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Mapa mental

Afecções da parede abdominal

Maria Clara Neves Portugués

Contenido del mapa

Afecções da parede abdominal

  1. HÉRNIA IGUINAL INDIRETA

    • CONCEITO: Na hérnia inguinal indireta, a fissura está acima do ligamento inguinal, na junção do músculo oblíquo externo com o músculo transverso do abdômen. O saco herniário passa pelo canal inguinal
    • FATORES DE RISCO: doenças crônicas; desnutrição; tabagismo; idade avançada; aumento de atividade física; doenças do tecido conjuntivo (síndrome de Ehler-Danlos e doença de Marfan).
    • SINAIS E SINTOMAS: sentações clínicas das hérnias da hérnia inguinal podem variar. Desde um abaulamento na região, até complicações com risco à vida, como obstrução e isquemia intestinal. O sintoma mais comum da hérnia é a sensação de peso ou desconforto no local, que pode ou não estar associado a um abaulamento visível. aumento da pressão intra abdominal geralmente aumenta o desconforto provocando fortes dores no loca. O motivo da dor/desconforto local é a compressão do conteúdo no interior da hérnia (parede intestinal, gordura abdominal) pelo colo herniário. Quando a dor é intensa, ao ponto de nada alivia-la, a possibilidade de encarceramento ou estrangulamento é muito alta.
    • TRATAMENTO: Nas hérnias complicadas como: obstrução intestinal ou estrangulamento, devem ser operadas em até 4 a 6 horas para prevenir deterioração clínica do paciente. Os pacientes com encarceramento agudo, mas sem sinais de estrangulamento (como alterações de pele, peritonite) também devem ser candidatos para reparo cirúrgico urgente. o tratamento da hérnia inguinal pode incluir cirurgia, fisioterapia ou outros tratamentos médicos. Por isso, é essencial que seja acompanhado por um especialista para que ele possa fazer o estudo detalhado do seu caso e indicar o melhor tratamento
    • DIAGNÓSTICO: O achado mais comum no exame físico é o abaulamento na região inguinal. um teste muito importante chamado de manobra de Valsalva, na qual o paciente é convidado a soprar o dorso da mão, sem deixar o ar escapar. Na existência da hérnia, ao realizar essa manobra a tendência é que a região inguinal apresente-se abaulada, ou seja, a hérnia torna-se visível. Caso a hérnia não seja visível, o examinador realiza a palpação da região inguinal. O diagnóstico de hérnias, na maioria das vezes, é clínico. Porém exames de imagem, como ultrassonografia, podem ser necessários.
  2. Hérnias Ventrais

    • Hérnia incisional
      • maioria tem como causa infecção de sítio cirúrgico
        • Classificação de Chevrel/Ruth 2000 -1. Pequena: < 5 cm; 2. Grande: 5- 10cm; 3. Muito grande: 10-15cm; 4. Gigante: >15cm
          • quando uma hérnia , com largura >10cm ou perda de domicílio, o exame de imagem indicado é TC para planejamento cirúrgico
            • Tratamento: cirurgia (técnica aberta ou laparoscópica), se hérnia for grande a melhor técnica é a aberta
              • Técnicas de tratamento especial: 1. separação de componentes: divisão inicial da bainha do reto a separação do músculo reto abdominal; 2 . Pneumoperitônio progressivo pre-operatório: utilizados em casos de hérnia volumosas.
      • Fatores de risco: tabagismo, DPOC, idade > 70 anos, mulher, DM2, ascite, obesidade, sutura inadequada
    • Hérnia Epigástrica
      • ocorre no espaço entre o processo xifoide e a cicatriz umbilical
      • 3 a 5 % da população, + comum em homens, 80% ocorre na linha média, idade média do diagnóstico: 20-50 anos
    • AGRAVAMENTO: Encarceramento- dor, endurecimento local, vermelhidão, febre, náuseas e vômitos
    • formado por tecido adiposo ou qualquer órgão interno que se projete para fora da parede abdomial
  3. HÉRNIA FEMORAL

    • Causas: não há uma causa específica, mas ocorre quando existe uma condição que aumenta a pressão dentro do abdome, ex: pessoas que levantam muito peso, fumam, prisão de ventre. Ocorre com mais frequência em mulheres idosas.
    • Tratamento: depende do tamanho da hérnia e do desconforto. • Hernia pequena e sem desconfonto a monitoramento periódico e se programe para acirurgia para correção. Sempre observando a Surgimento de Sintomas e o risco de estrangulamento • Henia grande e com desconforto é caso cirúrgico.
    • Sintomas: desconforto ao levantar, dor ao fazer esforço, saliência na coxa próxima a virilha.
    • É uma protuberância que aparece na coxa, próximo a virilha. Devido ao deslocamento de parte de gordura do abdome e intestino para a região da virilha.
    • Diagnóstico: palpação da região (exame físico) e USG
  4. HÉRNIAS ESPECIAIS

    • Littré: contém um divertículo de Meckel no saco herniário
    • Amyand: hérnia inguinal que contém o apêndice cecal
    • Richter: pinçamento da borda antimesentérica da alça intestinal, com risco de necrose e perfuração sem obstrução da alça
    • Garengeot: hérnia femoral que contém apêndice cecal
    • Deslizamento: parede do saco herniário é formada por uma víscera abdominal
    • Pantalona: hérnia mista, direta e indireta
    • Spiegel: hérnia que ocorre entre a borda lateral do reto abdominal e a linha semilunar
    • Grynfelt: hérnia do trígono lombar superior
    • Petit: hérnia do trígono lombar inferior
  5. HÉRNIA EPIGÁSTRICA

    • Cavidade supra umbilical - enfraquecimento da parede abdominal - por essa cavidade podem sair, tecidos como adiposo ou até mesmo as alças intestinais (delgado e grosso)
    • Quadro Clínico: pode ser assintomático ou: - dor abdominal ao movimento, esforço físico...; - saliência ou inchaço supra umbilical (mais viível ao esforço); - desconforto; - prolapso intestinal (causando prisão de ventre, diarréia, vomitos e dor intensa)
    • Causas: obesidade, tosse persistente, tabagismo, treino físico intenso, diabetes, medicação que alteram a imunidade
    • Diagnóstico: clínico (histórico + sintomas + exame físico); USG - caso seja necessário para confirmação do quadro; se hérnia gigante - volumetria computadorizada
    • Tratamento: se sintomático; cirúrugico (pouco invasiva, anestésico local), ou, se necessário reconstrução e introdução de tecidos no abdome, anestesia geral; podendo considerar colocação de tela para hérnia de grande volume. OBS.: Pode reincidivar pelos mesmos motivos do surgimento da primeira vez (são casos raros, e se dão pela colocação da tela)
  6. PTS: Hérnia inguinal indireta

    • Conduta: USG + hernioplastia de Lichtensein
  7. HÉRNIA INGUINAL DIRETA

    • Profusão do conteúdo herniario medial aos vasos epigástrico inferiores através do triângulo de Hanselbach
    • Fatores de Risco: HIstorico Família, sexo masculino, idade >70, tabagismo, doenças colagenosas, aumento da pressão abdominal (DPOC ou Ascite…)
    • Redução espontânea, nunca desce ao escroto, mais frequente >30 anos, pode ser bilateral, raramente estrangulada, adquirida
    • Diagnóstico: Clínica + USG
      • Manobra de Valsava
    • Classificação de Nyhus:
      • Tipo I: Hérnia ingnal indireta ( anel inguinal interno normal)
      • Tipo II: Hérnia inguinal indireta ( anel inguinal interno dilatado)
      • Tipo III A: defeito da parede porteiror (Hérnia inguinal Direta)
      • Tipo III B: Hérnia Inguinal Mista (Direta e Indireta)
      • Tipo III C: Hérnia Femoral
      • Tipo IV: Reicidivante
        • A- direta
        • B: indireta
        • C: femoral
        • D: mista

Información

Descripción
Mapa Mental sobre Afecções da parede abdominal, creado por Maria Clara Neves el 22/04/2024.
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