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Sin título

Nath Campos Portugués 7 diapositivas

Diapositivas del conjunto (7)

  1. ANTIGUIDADE CLÁSSICA: GRÉCIA ANTIGA

  2. ORIGENS DA CIVILIZAÇÃO GREGA

    • As origens da civilização grega remontam à ilha de Creta, a maior da Grécia atualmente. Os
    • cretenses formaram uma civilização centrada no palácio (eixo da vida social) e na cidade. Pelos
    • vestígios arqueológicos encontrados na região, foi possível concluir que esses povos costumavam
    • fazer viagens marítimas e mantinham contato com a civilização egípcia.
    • Em torno de 2000 a.C., tribos indo-europeias (ou seja, de povos que habitavam algumas regiões da Índia e da Europa) rumaram para o sul, mais especificamente na península Balcânica,
    • em direção à região grega. Ali, em contato com a civilização cretense, esses povos formaram a
    • civilização micênica.
    • Os principais núcleos micênicos estavam no Peloponeso (planície no sul da Grécia), onde eram dirigidos os negócios de Estado, os sacerdotes e as sacerdotisas realizavam suas cerimônias, e os ferreiros, alfaiates e construtores de carros, entre outros trabalhadores, desempenhavam suas funções. A região ocupava uma posição estratégica para a defesa, e a entrada da cidadela continha um muro com leões esculpidos que lembravam as esculturas mesopotâmicas.
    • A civilização micênica atingiu seu apogeu no período de 1400 a.C. a 1230 a.C. Por volta de 1150 a.C., desintegrou-se, em razão da tomada de Creta e de outros territórios sob o domínio micênico pelos dórios,além de perturbações políticas, que enfraqueceram as camadas dirigentes, e, provavelmente, mudanças climáticas prejudiciais à agricultura. Dos micênicos, a civilização grega herdou as crenças religiosas, a cerâmica, a metalurgia, a agricultura, a língua e um código de honra, imortalizado nas epopeias de Homero, além de mitos e lendas que ser-viram de matéria-prima para as tragédias gregas.
  3. O Período Homérico (séculos XII a.C.-VIII a.C.)

    • De aproximadamente 1200 a.C. a 800 a.C., o mundo grego passou por uma etapa de intensa ruralização. Período no qual o sistema burocrático desapareceu, o comércio de longo curso foi extinto e a escrita, abandonada. Boa parte das cidades foram incendiadas e transformadas em aldeias após a invasão dória.
    • A ausência de documentos escritos confere grande importância à pesquisa arqueológica, que aponta uma enorme diversidade de modos de vida na Grécia. Existiam alguns centros urbanos, comunidades agrárias coletivistas, grupos nômades, etc. De qualquer maneira, os indícios evidenciam o predomínio de uma sociedade agropastoril. Os homens viviam em pequenas células — os genos, ou comunidades
    • gentílicas, entendidas como uma extensa família que vivia sob a autoridade de um único chefe.
    • Em torno desse núcleo se organizava o oikos, unidade econômica que compreendia terras, casas, ferramentas, armas e gado e da qual dependia a sobrevivência do grupo. Nos oikoi (plural de oikos) prevalecia uma economia coletiva liderada pelo pater familias, líder militar e religioso. Havia ainda os servidores e escravos, que em grande parte cuidavam dos afazeres domésticos, além de cuidar dos campos e rebanhos.
    • A preservação do passado se fazia pela tradição oral, em que poetas, chamados aedos, contavam a história por meio da poesia. Para tornar suas narrativas mais atraentes aos ouvintes, os aedos as modificavam, geração após geração, já que o essencial era a beleza e a emoção que poderiam despertar. Logo após o período homérico, ainda no século VIII a.C., um indivíduo chamado Homero teria reunido essas histórias nas epopeias Ilíada e Odisseia, que narram a Guerra de Troia e o regresso de Ulisses a Ítaca.
    • Na verdade, embora atribuídas a Homero, não há certeza da autoria dessas obras, mas elas revelam séculos de uma poesia até então oral, composta, recitada e transmitida pelos aedos sem o auxílio de uma só palavra escrita. As epopeias contribuem para a construção da identidade grega, ao favorecer a presença de uma língua comum, valores e religiosidade. Na Ilíada, por exemplo, é perceptível a valorização do espírito guerreiro. Aquiles é descrito como o maior guerreiro que já existiu.
  4. O Período Arcaico (séculos VIII a.C.-VI a.C.)

    • A formação das cidades-Estado
    • Após o século VIII a.C., as pequenas comunidades agrícolas (genos), chefiadas pelo membro mais velho das famílias, começaram a se enfraquecer. Tornou-se cada vez mais difícil encontrar terras disponíveis para o cultivo, o que estimulou o renascimento da vida urbana. Pouco a pouco, surgiram unidades políticas e administrativas autônomas — as cidades-Estado — definidas como pólis.
    • As pólis, no entanto, não têm certidão de nascimento. Só foi possível reconhecê-las quando já estavam funcionando. Além disso, elas não cresceram simultaneamente, e cada pólis se desenvolveu à sua maneira, em geral com pequenas dimensões e independentes entre si — a maioria delas tinha menos de 5 mil cidadãos do sexo masculino. Atenas (na península da Ática), considerada uma das maiores cidades-Estado da Grécia antiga, tinha cerca de 35 mil cidadãos.
    • Os 350 mil habitantes que restavam eram mulheres, crianças, estrangeiros e escravos, que não
    • tinham direitos políticos. Uma das formas de combater a escassez de terras férteis e a pobreza da população em crescimento foi a colonização. As pólis gregas organizaram-se e partiram pelo mar Mediterrâneo em
    • busca de novos territórios, estabelecendo colônias no Ocidente, mais especificamente na Sicília e no sul da Itália, nas ilhas do mar Egeu e no Oriente, no litoral da Ásia Menor e do mar Negro. Essas colônias eram cidades-Estado independentes, dotadas de um governo próprio. Dessa forma, a Grécia antiga se estendeu por uma região muito mais ampla que o país que hoje herda seu nome. A cidade grega era marcada pela presença de uma Acrópole, parte mais elevada e fortificada onde existiam templos dedicados aos deuses, e uma Ágora, praça principal e local de convívio de inúmeras atividades políticas, sociais, culturais e religiosas. A pólis era uma comunidade em que prevalecia a racionalidade e em que a religiosidade foi pouco a pouco cedendo espaço para um governo que expressava a vontade dos cidadãos livres, não a de deuses, monarcas hereditários ou sacerdotes.
    • A emergência da racionalidade não implicou, é claro, o fim da religião, especialmente para os camponeses, que permaneciam fiéis a seus antigos cultos, deuses e santuários. Nem os dirigentes gregos deixavam de consultar oráculos antes de tomar decisões. A diferença é que, cada vez mais, a religião ficava em segundo plano. Tanto que, quando a civilização grega chegou ao apogeu, em meados do século V a.C., ela já não era fator dominante na vida política. Isso distinguiu a política grega entre as outras de seu tempo.
    • Características diferentes marcaram os dois modelos mais importantes de pólis grega, ambos de grande interesse para a história do Ocidente: Esparta e Atenas.
  5. Esparta: um Estado fortificado

    • Situada na península do Peloponeso, mais interiorana do que a maioria das cidades gregas, Esparta foi colonizada pelos gregos de origem dória,de forte tradição guerreira. Enquanto as outras cidades-Estado gregas resolviam seus problemas de superpopulação e escassez de terra estabelecendo colônias, Esparta
    • conquistava cidades e, em vez de vender os povos conquistados como escravos — tradicional método
    • grego de tratar um inimigo derrotado —, os conservava como “servos do Estado” ou hilotas, que desempenhavam o trabalho agrícola. O comércio era deixado a cargo dos periecos (gregos livres, mas
    • sem direitos políticos). Já os espartanos eram treinados nas artes da guerra e doutrinados para servir o Estado desde os 7 anos de idade, por meio de competições e provações físicas. Antes de Esparta se isolar das outras cidades gregas e se converter num Estado militar, seu desenvolvimento havia sido semelhante ao das de-
    • mais cidades gregas. Porém, ao contrário de Atenas, em que as leis eram discutidas por todos os
    • cidadãos, Esparta adotou leis rígidas e que poucas vezes eram questionadas, contando com a existência da Gerúsia — responsável pelas principais decisões da cidade.
    • Na sociedade espartana, chama a atenção o importante papel destinado à mulher. Apesar de excluída da prática da cidadania espartana — fundada no treinamento militar e na valorização da guerra —, a mulher era valorizada como mãe dos futuros guerreiros da cidade, devendo, portanto, ter uma condição física apropriada, o que resultava no seu treinamento físico. Além disso, em um plano mais prático, a dedicação dos homens a atividades militares acabava abrindo espaço para práticas “administrativas” exercidas pela mulher na sociedade; por exemplo, na supervisão do trabalho dos hilotas e da agricultura em geral.
  6. Atenas: mudanças políticas

    • Situada próximo ao litoral da península da Ática, Atenas tinha uma grande esquadra e liderava o comércio entre os gregos, que gerava enormes riquezas. A exemplo de outras cidades-Estado gregas, a monarquia centralizada foi a primeira forma de governo adotada na região. Durante o século VIII a.C., os aristocratas, ricos e donos de terras, usurparam o poder dos monarcas hereditários e formaram as oligarquias.
    • A expansão pelo mar Mediterrâneo
    • A escassez de terras férteis para sustentar a população em crescimento havia se tornado um grande problema para as cidades gregas. Por isso, Atenas e outras pólis usaram sua riqueza e sua organização para estabelecer colônias no Ocidente: Sicília e Itália meridional, nas ilhas do mar Egeu e no Oriente, e ao longo do litoral da Ásia Menor e do mar Negro.
    • O processo de colonização durou aproximadamente 200 anos (750 a.C.-550 a.C.), período em que se expandiram o comércio e a manufatura, acelerou-se a urbanização e surgiu uma nova classe, a dos mercadores, cuja riqueza provinha mais do comércio de mercadorias e da circulação de dinheiro do que do trabalho com a terra. A partir do século VII a.C., esses mercadores acabariam por desafiar a aristocracia.
  7. Rumo à democracia

    • No século VII, as pólis enfrentaram uma grave crise social. Várias foram as medidas tomadas
    • pelos legisladores para tentar resolvê-la. Em 621 a.C., o aristocrata Drácon redigiu um código de
    • leis, que até então se baseavam apenas na tradição oral. O código, muito severo, permitiu aos
    • pobres conhecer a lei, mas não resolveu os conflitos que envolviam, entre outros, os camponeses
    • e os eupátridas.
    • Por isso, em 594 a.C., os aristocratas nomearam Sólon como chefe executivo, detentor de
    • poderes excepcionais. Por acreditar que a sede de poder dos ricos proprietários havia des-
    • truído a vida da comunidade, Sólon limitou o tamanho das propriedades, pôs fim à escravidão
    • por dívidas, além de conceder a todos, mesmo aos mais pobres, o direito de participar da
    • Assembleia de cidadãos. Além disso, concedeu os postos mais altos do Estado aos ricos co-
    • merciantes, até então excluídos por não pertencerem à aristocracia agrária. Sólon, portanto,
    • deu início à transformação da política ateniense, até então uma oligarquia aristocrática, que
    • levaria à democracia.
    • As reformas de Sólon não eliminaram, porém, as disputas entre os clãs aristocráticos; tampou-
    • co diminuíram o descontentamento dos pobres. Pisístrato (600 a.C.-527 a.C.), outro aristocrata,
    • tentou tirar partido dessa instabilidade para se tornar tirano. Depois de dois fracassos, tomou o
    • poder em 546 a.C. e exilou os aristocratas que se opuseram a ele.
    • A tirania era uma forma de governo que não tinha caráter necessariamente negativo no
    • mundo grego. Era apenas uma forma de governo em que o poder não se baseava na religião
    • nem na hereditariedade, dependendo, fundamentalmente, do aparato militar e do prestígio
    • junto à população mais pobre — para quem ele geralmente aparecia como defensor em sua
    • luta contra os aristocratas.

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Diapositivas sobre Sin título, creado por Nath Campos el 01/07/2020.
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Nath Campos
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