por parte da criança de seu “eu” em relação a um “outro eu” que não ela.
- Nesse contexto, a autoridade, enquanto forma de configuração de parâmetros para a criança, gera a segurança necessária para que ela se coloque e aja no mundo de um modo saudável.
- Ainda, é fundamental que a criança possa experimentar o mundo de todas as maneiras possíveis por meio de suas funções de contato, a saber: visão, tato, paladar, olfato, linguagem e movimento corporal.
- Embora a Gestalt-terapia proponha uma nova leitura acerca do desenvolvimento humano, ela não desconsidera que conhecer as regularidades desenvolvimentais é de suma importância para que possamos saber o que esperar da criança em determinadas fases da vida.
- Ainda, é fundamental que a criança possa experimentar o mundo de todas as maneiras possíveis por meio de suas funções de contato, a saber: visão, tato, paladar, olfato, linguagem e movimento corporal.
- Nesse contexto, a autoridade, enquanto forma de configuração de parâmetros para a criança, gera a segurança necessária para que ela se coloque e aja no mundo de um modo saudável.
- Outro ponto que precisamos salientar nessa dinâmica discriminatória é a vivência de limites, a qual é imprescindível no processo de diferenciação por parte da criança de seu “eu” em relação a um “outro eu” que não ela.
- Para que esse processo de discriminação dos estímulos aconteça, é essencial que a criança cresça em um ambiente confirmador, podendo expressar seus sentimentos e exercitar a possibilidade de dizer não.
- Na medida em que a criança vai crescendo, ela se dá conta de que não precisa recusar tudo, mas pode transformar aquilo que lhe é dado se valendo da discriminação criativa.
- Aguiar ressalta duas modalidades por meio das quais a criança vai aprendendo a discriminar os estímulos ao seu redor: a discriminação reativa e a discriminação criativa.
- Com o decorrer do desenvolvimento, a criança consegue maior inserção no mundo e, consequentemente, uma melhor satisfação de suas necessidades.
- Esse servirá de suporte e como confirmação para que a criança vá, sem pressa, colocando-se no mundo a partir de recursos próprios, favorecendo a descoberta e o desenvolvimento de novas potencialidades.
- Assim, corre-se o risco de a criança introjetar visões negativas dela mesma, as quais podem levar a uma autoestima baixa, tornando difícil seu contato com o mundo.
- Oaklander (1980) salienta que durante a infância a fronteira de contato é frágil, uma vez que as funções cognitivas ainda estão se desenvolvendo
Atualmente as crianças são extremamente exigidas, “[...] devem saber dominar a informática, falar outras línguas, praticar esportes, tirarem sempre notas altas na escola, serem boazinhas e obedientes, enfim, serem eficientes ‟naquilo que fazem”.
- Frente a tantas exigências e determinações, as crianças acabam se deixando de lado, alienando-se por desejarem corresponder às expectativas do outro significativo para elas, e consequentemente, conseguir o amor dele.
- Não sendo confirmada, a criança adoece, não se autorrealiza, desenvolvendo uma menos-valia e uma ausência de confiança em si mesma, as quais acabam por dificultar seu contato com o mundo.
- Diante desse cenário, a criança se cristaliza em uma única forma de ser no mundo por meio de seu sintoma, ou seja, o fluir da figura-fundo é estagnado, deixando-se de fazer contatos nutritivos e fixando-se em uma gestalt continuamente aberta.
- A doença significa que a criança interrompeu sua capacidade de dar respostas criativas a específicas situações conflitivas e às suas necessidades internas.
- O sintoma na Gestalt–terapia é uma forma criativa que surge “para neutralizar angústia, sinalizando uma necessidade importante que está insatisfeita e, por consequência, uma Gestalt que está aberta”.
- É uma forma de a criança buscar equilíbrio, uma vez que ela traz consigo a capacidade de autorregulação.
- Vale ressaltar a corresponsabilidade dos pais no adoecimento emocional da criança, pois ela indica com seu sintoma que algo nas suas principais relações não “vai bem”.
- Hycner (1995) defende que a patologia é consequência de uma confirmação insuficiente pelas figuras parentais no estágio inicial do desenvolvimento infantil.
- Quando adoece, normalmente a criança se vale de um dos mecanismos de defesa ou bloqueadores do contato apontados por Ribeiro (2007) no ciclo do contato.
- Hycner (1995) defende que a patologia é consequência de uma confirmação insuficiente pelas figuras parentais no estágio inicial do desenvolvimento infantil.
- Vale ressaltar a corresponsabilidade dos pais no adoecimento emocional da criança, pois ela indica com seu sintoma que algo nas suas principais relações não “vai bem”.
- É uma forma de a criança buscar equilíbrio, uma vez que ela traz consigo a capacidade de autorregulação.
- O sintoma na Gestalt–terapia é uma forma criativa que surge “para neutralizar angústia, sinalizando uma necessidade importante que está insatisfeita e, por consequência, uma Gestalt que está aberta”.
- A doença significa que a criança interrompeu sua capacidade de dar respostas criativas a específicas situações conflitivas e às suas necessidades internas.
- Diante desse cenário, a criança se cristaliza em uma única forma de ser no mundo por meio de seu sintoma, ou seja, o fluir da figura-fundo é estagnado, deixando-se de fazer contatos nutritivos e fixando-se em uma gestalt continuamente aberta.
- Não sendo confirmada, a criança adoece, não se autorrealiza, desenvolvendo uma menos-valia e uma ausência de confiança em si mesma, as quais acabam por dificultar seu contato com o mundo.
- Frente a tantas exigências e determinações, as crianças acabam se deixando de lado, alienando-se por desejarem corresponder às expectativas do outro significativo para elas, e consequentemente, conseguir o amor dele.
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Información
- Descripción
- Mapa Mental sobre Gestalt terapia com crianças, creado por Isabella Noronha el 30/11/2020.
- Creado por
- Isabella Noronha
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