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Apuntes

00 - NOTAS IMPORTANTES

Laerte Bezerra Sociologia e psicologia aplicadas ao trabalho Concursos Públicos Portugués 2 páginas

Contenido del apunte (2)

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CONCEITOS INICIAIS

Força de trabalho (FT) é como chamamos o somatório da quantidade de pessoas que estão empregadas (E) com a quantidade de pessoas que estão desempregadas (D).

FT = E + D

A taxa de participação da força de trabalho (TPFT) é uma medida útil, que estabelece a razão entre a força de trabalho e a população1 de um país, ou outro corte qualquer

𝑡𝑎𝑥𝑎 𝑑𝑒 𝑝𝑎𝑟𝑡𝑖𝑐𝑖𝑝𝑎çã𝑜 𝑑𝑎 𝑓𝑜𝑟ç𝑎 𝑑𝑒 𝑡𝑟𝑎𝑏𝑎𝑙ℎ𝑜 = 𝐹𝑇 /P

A taxa de emprego, dada pelo percentual da população que está empregada

𝑡𝑎𝑥𝑎 𝑑𝑒 𝑒𝑚𝑝𝑟𝑒𝑔𝑜 = 𝐸/P

E a taxa de desemprego, que (atenção, porque é diferente!) é medida pelo percentual da força de trabalho que está desempregada

𝑡𝑎𝑥𝑎 𝑑𝑒 𝑑𝑒𝑠𝑒𝑚𝑝𝑟𝑒𝑔𝑜 = 𝐷/FT

Taxa Natural de Desemprego : É a interação entre perda e obtenção de trabalho que determinam a taxa natural de desemprego, que é a taxa ao redor da qual a taxa de desemprego varia ao longo do tempo. Portanto, podemos dizer que a taxa natural de desemprego depende da taxa de perda de emprego e da taxa de obtenção de emprego. A conclusão que obtemos dessa relação é que a política pública que almeje reduzir a taxa de desemprego deve buscar reduzir a taxa de perda de emprego e/ou aumentar a taxa de obtenção de emprego.

pleno emprego: quando a taxa de desemprego efetiva é igual à taxa de desemprego natural

TIPOS DE DESEMPREGO

Desemprego Friccional: é justamente o desemprego existente em decorrência de haver um tempo necessário para que os trabalhadores procurem e encontrem uma recolocação.

NOTA: Algumas políticas públicas podem ser utilizadas para reduzir o desemprego friccional e, consequentemente, a taxa natural de desemprego. Programas governamentais de treinamento são um exemplo, por meio dos quais o governo busca capacitar trabalhadores nas novas tecnologias e exigências do mercado de trabalho, especialmente de setores em ascensão. Outras políticas, por outro lado, podem aumentar o desemprego friccional. O segurodesemprego é o principal exemplo. Ao garantir uma renda ao trabalhador que perde seu trabalho, esse benefício gera pode levar o trabalhador a passar mais tempo procurando por emprego, recusando propostas que, em outras circunstâncias, ele aceitaria.

Desemprego Estrutural: A curva de oferta de trabalho é positivamente inclinada porque quanto maior o salário, mais os trabalhadores ofertarão sua capacidade produtiva, enquanto a curva de demanda é negativamente inclinada em decorrência de as empresas contratarem cada vez menos, conforme aumentam os salários. O equilíbrio ocorre no ponto em que a quantidade de trabalho ofertada é igual à quantidade de trabalho demandada (q*), ao salário real de equilíbrio (s*). Entretanto, algumas situações podem provocar rigidez dos salários, impedindo que o salário de equilíbrio seja alcançado, causando o desemprego estrutural. A principal dessas situações é a política de salário-mínimo. Portanto, o desemprego estrutural ocorre quando há um descompasso que torna a quantidade de empregos disponíveis inferior à quantidade de trabalhadores que desejam trabalhar. Semelhante ao salário-mínimo, outra causa de rigidez dos salários é o poder dos sindicatos. Quanto maior a capacidade dessas organizações em negociarem salários e condições de trabalho para seus representados, maior tende a ser o desemprego estrutural causado. Por fim, a existência dos chamados salários de eficiência são outra causa de rigidez de salários. Salários de eficiência é o nome dado à prática de algumas empresas de pagar salários superiores àqueles pagos pelo mercado com a intenção de aumentar a produtividade do trabalhador.

Desemprego Conjuntural ou Cíclico: Trata-se do desvio do desemprego real em torno do desemprego natural, ou seja, é a diferença entre a taxa de desemprego natural e a taxa de desemprego real.

INDICADORES DO MERCADO DE TRABALHO

População e Idade Ativa (PIA): as pessoas com mais de 16 anos, no entanto, segundo o IBGE, a PIA incorpora as crianças a partir dos 14 anos, segmento com idade inferior à idade constitucionalmente estipulada como mínima para trabalhar no país.

População em Idade Não Ativa (PINA): é constituída basicamente pelas crianças menores de 14 (ou 10, conforme a apuração) anos e pelos aposentados que não pretendem mais trabalhar. Se o aposentado decide procurar emprego ou trabalhar ele ingressa na PIA.

População Economicamente Ativa (PEA ou Força de Trabalho): A PEA/força de trabalho compreende o potencial de mão-de-obra com que pode contar o setor produtivo.

População ocupada (trabalho formal e trabalho informal): São as pessoas que exerceram trabalho, remunerado ou sem remuneração, durante pelo menos uma hora completa na semana de referência ou que tinham trabalho remunerado do qual estavam temporariamente afastadas nessa semana.

População desocupada: São classificadas como desocupadas na semana de referência as pessoas sem trabalho na semana de referência, mas que estavam disponíveis para assumir um trabalho nessa semana e que tomaram alguma providência efetiva para conseguir trabalho no período de referência de 30 dias, sem terem tido qualquer trabalho ou após terem saído do último trabalho que tiveram nesse período. Se, por acaso, ele não possui trabalho nem busca trabalho, não pertencerá à PEA, mas sim à PNEA (População Não Economicamente Ativa).

População Não Economicamente Ativa: É constituída pelas pessoas em idade ativa (PIA) que não foram classificadas como ocupadas nem como desocupadas. Estas pessoas são chamadas também de inativas (lembre-se então que inativos são aqueles pertencentes à PNEA, e não à PINA).

Desalentados: São pessoas que não possuem trabalho e que até procuraram trabalho por um tempo, mas desistiram por não encontrar qualquer tipo de trabalho, trabalho com remuneração adequada ou trabalho de acordo com as suas qualificações, desta forma, ficaram desestimuladas, desalentadas ou desencorajadas

Subemprego: subutilização da mão-de-obra

Pessoas subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas: definem-se subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas as pessoas que trabalharam efetivamente menos de 40 horas na semana de referência, no seu único trabalho ou no conjunto de todos os seus trabalhos, mas gostariam de trabalhar mais horas que as efetivamente trabalhadas na semana de referência e estavam disponíveis para trabalhar mais horas no período de 30 dias, contados a partir do primeiro dia da semana de referência.

Pessoas sub-remuneradas: definem-se sub-remuneradas as pessoas ocupadas na semana de referência cuja relação do rendimento mensal habitualmente recebido de todos os trabalhos por horas semanais habitualmente trabalhadas em todos os trabalhos é inferior à relação do salário-mínimo por 40 horas semanais.

Taxa de Atividade:

Taxa de atividade = ocupados+desocupados/ população em idade ativa = PEA/PIA

Taxa de Inatividade = PNEA/PIA

Nível de Ocupação = ocupados/PIA

Nível de Desocupação = desocupados/PIA

Taxa de Desocupação (Taxa de Desemprego) = desocupados/PEA

Taxa de Ocupação (Taxa de Emprego) = ocupados/PEA

Taxa de Rotatividade da mão-de-obra: A rotatividade significa substituição, ela traz o conceito que um trabalhador que foi demitido ou pediu voluntariamente sua dispensa será substituído. Caso ele seja dispensado e não haja reposição da mão-de-obra, estaremos falando do desemprego convencional e não sobre rotatividade.

Taxa de rotatividade:empregados substituídos/quantidade inicial de empregados

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DESTRINCHANDO

A taxa de desemprego é dada por: Taxa de desemprego = desocupados PEA A princípio, pode parecer que o aumento da PEA irá provocar a redução do desemprego, já que seu número entra no denominador. Contudo, é importante perceber que o aumento da população economicamente ativa, sem aumento no número de empregos, significará um aumento em mesmo número de desocupados. Veja o que isso significa. Suponha, inicialmente, que a PEA é de 100.000.000 de pessoas, estando 5.000.000 desocupadas. Portanto, a taxa de desemprego é de 5%. Então, por um motivo qualquer, a PEA sobe para 101.000.000. Como não houve aumento dos empregos disponíveis (a questão nada falou a respeito), temos que supor que um milhão de pessoas passaram a integrar a população desocupada, ou seja, temos 6.000.000 de pessoas desocupadas, e mais de 5,9% de desemprego!

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Em decorrência da metodologia utilizada pelo IBGE, é possível que haja diminuição do número de desocupados durante conjuntura econômica recessiva.

São classificadas como desocupadas na semana de referência as pessoas sem trabalho na semana de referência, mas que estavam disponíveis para assumir um trabalho nessa semana e que tomaram alguma providência efetiva para conseguir trabalho no período de referência de 30 dias, sem terem tido qualquer trabalho ou após terem saído do último trabalho que tiveram nesse período. Uma importante conclusão a que chegamos depois da leitura deste confuso conceito, que consta em Nota Metodológica do IBGE, é que para ser considerado um desocupado, o indivíduo deve se ocupar buscando trabalho. Se, por acaso, ele não possui trabalho nem o busca, não pertencerá à PEA, mas sim à PNEA (População Não Economicamente Ativa). Portanto, se diante do quadro recessivo o número de pessoas que desiste de procurar emprego for suficientemente alto, haverá redução no número de desocupados.

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O programa de seguro desemprego reduz o desemprego friccional, visto que os trabalhadores desempregados recebem, durante certo período de tempo, parte do salário que recebiam no seu último emprego

É verdade que, dentro da política de seguro-desemprego, os trabalhadores desempregados recebem, durante certo período de tempo, parte do salário que recebiam no seu último emprego. Contudo, isso tem o efeito de aumentar o e desemprego friccional, uma vez que os trabalhadores tendem a dedicar mais tempo à busca de um novo emprego, dado que possuem garantia de renda durante algumas semanas. Isso os levará a recusar empregos que, em outras circunstâncias, aceitariam.

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A curva de oferta de mão de obra é descendente por causa do produto marginal decrescente.

A curva de oferta de mão de obra relaciona a quantidade de trabalho ofertado com o nível de salário real. Portanto, quanto maior o salário, maior a quantidade de mão de obra que os trabalhadores irão ofertar, tornando a curva de oferta ascendente.

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A fixação do salário mínimo acima do salário de equilíbrio trará um efeito ambíguo ao bem-estar do trabalhador: por um lado, haverá menos empregos, mas algumas pessoas receberão salários maiores àqueles que receberiam sem a fixação do piso. Para as empresas, haverá perda de excedente, pois não conseguirão contratar pessoas que estariam dispostas a trabalhar por valores inferiores ao mínimo.

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O conceito de bônus demográfico é a situação temporária decorrente de uma transformação pela qual passa a população de um país, quando a participação na população total do grupo formado pelas pessoas maiores de 60 anos e pelas menores de 15 anos diminuiu, em relação às pessoas entre 15 e 60 anos, durante um certo período. Ou seja, o bônus demográfico é uma situação de aumento na PIA.

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Concursos Públicos Sociologia e psicologia aplicadas ao trabalho Apunte sobre 00 - NOTAS IMPORTANTES, creado por Laerte Bezerra el 16/01/2024.
Creado por
Laerte Bezerra · ene 2024
Actualizado
17 ene 2024
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