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(Específicas) Flashcards on PNCEBT, created by miriansilviabr on 03/05/2014.

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Question Answer
PNCEBT Brucelose - Doença infecto-contagiosa crônica (assim como a tuberculose). Doença do aborto, doença de Bang ou aborto contagioso ou aborto infeccioso; mal da cernelha ou da nuca; febre de Malta, do Mediterrâneo ou ondulante.
BRUCELOSE BOVINA (Brucella abortus) Acomete principalmente os bovinos e bubalinos. Os cães da fazenda podem ser acometidos.
Brucella melitensis - não foi detectada no Brasil. Os hospedeiros preferenciais são os caprinos e ovinos. Os bovinos podem ser acometidos.
Brucella suis Acomete principalmente os suínos. Os bovinos podem ser acometidos.
Brucella canis Acomete principalmente os caninos e felinos.
Brucella ovis O hospedeiro preferencial é o ovino e a manifestação clínica principal no macho é a orquite e a epididimite.
As três espécies principais, também denominadas clássicas, são subdivididas em biovariedades ou biovares. B. abortus (7 biovares); B. melitensis (3 biovares); B. suis (5 biovares).
Podem apresentar-se em cultivos primários com morfologia colonial lisa ou rugosa (rugosa estrita ou mucóide). Essa morfologia está diretamente associada à composição bioquímica do LPS da parede celular, e para algumas espécies tem relação com a virulência. B. abortus, B. melitensis e B. suis normalmente apresentam uma morfologia de colônia do tipo lisa; quando evoluem para formas rugosas ou mucóides, deixam de ser patogênicas. Já as espécies B. ovis e B. canis apresentam uma morfologia de colônia permanentemente do tipo rugosa ou mucóide.
EPIDEMIOLOGIA Brucella abortus é mais prevalente no Brasil e essa prevalência é variável entre os estados. Em SC a prevalência é menor que nos estados do Centro-Oeste. Brucella abortus cocobacilo, G- (LPS), intracelular facultativo, imóvel, não forma esporos. É necessário laboratório de biossegurança 3 para a manipulação do agente.
Zoonose de distribuição universal, acarreta problemas sanitários importantes e prejuízos econômicos vultosos. Perdas reprodutivas: abortos, orquite, natimortos, nascimento de prematuros, aumento do intervalo entre partos, retenção de placenta, esterilidade. Desvalorização da atividade; barreiras do comércio internacional de animais e seus produtos; queda na produção de leite e carne. Saúde pública, a brucelose é uma zoonose.
Nos bovinos e bubalinos, a brucelose acomete, de modo especial, o trato reprodutivo, gerando perdas diretas devido, principalmente, a abortos, baixos índices reprodutivos, aumento do intervalo entre partos, diminuição da produção de leite, morte de bezerros e interrupção de linhagens genéticas. As propriedades onde a doença está presente têm o valor comercial de seus animais depreciado; as regiões onde a doença é endêmica encontram-se em posição desvantajosa na disputa de novos mercados.
A brucelose atinge tanto o gado de corte como o gado de leite Enquanto a tuberculose é um problema mais sério para os produtores de leite. Ambas as enfermidades afetam a população de bubalinos.
As bactérias do gênero Brucella, apesar de permanecerem no ambiente, não se multiplicam nele; essas são medianamente sensíveis aos fatores ambientais. Entretanto, a resistência diminui quando aumentam a temperatura e a luz solar direta ou diminui a umidade. A pasteurização é um método eficiente de destruição de Brucella sp, assim como as radiações ionizantes. A sobrevivência de Brucella sp. em esterco líquido é inversamente proporcional à temperatura dele, pois pode sobreviver nesse material por 8 meses a 15ºC, enquanto que só resiste por 4 horas se a temperatura do material for de 45º – 50ºC.
Mecanismos de transmissão As localizações de maior freqüência do agente são: linfonodos, baço, fígado, aparelho reprodutor masculino, útero e úbere. .
As vias de eliminação são representadas pelos fluidos e anexos fetais – eliminados no parto ou no abortamento e durante todo o puerpério –, leite e sêmen. A principal fonte de infecção é representada pela vaca prenhe, que elimina grandes quantidades do agente por ocasião do aborto ou parto e em todo o período puerperal (até, aproximadamente, 30 dias após o parto), contaminando pastagens, água, alimentos e fômites.
A porta de entrada mais importante é o trato digestivo, sendo que a infecção se inicia quando um animal suscetível ingere água e alimentos contaminados . Uma vaca pode adquirir a doença apenas por cheirar fetos abortados, pois a bactéria também pode entrar pelas mucosas do nariz e dos olhos, via respiratória e conjuntival. O PI da brucelose pode ser de poucas semanas e até mesmo de meses ou anos. O PI é inversamente proporcional ao tempo de gestação, ou seja, quanto mais adiantada a gestação, menor será o período de incubação.
O PI também vai variar de acordo com a carga infectante (quanto maior essa, menor o PI) e do status imunológico do animal. A transmissão pelo coito parece não ser de grande importância entre bovinos e bubalinos. Na monta natural, o sêmen é depositado na vagina, onde há defesas inespecíficas que dificultam o processo de infecção.
Touro infectado não pode ser utilizado como doador de sêmen; isso porque, na inseminação artificial, o sêmen é introduzido diretamente no útero, permitindo infecção da fêmea com pequenas quantidades do agente, sendo por isso importante via de transmissão e eficiente forma de difusão da enfermidade nos plantéis. A transferência de embriões – realizada segundo os protocolos internacionalmente preconizados de lavagem e tratamento para a redução da transmissão de agentes infecciosos –, não apresenta risco de transmissão de brucelose entre doadoras infectadas e receptoras livres da doença.
Fêmeas nascidas de vacas + podem infectar-se no útero, durante ou logo após o parto. Quando infectadas, geralmente abortam na 1° prenhez, e só apresentam resultados + para os testes sorológicos no decorrer da gestação. Esse fenômeno ocorre em frequência baixa, porém, apesar de não impedir o avanço do programa, invariavelmente acarreta considerável retardo na obtenção de bons resultados dele. Várias espécies domésticas ou silvestres são suscetíveis à infecção por B. abortus, entretanto, são consideradas como hospedeiros finais da infecção, pois não transmitem o agente novamente aos bovinos.
As espécies com alguma importância na epidemiologia da brucelose bovina, podem ser citadas: os equídeos, que podem apresentar lesões articulares abertas, principalmente de cernelha; os cães, que podem abortar pela infecção; e os saprófagos, pela possibilidade de levar restos de placenta ou feto de um lugar para outro. A principal forma de entrada da brucelose em uma propriedade é a introdução de animais infectados. Por essa razão, deve-se evitar introduzir animais cuja condição sanitária é desconhecida. O ideal é que esses animais procedam de rebanhos livres ou, então, que sejam submetidos à rotina diagnóstica que lhes garanta a condição de não infectados.
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