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Fichas

CME (RDC 15/2012, SOBECC e ANVISA)

TAILANE VIEIRA DA SILVA CME Concursos Públicos Portugués 78 fichas

CME (RDC 15/2012, SOBECC e ANVISA)

Fichas del conjunto (78)

  1. 1CME RDC 15/2012Classificação e processamento dos artigos utilizados
    nos serviços de saúde e Central de Material e
    Esterilização.
  2. 2RDC 15/2012 É DIVIDIDO EM:*Objetivo; *Abrangência; *Boas práticas para o PPS; *Condições Organizacionais; *Recursos Humanos; *Segurança e Saúde no Trabalho; *Atribuições do responsável técnico; *Equipamentos; *Infraestrutura; *Recepção e Limpeza;
    *Inspeção, Preparo E Acondicionamento; *Desinfecção Química; *Esterilização; *Monitoramento do Processo de Esterilização; *Armazenamento Transporte; *Gerenciamento de Resíduos.
  3. 3*OBJETIVOESTABELECER OS REQUISITOS DE BOAS PRÁTICAS PARA O FUNCIONAMENTO DOS SERVIÇÕS QUE REALIZAM O PRECESSAMENTO DE PRODUTOS PARA A SAÚDE, VISANDO A SEGURANÇA DOS PACIENTES E PROFISSIONAIS.
  4. 4ABRANGÊNCIAserviços de saúde públicos e privados, civis e militares, e às empresas processadoras envolvidas no processamento de produtos para saúde.
  5. 5Excluem-se do escopo desse regulamento#consultórios
    odontológicos; #consultórios
    individualizados e não vinculados a serviços de saúde; #unidades de
    processamento de endoscópios; #serviços de terapia renal substitutiva;
    #serviços de assistência veterinária.
  6. 6CMEunidade funcional destinada ao processamento de produtos para saúde dos serviços de saúde;
  7. 7ARTIGOS CRITICOSSão produtos para a saúde utilizados em procedimentos invasivos com penetração de pele e mucosas adjacentes, tecidos subepteliais, e sistema vascular, incluindo também todos os produtos para saúde que estejam diretamente conectados com esses sistemas. Ex. agulhas, materiais cirúrgicos, cateteres cardíacos
  8. 8ARTIGOS SEMICRITICOSProdutos que entram em contato com pele não íntegra ou mucosas íntegras
    colonizadas. Ex. circuitos de terapia respiratória, endoscópios, tubos endotraqueais.
  9. 9ARTIGOS NÃO CRITICOSProdutos que entram em contato com pele íntegra ou não entram em contato com o paciente Ex: Materiais usado para higienização, termômetro, esfigmomanômetro, oxímetro de pulso, comadre, papagaio, entre outros.
  10. 10CME Classe IRealiza o processamento de produtos para a saúde não-críticos, semicríticos e críticos de conformação não complexa, passíveis de processamento.
  11. 11CME Classe IIRealiza o processamento de produtos para a saúde não-críticos, semicríticos e críticos de conformação complexa e não complexa, passíveis de processamento.
  12. 12Produto para saúde de conformação não complexaprodutos para saúde cujas superfícies internas e externas podem ser atingidas por escovação durante o processo de limpeza e tenham diâmetros superiores a cinco milímetros nas estruturas tubulares.
  13. 13Produto para saúde crítico de conformação complexaprodutos para saúde que possuam lúmem inferior a cinco milímetros ou com fundo cego, espaços internos inacessíveis para a fricção direta, reentrâncias ou válvulas
  14. 14Processamento de produto para saúde envolve um Conjunto de ações relacionadas à:*Pré-limpeza, recepção e limpeza; *secagem, avaliação da integridade e
    funcionalidade; *preparo; *desinfecção ou
    esterilização; *armazenamento e distribuição.
  15. 15PROCESSAMENTOArtigos críticos;
    Artigos semicríticos;
    Artigos semicríticos utilizados na assistência ventilatória anestesia e inaloterapia;
    Artigos não críticos.
  16. 16PROCESSAMENTO DE ARTIGOS CRÍTICOSSubmetidos ao processo de esterilização, após a limpeza e demais etapas do processo.
  17. 17PROCESSAMENTO DE ARTIGOS SEMICRÍTICOSSubmetidos, no mínimo, ao processo de desinfecção de alto nível, após a limpeza.
  18. 18PROCESSAMENTO DE ARTIGOS SEMICRÍTICOS UTILIZADOS NA ASSISTÊNCIA VENTILATÓRIA, ANESTÉSICA E INALOTERAPIA.Devem ser submetidos à limpeza e, no mínimo, à desinfecção de nível intermediário, ou por processo físico de termodesinfecção, antes da utilização em outro paciente. Produtos para saúde utilizados na assistência ventilatória e inaloterapia, não poderão UTILIZAR SOLUÇÃO química líquida com aldeídos.
  19. 19PROCESSAMENTO DE ARTIGOS NÃO CRÍTICOSNo mínimo, ao processo de limpeza.
  20. 20Desinfecção de alto nível° Não elimina um elevado número de
    esporos • Elimina microbactérias.
  21. 21Desinfecção de nível intermediário• Não elimina esporos
    • Elimina microrganismos patogênicos na forma vegetativa, microbactérias, a maioria dos vírus e dos fungos.
  22. 22Capacitação profissionais do CMECapacitação profissionais do CME
  23. 23Segurança e Saúde no TrabalhoSegurança e Saúde no Trabalho
  24. 24Qualificação dos equipamentos limpeza automatizada e na esterilização° Realizado com periodicidade mínima
    anual; ° se usar cargas superiores a utilizada na qualificação deve ser refeita;
    ° processo requalificado se mudança de local de instalação, mau funcionamento, reparos em partes ou suspeita de falhas no processo de esterilização.
  25. 25O CME Classe I deve possuir, minimamente, os seguintes ambientes:I - Área de recepção e limpeza (setor sujo); II - Área de preparo e esterilização (setor limpo); III - Sala de desinfecção química, quando aplicável (setor
    limpo); IV - Área de monitoramento do processo de esterilização (setor limpo); e V - Área de armazenamento e distribuição de materiais esterilizados (setor limpo).
  26. 26O CME Classe II e a empresa processadora devem possuir, minimamente, os seguintes ambientes:I - Sala de recepção e limpeza (setor sujo); II - Sala de preparo e esterilização (setor limpo); III - Sala de desinfecção química, quando aplicável (setor
    limpo); IV - Área de monitoramento do processo de esterilização (setor limpo); e V - Sala de armazenamento e distribuição de materiais esterilizados (setor limpo).
  27. 27O que deve possuir o CME Classe I?deve possuir, no mínimo, barreira técnica entre o setor sujo e os setores limpos.
  28. 28Barreira técnicaconjunto de medidas comportamentais dos profissionais de saúde visando à prevenção de contaminação cruzada entre o ambiente sujo e o ambiente limpo, na ausência de barreiras físicas;
  29. 29Que barreira é obrigatória na CME classe II?Para o CME Classe II e empresa processadora, é obrigatória a separação física (PAREDES) da área de recepção e limpeza dos produtos para saúde das demais áreas
  30. 30Requisitos de climatização da sala de limpeza do CME:I - Manter temperatura
    ambiente entre 18º e 22º C; II - Garantir vazão mínima de ar total de 18,00
    m3/h/m2; III - Manter um diferencial de pressão negativo com pressão diferencial mínima de 2,5 Pa; e IV - Prover exaustão forçada de todo ar da sala com descarga para o exterior da edificação. O ar de reposição pode ser proveniente dos ambientes vizinhos.
  31. 31A sala de preparo e esterilização do CME Classe II e da empresa processadora devem dispor de:I - Equipamento para transporte com rodízio, em quantitativo de acordo com o volume de trabalho; II - Secadora de produtos para saúde e pistolas de ar comprimido medicinal, gás inerte ou ar filtrado, seco e isento de óleo; III - Seladoras de embalagens; e IV -Estações de trabalho e cadeiras ou bancos ergonômicos com altura regulável.
  32. 32Métodos de esterilização• físicos(calor); • físico-químicos gasosos (óxido de etileno, vapor a baixa temperatura de formaldeído e vapor/plasma de peróxido de hidrogênio).
    •Processos industriais: cobalto 60
  33. 33O sistema de climatização da sala de preparo e esterilização do CME Classe II e da empresa processadora DEVE ?° Manter temperatura ambiente entre 20 e 24º; ° Garantir vazão mínima de ar total de 18,00 m3/h/m2; ° Manter um diferencial de pressão positivo entre os ambientes adjacentes, com pressão diferencial
    mínima de 2,5 Pa.
  34. 34O que deve conter a sala de desinfecção química?deve conter bancada com uma cuba para limpeza e uma cuba para enxágue com profundidade e dimensionamento que permitam a imersão completa do produto ou equipamento, mantendo distanciamento mínimo entre as cubas de forma a não permitir a transferência acidental de líquidos.
  35. 35Requisitos da área de armazenamento e distribuição – CME Classe II e empresa processadora (Art. 59 -61)*Dimensionada de acordo com o quantitativo dos produtos e mobiliário
    centralizado em local exclusivo e de acesso restrito, não podendo ocorrer em área de circulação, mesmo que temporariamente. * prateleiras devem ser constituídas de material não poroso, resistente à limpeza úmida e ao uso
    de produtos saneantes.
  36. 36Processos de Limpeza dos produtos para saúde° Na limpeza manual, a fricção deve ser realizada com acessórios não abrasivos e que não liberem partículas.
    ° No CME Classe II + empresa processadora a limpeza de produtos para saúde com conformações complexas limpeza manual + limpeza automatizada em lavadora ultrassônica
  37. 37Qualidade da águaDeve atender aos padrões de potabilidade definidos em normatização específica.
    O enxágue final em cirurgias de implantes ortopédicos, oftalmológicos, cirurgias cardíacas e neurológicas deve ser realizado com água purificada.
  38. 38Secagem dos produtosO CME Classe II e a empresa processadora devem utilizar pistola de
    água sob pressão para limpeza manual de produtos com lúmen e ar comprimido medicinal, gás inerte ou ar filtrado, seco e isento de óleo para secagem dos produtos.
    O CME Classe I deve dispor de ar comprimido medicinal, gás inerte ou
    ar filtrado, seco e isento de óleo para secagem dos produtos.
  39. 39Monitorização da qualidade da água* periodicidade definida em protocolo;
    * mensuração da dureza da água; *ph, íons cloreto, cobre, ferro, manganês; *carga microbiana nos pontos de enxágue
    da área de limpeza
  40. 40Inspeção, Preparo e AcondicionamentoDeve fazer :* Avaliação da limpeza
    Manual ou automatizada; *Inspeção visual
    com lente de aumento de 8X; *Se necessário faz testes químicos.
  41. 41Embalagens proibidas no CME* papel kraft; *papel toalha; *papel manilha; *papel jornal; *lâminas de alumínio; *envelope de plástico transparente não destinadas ao uso em
    equipamentos de esterilização.
  42. 42Embalagem de algodão deve ter:*plano contendo critérios de aquisição e
    substituição do arsenal; *manter os
    registros das movimentação; *Não permitir o uso de embalagens de tecido de algodão reparadas com remendos ou
    cerzidas.
  43. 43O que deve ter na Identificação da embalagem?I - nome do produto; II - número do lote; III - data da esterilização; IV - data limite
    de uso; V - método de esterilização;
    VI - nome do responsável pelo preparo.
  44. 44Desinfecção químicadeve ter: * Sala exclusiva; *enxágue dos produtos para saúde deve ser realizado com água que atenda aos padrões de potabilidade; *transporte de produtos para saúde submetidos à desinfecção de alto nível deve ser feito em embalagem fechada; * Artigo semicrítico registrar e arquivar por 5 anos
  45. 45EsterilizaçãoProcesso de destruição de todas as formas vegetativas e esporulada, fungos e vírus, mediante a aplicação de agentes físicos ou químicos, sob ação de um agente esterilizante.
  46. 46O que é proibido na Esterilização?*o o uso de autoclave gravitacional de capacidade superior a 100 litros;
    *Não é permitido o uso de estufas para a esterilização de produtos para saúde;
  47. 47O que é obrigatório na Esterilização?* a realização de teste para avaliar o desempenho do sistema de remoção de ar (Bowie & Dick) da autoclave assistida por
    bomba de vácuo, no primeiro ciclo do dia.
  48. 48Teste de Bowie Dick* Teste químico de classe II; * testa a eficácia do sistema de vácuo na autoclave à vácuo; * Processa-se então um ciclo a 134°C por 3,5 a 4 minutos; * Este teste deve ser realizado todos os dias, antes da primeira carga ser processada; * Se as fitas não apresentarem homogeneidade na coloração indica que ocorreu a formação de bolhas de ar e deve ser feita a revisão do equipamento.
  49. 49Testes da autoclave físicosA monitoração física consiste em verificar, se a autoclave atinge os parâmetros físicos de tempo/ temperatura e pressão de acordo com o ciclo.
  50. 50Testes da autoclave Químicos:Classe 1: Tiras impregnadas com tinta termoquímica que muda de coloração quando exposto a temperatura.
    Classe 2: teste de BOWIE & DICK ;
    Classe 3: controla a temperatura pré estabelecida.
    Classe 4: indicador controla a temperatura e o tempo necessários para o processo.
    Classe 5: integrador: controla temperatura, tempo e qualidade do
    vapor.
    Classe 6: emuladores - controle de todos os parâmetros críticos com intervalo de confiança maior que classe 5.
  51. 51Esterilização a vapor para uso imediato*O ciclo de esterilização a vapor para uso imediato só pode ocorrer em caso de urgência e emergência; * Não é permitido à alteração dos parâmetros estabelecidos; *devem ser utilizados imediatamente após o processo de esterilização; *O ciclo para uso imediato deve ser monitorado por integrador ou
    emulador químico; * se não utilizado deve passar por todo o processo de esterilização.
  52. 52Monitoramento do Processo de Esterilização*todas as cargas integradores químicos
    classe 5 ou 6; *indicadores físicos deve ser registrado a cada ciclo de esterilização; *Indicador biológico é diário, se carga com implante será em todas as cargas obrigatório uso de indicador biológico; *O processo de monitoramento deve ser registrado e arquivado.
  53. 53O que fazer com Os resíduos de indicadores biológicos utilizados como controle* aqueles com resultados positivos devem ser submetidos a tratamento prévio antes de serem descartados; *Os com resultado negativo não precisam de tratamento prévio antes do descarte.
  54. 54Armazenamento e Transporte* Os produtos esterilizados devem ser armazenados em local limpo e seco, sob proteção da luz solar direta e submetidos à manipulação mínima; * O transporte devem ser de uso exclusivo para este fim.
  55. 55Gerenciamento de Resíduos* Explante deve ser submetido ao processo de limpeza, seguida de
    esterilização. Após o processo podem ser considerados como resíduos sem risco biológico, químico ou radiológico e devem ficar sob guarda temporária; * O material explantado poderá ser entregue ao paciente mediante solicitação formal.
  56. 56Resolução COFEN 424/2012Normatiza as atribuições dos profissionais de enfermagem em Centro de Material e Esterilização (CME) e em empresas processadoras de produtos para saúde como: *Planejar, coordenar, executar, supervisionar e avaliar todas as etapas; *Participar da elaboração do (POP); *Participar da elaboração de sistema de registro (manual ou
    informatizado; *Propor e utilizar indicadores de controle de qualidade; entre outros .
  57. 57Resolução 543/2017 Dimensionamento do CME* fundamentar-se na produção da unidade, multiplicada pelo tempo padrão das atividades realizadas, nas diferentes áreas; *Para ENFERMEIROS deve ter o mínimo de um enfermeiro em todos os turnos de funcionamento do setor, além do enfermeiro responsável pela unidade.
  58. 58Considerações SOBECC e ANVISACME classe I – consultórios e Unidades Básicas de Saúde. • CME classe II – separar fisicamente as áreas sujas e limpas, possuir lavadora ultrassônica com conector para canulados de fluxo
    intermitente, água purificada, dentre outras.
  59. 59Recomendações SOBECC 2017*Água para enxague: potável; *Água para enxague de produtos críticos: mole e deionizada; * Sala de desinfecção química deve ser exclusiva; * Área de monitorização dos processos de
    esterilização: Dentro da área limpa; Sistema de registro de monitoramento dos dados por 5 anos; * Dinâmica e fluxo • Fluxo contínuo e unidirecional;
    • Evitar o cruzamento de pessoal e de material; *
  60. 60Termodesinfectora – limpeza automatizada*Removem a sujidade pela ação da água em spray e solução detergente com baixa produção de espumas com bicos rotativos. * Etapas: 1. pré-lavagem com água fria; 2. ciclo de lavagem e enxágue;
    3. desinfecção térmica (T=80°C e 10 minutos); 4. enxágue final - água mole deionizada ou água purificada por
    osmose reversa e secagem parcial com jatos de ar quente.
  61. 61Lavadoras ultrassônicasAção por onda sonora entre 20 a 120Hz e se propagam em meio líquido, geram bolhas pequenas que se rompem no material e agem por vácuo que remove a sujidade aderida, esse fenômeno é chamado de cavitação ou vacuolização.
    • Ideal para material com conformação complexa e com lumens (5mm ou
    15Fr). • Não sobrecarregar o cesto com excesso de material • Contraindicação: limpeza de ótica. • Testes para verificar hemoglobina nos equipamentos.
  62. 62Detergentes• Removem a sujeita por meio da surfactante que reduz a tensão superficial da água e facilita a remoção de sujidade. • Tipos de detergentes: alcalinos ou ácidos / com enzimas ou sem enzimas. • Enzimático: facilita a quebra da matéria orgânica pelas enzimas. São proteínas que agem como catalizadores, agem sobre o sangue, pus,
    saliva. • Enzimas lipolítica (lipase),glicolítica (amilase), proteolítica (protease). • Detergentes enzimáticos são classe 2 de risco pela ANVISA, devem atender as exigências da RDC 55/2012.
  63. 63Desinfecção- SOBECC-2017*Alto nível: atravessa a parede dos esporos. Ex. Aldeído, ácido peracético e o peróxido de hidrogênio. *Nível intermediário: não destrói esporos, mas destrói microbacterias, que tem alto teor de material lipídico. Ex. soluções cloradas, fenóis e o álcool etílico e isopropílico. *Baixo nível: apenas bactérias vegetativas e vírus lipídicos.
    Ex. quaternário de amônia, iodo.
  64. 64Tipos de Desinfecção• Física: ação térmica: pasteurização e termodesinfecção. • Química: desinfetantes químicos. Ex. aldeídos, ácido peracético, solução clorada e álcool.
    • Físico – química: processos automatizados.
  65. 65Gluteraldeído• Amplo espectro de ação; • Estabilidade e compatibilidade com PPS; • Não é corrosivo ao metal; • pH ácido;
    • Pode ser alcalinizado por uma solução alcalinizante e atinge o pH de 7,5 a
    8,5 e passa a ter ação esporicida;
    • Modo de ação: alteração do RNA e DNA e da síntese proteica. • Vedado uso nos materiais de assistência ventilatória.
    • Alternativa de uso: ácido peracético, peróxido de hidrogênio e soluções
    cloradas. • Concentração 0,5% - 2%
    • Desinfecção – 30 min • Esterilização – 8 a 10 horas. * Após a desinfecção, os produtos expostos ao glutaraldeído 2% devem ser enxaguados com água estéril.
  66. 66Formaldeído• Proibido pela ANVISA para desinfecção química; • Somente possível uso o vapor em autoclave com exaustão no final;
  67. 67Ácido peracético• Associação de ácido acético + peróxido de hidrogênio; • Ação rápida;
    • Mecanismo de ação: desnaturação de proteína, destruição da parede celular, oxidação de proteínas e enzimas; • Tem ação mesmo na presença de matéria orgânica; • Uso por método manual para desinfecção, inclusive de produtos de assistência ventilatória; • Esterilização de dializadores e linhas de hemodiálise;
    • Baixa toxicidade, é esporicida, mesmo na presença de matéria orgânica. • Age em baixas temperaturas. * apresenta como uma de suas vantagens a não produção de resíduos nocivos;
  68. 68Peróxido de hidrogênio• Concentração de 3 a 7,5%; • Mecanismo de ação: produz radicais livres e atacam as membranas lipídicas e o DNA. • É esporicida a 7% em 6 horas de exposição; • Usados para capilares e linhas de hemodiálise
  69. 69Soluções cloradas• Grupo dos halogênios; • Hipoclorito de sódio – líquido, hipoclorito de cálcio- sólido; • Mecanismo de ação: oxidação de enzimas, inibe a síntese proteica, quebra do DNA. • Não agem na presença de matéria orgânica; • Ação depende da luminosidade de ambiente, frascos vedados e temperatura; • É corrosivo para metais, incompatível com detergente, ação descolorante,
    odor forte, irritante para mucosa do trato respiratório. • Vantagens: custo baixo e baixa toxicidade;• Superfície limpa – 0,025% por 10min e 0,5% (visando a eliminação doClostridium sp);
    • Inaloterapia e oxigenoterapia: 0,1% por 30 min. • Enxágue abundante para evitar toxicidade.
  70. 70Álcool - SOBECC• Etílico e Isopropílico; • Desnaturação proteica; • Concentração de ação- 60 a 90% em água, ótima 70% • Ação em 30 segundos; • Fricção por 30 segundos;
    • Indicado para materiais não crítico e semicrítico e superfícies; • Cuidados no armazenamento, pois é volátil e inflamável; • Danifica equipamentos ópticos e borracha.
  71. 71Quaternário de amônia• Remove sujidades pela ação tensoativa; • Inativa enzimas, desnatura proteína e rompe a membrana celular;
    • Não tem ação contra vírus não lipídico, esporos e micobactéria; • Baixa toxicidade e alta compatibilidade;
    • Novas gerações tem maior espectro de ação.
  72. 72Métodos de Esterilização• Termorresistentes→ Autoclave.
    • Termossensíveis→ Óxido de etileno, peróxido de hidrogênio, Vapor a
    baixa temperatura e formaldeído
  73. 73Autoclave - SOBECC• Carga máxima 80%; • Materiais não encostado na parede; • Produtos côncavo-convexos (bacias, cuba rim) devem ser dispostos na câmara interna em posição vertical ou emborcados.
    • Artigos como jarros, cálices e frascos devem ter a abertura para baixo.
    • Agente: calor úmido (água purificada)
    • Indicação: produtos termorresistentes
    • Ação: morte celular pela coagulação de proteínas bacterianas
  74. 74Ciclo “flash” – uso imediato• Fases da autoclave: condicionamento, esterilização e secagem. • No ciclo flash tempo de 3 min a 134°C, reduz o tempo de secagem ou suprime, coloca apenas poucos produtos na autoclave. • Risco de queimadura da equipe, risco de contaminação no transporte. • Risco de limpeza inadequada • Não pode ser armazenado. • Documentar a necessidade do ciclo do uso imediato
  75. 75ETO – Esterilização do óxido de etilenoGás incolor, inflamável e explosivo, carcinogênico, mutagênico, teratogênico e neurotóxico. O óxido de etileno é misturado com gases inertes, que o torna não inflamável e não-explosivo.
    Temperatura: 54°C Indicação: para esterilização de produtos termossensíveis.
  76. 76Esterilização por vapor a baixa temperatura e formaldeído gasoso (VBTF)• Gás incolor, gerado pela formalina a 37% (estado líquido) ou pastilha sólida. • Duração do ciclo: aproximadamente 5 horas • Controle dos resíduos do agente esterilizante pela toxicidade. • ETO tem maior difusibilidade e penetração.
    • Aeração dentro da autoclave. Indicação: • esterilização de artigos críticos
  77. 77Esterilização por vapor de plasma de peróxido de hidrogênio1ª STERRAD 100S (1992) peróxido de hidrogênio em plasma ou vapor para esterilização. Campo eletromagnético transforma o plasma de peróxido de
    hidrogênio. 5 fases: • vácuo • injeção do vapor • difusão • plasma; e • ventilação. Tempo: • 28 a 72 minutos (depende do modelo e do material) Incompatível com: • celulose, líquidos e lumens de fundo cego. Compatível com: • aço, titânio, alumínio, cobre, vidro, polipropileno e PVC.
  78. 78Esterilização por radiação ionizante (Cobalto)* materiais termossensíveis.
    • Mecanismo de ação: produz modificações no DNA das células, provocando lesões estruturais. • A forma mais utilizada é a radiação gama, cujo elemento mais utilizado é o cobalto 60 que possui grande poder de penetração nos materiais. Ex. seringas, agulhas hipodérmicas, luvas, fios cirúrgicos, alimentos, indústria farmacêutica na esterilização de medicamentos.

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Descripción
Material de CME, utilizando a RCD 15 /2012 e recomendações da SOBECC e ANVISA
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