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Mapa mental

Caso clínico

Marina Maia Portugués

Contenido del mapa

Caso clínico

  1. ANAMNESE

    • IDENTIFICAÇÃO
      • Mulher; branca; 50 anos; Não fuma nem ingere álcool; Relata ser muito saudável, sentir-se geralmente bem e não ter nenhuma queixa específica; Caminha cerca de 5 km quatro vezes na semana
    • HISTÓRIA FAMILIAR
      • Significativa por câncer de mama da avó materna, diagnosticado aos 72 anos
    • HISTÓRIA
      • Fez uma histerectomia parcial; Faz exames citopatológicos (CP) preventivos anuais desde os 18 anos, todos normais; Fez mamografias anuais desde os 40 anos, todas normais; Sua única medicação regular é um comprimido multivitamínico por dia; Tenta evitar laticínios devido à intolerância à lactose; Seu exame físico é normal; Não tem nenhuma outra história clínica ou cirúrgica significativa
        • HISTERECTOMIA
          • Cirurgia ginecológica que consiste na retirada do útero e, dependendo da gravidade da doença, das estruturas associadas, como as trompas e os ovários
            • Normalmente, este tipo de cirurgia é usada quando outros tratamentos clínicos não tiveram sucesso para curar problemas graves na região pélvica, como câncer de colo do útero em estado avançado, câncer nos ovários ou no miométrio, infecções graves na região pélvica, miomas uterinos, hemorragias frequentes, endometriose grave ou prolapso uterino
              • Existem 3 tipos: HISTERECTOMIA TOTAL (consiste na retirada do útero e do colo do útero); HISTERECTOMIA SUBTOTAL (é retirada o corpo do útero, mantendo o colo do útero); HISTERECTOMIA RADICAL (são retirados o útero, o colo do útero, a região superior da vagina e parte dos tecidos ao redor desses órgãos, sendo mais utilizado em casos de câncer em estágio avançado)
                • Não pode mais menstruar nem engravidar
  2. EXAME CITOPATOLÓGICO

    • O exame citopatológico, também chamado Papanicolau, é um exame ginecológico, feito geralmente em mulheres a partir dos 20 anos ou antes se necessário. A coleta do exame, que envolve a coleta de células do colo do útero, é simples, rápida e geralmente indolor. Oferece muitas informações sobre a saúde ginecológica da mulher, desde infecções e corrimentos, a alterações hormonais até o diagnóstico de câncer
    • O exame é o maior aliado na hora de diagnosticar lesões do colo de útero que possuem risco de se tornar câncer. Também é capaz de identificar infecções como: clamídia, sífilis, gonorreia, HPV, candidíase, tricomoníase. Além disso, possibilita a identificação de nódulos e cistos no colo de útero
    • Fatores: início precoce de relações sexuais; múltiplos parceiros sexuais; infecção pelo papilomavírus humano (HPV); tabagismo
    • A recomendação é que o exame seja anual para todas as mulheres. Em caso de alterações, essa frequência pode ser reduzida. Eventualmente, caso não haja alterações por mais de 2 exames sequenciais, a periodicidade pode ser ampliada
  3. CÂNCER DE MAMA

    • RASTREAMENTO MAMOGRÁFICO
      • A mamografia de rastreamento – exame de rotina em mulheres sem sinais e sintomas de câncer de mama – é recomendada na faixa etária de 50 a 69 anos, a cada dois anos. Fora dessa faixa etária e dessa periodicidade, os riscos aumentam e existe maior incerteza sobre benefícios
      • Permite identificar melhor as lesões mamárias em mulheres após a menopausa. Antes desse período, as mamas são mais densas e a sensibilidade da mamografia é reduzida, gerando maior número de resultados falso-negativos (resultado negativo para câncer em pacientes com câncer) e também de falsos-positivos (resultado positivo para câncer em pacientes sem câncer), o que gera exposição desnecessária à radiação e a necessidade de realização de mais exames
    • FATORES DE RISCO
      • IDADE: mulheres mais velhas, sobretudo a partir dos 50 anos de idade, têm maior risco de desenvolver câncer de mama. O acúmulo de exposições ao longo da vida e as próprias alterações biológicas com o envelhecimento aumentam, de modo geral, esse risco
      • FATORES ENDÓCRINOS/HISTÓRIA REPRODUTIVA: relacionados principalmente ao estímulo estrogênico, seja endógeno ou exógeno, com aumento do risco quanto maior for a exposição. Esses fatores incluem: história de menarca precoce; menopausa tardia; primeira gravidez após os 30 anos, nuliparidade, uso de contraceptivos orais e terapia de reposição hormonal pós-menopausa
      • FATORES COMPORTAMENTAIS/AMBIENTAIS: ingestão de bebida alcoólica, sobrepeso e obesidade na pós-menopausa, e exposição à radiação ionizante. O tabagismo é atualmente classificado como agente carcinogênico com limitada evidência para câncer de mama em humanos
      • FATORES GENÉTICOS/HEREDITÁRIOS: presença de mutações em determinados genes. Mulheres que possuem vários casos de câncer de mama e/ou pelo menos um caso de câncer de ovário em parentes consanguíneos, sobretudo em idade jovem, ou câncer de mama em homem também em parente consanguíneo, podem ter predisposição genética e são consideradas de risco elevado para a doença. O câncer de mama de caráter hereditário corresponde, por sua vez, a apenas 5% a 10% do total de casos
    • PREVENÇÃO
      • Cerca de 30% dos casos de câncer de mama podem ser evitados com a adoção de hábitos saudáveis como: praticar atividade física; manter o peso corporal adequado; adotar uma alimentação mais saudável; evitar ou reduzir o número de bebidas alcoólicas e evitar uso de hormônios sintéticos, como anticoncepcionais e terapias de reposição hormonal. Amamentar é também um fator protetor
      • A prevenção primária do câncer de mama está relacionada ao controle dos fatores de risco conhecidos e à promoção de práticas e comportamentos considerados protetores
    • SINAIS E SINTOMAS
      • O câncer de mama pode ser percebido em fases iniciais, na maioria dos casos, por meio dos seguintes sinais e sintomas:
        • Nódulo (caroço), fixo e geralmente indolor: é a principal manifestação da doença, estando presente em cerca de 90% dos casos quando o câncer é percebido pela própria mulher
        • Pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja
        • Alterações no mamilo
        • Pequenos nódulos nas axilas ou no pescoço
        • Saída espontânea de líquido anormal pelos mamilos
    • Doença causada pela multiplicação desordenada de células da mama. Esse processo gera células anormais que se multiplicam, formando um tumor. Há vários tipos de câncer de mama. Por isso, a doença pode evoluir de diferentes formas. O câncer de mama também acomete homens, porém é raro, representando apenas 1% do total de casos da doença
  4. VACINAS

    • Tríplice bacteriana (difteria, tétano e coqueluche) ou Difteria e tétano (Dupla Adulto - dT) - reforço a cada dez anos; Tríplice Viral (SRC); Hepatite B; Meningocócica B; Herpes zóster (licenciada a partir dos 50 anos, ficando a critério médico sua recomendação a partir dessa idade); Pneumocócica (a vacinação entre 50-59 anos com VPC13 fica a critério médico); Influenza (gripe) - anual; Febre amarela
  5. SAÚDE DA MULHER

    • A atuação da Seção de Saúde da Mulher desenvolve-se a partir dos seguintes eixos: SAÚDE SEXUAL (considerando a identidade de gênero, sexualidade, diversidade, prevenção e tratamento das infecções sexualmente transmissíveis, assim como, as doenças ginecológicas); SAÚDE REPRODUTIVA (com ênfase na melhoria da atenção obstétrica, no planejamento reprodutivo e na atenção ao abortamento); O ENFRENTAMENTO À VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E VIOLÊNCIA SEXUAL; ATENÇÃO AO CÂNCER DE MAMA E COLO DO ÚTERO

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Descripción
Mapa Mental sobre Caso clínico, creado por Marina Maia el 08/06/2021.
Creado por
Marina Maia
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