Fluxograma
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Conteúdo do fluxograma
Homem, 54 anos
Dor na parte inferior do dorso que se irradia até o dorso da perna direita
Força e sensação nas extremidades inferiores normais
DOR IRRADIADA
dor sentida longe de sua origem, em estruturas inervadas pelo nervo ou raiz nervosa responsável pela dor.
pode surgir devido ao comprometimento de qualquer raiz nervosa
dor aumenta quando tosse e ergue objetos e diminui ao deitar
relação com esforço físico
APRESENTAÇÃO CLÍNICA
EXAME CLÍNICO
Quando em decúbito dorsal, queixou-se de dor na perna direita quando ela foi elevada pelo clínico
Manobra de Lasègue: manobra que acarreta o estiramento do nervo ciático. Dor no trajeto do nervo indica compressão.
Sinal de lasègue positivo de houver dor com até 60° de elevação.
Bloqueio e dor até 30° de elevação sugerem hérnia discal.
REFERÊNCIAS
1 - Celeno, P. C. Semiologia Médica, 8ª edição.Grupo GEN, 2019.
2 - FILHO, T.E.P.B.; KOJIMA, K.E.; FERNANDES, T.D. Casos clínicos em ortopedia e traumatologia: guia prático para formação e atualização em ortopedia. Editora Manole,
3 - LONGO, Dan L. Allan H. Ropper, MD, and Ross D. Zafonte, DO. N Engl J Med, v. 372, p. 1240-8, 2015.
4 - SBOT. Ortopedia e Traumatologia. Grupo GEN, 2017.
5 - FILHO, T.E.P.D.B.; CAMARGO, O.P.D.; CAMANHO, G.L. Clínica Ortopédica.Editora Manole,
6 - HOKAMA, Jorge. Diagnóstico de las ciatalgias y cruralgias de causas no habituales. diabetes, v. 19, p. 1, 2000.
SINTOMA MAIS EVIDENTE
Ciatalgia
TIPO
Mecânica: piora com esforço e melhora com repouso
INDICATIVO DE
Hérnia Discal Lombar
POSSÍVEIS DIAGNÓSTICOS
Hérnia de Disco Lombar
Estenose Lombar
Espondilolistese e Espondilólise
Dor Glútea Profunda
Quadro clínico inclui: parestesias, eventual perda de força nas coxas, pernas e glúteos, reflexos diminuídos.
Ciatalgia é rara, dor piora com a extensão lombar, possível desnível à palpação dos processos espinhosos.
Dor da região glútea com piora à compressão local é o sintoma mais característico, acompanhado ou não de ciatalgia.
HIPÓTESE DIAGNÓSTICA
Primeira suspeita, já que é a causa mais comum de lombociatalgia mecânica.
Ciatalgia resultante de hérnia discal
Ocorre em aproximadamente 2% da população. Acomete principalmente indivíduos de 20 a 50 anos.
EPIDEMIOLOGIA
DIAGNÓSTICO
O diagnóstico deve ser clínico e radiológico.
FISIOPATOLOGIA
- Consiste na fraqueza ou ruptura do anel que contém o disco intervertebral;
- Ocorre quando o disco é gelatinoso;
- A hérnia é considerada um estágio inicial da doença degenerativa discal;
- A ciatalgia é causada tanto pela compressão da raiz nervosa quanto pelo processo inflamatório causados pela hérnia.
QUADRO CLÍNICO
Ciatalgia
Dor lombar irradiada ao membro inferior
Pacientes com hérnia discal apresentam piora da dor ao aumento da pressão intratecal (sentar, tossir, espirrar, etc)
EXAMES DE IMAGEM
É o exame de escolha para diagnóstico de hérnia discal. Superior à tomografia computadorizada por permitir melhor visualização dos tecidos moles. Permite fácil distinção entre diagnósticos diferenciais.
Tumores
Ressonância Magnética
TRATAMENTO
Cirúrgico
Não Cirúrgico
Autores descrevem até 90% de sucesso com o tratamento não cirúrgico.
os benefícios do tratamento cirúrgico são maiores dentro dos 2 primeiros anos de segmento.
Fisioterapia
Restaurar força, flexibilidade e funções perdidas devido à dor
deve ser iniciada após passada a fase de dor aguda intensa
Exercícios de alongamento e fortalecimento muscular, focados nos glúteos, musculatura flexora do joelho e musculatura abdominal.
Podem ser empregados métodos analgésicos auxiliares.
Ultrassonografia
Estimulação elétrica
Massagens
Tratamento farmacológico
Anti-inflamatórios não hormonais
Drogas opioides
Relaxantes musculares
tratamento de primeira linha
Corticosteroides intramusculares
Em caso de falha no tratamento conservador e em pacientes que não possam ou não queiram o tratamento cirúrgico.
Indicações absolutas:
- Síndrome da cauda equina
- persistência de dor intensa
- Piora no déficit neurológico
Indicações relativas:
- Falha no tratamento conservador
- Crises de ciatalgia recorrentes
- Hérnia extrusa associada à estenose do canal vertebral
O tempo ideal para o tratamento conservador é de no mínimo 6 semanas, não devendo ultrapassar 12 semanas, pois a dor pode se tornar crônica do tipo neuropática.
Indicações
Método mais utilizado
Discectomia aberta padrão
Remoção de fragmentos discais degenerados e destacados do restante do disco.
Geralmente vêm acompanhados de outros sintomas além da ciatalgia. Pode ser descartado pela RNM
FATORES DE RISCO
Tabagismo
tem influência direta na degeneração discal e dificulta a prática de atividades físicas, o que piora a dor.
Diabetes
Insuficiência Vascular
Fator Genético
Obesidade
excesso de peso acelera a degeneração discal por aumentar a pressão no disco.
HISTÓRICO
Nega ter sofrido trauma no dorso
Tratamento de primeira escolha
Informações
- Descrição
- Fluxograma sobre Sem título, criado por Ana Luiza Montibeller em 06-10-2021.
- Criado por
- Ana Luiza Montibeller
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