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A Mercadoria
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A Mercadoria
Valor de uso
- Capacidade do objeto satisfazer necessidades humanas, ou seja, ser útil
- A utilidade não pode servir como reguladora da troca
- Realiza-se somente no consumo
Valor de troca
- Os economistas clássicos (Smith e Ricardo) já haviam teorizado que o valor das mercadorias seria determinado pela quantidade de trabalho humano contido na mercadoria ou necessário para produzir a mercadoria
- Entretanto, Marx avança na explicação do valor identificando três aspectos que o caracterizam
- Substância
- O valor de uso não explica como duas mercadorias podem ser concebidas como grandezas equivalentes no ato da troca, já que como valores de uso são qualitativa e quantitativamente diferentes.
- Ex.: Porque 1 carro vale/equivale 10000 cadeiras?
- Para que duas mercadorias possam ser trocadas, uma pela outra, é preciso haver algo quantitativamente equivalente
- Esse algo “quantitativamente equivalente” chamamos de substância
- Qual é a substância do valor?
- Essa substância não pode ser uma propriedade geométrica, física, química ou qualquer outra propriedade natural dos objetos, essa substância deve ter um caráter social. A única coisa que possui caráter social e que está contida em todas as mercadorias, ou seja, que é comum à todas as mercadorias é o trabalho humano
- Trabalho humano
- Mas como o trabalho humano pode ser algo homogêneo, comum a todas as mercadorias, se cada atividade laboral é absolutamente diferente uma da outra e resulta em valores de uso também diferentes?
- Marx apresenta que o trabalho humano é a unidade entre trabalho concreto e trabalho abstrato
- Trabalho concreto (útil): é a dimensão do trabalho humano que se diferencia de acordo com cada atividade produtiva.
- Trabalho abstrato: é o que sobra do trabalho concreto ao abstrairmos todas as características diferenciadoras entre as diversas atividades; é o trabalho reduzido a dispêndio de força de trabalho humano no sentido fisiológico, é igual quantidade de trabalho humano. É validade apenas no ato da troca.
- "Todo trabalho é, por um lado, dispêndio de força humana de trabalho em sentido fisiológico, e graças a essa sua propriedade de trabalho humano igual ou abstrato ele gera valor das mercadorias. Por outro lado, todo trabalho é dispêndio de força Humana de trabalho numa forma específica, determinada à realização de um fim, e, nessa qualidade de trabalho concreto e útil, ele produz valores de uso" (MARX, 2017, p. 124)
- Marx apresenta que o trabalho humano é a unidade entre trabalho concreto e trabalho abstrato
- O trabalho abstrato, portanto, é a substância do valor que permite colocar diferentes valores de uso dentro de uma relação de troca, porque é somente o trabalho abstrato a característica comum à todas as mercadorias
- Mas como o trabalho humano pode ser algo homogêneo, comum a todas as mercadorias, se cada atividade laboral é absolutamente diferente uma da outra e resulta em valores de uso também diferentes?
- Trabalho humano
- Essa substância não pode ser uma propriedade geométrica, física, química ou qualquer outra propriedade natural dos objetos, essa substância deve ter um caráter social. A única coisa que possui caráter social e que está contida em todas as mercadorias, ou seja, que é comum à todas as mercadorias é o trabalho humano
- O valor de uso não explica como duas mercadorias podem ser concebidas como grandezas equivalentes no ato da troca, já que como valores de uso são qualitativa e quantitativamente diferentes.
- Medida
- Tempo de trabalho (abstrato) socialmente necessário
- "[...] aquele requerido para produzir um valor de uso qualquer sob as condições normais para uma dada sociedade e com o grau social médio de destreza e intensidade do trabalho" (MARX, 2017, p. 117)
- O que caracteriza uma eficiência média?
- Nível científico e tecnológico
- Qualificação do trabalhador
- Grau social médio de habilidade/destreza do trabalhador
- Grau social médio de intensidade do trabalho
- O que caracteriza uma eficiência média?
- "[...] aquele requerido para produzir um valor de uso qualquer sob as condições normais para uma dada sociedade e com o grau social médio de destreza e intensidade do trabalho" (MARX, 2017, p. 117)
- Valor X Valor de troca
- O valor de troca não é algo casual, não é uma relação puramente quantitativa intrínseca à mercadoria. É o modo de expressão, é a forma de manifestação de algo externo às mercadorias, mas que as reduz à mesma unidade: o valor. Então, o valor de troca é a expressão do valor das mercadorias numa relação de troca.
- Tempo de trabalho (abstrato) socialmente necessário
- Forma
- Qual a forma física que o valor assume?
- Dinheiro
- Não é sinônimo de moeda
- É a mercadoria que se tornou, por motivos históricos-sociais, o equivalente geral do valor das mercadorias
- Dinheiro
- A forma do valor
- Forma simples, singular ou acidental
- 20 varas de linho = 1 casaco
- Forma relativa do valor (20 varas de linho)
- É relativa pois expressa seu valor por meio de outra mercadoria
- Forma equivalente do valor (1 casaco)
- É equivalente porque empresta seu “corpo” para expressar, para equivaler o valor de outra mercadoria
- Forma relativa do valor (20 varas de linho)
- 20 varas de linho = 1 casaco
- Forma de valor total ou desdobrada
- 20 varas de linho = 1 casaco/10 libras de chá/2 onças de ouro/etc
- Aqui, as diversas formas nas quais uma mercadoria pode manifestar o seu valor (Forma Equivalente) mostra com mais clareza que o que as equivale no ato da troca é o valor enquanto o trabalho reduzido a dispêndio de força de trabalho humano no sentido fisiológico, não mais uma coincidência meramente acidental
- 20 varas de linho = 1 casaco/10 libras de chá/2 onças de ouro/etc
- Forma geral de valor
- 1 casaco/10 libras de chá/2 onças de ouro/etc = 20 varas de linho
- A forma geral do valor tem de ser uma forma socialmente válida, é um corpo material que empresta seu valor para equivaler o valor de todas as demais mercadorias
- Ao longo da história esse corpo material assumiu diversos tipos: gado, sal, peles, pedras, tabaco etc.
- A forma geral do valor tem de ser uma forma socialmente válida, é um corpo material que empresta seu valor para equivaler o valor de todas as demais mercadorias
- 1 casaco/10 libras de chá/2 onças de ouro/etc = 20 varas de linho
- Forma dinheiro
- Ouro
- A mercadoria que foi eleita histórico e socialmente como dinheiro no capitalismo, mesmo tendo concorrido com outros metais como o cobre e a prata, foi o ouro
- Ouro
- Forma simples, singular ou acidental
- Qual a forma física que o valor assume?
- Substância
- Entretanto, Marx avança na explicação do valor identificando três aspectos que o caracterizam
- Os economistas clássicos (Smith e Ricardo) já haviam teorizado que o valor das mercadorias seria determinado pela quantidade de trabalho humano contido na mercadoria ou necessário para produzir a mercadoria
É um objeto, resultado do trabalho humano, capaz de satisfazer necessidades humanas e que é transferido a outro através de troca
Información
- Descripción
- Material de estudo referente ao Capítulo 1, d'O Capital, livro 1, de Karl Marx
- Creado por
- Gabriel Garcia B. Cardoso
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