Ariádyne Faria
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Enfermagem Mind Map on ZIKA, created by Ariádyne Faria on 09/10/2019.

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Ariádyne Faria
Created by Ariádyne Faria 2 months ago
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COMUNICAÇÃO INTERPESSOAL EM SAÚDE
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ZIKA
1 CONCEITO
1.1 Vírus Zika (ZIKV)
1.1.1 Gênero Flavivirus
1.1.1.1 Família Flaviviridae
1.1.2 Neurotrópico
1.1.3 Arbovírus Emergente
1.1.4 O genoma do vírus é RNA, de fita simples e polaridade positiva
1.1.5 Três linhagens do vírus: o da África do Leste, o da África do Oeste e o Asiático
1.1.6 Período de incubação em mosquitos é cerca de 10 dias e no homem de 3 a 6 dias.
1.1.7 Os hospedeiros vertebrados do vírus incluem macacos e seres humanos
1.2 Infecção causada pelo vírus Zika
2 EPIDEMIOLOGIA
2.1 Descoberto em Uganda em 1947
2.2 Primeiro caso descrito em humanos em 1952
2.3 De 2000 a 2014, a média anual de casos de microcefalia foi 164 - Sinasc
2.4 A circulação do vírus no Brasil foi confirmada laboratorialmente em abril de 2015
2.4.1 Pode ter ocorrido entre maio e dezembro de 2013, período coincidente com a realização da Copa das Confederações.
2.5 Em 2015, foram registrados 1.608 casos.
2.6 2016 - A doença aguda pelo vírus Zika foi incluída na lista de Doenças de Notificação Compulsória
2.7 2019, até a SE 33 - 9.813 casos prováveis de Zika no país
2.8 2019 - 1.649 casos prováveis de Zika em gestantes
2.8.1 447 casos confirmados.
2.9 2017 - 17.452 casos prováveis de infeção pelo vírus Zika no país
2.9.1 8.839 foram confirmados
2.10 2017 - 2.160 casos prováveis em gestantes
2.10.1 949 confirmados - Sinan-NET
2.11 2018 - 8.680 casos prováveis de doença pelo vírus Zika no país
2.11.1 3.984 casos foram confirmados
3 TRANSMISSÃO
3.1 Vetorial
3.1.1 Aedes
3.1.1.1 Aedes Aegypti
3.1.1.1.1 Coloca ovos em águas paradas e coletadas em baldes, potes de flores, canos vazios e outros contêineres.
3.1.1.1.2 Pica principalmente durante o período do dia
3.1.1.1.3 Ingere sangue infectado pelo VZIK
3.1.1.1.3.1 Replicação do vírus nas células epiteliais do intestino médio até alcançar as glândulas salivares do mosquito
3.1.1.1.3.1.1 Período de incubação em torno de 5 a 10 dias
3.1.1.1.3.1.1.1 Saliva do mosquito infectada
3.1.1.1.3.1.1.1.1 Picada em indivíduos saudáveis
3.1.1.1.3.1.1.1.1.1 Infeção dos fibroblastos da derme, queratinócitos da epiderme e células dendríticas imaturas
3.1.1.1.3.1.1.1.1.1.1 Dispersa para os nodos linfáticos e a corrente sanguínea
3.1.1.1.3.1.1.1.1.1.1.1 Receptores facilitam a entrada e adesão do vírus às células alvo
3.1.1.1.3.1.1.1.1.1.1.2 O vírus tem tropismo pelo sistema nervoso central
3.1.1.1.3.1.1.1.1.1.1.3 Pode atingir o miocárdio, o sistema nervoso central e o músculo esquelético.
3.1.1.1.3.1.1.1.1.1.1.4 Atravessa a barreira hematogénea feto-placentária e atinge o cérebro fetal
3.1.1.1.4 Principal vetor nas Américas
3.1.1.1.5 Picada do mosquito fêmea do Aedes
3.1.1.2 Aedes Albopictus
3.1.1.3 Aedes Africanus
3.1.1.4 Aedes Luteocephalus
3.1.1.5 Aedes vittatus
3.1.1.6 Aedes furcifer
3.1.1.7 Aedes hensilli
3.1.1.8 Aedes apicoargenteus
3.2 Transfusão sanguínea
3.2.1 Inconclusivo
3.3 Sexual
3.3.1 Inconclusivo
3.4 Transplacentária
3.5 Urina
3.5.1 Inconclusivo
3.6 Saliva
3.6.1 Inconclusivo
4 PREVENÇÃO
4.1 Primária
4.1.1 Prevenção das picadas de mosquito
4.1.1.1 Usar roupas que cubram a maior parte possível do corpo
4.1.1.2 Dormir sob um mosquiteiro
4.1.1.3 Usar um repelente de insectos aprovado (se ≥ 2 meses de idade)
4.1.1.4 Cobrir berços, carrinhos ou transportadores de bebês com um mosquiteiro
4.1.2 Controle populacional dos mosquitos
4.1.2.1 Eliminando água em vasos de plantas, lagões de água, pneus, garrafas plásticas, piscinas sem uso e manutenção, e até mesmo em recipientes pequenos, como tampas de garrafas e pratos de plantas.
4.1.3 Prevenção de transmissão não vetorial
4.1.3.1 Sexo seguro
4.2 Secundária
4.2.1 Pessoas infectadas com o vírus da Zika devem ser protegidas de nova exposição ao mosquito na primeira semana de doença
4.2.2 Os profissionais da saúde devem reportar casos suspeitos e confirmados ao departamento de saúde municipal ou estadual
5 MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
5.1 Doença febril autolimitada (com manifestação de sintomas por 3-6 dias)
5.2 Febre baixa (entre 37,8ºC e 38,5ºC)
5.3 Conjuntivite não purulenta
5.4 Cefaleia
5.5 Artralgia normalmente em mãos e pés
5.6 Alguns casos com inflamações das articulações, fatiga ou mialgia, astenia, rash maculopapular e, com menos frequência, dor retro-orbital, anorexia, vômitos, diarreia e dor abdominal, aftas.
5.7 Astenia pós infecção é frequente
5.8 A dor articular pode estar presente até um mês do início da doença
6 COMPLICAÇÕES
6.1 Microcefalia
6.1.1 Risco maior durante o primeiro trimestre e no início do segundo trimestre da gravidez
6.1.2 O vírus obtém acesso ao compartimento fetal infectando diretamente as células placentárias
6.1.2.1 Placenta pode facilitar a transmissão viral ao feto ou contribuir de outra forma para uma resposta imune prejudicial
6.1.2.1.1 Vírus neurotrópico que demonstra ter como alvo células neurais progenitoras
6.1.2.1.1.1 Vírus desencadeia comportamentos celulares que alteram a proliferação normal das células
6.1.2.1.1.1.1 Há perda de neurônios pós-migratórios intermediariamente diferenciados por meio de um mecanismo apoptótico no cérebro fetal
6.1.2.1.1.1.1.1 O vírus causa parada no ciclo celular, apoptose e inibição das células precursoras neurais.
6.1.2.1.1.1.1.1.1 Outro estudo revelou que a infecção da placenta induz proliferação e hiperplasia proeminente das células de Hofbauer nas vilosidades coriônicas.
6.2 Síndrome da Zika Congênita
6.2.1 Sinais e sintomas apresentados por crianças nascidas de mães infectadas pelo vírus durante a gestação
6.2.1.1 Microcefalia, definida como ‘perímetro cefálico (PC) abaixo de -2 desvios-padrão para idade e sexo de acordo com curvas de referência
6.2.1.2 Artrogripose, malformação da coluna vertebral, ventriculomegalia, microcalcificações no tecido neurológico cerebral, hipotrofia cortical e malformações oculares
6.2.1.3 Bexiga neurogênica (FIOCRUZ, 2018)
6.3 Síndrome de Guillain-Barré
6.3.1 Polirradiculopatia desmilielinizante inflamatória aguda
6.3.2 Ocorre após infecções, geralmente virais
6.3.3 o sistema imunitário do próprio corpo ataca parte do sistema nervoso periférico.
6.3.3.1 Pode afetar os nervos periféricos que controlam a força dos músculos, assim como os que transmitem sensações de dor, temperatura e tato
6.3.3.1.1 Pode resultar em fraqueza muscular e perda de sensações nas pernas e/ou braços
6.3.3.1.1.1 Pode acometer a musculatura respiratória
6.3.4 Autoimune
6.4 Outras complicações neurológicas
6.4.1 Encefalite, meningoencefalite, paraestesia, paralisia facial e mielite); pode ocorrer ainda: trombocitopenia púrpura, danos oftalmológicos e cardíacos
7 TRATAMENTO
7.1 Acetaminofeno (paracetamol) ou dipirona para o controle da febre e manejo da dor
7.2 As sequelas são tratadas em centros multi-profissionais especializados, como os Centros Especializados de Reabilitação (CERS).
7.3 No caso de erupções pruriginosas, os anti-histamínicos podem ser considerados.