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Leucemia Linfóide

Micaella Garibaldi Biomedicina Portugués

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Leucemia Linfóide

  1. Conceito:

    • Aguda:
      • A leucemia linfoide aguda (LLA) é um grupo heterogêneo de doenças hematológicas malignas e agressivas. Essas células malignas (blastos) ocupam a medula óssea e inibem a geração de células sanguíneas normais.
        • Do ponto de vista da origem da doença, a leucemia linfoide aguda tem origem central em precursores hematopoiéticos na medula óssea.
          • Na maioria dos casos, a leucemia linfóide aguda invade o sangue com razoável rapidez e pode se disseminar para outras partes do corpo, como os gânglios linfáticos, fígado, baço, sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal) e testículos nos homens.
            • Sendo a neoplasia mais frequente na infância e acometendo principalmente crianças de 2 a 10 anos, a LLA pode estar relacionada a fatores ambientais ou a fatores genéticos.
              • Contato com agentes químicos (ex: benzeno, agrotóxicos, tintas, solventes)
              • Exposição a radiações ionizantes ou tratamento com quimioterapia por neoplasias prévias
              • História familiar de leucemia; alta incidência de leucemia em gêmeos idênticos
              • Mutações no gene p53
                • Mutações do gene p53 são consideradas as alterações genéticas mais frequentes nos tumores malignos humanos, ocorrendo em cerca de 60% das neoplasias.
              • Síndrome de down
                • Condição genética causada pela presença de três cromossomos 21 nas células dos indivíduos, em vez de dois.
              • Síndrome de bloom
                • Um raro distúrbio autossômico recessivo de instabilidade cromossômica, onde as células dos pacientes exibem instabilidade genômica caracterizada especialmente pelo aumento das trocas cromáticas irmãs (SCEs) devido a mutações no gene BLM, envolvidas no papel central da manutenção da integridade genômica.
              • Anemia de fanconi
                • A anemia de Fanconi (FA) é uma doença hereditária da reparação do ADN caracterizada por pancitopenia progressiva com falência da medula óssea, malformações congénitas variáveis e predisposição para tumores hematológicos ou sólidos.
              • Ataxia-telangiectasia
                • A ataxia-telangiectasia é uma imunodeficiência primária. Em geral, é herdada como uma doença autossômica recessiva. O aumento da sensibilidade às infecções em pessoas com ataxia‑telangiectasia resulta de uma disfunção dos linfócitos T e B.
    • Crônica:
      • A leucemia linfóide crônica (LLC) se desenvolve a partir de um tipo de glóbulo branco chamado de célula B. Os linfócitos B CD5+ sofrem transformação maligna, e são continuamente ativados pela aquisição de mutações que levam à linfocitose de linfócitos B monoclonais (LBM). Ela progride lentamente e costuma afetar idosos.
        • Se originam a partir da transformação de linfócitos dos órgãos linfoides secundários como os linfonodos e o baço.
          • Os linfócitos começam a se acumular na medula óssea e se disseminam para os lifonodos de outros tecidos linfoides
  2. Aspectos Clínicos e Sintomas:

    • Leucemia Linfóide Aguda:
      • A maioria dos sinais e sintomas da leucemia linfoide aguda resulta da falta de células sanguíneas normais, que ocorrem quando as células de leucemia assumem o lugar das células normais na medula óssea. Esta escassez é detectada nos exames de sangue e pode causar sintomas, como:
        • Sensação de cansaço.
        • Sensação de fraqueza.
        • Sensação de tonturas ou vertigens.
        • Falta de ar.
        • Febre.
        • Infecções graves ou frequentes.
        • Hematomas ou hemorragias.
    • Leucemia Linfóide Crônica:
      • A maioria dos sinais e sintomas da leucemia linfoide crônica ocorre porque as células leucêmicas substituem as células normais produzidas pela medula óssea. Como resultado, as pessoas não produzem glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas suficientes. Os sintomas da leucemia linfoide crônica aparecem gradualmente e podem incluir:
        • Sensação de fraqueza.
        • Sensação de cansaço.
        • Perda de peso.
        • Febre.
        • Sudorese noturna.
        • Aumento dos linfonodos.
  3. Diagnóstico:

    • Aguda:
      • Hemograma
        • O hemograma pode revelar anemias normocítica e normocrômica e trombocitopenia. A contagem de leucócitos está ocasionalmente muito alta, mas frequentemente normal ou diminuída. Os blastos são raros ou ausentes em pacientes leucopênicos, mas em casos de leucocitose podem ser numerosos, chegando a constituir maioria.
      • Mielograma
        • O diagnóstico da LLA fundamenta-se na demonstração de mais de 25% de linfoblastos na medula óssea. A medula encontra-se hipercelular com substituição dos espaços adiposos e elementos medulares normais por células leucêmicas, com precursores mielóides e eritróides residuais de aspecto normal e megacariócitos diminuídos ou ausentes.
      • Morfologia
        • O grupo French American British (FAB) classificou as LLAs em três subtipos morfológicos L1, L2 e L3 com base no diâmetro celular, na forma do núcleo, no número e na protuberância dos nucléolos e na quantidade e no aspecto relativos do citoplasma.
      • Citometria de fluxo
        • A imunofenotipagem por citometria de fluxo é uma ferramenta diagnóstica para avaliação de populações celulares normais e neoplásicas, realizada por meio da incubação das células com anticorpos conjugados a fluorocromos, que permite identificar e caracterizar diferentes populações celulares.
          • Os principais marcadores descritos para diagnóstico da LLA-T são CD1a, CD2, TCRαβ, TCRγδ, CD3 Cit/Sm e para LLA-B CD10, CD19, CD20, CD22c, CD79a/b, Kappa ou Lambda e IgM.
    • Crônica:
      • Hemograma
        • O diagnóstico da LLC é baseado em dados do hemograma e da imunofenotipagem dos linfócitos periféricos: linfocitose acima de 5 (ou 10) x 10(9)/L com fenótipo CD19, CD5, CD23 e expressão fraca de imunoglobulinas de superfície monoclonais. A expressão de CD38 ocorre em cerca da metade dos casos e tem relação com o estado não mutado de Ig V.
      • Diagnóstico Diferencial
        • O diagnóstico diferencial é com os outros linfomas B indolentes, que freqüentemente apresentam células neoplásicas circulantes. Este diagnóstico diferencial é baseado na imunofenotipagem, biópsia de medula ou linfonodo.
      • Mielograma
        • A biópsia de medula só deverá ser realizada antes do tratamento ou quando os exames anteriores não permitirem um diagnóstico definitivo.
      • Citometria de fluxo
        • Na LLC-T os marcadores CD4, CD7, CD8, CD3, TCR alfa/beta, CD1a foram mais apontados, os CD23, CD20, CD19, CD22 (fraco), CD10, CD79b (fraco ou ausente), FMC7 (fraco ou ausente) são mais utilizados para determinar a LLC-B.
  4. Classificação:

    • Aguda:
      • A partir do tamanho celular e pleomorfismo nuclear, as LLAs foram classificadas como L1, L2 e L3. Foi então observado que a frequência de cada subtipo varia com a faixa etária.
        • A principal crítica a esta classificação é que ela exclui informações importantes para o prognóstico do paciente e diagnóstico diferencial, que atualmente são evidenciados através das análises de imunofenotipagem e da genética molecular.
      • A classificação de OMS utiliza para diagnóstico uma quantidade de blastos maior ou igual a 20%. Ela divide a LLA em dois grandes grupos:
        • Leucemia linfoblástica aguda de precursor B
          • 80% dos casos
        • Leucemia linfoblástica aguda de precursor T
          • 20% dos casos
    • Crônica:
      • A forma mais comum de leucemia linfoide crônica (LLC) se inicia nos linfócitos B
      • Existem alguns tipos raros de leucemia que compartilham algumas características da LLC:
        • Leucemia prolinfocítica
          • Este é um tipo de leucemia na qual as células cancerosas são semelhantes às células normais denominadas prolinfócitos, formas imaturas de linfócitos B (BLLC) ou linfócitos T (TLLC).
        • Leucemia linfocítica granular
          • Esta é uma forma rara de leucemia linfoide crônica. As células cancerígenas são granulares e grandes e têm características dos linfócitos T ou das células denominadas Natural Killer (outro tipo de linfócitos).

Información

Descripción
Biomedicina Mapa Mental sobre Leucemia Linfóide, creado por Micaella Garibaldi el 18/11/2021.
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