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Ana Luiza Montibeller Portuguese

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  1. Homem, 54 anos

  2. Dor na parte inferior do dorso que se irradia até o dorso da perna direita

  3. Força e sensação nas extremidades inferiores normais

  4. DOR IRRADIADA

  5. dor sentida longe de sua origem, em estruturas inervadas pelo nervo ou raiz nervosa responsável pela dor.

  6. pode surgir devido ao comprometimento de qualquer raiz nervosa

  7. dor aumenta quando tosse e ergue objetos e diminui ao deitar

  8. relação com esforço físico

  9. APRESENTAÇÃO CLÍNICA

  10. EXAME CLÍNICO

  11. Quando em decúbito dorsal, queixou-se de dor na perna direita quando ela foi elevada pelo clínico

  12. Manobra de Lasègue: manobra que acarreta o estiramento do nervo ciático. Dor no trajeto do nervo indica compressão.

  13. Sinal de lasègue positivo de houver dor com até 60° de elevação.

  14. Bloqueio e dor até 30° de elevação sugerem hérnia discal.

  15. REFERÊNCIAS

    1 - Celeno, P. C. Semiologia Médica, 8ª edição.Grupo GEN, 2019.

    2 - FILHO, T.E.P.B.; KOJIMA, K.E.; FERNANDES, T.D. Casos clínicos em ortopedia e traumatologia: guia prático para formação e atualização em ortopedia. Editora Manole,

    3 - LONGO, Dan L. Allan H. Ropper, MD, and Ross D. Zafonte, DO. N Engl J Med, v. 372, p. 1240-8, 2015.

    4 - SBOT. Ortopedia e Traumatologia. Grupo GEN, 2017.

    5 - FILHO, T.E.P.D.B.; CAMARGO, O.P.D.; CAMANHO, G.L. Clínica Ortopédica.Editora Manole,

    6 - HOKAMA, Jorge. Diagnóstico de las ciatalgias y cruralgias de causas no habituales. diabetes, v. 19, p. 1, 2000.

  16. SINTOMA MAIS EVIDENTE

  17. Ciatalgia

  18. TIPO

  19. Mecânica: piora com esforço e melhora com repouso

  20. INDICATIVO DE

  21. Hérnia Discal Lombar

  22. POSSÍVEIS DIAGNÓSTICOS

  23. Hérnia de Disco Lombar

  24. Estenose Lombar

  25. Espondilolistese e Espondilólise

  26. Dor Glútea Profunda

  27. Quadro clínico inclui: parestesias, eventual perda de força nas coxas, pernas e glúteos, reflexos diminuídos.

  28. Ciatalgia é rara, dor piora com a extensão lombar, possível desnível à palpação dos processos espinhosos.

  29. Dor da região glútea com piora à compressão local é o sintoma mais característico, acompanhado ou não de ciatalgia.

  30. HIPÓTESE DIAGNÓSTICA

  31. Primeira suspeita, já que é a causa mais comum de lombociatalgia mecânica.

  32. Ciatalgia resultante de hérnia discal

  33. Ocorre em aproximadamente 2% da população. Acomete principalmente indivíduos de 20 a 50 anos.

  34. EPIDEMIOLOGIA

  35. DIAGNÓSTICO

  36. O diagnóstico deve ser clínico e radiológico.

  37. FISIOPATOLOGIA

  38. - Consiste na fraqueza ou ruptura do anel que contém o disco intervertebral;

    - Ocorre quando o disco é gelatinoso;

    - A hérnia é considerada um estágio inicial da doença degenerativa discal;

    - A ciatalgia é causada tanto pela compressão da raiz nervosa quanto pelo processo inflamatório causados pela hérnia.

  39. QUADRO CLÍNICO

  40. Ciatalgia

  41. Dor lombar irradiada ao membro inferior

  42. Pacientes com hérnia discal apresentam piora da dor ao aumento da pressão intratecal (sentar, tossir, espirrar, etc)

  43. EXAMES DE IMAGEM

  44. É o exame de escolha para diagnóstico de hérnia discal. Superior à tomografia computadorizada por permitir melhor visualização dos tecidos moles. Permite fácil distinção entre diagnósticos diferenciais.

  45. Tumores

  46. Ressonância Magnética

  47. TRATAMENTO

  48. Cirúrgico

  49. Não Cirúrgico

  50. Autores descrevem até 90% de sucesso com o tratamento não cirúrgico.

  51. os benefícios do tratamento cirúrgico são maiores dentro dos 2 primeiros anos de segmento.

  52. Fisioterapia

  53. Restaurar força, flexibilidade e funções perdidas devido à dor

  54. deve ser iniciada após passada a fase de dor aguda intensa

  55. Exercícios de alongamento e fortalecimento muscular, focados nos glúteos, musculatura flexora do joelho e musculatura abdominal.

  56. Podem ser empregados métodos analgésicos auxiliares.

  57. Ultrassonografia

  58. Estimulação elétrica

  59. Massagens

  60. Tratamento farmacológico

  61. Anti-inflamatórios não hormonais

  62. Drogas opioides

  63. Relaxantes musculares

  64. tratamento de primeira linha

  65. Corticosteroides intramusculares

  66. Em caso de falha no tratamento conservador e em pacientes que não possam ou não queiram o tratamento cirúrgico.

  67. Indicações absolutas:

    - Síndrome da cauda equina

    - persistência de dor intensa

    - Piora no déficit neurológico

  68. Indicações relativas:

    - Falha no tratamento conservador

    - Crises de ciatalgia recorrentes

    - Hérnia extrusa associada à estenose do canal vertebral

  69. O tempo ideal para o tratamento conservador é de no mínimo 6 semanas, não devendo ultrapassar 12 semanas, pois a dor pode se tornar crônica do tipo neuropática.

  70. Indicações

  71. Método mais utilizado

  72. Discectomia aberta padrão

  73. Remoção de fragmentos discais degenerados e destacados do restante do disco.

  74. Geralmente vêm acompanhados de outros sintomas além da ciatalgia. Pode ser descartado pela RNM

  75. FATORES DE RISCO

  76. Tabagismo

  77. tem influência direta na degeneração discal e dificulta a prática de atividades físicas, o que piora a dor.

  78. Diabetes

  79. Insuficiência Vascular

  80. Fator Genético

  81. Obesidade

  82. excesso de peso acelera a degeneração discal por aumentar a pressão no disco.

  83. HISTÓRICO

  84. Nega ter sofrido trauma no dorso

  85. Tratamento de primeira escolha

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Flowchart on Untitled, created by Ana Luiza Montibeller on 06/10/2021.
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