Segundo Reinado

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Nível Médio Sociologia Mind Map on Segundo Reinado, created by Larissa Hey D'An on 03/08/2015.

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Segundo Reinado
1 O Segundo Reinado é a fase da História do Brasil que corresponde ao governo de D. Pedro II. Teve início em 23 de julho de 1840, com a mudança na Constituição que declarou Pedro de Alcântara maior de idade com 14 anos e, portanto, apto para assumir o governo.
2 Política Interna
2.1 Os grupos políticos que predominaram, no Segundo Reinado, foram os Liberais e Conservadores.
2.1.1 Na teoria, Liberal significa aquele que busca mudanças significativas no país, nos aspectos políticos, sociais e econômicos. - Conservador, por sua vez, significa aquele que não deseja mudanças profundas, preferindo manter as coisas como estão. -
2.1.1.1 No entanto, na prática, Liberais e Conservadores tinham muito em comum, pois pertenciam a grupos da elite brasileira, e geralmente eram fazendeiros e donos de escravos.
2.2 Para agradar aos grupos políticos durante seu governo, D. Pedro II aceitou reduzir o seu poder, adotando o Parlamentarismo, em 1847.
2.2.1 O Parlamentarismo é um sistema de governo, caracterizado por concentrar o poder executivo nas mãos de um primeiro-ministro.
2.2.2 O Brasil procurou imitar o modelo parlamentarista inglês. Porém, o Poder Moderador ainda mantinha o controle político nas mãos de D. Pedro II. - Assim, o modelo parlamentarista brasileiro foi chamado de “Parlamentarismo às avessas”, pois foi o contrário do modelo inglês.
3 Política Externa
3.1 Negociações para o reconhecimento da independência brasileira
3.1.1 Como o Brasil fora construído em cima de uma política colonial que resultou na produção voltada para exportação, era de extrema importância o reconhecimento dos outros países sobre a nova condição do Brasil, não mais colônia de Portugal e sim um Império independente.
3.1.1.1 Justamente pelas relações econômicas entra Brasil e Reino Unido, o reconhecimento britânico era o mais relevante.
3.1.1.1.1 Em 1810, fora assinado o Tratado da Aliança e Amizade, no qual a Inglaterra declarava que apenas aceitaria válidas as medidas relacionadas ao Brasil, que fossem tomadas por Portugal. Logo, para poder reconhecer a independência do Brasil, era necessário que Portugal o fizesse primeiro.
3.1.1.1.1.1 O governo britânico envia um diplomata inglês para ser mediador das questões entre Portugal e Brasil; em 1825 foi assinado o Tratado de Paz entre Brasil e Portugal.

Annotations:

  • Cláusulas principais: 1. Reconhecimento da independência brasileira por parte de Portugal 2.Título honorífico de Imperador do Brasil seria dado a D. João VI 3. O Brasil não aceitaria adesão de qualquer colônia portuguesa ao Império. 4. Indenização do governo brasileiro a Portugal, pela perda de bens e propriedades no Brasil durante as Guerras de Independência.
3.2 As relações com o Reino Unido
3.2.1 Para reconhecer o Brasil, o governo britânico fez certas exigências.
3.2.1.1 Em 1827, foi celebrado o Tratado de Amizade, Navegação e Comércio, com 15 anos de validade. Onde o Brasil se comprometia a fazer a manutenção das tarifas alfandegárias e extinguir o tráfico de escravos entre África e Brasil.
3.2.1.1.1 O Brasil não extingue o tráfico negreiro, entretanto o interesse maior da Inglaterra eram as vantagens comerciais garantidas no Tratado
3.2.2 Em 1844 o governo brasileiro interrompe a renovação do Tratado de Amizade, Navegação e Comércio e introduz a tarifa Alves Branco.
3.2.2.1 Bill Aberdeen (Brazilian Act)
3.2.2.1.1 Devido a violenta pressão para o fim do tráfico negreiro intercontinental, é assinada a Lei Eusébio de Queiroz em 1850 e a Lei Nabuco de Araújo em 1854, terminando o comércio de escravos entre o continente africano e o Brasil.
3.2.2.2 A Questão Christie
3.2.2.2.1 Em 1862, alguns marinheiros ingleses foram detidos na cidade do Rio de Janeiro, pois, embriagados e em trajes civis, promoviam arruaça nas ruas da então Capital. Constatada a sua condição de militares britânicos, foram imediatamente soltos. O embaixador Christie, não satisfeito, aproveitou a ocasião para exigir a pronta indenização pela carga do navio Prince of Wales, naufragado na costa do Albardão (então Província do Rio Grande do Sul) (1861), a demissão dos policiais brasileiros que tinham efetuado a detenção e um pedido formal de desculpas do governo imperial à Inglaterra. Christie, acerca do naufrágio do navio britânico afirmou ainda que os seus tripulantes foram assassinados por brasileiros antes do afundamento, que teriam procedido o saque da carga.
3.3 As questões platinas
3.3.1 Primeira fase: Fase das contemporizações ou neutralidade paciente (1831-1850)
3.3.1.1 Devido aos conflitos internos com as lutas regenciais e as questões com o Reino Unido, o Brasil não encontrou forças para intervir militarmente contra os "inimigos do Império".
3.3.2 Segunda fase: Fase das intervenções (1850 -1876)
3.3.2.1 Quando resolvidos os conflitos internos, o interesse do governo brasileiro se volta para a região platina.
3.3.2.2 Desde a década de 1840 se destacavam as ações de Juan Manuel Rosas, de Buenos Aires, que havia tentado unificar a Argentina, colocando todas as províncias sob sua direção. No entanto houve reação da população regional,especialmente das províncias do Norte que eram contra a política de Rosas de controlar o comércio na região platina a partir de Buenos Aires
3.3.2.2.1 Assustado com essas medidas, o Brasil adota uma política extremamente intervencionista na região.
3.3.2.2.1.1 A guerra contra Oribe e Rosas marcaram a mudança na atuação brasileira na região e a vitória nas duas guerras garantiram a hegemonia brasileira no Prata

Annotations:

  • Mesmo com o Uruguai em suas mãos, Rosas queria mais e passou a atacar o Sul do Brasil. O Brasil, cujo imperador eraDom Pedro II, então teve que tomar as suas medidas. Mandou uma parte do seu exército para o Sul e tinha como plano financiar os oponentes. A aliança começou a ser formada, Dom Pedro contava com o apoio da Bolívia, Paraguai (sendo que o Brasil enfim reconheceu a sua independência), Uruguai (opositores internos) e com as duas províncias argentinas: Entre Rios e Corrientes.
  • O exército brasileiro se armou para o confronto, uma parte ficou na fronteira para protegê-la e outra foi para o Uruguai tirar Oribe do poder. No dia 19 de outubro de 1851, diante do tamanho do exército que vinha ao seu encontro, Oribe se rende sem luta.
  • Então as forças armadas seguem rumo a Argentina para tirar Rosas do poder. Chegam próximo de Buenos Aires no dia 1º de fevereiro de 1852 e derrotam a primeira força rosista que encontram. Dois dias depois, houve uma nova batalha chamada de Batalha de Monte Caseros, sendo que desta vez o exército argentino era liderado pessoalmente por Rosas. Os aliados ganharam a disputa e Rosas fugiu para o Reino Unido, sem que ninguém soubesse.
  • A Guerra Contra Oribe e Rosas foi importante para o Brasil, já que na época enfrentava-se a vontade do Rio Grande do Sul de se separar do país, mas com este estado participando ativamente, fez com que se integrasse de vez ao Brasil. Além disso, provou a hegemonia do país e a sua estabilidade política e econômica.
3.3.2.3 Para garantir a internacionalização do Prata era necessário que o Paraguai fosse independente de Buenos Aires. Logo, o Império quis desde o começo estabelecer um tratado de reconhecimento mútuo.
3.3.2.3.1 Entretanto, o Paraguai reivindicava terras do Mato Grosso que eram, para o Brasil, parte de seu território. Dessa forma, foi inviável assinar o Tratado de Aliança, Comércio e Limites.
3.3.2.3.1.1 A intervenção militar brasileira no Uruguai em 1864 para depor o governo de Aguirre foi o pretexto de Solano López para iniciar a guerra contra o Brasil. O navio Marquês de Olinda foi aprisionado e o Rio Paraguai foi fechado à navegação de barcos brasileiros.
3.3.2.3.1.1.1 A resposta do Império foi concretizar o Tratado da Tríplice Aliança, com os governos da Argentina e do Uruguai (1865)
3.3.2.3.1.1.1.1 Guerra do Paraguai (1865 - 1870)

Annotations:

  • A Guerra poderia ter acabado em 1869, com a ocupação da capital paraguaia. Argentinos e uruguaios já haviam saído da guerra.
  • Entretanto, Pedro II e Conde D'Eu, desgastados pela oposição política que o conflito havia gerado dentro do país, insistiram em capturar López, vivo ou morto.
  • Em 1870, López é morto, mais de um ano depois da ocupação de Assunção. O resultado, além da carnificina desnecessária, é o ressentimento que até hoje se acumula ao longo da fronteira dos países envolvidos.
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