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TEORIAS DE CURRÍCULO
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TEORIAS DE CURRÍCULO
Teoria Tradicional
- É a transmissão técnica do conhecimento escolar. Na teoria tradicional, o professor detém o saber e o ensino de dá de forma instrucional e vertical, moldando o aluno para vida ocupacional adulta; um “vir a ser”.
- Aprendizagem: Inculcação do conhecimento. Na teoria tradicional o processo de aprendizagem visa o aluno de uma forma passiva e um mero repetidor dos conhecimentos transmitidos. Alunos são vistos como uma “folha em branco”.
- Avaliação: Instrumento padrão de referência utilizado para a certificação e medição dos níveis de conhecimentos alcançados a partir dos objetivos idealizados.
- Metodologia: Prática de ensino caracterizada pela similaridade aos processos de produção em massa, fundamentada pela moldagem e produção. Educação como um processo de moldagem.
- Didática: Conjunto de técnicas e métodos que orienta a prática educativa baseada no modelo organizacional tecnicista de Taylor, com os princípios fundados na administração científica de forma industrial. Foco na forma de ensinar; têm o currículo como incontestável (algo que já está dado); metodologia de transmissão de conhecimentos.
- Organização: Hierarquia com o professor numa relação de superioridade quanto ao aluno. Organização, ou seja, forma de funcionamento empresarial para garantir o cumprimento dos objetivos.
- Planejamento: Organização e definição de conceitos que listem precisamente os meios mais eficazes para alcançar os objetivos. Na visão de Bobbitt, a educação deveria funcionar de acordo com os princípios da administração científica propostos por Frederick Taylor, no qual, o currículo deveria se organizar de forma a atender o ensino, a instrução e a avaliação.
- Eficiência: Baseado na perspectiva econômica, termo chave para esta teoria, fundado na mesma lógica empresarial, constituindo-se como a capacidade do sistema educacional responder aos desejos esperados pelo sistema econômico, ou seja, exatidão de resultados que o sistema educacional seria capaz de alcançar.
- Objetivos: O sistema educacional deveria estabelecer precisamente seus objetivos, baseado em um exame das habilidades necessárias para exercer com eficiência as tarefas do mundo do trabalho. Os objetivos devem ser claros e explícitos quanto suas intencionalidades. Em outras palavras, configura-se na capacidade do sistema educacional em especificar os resultados que pretende obter.
Teoria Crítica
- Ideologia: Premissas baseadas na análise marxista de sociedade, criadas pelas classes burguesas, que têm a finalidade de camuflar os interesses das classes dominantes, como se fossem interesses de todos.
- Reprodução cultural e social: De acordo com Bourdieu e Passeron, a reprodução social está centrada na reprodução cultural. É a partir da reprodução da cultura dominante que a reprodução mais ampla da sociedade fica garantida. Ou seja, a cultura que tem mais prestígio e valor social dissemina quais são os valores, cultura, costumes, gostos, hábitos a serem inculcados o que privilegia quem pertence a esses grupos. Este fato colabora para a acentuação da desigualdade.
- Poder: Status possuído pelas classes dominantes que realizam certa opressão econômica e social nas classes populares a partir do pressuposto da posse dos meios de produção.
- Classe Social: Sistema organizacional da sociedade capitalista, baseado na exploração econômica, opressão política e dominação cultural. É dividida em dois grupos: elite dominante e classe operária dominada e se baseia no poder econômico e social de cada sujeito. Na Teoria Crítica, o currículo forma as elites para exercer a função de dominação e o proletariado para exercer sua força de trabalho.
- Capitalismo: Forma de organização socioeconômica que divide a sociedade em classes sociais: proprietários(empresários) e proletários (vendem sua força de trabalho para sobreviver). Se baseia nas relações de poder, na mais valia e no lucro. Na Teoria Crítica, o currículo reproduz o capitalismo, reforçando assim, as desigualdades sociais.
- Relações sociais de produção: Relações de poder dentro do sistema capitalista, que distinguem proletariado e burguesia pela posse ou não dos meios de produção.
- Conscientização: Forma de libertação, onde os sujeitos passam a compreender os processos de opressão e refletir de forma crítica, saindo do ponto de vista passivo e indo para o ativo.
- Emancipação e libertação: ambas são produtos do processo de conscientização. A emancipação é quando o sujeito faz uma análise crítica das relações sociais através do pensamento dialético e se põe em liberdade, superando assim, a situação de submissão e opressão.
- Currículo oculto: É o conjunto de normas e valores implícitos nas atividades escolares aprendizagens ou efeitos de aprendizagens , não intencionais, mas que transmitem representações, conceitos, valores, crenças legitimados pela estrutura da sociedade , por exemplo, a estrutura capitalista que divide os detentores dos meios de produção e os trabalhadores.
- Resistência: Estratégia de luta que se opõe e busca romper com as relações opressoras de poder presentes na sociedade, levando assim, os sujeitos à emancipação
Teoria Pós-Crítica
- Gênero, raça: Gênero: Conceito central na teoria feminista contemporânea, refere-se — em oposição à dimensão simplesmente biológica do processo de diferenciação sexual — aos aspectos culturais e sociais das relações entre os sexos. Raça: Conceito cunhado pela ciência no plano das distinções entre os seres humanos. O Conceito é considerado no plano da construção social e não como um dado biológico “objetivo”. O caráter do termo raça acontece pelo seu caráter social e discursivo.
- Etnia e Sexualidade: Etnia: raça; teria, supostamente, conotações mais biológicas enquanto que “etnia” teria conotações mais culturais. Com a crítica pós-estruturalista ao conceito de “raça”, que o vê como sendo, ele próprio, uma construção discursiva e cultural, as distinções entre os dois termos tendem a desaparecer. Sexualidade: conjunto das características morfológicas, fisiológicas e psicológicas relacionadas com o sexo. Forma de se relacionar consigo mesmo e com o outro. As relações de poder muitas vezes vão excluir os indivíduos baseadas nessas características, vão distingui-los e desvalorizá-los pelas diferenças entre raças, gêneros, etnias e sexualidades. A Teoria Pós-crítica vai criticar essa exclusão baseada nesses conceitos, propondo um currículo que inclua as diferentes representações dessas características.
- Identidade; alteridade e diferença: Identidade é o conjunto de características que distinguem os diferentes grupos sociais e culturais entre si, que tem forte ligação com o conceito de diferença partindo do pressuposto que a identidade é construída em relação às diferenças entre os sujeitos, ou seja, que se distingue. Alteridade é a natureza ou condição do que é outro o que é diverso, o sujeito se põe no lugar do outro e, assim, identifica suas diferenças, considerando que tenha sua identidade formada, pois por meio da observação e convivência com o diferente é que se constrói a identidade.
- Multiculturalismo: Movimento que está a favor de um currículo que seja culturalmente inclusivo, incorporando as tradições culturais dos diferentes grupos culturais e sociais, sem hierarquizações de culturas superiores/eruditas ou culturais inferiores. Acredita-se que as culturas transcendem-se e que não há como criar um parâmetro de classificações delas. Nessa perspectiva, há relações de poder dentro das estruturas sociais que fazem com que uma cultura seja legitimada e torne-se a norma e consequentemente considerada superior.
- Representação: Ato de mostrar as várias faces de um determinado assunto. Representar aquilo como é, não como é visto por alguns. Trata-se das formas de inscrição por meio das quais o outro é visto, apresentado, mostrado, ou seja, é a forma de conhecimento e divulgação do outro, aquilo que se expressa ou se diz sobre o outro.
- Saber-poder: Todo saber envolve relações de poder, não existe consciência isenta de poder. Dessa forma, saber e poder são indissociáveis na teoria pós-crítica. Segundo ela, nenhum conhecimento é neutro ou desinteressado, inevitavelmente, ele implicada em relações de poder.
- Significação e discurso: O discurso é o processo que produz, socialmente, diferentes significados e a significação, são os significados apreendidos e absolvidos através do discurso, mas que são uma interpretação individual e singular de cada indivíduo. São ideias centrais nos Estudos Culturais de inspiração pós-estruturalista, na medida em que a cultura é concebida essencialmente como um campo de luta em torno da produção de significados.
- Subjetividade: É a concepção e característica que constituem cada sujeito de forma única, mas podem sofrer alterações de acordo com as mudanças pessoais e sociais que cercam cada um.
- Cultura: A cultura é entendida como campo de luta entre os diferentes grupos sociais em torno da significação. A educação e o currículo são vistos como campos de conflito em torno de duas dimensões centrais da cultura: o conhecimento e a identidade. A cultura na perspectiva da Teoria Pós Crítica é dinâmica, móvel. A cultura na perspectiva pós-crítica defende que não se pode hierarquizar as as culturas humanas, já que elas são epistemologicamente e antropologicamente equivalentes e e que não é possível criar um critério para julgá-las em superior e inferior.
Grupo: Aira Passos, Ana Clara Rezende, Gabriela Baião, e Thamiris Willefort. Turmca C
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- Mapa Mental sobre TEORIAS DE CURRÍCULO, creado por Aira Passos el 02/06/2017.
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- Aira Passos
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