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Apuntes

Schopenhauer

Karol Moura FILOSOFIA Portugués 1 página

Contenido del apunte (1)

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SCHOPENHAUER

Obra

principal: O mundo como Vontade e Representação

Uma das primeiras frases na sua obra é: O mundo é

minha representação.

O que Schopenhauer (e Kant, pois ele recorre a ele)

vai dizer é: Nós não conhecemos a

realidade em si, nós não reconhecemos a realidade ela própria. Tudo o que nós

conhecemos, é o que somos capazes de conhecer. Em outras palavras, nenhum

ser humano conhece o sol em si, tudo o que nós conhecemos é um olho que ver o

sol. O que nós somos capazes de conhecer do sol. Tudo o que nós conhecemos é o

que as nossas percepções, ideias, mente é capaz de conhecer.

Existe a coisa em si, a realidade ela mesma, e

existe o que nós somos capazes de compreender dessa realidade, os fenômenos.

Nós vivemos no mundo dos fenômenos.

Schopenhauer vai dizer é: toda representação humana

tem um fundamento, tem uma origem (Algo inconsciente). Schopenhauer é um dos

precursores do inconsciente. Existe algo

inconsciente que rege a nossa vida, e nossas representações. E esse 'algo' é a vontade.

Qual o papel

da vontade na filosofia de Schopenhauer?

Tendo em vista que a realidade em si está

escondida, oculta, encoberta (os orientais chamavam de véus de maia). O que

explica as nossas representações e ideias é a Vontade, esse impulso, desejo.

Significa que: Sempre que nós agimos, pensamos no

cotidiano, achamos que somos nós que estamos controlando as nossas ideias,

ações e pensamentos, mas existe algo que nos move e que fundamenta as nossas

ideias, que faz a gente pensar o que a gente pensa. E esse algo é a vontade. "A vontade é um cego robusto que

carrega um aleijado que enxerga." Nós somos o aleijado guiado pela

vontade.

"Nós somos como o salmão, o salmão que sobe o

rio e mata-se a si mesmo para se reproduzir" ou seja, nós fazemos coisas

terríveis com nós mesmos, mas que são boas para com a espécie. "O

casamento é o martírio da reprodução"

"Falar em vontade de viver é um

pleonasmo" a vontade é a nossa essência da vida. Nós estamos sempre

buscando satisfazer essas vontades. Goste-se ou não.

Como fica a

felicidade e infelicidade nesse contexto?

A satisfação da vontade é como a esmola que damos

para o mendigo. Ele é satisfeito naquele momento, ele sobrevive mais um dia,

mas aquela esmola não o tira da sua condição. Assim é a felicidade para o ser

humano. Nós satisfazemos a nossa

vontade, mas nunca seremos plenamente satisfeitos. O sofrimento continuará

sempre sendo uma realidade para os homens. Ou seja, se estamos sempre buscando

a satisfação dessa vontade, a satisfação dessa vontade será sempre passageira.

Hora ou outra, a infelicidade e tristeza voltará.

Schopenhauer diz: Olha a condição humana, olha o

que é o ser humano, ele tá sempre querendo satisfazer a sua vontade, nunca a

satisfaz, e por isso tá sempre triste. E mesmo se ele tivesse uma satisfação

plena, mesmo assim ele morreria de tédio.

Schopenhauer vai colocar uma questão muito

inspirada na filosofia budista: Como sofrer menos? Como driblar de alguma

maneira esse sofrimento? Se o sofrimento é uma verdade/realidade, o que fazer?

Ele vai dizer que os orientais, a tradição indu,

budista, nos dão as melhores formas. Na tradição budista houve no passado um

príncipe chamado Sidarta, este príncipe vivia numa corte cheia de riquezas, ele

não sabia do sofrimento que o mundo vivia, e então saindo do palácio ele

conheceu a realidade do sofrimento, da morte, das doenças, o príncipe fez toda

uma trajetória, e conheceu aqueles que viviam uma vida reclusa e etc. No final

das contas Sidarta encontra o caminho do meio, a iluminação, e então se torna

Buda (que significa olho iluminado) que seria a condição que este homem que

viveu na Índia antiga teria encontrado. Na tradição budista, todo ser humano

pode se tornar Buda, conhecendo as nobres verdades. Buda conheceu a iluminação

através das suas práticas, como a meditação, e se liberta do caminho do querer,

da vontade.

A solução que Schopenhauer propõe é semelhante: Seremos livres e felizes se nós soubermos nos

livrarmos um pouco do querer. Se nós aprendermos a sufocar o nosso querer.

Ou seja, liberdade não é como pensam muitos, satisfazer todas as vontades, liberdade é aprender a sufocar a própria

vontade, e se tornar independente dessas coisas. Isso é uma maneira de

sofrer menos.

Schopenhauer coloca a arte como a realização da

própria vontade. E daí a importância da música na filosofia dele.

Tudo isso influencia Nietzsche, que discorda

bastante de Schopenhauer, sobretudo nesse aspecto mais budista. Influencia

também Freud, que tirará desse filósofo a noção de inconsciente, claro que em

maneira de rascunho, desenvolvido melhor depois por Freud.

Información

Descripción
FILOSOFIA Apunte sobre Schopenhauer, creado por Karol Moura el 27/05/2017.
Creado por
Karol Moura · may 2017
Actualizado
7 feb 2018
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