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Flashcards

Vigilância Sanitária_Aula02_Meta02

Claudia Silva Vigilância Sanitária Anvisa Portuguese 37 cards

Vigilância Sanitária_Aula02_Meta02

Cards in this deck (37)

  1. 1LEI Nº 8.080, DE 19 DE SETEMBRO DE 1990. DISPOSIÇÃO PRELIMINAR Art. 1º Esta lei regula, em todo o território nacional, as ações e serviços de saúde, executados isolada ou conjuntamente, em caráter permanente ou eventual, por pessoas naturais ou jurídicas de direito Público ou privado.Comentário:
    Perceba que esta lei regulamenta toda e qualquer atividade de saúde no
    Brasil e não apenas as que são promovidas pelo poder público. Você
    entederá isso melhor quando chegarmos aos artigos específicos.
  2. 2TÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES GERAIS Art. 2º A saúde é um direito fundamental do ser humano, devendo o Estado prover as condições indispensáveis ao seu pleno exercício.Comentário:
    Logo após a introdução da lei no artigo 1º, que descreve seu objeto, já
    surge o resgate do princípio constitucional da saúde enquanto direito de todo cidadão e o dever do Estado em garanti-lo, em consonância com o
    artigo 196 da Constituição Federal de 1988.
  3. 3Art. 3º Os níveis de saúde expressam a organização social e econômica do País, tendo a saúde como determinantes e condicionantes, entre outros, a alimentação, a moradia, o saneamento básico, o meio ambiente, o trabalho, a renda, a educação, a atividade física, o transporte, o lazer e o acesso aos bens e serviços essenciais. Parágrafo único. Dizem respeito também à saúde as ações que, por força do disposto no artigo anterior, se destinam a garantir às pessoas e à coletividade condições de bem-estar físico, mental e social.Lembre-se que na lista de leis que alteraram o texto original, que
    acabamos de ver, consta o acréscimo neste artigo, que inclui a atividade
    física como um determinante de saúde. (Lei nº 12.864, de 24 de setembro de 2013)
    Parágrafo único. Dizem respeito também à saúde as ações que, por
    força do disposto no artigo anterior, se destinam a garantir às pessoas e à
    coletividade condições de bem-estar físico, mental e social
  4. 4Os determinantes sociais não podem ser avaliados somente pelas doenças geradas, pois vão além, influenciando todas as dimensões do processo de saúde das populações, tanto do ponto de vista do indivíduo, quanto da coletividade na qual ele se insere.Daí a importância do setor saúde se somar aos demais setores da
    sociedade no combate às iniquidades, ao que chamamos de
    intersetorialidade.
  5. 5TÍTULO II DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE DISPOSIÇÃO PRELIMINAR Art. 4º O conjunto de ações e serviços de saúde, prestados por órgãos e instituições públicas federais, estaduais e municipais, da Administração direta e indireta e das fundações mantidas pelo Poder Público, constitui o Sistema Único de Saúde (SUS). § 1º Estão incluídas no disposto neste artigo as instituições públicas federais, estaduais e municipais de controle de qualidade, pesquisa e produção de insumos, medicamentos, inclusive de sangue e hemoderivados, e de equipamentos para saúde. § 2º A iniciativa privada poderá participar do Sistema Único de Saúde (SUS), em caráter complementar.TÍTULO II DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE DISPOSIÇÃO PRELIMINAR Art. 4º O conjunto de ações e serviços de saúde, prestados por órgãos e institu...
  6. 6Comentários sobre o Art. 4ºHá também uma outra categoria chamadas paraestatais. Este grupo é
    composto por instituições de natureza PRIVADA, mas SEM FINS LUCRATIVOS, e
    que podem participar das atividades gerenciais do SUS.
    É o que comumente se chama de TERCEIRO SETOR, uma vez que nem
    é o primeiro setor representado pelo poder público e nem o segundo que
    é a inciativa privada lucrativa. Os principais exemplos que temos disso
    são as Organizações Sociais (OS) e as Organizações da Sociedade Civil de
    Interesse Público (OSCIP).
  7. 7CAPÍTULO I Dos Objetivos e Atribuições Art. 5º São objetivos do Sistema Único de Saúde SUS: I - a identificação e divulgação dos fatores condicionantes e determinantes da saúde; II - a formulação de política de saúde destinada a promover, nos campos econômico e social, a observância do disposto no § 1º do art. 2º desta lei; III - a assistência às pessoas por intermédio de ações de promoção, proteção e recuperação da saúde, com a realização integrada das ações assistenciais e das atividades preventivas.Este artigo resume as missões designadas ao SUS e que de
    alguma forma justifica a necessidade de sua existência. Na verdade esses
    deveriam ser os objetivos de quaisquer sistemas de saúde:
    a) identificar as necessidades de saúde de sua população, considerando o
    princípio da integralidade conforme abordamos no artigo sobre
    determinantes de saúde;
    b) formular políticas que sejam compatíveis ao atendimento destas
    necessidades;
    c) executar ações que dêem concretude a tais políticas.
  8. 8Art. 6º Estão incluídas ainda no campo de atuação do Sistema Único de Saúde (SUS): I - a execução de ações: a) de vigilância sanitária; b) de vigilância epidemiológica; c) de saúde do trabalhador; e d) de assistência terapêutica integral, inclusive farmacêutica;II - a participação na formulação da política e na execução de ações de
    saneamento básico;
    III - a ordenação da formação de recursos humanos na área de saúde;
    IV - a vigilância nutricional e a orientação alimentar;
    V - a colaboração na proteção do meio ambiente, nele compreendido o do
    trabalho;
  9. 9VI - a formulação da política de medicamentos, equipamentos, imunobiológicos e outros insumos de interesse para a saúde e a participação na sua produção; VII - o controle e a fiscalização de serviços, produtos e substâncias de interesse para a saúde; VIII - a fiscalização e a inspeção de alimentos, água e bebidas para consumo humano;IX - a participação no controle e na fiscalização da produção, transporte,
    guarda e utilização de substâncias e produtos psicoativos, tóxicos e
    radioativos;
    X - o incremento, em sua área de atuação, do desenvolvimento científico
    e tecnológico;
    XI - a formulação e execução da política de sangue e seus derivados.
  10. 10Comentários sobre o Art. 5ºA vigilância em saúde tem por objetivo a observação e análise
    permanentes da situação de saúde da população, articulando-se
    em um conjunto de ações destinadas a controlar determinantes,
    riscos e danos à saúde de populações
  11. 11O conceito de vigilância em saúde inclui:- vigilância e o controle das doenças transmissíveis;
    - a vigilância das doenças e agravos não transmissíveis;
    - a vigilância da situação de saúde,
    - vigilância ambiental em saúde,
    - vigilância da saúde do trabalhador
    - vigilância sanitária.
  12. 12Segundo a Portaria nº 1.378 de 2013 as ações de Vigilância em Saúde envolvem práticas e processos de trabalho voltados para: vigilância da situação de saúde da população, com a produção de
    análises que subsidiem o planejamento, estabelecimento de
     prioridades e estratégias, monitoramento e avaliação das ações de
    saúde pública;
     detecção oportuna e adoção de medidas adequadas para a resposta
    às emergências de saúde pública;
     vigilância, prevenção e controle das doenças transmissíveis;
     vigilância das doenças crônicas não transmissíveis, dos acidentes e
    violências;
     vigilância de populações expostas a riscos ambientais em saúde;
     vigilância da saúde do trabalhador;
     vigilância sanitária dos riscos decorrentes da produção e do uso de
    produtos, serviços e tecnologias de interesse a saúde;
  13. 13os eixos estruturantes da Política Nacional de Vigilância em Saúde (PNVS) estão bem representados no esquema abaixo:os eixos estruturantes da Política Nacional de Vigilância em Saúde (PNVS) estão bem representados no esquema abaixo:
  14. 14Ainda do Art 5... § 1º Entende-se por VIGILÂNCIA SANITÁRIA um conjunto de ações capaz de eliminar, diminuir ou prevenir riscos à saúde e de intervir nos problemas sanitários decorrentes do meio ambiente, da produção e circulação de bens e da prestação de serviços de interesse da saúde, abrangendo: I - o controle de bens de consumo que, direta ou indiretamente, se relacionem com a saúde, compreendidas todas as etapas e processos, da produção ao consumo; e II - o controle da prestação de serviços que se relacionam direta ou indiretamente com a saúde.Em resumo a Vigilância Sanitária abrange o controle de produtos e da prestação de serviços que se relacionem com a
    saúde humana.
    A vigilância sanitária também pode ser concebida como um espaço
    de exercício da cidadania e do controle social, por sua capacidade
    transformadora da qualidade dos produtos, dos processos e das relações
    sociais.
  15. 15Ainda do Art 5... § 2º Entende-se por VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA um conjunto de ações que proporcionam o conhecimento, a detecção ou prevenção de qualquer mudança nos fatores determinantes e condicionantes de saúde individual ou coletiva, com a finalidade de recomendar e adotar as medidas de prevenção e controle das doenças ou agravos.O propósito da Vigilância Epidemiológica é fornecer orientação
    técnica permanente para os que têm a responsabilidade de decidir
    sobre a execução de ações de controle de doenças e agravos. Tem como
    funções, dentre outras:
    - coleta e processamento de dados;
    - análise e interpretação dos dados processados;
    - divulgação das informações;
    - investigação epidemiológica de casos e surtos;
    - análise dos resultados obtidos;
    - recomendações e promoção das medidas de controle indicadas
  16. 16Ainda do Art 5... § 3º Entende-se por saúde do trabalhador, para fins desta lei, um conjunto de atividades que se destina, através das ações de vigilância epidemiológica e vigilância sanitária, à promoção e proteção da saúde dos trabalhadores, assim como visa à recuperação e reabilitação da saúde dos trabalhadores submetidos aos riscos e agravos advindos das condições de trabalho, abrangendo:I - assistência ao trabalhador vítima de acidentes de trabalho ou portador
    de doença profissional e do trabalho;
    II - participação, no âmbito de competência do Sistema Único de Saúde
    (SUS), em estudos, pesquisas, avaliação e controle dos riscos e agravos
    potenciais à saúde existentes no processo de trabalho;
    III - participação, no âmbito de competência do Sistema Único de Saúde
    (SUS), da normatização, fiscalização e controle das condições de
    produção, extração, armazenamento, transporte, distribuição e manuseio
    de substâncias, de produtos, de máquinas e de equipamentos que
    apresentam riscos à saúde do trabalhador;
  17. 17IV - avaliação do impacto que as tecnologias provocam à saúde; V - informação ao trabalhador e à sua respectiva entidade sindical e às empresas sobre os riscos de acidentes de trabalho, doença profissional e do trabalho, bem como os resultados de fiscalizações, avaliações ambientais e exames de saúde, de admissão, periódicos e de demissão, respeitados os preceitos da ética profissional; VI - participação na normatização, fiscalização e controle dos serviços de saúde do trabalhador nas instituições e empresas públicas e privadas;VII - revisão periódica da listagem oficial de doenças originadas no
    processo de trabalho, tendo na sua elaboração a colaboração das
    entidades sindicais; e
    VIII - a garantia ao sindicato dos trabalhadores de requerer ao órgão
    competente a interdição de máquina, de setor de serviço ou de todo
    ambiente de trabalho, quando houver exposição a risco iminente para a
    vida ou saúde dos trabalhadores.
  18. 18CAPÍTULO II Dos Princípios e Diretrizes Art. 7º As ações e serviços públicos de saúde e os serviços privados contratados ou conveniados que integram o Sistema Único de Saúde (SUS), são desenvolvidos de acordo com as diretrizes previstas no art. 198 da Constituição Federal, obedecendo ainda aos seguintes princípios:I - universalidade de acesso aos serviços de saúde em todos os níveis de
    assistência;
    II - integralidade de assistência, entendida como conjunto articulado e
    contínuo das ações e serviços preventivos e curativos, individuais e
    coletivos, exigidos para cada caso em todos os níveis de complexidade do
    sistema;
    III - preservação da autonomia das pessoas na defesa de sua integridade
    física e moral;
  19. 19IV - igualdade da assistência à saúde, sem preconceitos ou privilégios de qualquer espécie; V - direito à informação, às pessoas assistidas, sobre sua saúde; VI - divulgação de informações quanto ao potencial dos serviços de saúde e a sua utilização pelo usuário; VII - utilização da epidemiologia para o estabelecimento de prioridades, a alocação de recursos e a orientação programática; VIII - participação da comunidade;IX - descentralização político-administrativa, com direção única em cada esfera de governo:
    a) ênfase na descentralização dos serviços para os municípios;
    b) regionalização e hierarquização da rede de serviços de saúde;
    X - integração em nível executivo das ações de saúde, meio ambiente e
    saneamento básico;
    XI - conjugação dos recursos financeiros, tecnológicos, materiais e humanos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios na prestação de serviços de assistência à saúde da população;
    XII - capacidade de resolução dos serviços em todos os níveis de assistência; e
    XIII - organização dos serviços públicos de modo a evitar duplicidade de
    meios para fins idênticos.
  20. 20um resumo sobre os principais conceitos que embasam os princípios do SUSum resumo sobre os principais conceitos que embasam os princípios do SUS
  21. 21Costumamos dividir estes princípios do SUS em 2 grupos: doutrinários e organizativos. Princípios Doutrinários1- Universalidade: significa que o Sistema Único de Saúde deve atender a todos por meio de sua estrutura e serviços, sem distinções ou restrições, oferecendo toda a atenção necessária, sem qualquer custo.
    2- Equidade: preconiza o direito das pessoas de serem atendidas de acordo
    com as suas necessidades de saúde, sem privilégios ou preconceitos.
    3- Integralidade: preconiza a garantia ao usuário de uma atenção que abrange as ações de promoção, prevenção, tratamento e reabilitação, com garantia de acesso a todos os níveis de atenção do Sistema de Saúde.
  22. 22Princípios Organizativos3- Regionalização: trata-se de uma forma de organização do Sistema de Saúde, com base territorial e populacional, adotada por muitos países na busca por uma distribuição de serviços que promova equidade de acesso, qualidade, otimização dos recursos e racionalidade de gastos.
    4- Hierarquização: diz respeito à possibilidade de organização dos níveis
    de atenção do Sistema conforme o grau de densidade tecnológica dos serviços
  23. 23Princípios Organizativos5- Descentralização: é o processo de transferência de responsabilidades da
    gestão e recursos para os municípios, atendendo às determinações
    constitucionais e legais que embasam o SUS e que definem atribuições comuns e competências específicas à União, estados, Distrito Federal e municípios.
    6- Controle Social: é um mecanismo institucionalizado pelo qual se procura
    garantir a participação social, com representatividade, no acompanhamento da formulação e execução das políticas de saúde. Ele se
    concretiza primordialmente por meio dos Conselhos e Conferências de
    Saúde, mas se dá também em outras instâncias.
  24. 24CAPÍTULO III Da Organização, da Direção e da Gestão Art. 8º As ações e serviços de saúde, executados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), seja diretamente ou mediante participação complementar da iniciativa privada, serão organizados de forma regionalizada e hierarquizada em níveis de complexidade crescente.Ao propor a descentralização do sistema, a lei 8.080 aponta a
    regionalização como possibilidade do estabelecimento de relações de
    apoio mútuo entre municípios que guardam entre si interesses comuns. E
    traz ainda na hierarquização a necessidade destas regiões de saúde
    organizarem seus fluxos e estratégias de acesso e otimização de recursos
  25. 25Art. 9º A direção do Sistema Único de Saúde (SUS) é única, de acordo com o inciso I do art. 198 da Constituição Federal, sendo exercida em cada esfera de governo pelos seguintes órgãos: I - no âmbito da União, pelo Ministério da Saúde; II - no âmbito dos Estados e do Distrito Federal, pela respectiva Secretaria de Saúde ou órgão equivalente; e III - no âmbito dos Municípios, pela respectiva Secretaria de Saúde ou órgão equivalente.Já no artigo 9º observa-se a inequívoca declaração de que o SUS deve ter comando único em cada instância, e identifica o Ministério da Saúde e as Secretarias Estaduais e Municipais como responsáveis por esse comando em suas respectivas esferas.
  26. 26Art. 10. Os municípios poderão constituir consórcios para desenvolver em conjunto as ações e os serviços de saúde que lhes correspondam. § 1º Aplica-se aos consórcios administrativos intermunicipais o princípio da direção única, e os respectivos atos constitutivos disporão sobre sua observância. § 2º No nível municipal, o Sistema Único de Saúde (SUS), poderá organizar-se em distritos de forma a integrar e articular recursos, técnicas e práticas voltadas para a cobertura total das ações de saúde.- trata-se de uma sociedade constituída entre os municípios interessados na tentativa de otimizar recursos por meio de entidade que juridicamente é de direito privado e que portanto permite
    facilidades operacionais. Assim o conjunto de municípios pode realizar
    provimentos de serviços de saúde para a região e ratear proporcionalmente tais despesas.
    -
  27. 27Art. 11. (Vetado). Art. 12. Serão criadas comissões intersetoriais de âmbito nacional, subordinadas ao Conselho Nacional de Saúde, integradas pelos Ministérios e órgãos competentes e por entidades representativas da sociedade civil. Parágrafo único. As comissões intersetoriais terão a finalidade de articular políticas e programas de interesse para a saúde, cuja execução envolva áreas não compreendidas no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).Como já mencionei nos artigos relacionados aos determinantes
    sociais e aos princípios do SUS, a intersetorialidade é uma característica
    fundamental para a organização do SUS e suas práticas cuidadoras. A
    partir deste reconhecimento este artigo institui a obrigatoriedade de
    criação e funcionamento de comissões permanentes que discutam as
    interface de determinadas políticas públicas.
  28. 28Art. 13. A articulação das políticas e programas, a cargo das comissões intersetoriais, abrangerá, em especial, as seguintes atividades: I - alimentação e nutrição; II - saneamento e meio ambiente; III - vigilância sanitária e farmacoepidemiologia; IV - recursos humanos; V - ciência e tecnologia; e VI - saúde do trabalhador.No artigo 13º a lei adscreve
    quais temas são primordiais, sem limitar outras comissões que possam
    ser criadas.
    Alguns Estados também adotam essa proposta, a despeito da não
    obrigatoriedade, seja com a nomenclatura de comissão, comitê, câmara técnica ou outra que lhe aprouver. Estas comissões comumente estão vinculadas à Comissão Intergestores Bipartite, instância deliberativa sobre a qual explanarei logo à frente
  29. 29Art. 14. Deverão ser criadas Comissões Permanentes de integração entre os serviços de saúde e as instituições de ensino profissional e superior. Parágrafo único. Cada uma dessas comissões terá por finalidade propor prioridades, métodos e estratégias para a formação e educação continuada dos recursos humanos do Sistema Único de Saúde (SUS), na esfera correspondente, assim como em relação à pesquisa e à cooperação técnica entre essas instituições.Foi tratada de maneira diferenciada a importância de se instituir
    Comissões que formulem estratégias que promovam melhor interação de
    benefício mútuo entre serviços de saúde e instituições formadoras de
    profissionais de saúde em nível superior. Um exemplo clássico disto sãos
    as Comissões Permanentes que regulamentam os programas de
    residência médicas e multiprofissionais.
  30. 30Art. 14-A. As Comissões Intergestores Bipartite e Tripartite são reconhecidas como foros de negociação e pactuação entre gestores, quanto aos aspectos operacionais do Sistema Único de Saúde (SUS). (Incluído pela Lei nº 12.466, de 2011). Parágrafo único. A atuação das Comissões Intergestores Bipartite e Tripartite terá por objetivo: (Incluído pela Lei nº 12.466, de 2011). I - decidir sobre os aspectos operacionais, financeiros e administrativos da gestão compartilhada do SUS, em conformidade com a definição da política consubstanciada em planos de saúde, aprovados pelos conselhos de saúde; (Incluído pela Lei nº 12.466, de 2011).II - definir diretrizes, de âmbito nacional, regional e intermunicipal, a respeito da organização das redes de ações e serviços de saúde, principalmente no tocante à sua governança institucional e à integração das ações e serviços dos entes federados; (Incluído pela Lei nº
    12.466, de 2011).
    III - fixar diretrizes sobre as regiões de saúde, distrito sanitário, integração de territórios, referência e contrarreferência e demais aspectos vinculados à integração das ações e serviços de saúde entre os entes federados. (Incluído pela Lei nº 12.466, de 2011).
  31. 31Art. 14-B. O Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) são reconhecidos como entidades representativas dos entes estaduais e municipais para tratar de matérias referentes à saúde e declarados de utilidade pública e de relevante função social, na forma do regulamento § 1o O Conass e o Conasems receberão recursos do orçamento geral da União por meio do Fundo Nacional de Saúde, para auxiliar no custeio de suas despesas institucionais, podendo ainda celebrar convênios com a União. § 2o Os Conselhos de Secretarias Municipais de Saúde (Cosems) são reconhecidos como entidades que representam os entes municipais, no âmbito estadual, para tratar de matérias referentes à saúde, desde que vinculados institucionalmente ao Conasems, na forma que dispuserem seus estatutos.- A CIT é composta, paritariamente, por representação do Ministério
    da Saúde (MS), do Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde
    (CONASS) e do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde
    (CONASEMS).
    - A CIB, composta igualmente de forma paritária, é integrada por representação da Secretaria Estadual de Saúde (SES) e do Conselho Estadual de Secretários Municipais de Saúde (COSEMS) => ainda operar por meio Comissões Intergestores Regionais (CIR)
  32. 32Correlação entre os órgãos do poder executivo – Ministério e Secretarias, as Comissões Intergestores e os Conselhos de Saúde, órgãos que exercem o controle social no SUS.Correlação entre os órgãos do poder executivo – Ministério e Secretarias, as Comissões Intergestores e os Conselhos de Saúde, órgãos que ...
  33. 33CAPÍTULO IV Da Competência e das AtribuiçõesCAPÍTULO IV Da Competência e das Atribuições
  34. 34Seção I Das Atribuições Comuns Art. 15. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios exercerão, em seu âmbito administrativo, as seguintes atribuições: I - definição das instâncias e mecanismos de controle, avaliação e de fiscalização das ações e serviços de saúde; II - administração dos recursos orçamentários e financeiros destinados, em cada ano, à saúde; III - acompanhamento, avaliação e divulgação do nível de saúde da população e das condições ambientais; IV - organização e coordenação do sistema de informação de saúde;V - elaboração de normas técnicas e estabelecimento de padrões de
    qualidade e parâmetros de custos que caracterizam a assistência à saúde;
    VI - elaboração de normas técnicas e estabelecimento de padrões de
    qualidade para promoção da saúde do trabalhador;
    VII - participação de formulação da política e da execução das ações de
    saneamento básico e colaboração na proteção e recuperação do meio
    ambiente;
    VIII - elaboração e atualização periódica do plano de saúde;
    IX - participação na formulação e na execução da política de formação e
    desenvolvimento de recursos humanos para a saúde;
  35. 35X - elaboração da proposta orçamentária do Sistema Único de Saúde (SUS), de conformidade com o plano de saúde; XI - elaboração de normas para regular as atividades de serviços privados de saúde, tendo em vista a sua relevância pública; XII - realização de operações externas de natureza financeira de interesse da saúde, autorizadas pelo Senado Federal; XIII - para atendimento de necessidades coletivas, urgentes e transitórias, decorrentes de situações de perigo iminente, de calamidade pública ou de irrupção de epidemias, a autoridade competente da esfera administrativa correspondente poderá requisitar bens e serviços, tanto de pessoas naturais como de jurídicas, sendo-lhes assegurada justa indenização;XIV - implementar o Sistema Nacional de Sangue, Componentes e
    Derivados;
    XV - propor a celebração de convênios, acordos e protocolos
    internacionais relativos à saúde, saneamento e meio ambiente;
    XVI - elaborar normas técnico-científicas de promoção, proteção e
    recuperação da saúde;
    XVII - promover articulação com os órgãos de fiscalização do exercício
    profissional e outras entidades representativas da sociedade civil para a definição e controle dos padrões éticos para pesquisa, ações e serviços de
    saúde;
  36. 36XVIII - promover a articulação da política e dos planos de saúde; XIX - realizar pesquisas e estudos na área de saúde;XX - definir as instâncias e mecanismos de controle e fiscalização
    inerentes ao poder de polícia sanitária;
    XXI - fomentar, coordenar e executar programas e projetos estratégicos e
    de atendimento emergencial.
  37. 37Seção II Da Competência Art. 16. A direção nacional do Sistema Único da Saúde (SUS) compete: I - formular, avaliar e apoiar políticas de alimentação e nutrição; II - participar na formulação e na implementação das políticas: a) de controle das agressões ao meio ambiente; b) de saneamento básico; e c) relativas às condições e aos ambientes de trabalho; III - definir e coordenar os sistemas: a) de redes integradas de assistência de alta complexidade; b) de rede de laboratórios de saúde pública; c) de vigilância epidemiológica; e d) vigilância sanitária;Continuação pelo PDF Legislação 5
    página 34

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LEI 8.080 – ESQUEMATIZADA PARA CONCURSOS
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