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Ju Rodrigues Portugués 2 páginas

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REDAÇÃO PANDEMIA

“O impacto da pandemia na saúde mental das pessoas já é extremamente preocupante”, afirmou nesta quarta-feira (14) Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS).

De acordo com um documento das Nações Unidas lançado pelo secretário-geral, a pandemia de COVID-19 está destacando a necessidade de aumentar urgentemente o investimento em serviços de saúde mental ou arriscar um aumento maciço de condições de saúde mental nos próximos meses; confira as mensagens em vídeo do chefe da OMS e da ONU aqui.

Serviços de saúde mental interrompidos

O aumento no número de pessoas que precisam de serviços de saúde mental ou apoio psicossocial foi agravado pela interrupção dos serviços de saúde física e mental em muitos países.

Além da conversão de instalações de saúde mental em instalações de atendimento a pessoas com COVID-19, os sistemas de assistência foram afetados pela equipe de saúde mental infectada pelo vírus e pelo fechamento dos serviços presenciais.

Serviços comunitários, como grupos de autoajuda para dependência de álcool e drogas, em muitos países não conseguem se reunir há vários meses.

“Agora está claro que as necessidades de saúde mental devem ser tratadas como um elemento central de nossa resposta e recuperação da pandemia de COVID-19”, afirmou Tedros.

“Essa é uma responsabilidade coletiva dos governos e da sociedade civil, com o apoio de todo o Sistema das Nações Unidas. Uma falha em levar o bem-estar emocional das pessoas a sério levará a custos sociais e econômicos a longo prazo para a sociedade”, acrescentou o chefe da OMS.

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REDAÇÃO

Crise na saúde mental em nível global: prejuízos individuais e para a economia

Estudo publicado pela revista médica britânica The Lancet mostra que o mundo vive uma crise na saúde mental e que os países estão falhando em combatê-la. De acordo com os 28 pesquisadores integrantes da Comissão Lancet sobre saúde mental e desenvolvimento sustentável, que realizou o estudo, trata-se de uma epidemia que se propaga com rapidez, sem que haja investimento por parte dos governos proporcional à gravidade do quadro: 13,5 milhões de pessoas ao ano poderiam ser salvas da morte, com tratamento adequado para os transtornos mentais. Os pesquisadores apontam, ainda, que a qualidade dos serviços em saúde mental é geralmente pior que a daqueles voltados à saúde física e que, além dos prejuízos individuais, o retardo no tratamento de pessoas em idade ativa pode gerar custo de 16 trilhões de dólares, até 2030.

Múltiplas transições enfrentadas pela população global também estão relacionadas ao cenário da saúde mental deficiente, em especial, no que diz respeito ao aumento de alguns determinantes sociais (como pandemias, conflitos e deslocamentos), aumento da desigualdade global, incertezas econômicas e políticas, urbanização rápida e ameaças ambientais (como como o aumento dos desastres naturais associados a mudanças climáticas). Essas transições levam a um aumento do número de pessoas em situação de risco para o aparecimento de transtornos mentais.

Os pesquisadores alertam também para a ênfase no aspecto biomédico da abordagem dos transtornos mentais, sobre as tradições, medicalizando-se o sofrimento social e consolidando uma estrutura dominada por intervenções farmacêuticas. Eles destacam o direito à autonomia na tomada de decisão sobre o tratamento para todas as pessoas com transtornos mentais (ou deficiências psicossociais) em qualquer circunstância.

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Apunte sobre Sin título, creado por Ju Rodrigues el 31/08/2020.
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Ju Rodrigues · ago 2020
Actualizado
31 ago 2020
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