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Mapa mental

Formação do império Romano

Zeca Dupagudonhu Portugués

Mapa mental sobre a formação do império Romano: fundação de Roma, república patrícia, cristianismo e crise do Ocidente

Mapa mental: Formação do império Romano

Contenido del mapa

Formação do império Romano

  1. Fundação de Roma

    • Lenda: Fruto de uma relação proibida entre Réa Silvia, sacerdotisa do templo da deusa Vesta, e Marte, deus da guerra, os irmão gêmeos Rômulo e Remo foram abandonados no Rio Tibre em um cesto, mas, com influência de Marte, chegaram a terra firme e foram acolhidos por uma loba que os amamentou. Tempos depois um pastor os encontrou os gêmeos e cuidou deles até crescerem. Quando adultos, Rômulo matou seu irmão e se tornou o primeiro Rei de Roma.
    • Origem Histórica: Em uma Região da península Itálica, povos latinos, sabinos, etruscos e gregos se reuniram em uma civilização. Os etruscos construíram uma liga de 12 cidades autônomas e tomaram Roma, transformando-a em uma cidade-estado caracterizada por um governo monárquico com a figura central de poder sendo o Rei de Roma, que reunia funções legislativas, religiosas, judiciais e executivas. O poder do rei era limitado pelo senado que podia vetar ou aprovar as leis. As leis ainda passavam pela cúria, uma assembleia de cidadãos em idade militar que confirmavam as leis. A sociedade romana era dividida em três classes sociais, os patrícios(pessoas ricas que desempenhavam funções politicas), os plebeus(pessoas que eram consideradas cidadãos de Roma mas que não podiam exercer funções politicas) e os escravos(obtidos por causa de guerras e dívidas, realizavam qualquer tipo de trabalho e não eram considerados cidadãos).
  2. Formação da República Patrícia

    • Tempos de República: Com muitos conflitos e guerras, o atual Rei de Roma foi expulso do posto, o que fez com que a força militar de Roma se enfraquecesse, fazendo com que os plebeus passassem a lutar por Roma. Com a situação sob controle, o Senado, composto por patrícios, instaurou a República e passou a ter acesso as Magistratura, ou seja, passaram a ter acesso aos cargos de cônsul, pretor e ditador.
    • Patrícios versus plebeus: Mesmo com grande participação nas atividades militares e econômicas, os plebeus não tinham participação politica em Roma e recebiam muito pouco, criando uma situação de pobreza para muito povos, fazendo com que muitos deles se tornassem escravos por dívidas. Com tudo isso, os plebeus passaram a organizar revoltas contra os patrícios a fim de ganhar mais direitos. Uma das revoltas mais importantes ocorreu quando os plebeus se negaram a prestar ajuda militar, forçando os patrícios a criarem o tribunato da plebe, que permitia os plebeus a vetarem leis que iam contra seus interesses. Outro grande momento ocorreu entre 451 e 450 a.C., quando foi instaurada a Lei das Doze Tábuas. Essa lei permitia que o cidadão comum apelasse contra um decisão judicial com a ajuda de um defensor, ela também assegura a prática de retribuir do mesmo modo danos físicos sofridos. Mais tarde ,a proibição de casamento entre patrícios e plebeus, e escravidão por dívida foram abolidas. Mesm
    • Guerras Púnicas: Com a situação estável, os Romanos passaram a buscar novas terras e aumentar sua área de influência. Nesse contexto, eles passaram a disputar com os cartaginenses, povos que se destacavam pelo comércio e que possuíam colônias colônias em áreas de muito valor como a costa setentrional da África, sul da península Ibérica, Sardenha, Córsega e oeste da Sicília. Após a anexação de Nápoles e Tarento(colônias rivais aos cartaginenses) a Roma, a chamada Guerra Púnica teve seu início. Marcada por três grandes batalhas principais, Roma saiu vitoriosa, garantindo posse dos territórios dos cartaginenses
    • Escravidão e rebelião: Com a sucessiva conquista de terras pelos romanos, a necessidade de mão de obra foi aumentando cada vez mais e isso tudo caiu sobre as contas dos escravos. Na maior parte das vezes realizando trabalhos muito pesados e sempre correndo muitos riscos, os escravos passaram a se revoltar em busca de conquistar liberdade. Dentre as principais revoltas que estão a que ocorreu em Sicília entre 136 e 133 a.C., onde milhares de escravos tomaram o poder e escravisarão a população local. Outra grande revolta aconteceu em 73 a.C., em Espártaco, onde milhares de escravos, liderados gladiadores, lutaram com o objetivo de voltar às duas terras de origem.
    • A crise agrária: Mesmo em um grande momento, conquistando muitos novos territórios, os conflitos em Roma só aumentavam. A população sofria com a pobreza que, diferente do esperado, ocorria por causa das conquista de novas terras. A maior parte das novas terras anexadas em Roma ficavam na posse da elite patrícia e as que sobravam ficavam sobre posse do estado que, mediante a pagamento de taxa, disponibilizava a terra para outras pessoas mais pobres. Os patrícios, com a anexação de novos territórios, passaram a roubar partes das terras do estado, por consequência, diminuindo o território em que os pobres podiam trabalhar. Essa situação gerou muitas revoltas e atitudes tiveram de ser tomadas para diminuir isso, a mais famosa delas foi a politica do "pão e circo", onde o governo convidava os mais pobres às arenas e distribuíam sacos de trigo para eles. Essas medidas não serviram de muita coisa e as situação continuava ruim.
    • Os Irmão Gacro:Nesse contexto apareciam os irmãos Gacro. Mesmo de origens nobres, os irmãos queriam ajudar a população, o mais velho, Tibério Gacro, tentou implantar algumas medidas para ajudar a população, mas elas foram vetadas pelo senado que o acusou de tirania e o executou. Pouco depois, seu irmão mais novo, Caio Gacro, tentou novamente implantar essas medidas, mas dessa vez tendo sucesso. Isso fez com que Caio ganhasse bastante influência, se tornando um dos lideres de Roma, mas isso não durou muito tempo. Devido a algumas decisões polêmicas, Caio saiu do cargo que ocupava, gerando grande instabilidade na Republica Romana, o que permitiu a contrução de um governo imperial.
  3. A Construção de um Império

    • Contexto: No início, os militares não recebiam diretamente por seus serviços, o pagamento era somente o butim de guerra. Essa situação viria a mudar, e os soldados passaram a ser pagados diretamente por seus serviços. Com ambições financeiras, os soldados se tornavam cada vez mais leias aos seus generais, que ganhavam cada vez mais influência politica, disputando diretamente com o senado, gerando uma grande instabilidade politica.
    • No tempo de César: em meio a toda instabilidade em Roma, Pompeu e Grasso se juntaram a Júlio César para formar um triunvato para governar Roma. O triunvato conquistou novas terras de muito valore ganhou muita influencia, com isso, César ambicionava cada vez poder político. Essa situação fez com o senado agisse afim de para-lo, mandando ele parar de atacar e retornar de suas expedições. César se recusou a obedecer o senado e se voltou contra Roma. Pompeu foi contra, mas ele foi derrotado junto com o senado, fazendo com que César se tornasse o principal líder de Roma. o poder, suas decisões foram muito geraram muita discórdia, fazendo com que ele fosse traído e assassinado por seus homens de confiança.
    • Pax romana: Após a morte de César, outro triunvirato foi formado para governar Roma, ele era composto por Marco Antônio, Lépido e Otavio. Muitas disputas ocorreram entre eles e Otavio saiu vencedor se tornando o primeiro imperador de Roma, mudando seu nome para César Augusto. Nesse período foi adotado uma politica defensiva, protegendo as fronteiras e incentivando a construção de obras públicas. isso gerou muita prosperidade em Roma, uma vez que o desemprego diminuiu e o mar Mediterrâneo, chamado pelos romanos de mar nostrum, ligava todo império, facilitando e aumentando a segurança do transporte de cargas.
    • Sucessores de Augusto: Após a morte de Augusto, Tibério sucedeu o cargo de imperador, ele teve a dura missão de proteger os romanos de ataques dos povos germânicos do norte. Após Tibério veio Calígula, que, por causa de seu governo extravagante, foi assassinado, sendo sucedido por Cláudio, que consolidou a conquista das ilhas britânicas fundando uma província e também criou a província de Mauritânia, no norte da África. O último imperador da dinastia Júlio-Claudiana foi Nero, que incentivou os espetáculos circenses e comandou o início do martírio dos cristãos no Coliseu. No fim, sendo perseguido por sua própria guarda, Nero preferiu se matar.
    • Mare nostrum, o poder do império Romano: com o fim da dinastia Júlio-Claudiana, outras foram criadas, com grande destaque para a dinastia Antonina, que incentivos a construção de belas cidades, com edifíciaos públicos, aquedutos e esgotos. O período imperial começou a decair no século 3, envolvendo muitas brigas econômicas e religiosas.
  4. O cristianismo entre o messias e os mártires

    • Disseminação do cristianismo e as politicas romanas: A Judeia, na época governada por lideres romanos, era uma das principais regiões da época, sendo um grande centro urbano influenciando muitas outras regiões. Foi na Judéia que Jesus começou sua peregrinação, espalhando o Cristianismo entre a população mais pobre e se espalhando pouco a pouco por todo império romano. As pregações do Cristianismo nunca foram diretamente contra o Império Romano, mas suas crenças iam contra os ideais do império. Roma utilizava uma politica que permitia o culto de outras religiões contanto que elas não fossem contra as regras utilizadas no império, e esse não era o caso do Cristianismo. Por ser uma crença monoteísta, ela foi duramente perseguida pelo estado e seus praticantes eram obrigados a renunciar sua fé, ou então eles eram mortos.
    • O Cristianismo em Roma: A proibição do cristianismo em Roma perdurou por muito tempo e só foi mudar com o imperador Constantino que, após se converter ao cristianismo, decretou o Édito de Mileto, que dava liberdade de culto aos cristãos. Mais tarde, com o imperador Teodósio, o Cristianismo se torno a religião oficial do Império Romano.
  5. A crise do Império Romano do Ocidente

    • Crise no Império: Com diversos problemas políticos e econômicos, o Império Romano passou a enfrentar diversas crises. Com os conflitos contra os povos germânicos, a população passou a se refugiar no campo, focando na produção de autossuficiência, prejudicando a economia. Além disso, o governo era tirano e estava sem controle. A situação só foi melhorar com o imperador Dioclesiano, que realizou reformas administrativas e fiscais.
    • A divisão do Império Romano: Após muitas tentativas frustradas de reerguer o império, houve uma divisão de Roma em Oriente e Ocidente, cada uma com sede e lideres diferentes. Essa divisão garantiu a sobrevivência da parte oriental, mas o mesmo não pode se dizer da parte ocidental que não resistiu às invasões germânicas.

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Mapa Mental sobre Formação do império Romano, creado por Zeca Dupagudonhu el 19/07/2021.
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