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06 - RESUMO
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INTRODUÇÃO
Entre 1760 e 1850:
bens de consumo, com destaque para o setor têxtil.
energia a vapor
meios de transporte e comunicação
Entre 1850 e 1900:
ultrapassou as fronteiras da Inglaterra e difundiu-se amplamente
concorrência internacional
desenvolvimento da indústria de bens de produção
expansão das ferrovias
novas fontes de energia, como a hidrelétrica e a derivada do petróleo
De 1900 até os dias atuais:
ascensão de conglomerados industriais e multinacionais
automação industrial
produção em série
expansão exponencial dos meios de comunicação
era de inovações tecnológicas
engenharia genética e a robótica
Neste contexto de transformações na esfera produtiva da produção da riqueza e da própria reprodução da vida social, surgiram os movimentos operário e sindical como parte das respostas dos trabalhadores ao processo de exploração capitalista.
Assim, para fins de prova, devemos relacionar as condições de vida e de trabalho do proletariado com o surgimento de sindicatos e de formas de luta organizada.
FASES HISTÓRICAS INICIAIS DA INDUSTRIALIZAÇÃO: ARTESANATO E MANUFATURA
como artesão, um indivíduo detinha o controle do processo produtivo (comprar a matéria prima, selecionar, confeccionar o produto, precificar, vendê-lo e se apropriar da renda gerada), no capitalismo industrial, o trabalhador passou a ter "noção" apenas de uma parte do processo produtivo, isto é, a fase em que ele emprega sua própria força de trabalho para produzir uma peça ou um serviço específico. Isso é fruto de um amplo processo de especialização das atividades produtivas.
Fim da Idade Média e renascimento comercial e urbano
A vida social passa a ser mais dinâmica no interior do "burgos", que era onde as trocas comerciais ocorriam e onde o trabalho dos artesãos também ocorria, sendo que, a partir do século XIV, a burguesia (a comercial em um primeiro momento) ascende como classe social importante economicamente ao mesmo tempo em que os Estados Nacionais começam a se formar e a se fortalecer. Isso porque o comércio passa a ser atividade econômica relevante. Nesse contexto, também ocorrem as grandes navegações e a conquista colonial. Isso significou a formação de uma nova ordem econômica: o Mercantilismo. Etapa importante para o desenvolvimento do capitalismo comercial.
Com relação especificamente ao trabalho do artesão, o artesanato emergiu como uma forma seminal de produção industrial, marcando um período de significativa transição econômica e social (final do feudalismo e da preponderância do trabalho servil). Este desenvolvimento estava intrinsecamente ligado ao renascimento comercial e urbano, refletindo um movimento em direção a formas mais complexas de organização do trabalho e da produção de bens.
o desenvolvimento das atividades mercantis tornou as relações de troca mais complexas. Foi necessária a utilização da moeda em larga escala para mediar as trocas. Nesse processo, apareceu uma importante instituição: as Casas Bancárias. Ainda sobre a atividade financeira, segundo o historiador Jacques Le Goff6 , o comércio de dinheiro tornouse uma atividade fundamental para o impulsionamento das atividades econômicas ligadas ao comércio e ao trabalho dos artesãos, já que permitiu crescimento escalar das transações mercantis.
Até aqui falamos de pelo menos 3 novos grupos:
Mercadores
banqueiros
artesãos
Diante desse cenário, novas instituições surgiam. As principais foram:
Guildas: Associação de mercadores. Tinham objetivo de garantir o monopólio do comércio local, tabelar preços, regular a atividade mercantil.
Corporações de Ofício: Associação de artesãos, donos das oficinas . Tinham o objetivo de controlar a produção e a qualidade dos produtos fabricados nas oficinas locais. • Eram organizadas por especialidade (ofício). Ex. sapateiro, ferramenteiro, jornaleiro, padeiro, construtor, carpinteiro... • Funcionavam como escolas para os APRENDIZES.
As Corporações de Ofício eram comandadas pelos mestres-artesãos, em geral, os donos das oficinas. Eles empregavam pessoas que aprendiam um ofício em troca de trabalho nas oficinas. Também recebiam alojamento, alimentação e vestuário. Os aprendizes podiam se tornar oficiais e, a depender de autorização da Corporação de Ofício, podiam se tornar mestres de ofício e ter sua própria oficina. Essa aprendizagem tinha 2 graduações: aprendiz e oficial.
A emergência do trabalho do artesão no final da Idade Média e seu aprimoramento no Renascimento Comercial (séculos XV e XVI) foi, portanto, um marco na evolução da produção e do trabalho. Representou não apenas uma transição das economias baseadas na agricultura para formas mais diversificadas de produção, mas também estabeleceu as fundações para o desenvolvimento de técnicas e práticas industriais mais avançadas. Ao mesmo tempo, consolidou o papel do artesão como um agente econômico independente, cujas tradições e métodos influenciariam profundamente a produção industrial nos séculos seguintes.
Putting-out era o sistema de organização da produção que se diferencia do artesanato à medida que o artesão não é mais o proprietário da matéria-prima e não pertence mais à corporação de ofício. O comerciante torna-se o proprietário da matéria-prima e o organizador do sistema de produção, enquanto o artesão recebe dele a matéria-prima, transforma-a e entrega-lhe o produto final.
Na manufatura já se verifica a separação do produtor direto dos seus meios de produção, porém nessa fase a habilidade manual do trabalhador ainda é o fator básico do processo de produção. É ele quem determina o ritmo de produção e comanda o processo de trabalho, visto que detém os conhecimentos do processo. Ora, isso significa que não há ainda uma subordinação completa do trabalhador ao capital. No que diz respeito à execução do trabalho, ele produz usando os meios de produção do empregador, mas este não tem como impor-lhe um ritmo ou mesmo determinar como as tarefas devem ser feitas. Vale dizer, não tem condições de coordenar e controlar o processo de produção.
A manufatura, de um lado, introduz uma forma superior de cooperação no trabalho, o que possibilita redução do tempo de trabalho necessário para a produção de um determinado produto. Portanto, já ocorre um aumento, limitado, da produtividade do trabalho, e um aumento do trabalho excedente. De outro lado, propicia a divisão técnica do trabalho - parcelarização das tarefas - e a especialização das tarefas, o que virá a representar a desqualificação técnica do trabalho e, portanto, a redução do valor da força de trabalho. Essa etapa representa um avanço no sentido da proletarização do trabalhador.
1-) Portanto, a partir da segunda metade do século XVIII, surgem as primeiras máquinas que impulsionaram a passagem da produção manufaturada para a maquinofaturada – processo este que caracterizou o que conhecemos como a Revolução Industrial.
2-) Se a força de trabalho vivo (dos trabalhadores sob o regime de trabalho manufatureiro) era o alicerce da produção manufatureira, o emprego de máquinas na produção demoliu esse fundamento, pois colocou o trabalhador apenas como um meio, porém, um meio necessário e peça fundamental.
3-) A produção manufatureira criou condições materiais para promover a revolução industrial, mas, ao mesmo tempo, se tornou em um entrave para o próprio destravamento da maquinofatura, por isso, houve a superação tanto do regime de trabalho manufatureiro quanto da sua forma de organização produtiva.
Para fechar este tópico sobre o trabalho manufatureiro, frisa-se que o momento de sua superação pela introdução das máquinas foi importante porque, segundo a perspectiva de Karl Marx, foi nesta transição que ocorreu a chamada subsunção real do trabalho ao capital (para efeito de prova de concurso, podemos entender isso, de forma mais que sintética, como a submissão do trabalhador ao ritmo das máquinas e à disciplina do capitalismo industrial).
A burguesia não pode existir sem revolucionar continuamente os instrumentos de produção e, por conseguinte, as relações de produção, portanto todo o conjunto das relações sociais. A conservação inalterada do antigo modo de produção era, ao contrário, a primeira condição de existência de todas as classes industriais anteriores. O contínuo revolucionamento da produção, o abalo constante de todas as condições sociais, a incerteza e a agitação eternas distinguem a época burguesa de todas as precedentes
FASES HISTÓRICAS INICIAIS DA INDUSTRIALIZAÇÃO: MAQUINOFATURA E MECANIZAÇÃO DA PRODUÇÃO
Na produção mecanizada, o trabalhador é suprimido pela própria organização da produção, não prevalecendo os princípios da divisão social do trabalho manufatureiro. O trabalhador precisou se adaptar a nova forma de organização da produção, sendo que é a máquina que passa a determinar o ritmo da produção e, portanto, do emprego do trabalho. Superou-se a antiga limitação do número de trabalhadores. A divisão do trabalho, que anteriormente se dava em função das características do homem, passa a ter como base as características das máquinas.
O trabalhador (o “ex-artesão”) já não controlava a produção cujo tempo passou a ser ditado tanto pelos limites das máquinas e quanto pelo dono da máquina. Uma nova disciplina fabril passou a tomar conta da vida social dos trabalhadores, por meio de gerentes/encarregados (chefes circulados em vermelho na ilustração) e do medo do desemprego. Do ponto de vista histórico, o ex-artesão tornou-se um trabalhador que passou a trocar seu tempo de trabalho por um salário (consolidação do assalariamento) diante de um mundo que passou a produzir mercadorias em massa. Esse processo de transformações e essa nova configuração produtiva, com destaque para a preponderância das classes proletárias e burguesas, é chamada de Revolução Industrial.
Indo mais a fundo: o pioneirismo inglês
O processo de mecanização da produção aconteceu primeiro na Inglaterra. Vamos buscar explicações para a largada precoce inglesa na Revolução Industrial, momento que fico conhecido com a 1ª Revolução Industrial (século XVIII). O pioneirismo inglês na Revolução Industrial pode ser explicado por elementos políticos e econômicos. Durante a fase mercantilista da economia foi possível acumular muito capital na Inglaterra (os metais preciosos e as conquistas por meios das navegações eram parte disso). Nesse processo de expansão econômica duas classes sociais se destacaram: a burguesia mercantil e a nobreza aburguesada (nobres que passaram a estimular o comercio). Como se fosse uma engrenagem que se retroalimenta, o fortalecimento da burguesia e do comércio representava o próprio fortalecimento econômico da Inglaterra.
Os cercamentos: um processo de concentração fundiária no qual a terra foi utilizada com dois objetivos: produção de alimentos e criação de ovelhas. A lã das ovelhas era utilizada para a produção de tecidos, de modo que o emprego de tecnologia aumentou a escala produtiva de tecidos.
Desse processo de concentração fundiária combinado com o próprio desenvolvimento da indústria decorreram alguns efeitos que contribuíram para o pioneirismo inglês na industrialização da economia:
Produção de alimento em larga escala, que possibilitava o abastecimento das cidades. a Inglaterra não precisava importar alimentos.
Produção de matéria-prima em quantidade suficiente para formação de uma manufatura têxtil.
Êxodo rural que mantinha um contingente de trabalhadores livres para serem utilizados na produção têxtil.
Formação de uma classe política conhecida como “nobreza aburguesada”.
Os dois grupos sociais mais dinâmicos do ponto de vista econômico se aliaram politicamente em vários momentos contra a nobreza tradicional (que, em geral, apoiava o poder absolutista do rei) para fazer valer políticas de incentivo comercial. Uma das medidas foi a criação de leis protecionistas para proteger a manufatura doméstica de lã das crescentes quantidades de tecidos importados.
Ao longo da época de desenvolvimento mercantilista, a Inglaterra promoveu uma política de estímulo às atividades mercantis por meio do fortalecimento da marinha mercante. Além disso, você deve lembrar do papel proeminente da Inglaterra em relação aos acordos que ela estabeleceu com Portugal. Em 1703 foi o Tratado de Methuen, justamente quando se descobriu ouro na América portuguesa. Ou seja, indiretamente o Brasil contribuiu para financiar o fortalecimento econômico e político da burguesia e da nobreza aburguesada inglesa.
A Inglaterra tinha muitas jazidas de carvão e ferro, o que facilitava o uso de fontes de energia e de fonte de matéria-prima.
As grandes levas de trabalhadores rurais, que saíram do campo e foram para a cidade, transformaram-se em “exército industrial de reserva” (anote essa expressão porque ela despenca nos textos de época que caem em prova), ou seja, pessoas desempregadas disponíveis para serem empregadas como trabalhadores assalariados nas fábricas.
MOVIMENTO OPERÁRIO NO SÉCULO XIX
A Revolução Industrial não foi só uma mudança na forma de produzir riqueza. Ela foi o elemento impulsionador de uma revolução na forma como a sociedade se organizou e, assim, causou impactos no campo produtivo, econômico, social, político e ideológico.
A primeira grande transformação foi o cenário da vida social: urbanização se aprofundou rápida e desorganizadamente. Praticamente todos os “problemas da cidade” que discutimos na contemporaneidade têm raízes nesse momento histórico.
Mudança e progresso nos setores de comunicação e transporte: Isso foi fundamental para ampliar a circulação e distribuição de mercadoria, bem como para ampliar a dimensão social dos espaços de circulação das pessoas. A locomotiva à vapor, as estações de trem, as chegadas e partidas alteraram profundamente o modo de ser, sentir e viver das pessoas.
Novas relações sociais de produção: Revolução Industrial é um sistema que criou relações sociais. A mais estruturante delas foram as relações de trabalho estabelecidas entre proprietários e não-proprietários. Na acepção clássica dos economistas do século XIX: a relação entre capital e trabalho.
Organização das trabalhadoras e trabalhadoras, no século XIX
“A partir do momento da consolidação do capitalismo, as condições de vida e de trabalho do nascente proletariado tornaram-se extremamente precárias. Tais condições eram ainda mais insuportáveis à medida que contrastavam de maneira brutal com o novo estilo de vida desenvolvido pela burguesia industrial. É dentro deste contexto que se desenrola o movimento operário europeu ao longo do século XIX. Este movimento desdobra-se, inicialmente, em formas de resistência que se traduzem no ludismo, expressão de protesto da nascente classe operária. Num segundo momento, por volta de meados do século, configura-se o movimento cartista, que tinha como objetivo possibilitar ao proletariado até mesmo uma representação política. É possível perceber, pois, um amadurecimento da luta e da resistência dos trabalhadores. Já na segunda metade do século, surgiram as primeiras associações de trabalhadores (trade unions) que, embora inicialmente apresentassem um caráter assistencialista, vieram a dar origem aos sindicatos. Paralelamente às lutas operárias do século XIX, no plano teórico, notadamente a partir da publicação do Manifesto Comunista de Karl Marx e Friedrich Engels, em 1848, desenvolvia-se o socialismo científico ou marxismo. (...) Segundo Marx e Engels, a superação de um modo de produção por outro estaria diretamente relacionada às lutas de classe que caracterizariam a história da sociedade humana. Partindo do princípio de que no capitalismo a produção da riqueza era socializada, mas, sua apropriação se dava apenas por aqueles que detinham os meios de produção, Marx e Engels estudaram o caráter contraditório do modo de produção capitalista e perceberam que as transformações seriam aceleradas a partir da organização e conscientização da classe operária."21
> Ludismo
“Uma das primeiras manifestações de revolta dos operários contra a sua miserável situação foi o ludismo, movimento de protesto caracterizado pela destruição das máquinas e que ocupou os últimos anos do século XVIII e os primeiros do século XIX. Trata-se de uma reação que possui grande importância e significado, revelando a seriedade dos problemas sociais decorrentes da Revolução Industrial.
> Cartismo
Percebendo a necessidade de se organizar melhor, alguns operários começaram um movimento político chamado Cartismo. O movimento cartista começou a exigir o direito ao voto aos operários. Dessa forma, os trabalhadores poderiam ser eleitos para o parlamento inglês. Em decorrência, teriam condições de exigir leis para melhorar as condições de vida da classe trabalhadora. Essa foi uma longuíssima batalha até final do século XIX. precisavam de um novo instrumento para reclamar suas reivindicações. Como, na maioria das vezes, não eram recebidos para o diálogo e a negociação, criaram a greve.
> Sindicatos
Os sindicatos são, portanto, associações criadas pelos operários para sua própria segurança, para a defesa contra a usurpação incessante do capitalista, para a manutenção de um salário digno e de uma jornada de trabalho menos extenuante, uma vez que o lucro capitalista aumenta não só em função da baixa de salários e da introdução das máquinas, mas também em função do tempo excessivo de trabalho que o capitalista obriga o operário a exercer.
Tipos de Sindicatos no século XIX, com base em Leôncio M. Rodrigues:
Sindicatos de Ofício: reunia os trabalhadores mais ligados a atividades artesanais, as quais persistiam, porém, e forma minoritária. Têm origem nas guildas e corporações de ofício. Forte ideologia corporativista. Ex: Sindicato dos Vidraceiros.
Sindicatos de Indústria: reunia trabalhadores a partir do critério da produção, por unidade fabril.
Sindicatos Gerais: buscando organizar todos os trabalhadores, independentemente da profissão ou setor econômico, na luta contra o capitalismo.
Na Europa Ocidental, a predominância do sindicalismo industrial coincidiu, no plano político, com a formação dos grandes partidos operários de massa (e emergência da socialdemocracia) com capacidade de atuação política e de pressão sobre o Parlamento dos países democráticos do Ocidente. Do prisma das motivações das ações operárias, isto significa que o sindicalismo deixou de ser uma simples reação a situações criadas pelo meio fabril para se preocupar, na medida em que aumentou seu poder de intervenção, com os problemas gerais de funcionamento do sistema econômico e social global
MODELOS DE GESTÃO E ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO: TAYLORISMO, FORDISMO, TOYOTISMO
Tempo e Movimento: Taylorismo
Aumento da divisão do trabalho por meio do fracionamento das etapas do processo produtivo, de modo que o trabalhador desenvolvesse tarefas especializadas e repetitivas. Como desdobramento, amplia-se a diferenciação entre o trabalho manual e o intelectual. Controle sobre o tempo gasto em cada tarefa e um constante esforço de racionalização, para que a tarefa seja executada em tempo cada vez menor.
Nesse contexto, Taylor percebe que a “melhor maneira” de fazer cada tarefa e aprimorar o processo produtivo é por meio de estudos capazes de racionalizar o trabalho dos operários, os “estudo dos tempos e movimentos”. Não por menos, o método científico que ele desenvolveu ficou conhecido como Organização Racional do Trabalho (ORT).
O cronômetro e a produção em massa: Fordismo
Aplicação de três princípios básicos: 1- intensificação: diminuição do tempo de duração com o emprego imediato dos equipamentos e da matéria-prima e a rápida colocação do produto no mercado; 2- economia: redução ao mínimo do volume do estoque da matéria-prima em transformação; 3- produtividade: aumento da capacidade de produção do homem no mesmo período (produtividade) por meio da especialização e da linha de montagem. O operário ganha mais e o empresário tem maior produção.
organização da linha de montagem de cada fábrica para produzir mais;
controle das fontes de matérias-primas e de energia, os transportes, a formação da mão de obra.
Iniciamos, reiterando que entendemos o fordismo fundamentalmente como a forma pela qual a indústria e o processo de trabalho consolidaram-se ao longo deste século [XX], cujos elementos constitutivos básicos eram dados pela produção em massa, através da linha de montagem e de produtos mais homogêneos; através do controle dos tempos e movimentos pelo cronometro fordista e produção em série taylorista; pela existência do trabalho parcelar e pela fragmentação das funções; pela existência de unidades fabris concentradas e verticalizadas e pela constituição/consolidação do operáriomassa, o trabalhador coletivo fabril, entre outras dimensões .
Gestão do trabalho fordista/taylorista
Divisão e Especialização do Trabalho: O Taylorismo é caracterizado pela fragmentação e especialização das tarefas. Cada trabalhador executa uma parte específica do processo de produção, resultando em uma maior eficiência.
Supervisão Rigorosa: Há uma supervisão intensiva por parte dos gerentes, que aplicam métodos científicos para analisar e aprimorar continuamente as tarefas. A ênfase está na busca pela máxima eficiência e produtividade.
Remuneração por Desempenho: Os trabalhadores são remunerados com base no desempenho, incentivando a busca por metas e resultados. A gestão é mais autoritária, com os gerentes tomando decisões sobre o processo de trabalho.
Produção em Massa e Linha de Montagem: No Fordismo, a gestão do trabalho é marcada pela introdução da produção em massa e da linha de montagem. Os trabalhadores desempenham tarefas repetitivas em uma linha de produção, resultando em eficiência e aumento da produção.
Padronização e Jornadas Fixas: Existe uma forte ênfase na padronização dos produtos e na fixação de jornadas de trabalho. A gestão é mais hierárquica, com uma clara separação entre o trabalho manual e intelectual.
Controle da Produção: A administração exerce controle direto sobre o ritmo de produção e as atividades dos trabalhadores. A gestão é orientada para alcançar altos volumes de produção com eficiência.
O trabalho flexível: o modelo toyotista
Na década de 1970, por sua vez, houve um outro salto tecnológico, com a automação, a robótica a microeletrônica. Aquilo que se conhecia como processos produtivos fordistas e tayloristas começam a mudar. Entre em cena o Toyotismo.
A crise do padrão de acumulação taylorista/fordista, que aflorou em fins dos anos 60 e início dos 70 - em verdade, expressão de uma crise estrutural do capital que se estende até os dias atuais -, fez com que, entre tantas outras consequências, o capital implementasse um vastíssimo processo de reestruturação, visando à recuperação do seu ciclo reprodutivo e, ao mesmo tempo, à reposição de seu projeto de dominação societal, abalados pela confrontação e conflitualidade do trabalho que questionaram alguns dos pilares da sociabilidade do capital e de seus mecanismos de controle social. O capital deflagrou, então, várias transformações no próprio processo produtivo, através da constituição das formas de acumulação flexível, do downsizing, das formas de gestão organizacional, do avanço tecnológico, dos modelos alternativos ao binômio taylorismo/ fordismo, com destaque especial para o "toyotismo", ou modelo japonês. Essas transformações, decorrentes da própria concorrência intercapitalista (num momento de crises e disputas intensificadas entre os grandes grupos transacionais e monopolistas) e, por outro lado, da própria necessidade de controlar as lutas sociais oriundas do trabalho, acabaram por suscitar a resposta do capital à sua crise estrutural.
Do ponto de vista da produção prevaleceu o just in time: produzir o necessário nas quantidades necessárias e no momento adequado. Novas variáveis no mundo do trabalho entram em cena, como a tendência à descentralização produtiva, a segmentação da linha de produção em um modelo flexível a partir da horizontalização organizativa do processo produtivo, a automação, a produção focada no atendimento imediato ao cliente, dentre outros.
Gestão do Trabalho no modelo Toyotismo
Produção "Just-in-Time" e Flexibilidade: No Toyotismo, a gestão do trabalho enfatiza a produção "just-in-time", reduzindo estoques e permitindo uma resposta rápida às mudanças na demanda. Os trabalhadores têm mais flexibilidade nas tarefas.
Participação dos Trabalhadores: O Toyotismo promove a participação ativa dos trabalhadores na melhoria contínua dos processos. A gestão é mais colaborativa, com uma ênfase na descentralização das decisões.
Qualificação Multifuncional: Os trabalhadores são treinados para desempenhar diversas funções, promovendo a qualificação multifuncional. A gestão é orientada para a adaptação e a inovação constante.
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- Descripción
- Concursos Públicos Sociologia e psicologia aplicadas ao trabalho Apunte sobre 06 - RESUMO, creado por Laerte Bezerra el 18/02/2024.
- Creado por
- Laerte Bezerra · feb 2024
- Actualizado
- 18 feb 2024
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