Decidido a abater o poderio
da Inglaterra, Napoleão
decretou, em finais de 1806, o
Bloqueio Continental, nos
termos do qual nenhuma
nação europeia deveria
comerciar com as Ilhas
Britânicas, favorecendo-se
assim os produtos franceses.
Fiel à sua velha aliada, mas não sem
algumas hesitações e
ambiguidades, Portugal acabou por
não se subordinar aos ditames do
Bloqueio. A decisão custou-lhe, de
1807 a 1811, o flagelo de três
invasões napoleónicas, comandadas,
sucessivamente, pelo general Junot,
pelo marechal Soult e pelo marechal
Massena.
Invasões Francesas. A Portugal: 1807 -
1810
4 anos de guerra com França deixam
Portugal na miséria
O embarque da familia
real para o Brasil
permitiu a Portugal
manter a independência
do Estado, mas por outro
lado abriu portas a um
forte domínio politico e
económico por parte da
Inglaterra sobre o país
O marechal Beresford,
incumbido de reestruturar o
exército e organizar a defesa do
Reino contra os Franceses,
tornou-se generalíssimo das
tropas portuguesas, nas quais
os Britânicos ocupavam as mais
altas patentes.
Os seus poderes chegaram, inclusive, a sobrepor-se
aos da Regência.
1808: Abertura dos portos do
Brasil ao comércio
internacional
1810: Tratado do comércio com a
Grã-Bretanha - Perda do exclusivo
comercial de Portugal com o
Brasil
Burguesia sofre fortes prejuizos com
este tratado
Em 1820, as despesas
ultrapassavam as receitas,
a agricultura definhava e
o comércio decrescia.
Começa pois a surgir, no seio da burguesia,
uma agitação revolucionaria e a ela se deve a
preparação da rebelião
Antecedentes do século XIX: Portugal quase
completamente rural, pobre e analfabeto