O GoConqr está de visual novo! Conte para nós o que você achou.

Mapa mental

ASMA

Gabriela Lorrane Português

Mapa mental sobre tratamento da asma: objetivo, medidas não farmacológicas, educação do paciente e tratamento medicamentoso

Mapa mental: tratamento da asma

Conteúdo do mapa

ASMA

  1. O objetivo do tratamento é a melhora da qualidade de vida, obtida pelo controle dos sintomas e melhora ou estabilização da função pulmonar.

  2. O objetivo é atingido na maior parte dos casos, devendo o tratamento incluir, obrigatoriamente, medidas não farmacológicas (medidas educativas, controle de fatores desencadeantes/agravantes), indicadas em todos os casos, e farmacoterapia, conforme indicado e de preferência orientado pelo médico.

  3. Tratamento não medicamentoso: A educação do paciente é fundamental na terapêutica da asma e deve integrar todas as fases do atendimento ambulatorial e hospitalar. Deve-se levar em conta aspectos culturais e abranger aspectos de conhecimento da doença, incluindo medidas para redução da exposição aos fatores desencadeantes, e adoção de plano de auto-cuidado baseado na identifi cação precoce dos sintomas. Em todos os casos, recomenda-se a redução da exposição a fatores desencadeantes, incluindo alérgenos/irritantes respiratórios (tabagismo) e medicamentos. A cada consulta, o paciente deve receber orientações de auto-cuidado, plano escrito para exacerbações e ser agendado para reconsulta conforme a gravidade apresentada.

  4. Tratamento medicamentoso inicial: A base do tratamento medicamentoso da asma persistente, em consonância com o conhecimento atual da fisiopatologia, é o uso continuado de medicamentos com ação anti-inflamatória, também chamados controladores, sendo corticosteroides inalatórios os principais deles. Aos controladores se associam medicamentos de alívio, com efeito broncodilatador. A via inalatória é sempre preferida, para o que se faz necessário o treinamento dos pacientes quanto à utilização correta de dispositivos inalatórios. O ajuste da terapêutica deve visar o uso das menores doses necessárias para a obtenção do controle da doença, com isso reduzindo o potencial de efeitos adversos e os custos.

    • Na asma intermitente, o tratamento medicamentoso é direcionado para o alívio imediato dos eventuais sintomas decorrentes de obstrução, indicando-se broncodilatadores de curta ação para uso conforme necessidade.
    • Na asma persistente, o tratamento medicamentoso volta-se para a supressão da inflamação. Para isso são usados medicamentos ditos “controladores”, sendo os corticosteroides inalatórios melhor avaliados e com maior evidência de benefício para esse fim, tanto em adultos como em crianças. O uso regular de corticosteróide inalatório é eficaz para a redução de sintomas e exacerbações, bem como para melhora da função pulmonar. Os B2CA são indicados para sintomas agudos, conforme necessidade do paciente.
    • Nas exacerbações moderadas ou graves, além de B2CA e corticosteroides inalatórios recomenda-se curso de corticoterapia oral para a obtenção do estado de controle, e seguimento da terapêutica antiinflamatória com corticosteróide inalatório.
  5. Tratamento de manutenção: A classificação de gravidade avaliada em uma consulta inicial pode ser modificada durante o acompanhamento, após a introdução de medidas terapêuticas. O controle leva em conta a evolução clínica e tratamento necessário para remissão e estabilização dos sinais e sintomas.

    • A asma é controlada quando esses fatores estão são verificados: -Não há sintomas diários. – Não há limitações para atividades diárias (inclusive exercícios) – Não há sintomas noturnos ou despertares decorrentes de asma. – Não há necessidade de uso de medicamentos de alívio. – A função pulmonar (VEF1) é normal ou quase normal.
      • O controle é avaliado a cada retorno do paciente. Na ausência de controle, deve-se considerar má adesão, inadequação da técnica inalatória, presença de fatores agravantes, falta de percepção/ atenção a sintomas, ou mesmo diagnóstico equivocado.
  6. Medicamentos controladores: Corticosesteroides inalatórios e sistêmicos; Agonistas beta-2 adrenérgicos de longa ação (B2LA) ;

    • Medicamentos de alívio: cAgonistas beta-2 adrenégicos de curta ação (B2CA);
      • Fármacos: Beclometasona: cápsula inalante ou pó inalante de 200 mcg e 400 mcg e aerossol ou spray de 50 mcg e 250 mcg • Budesonida: cápsula inalante de 200 mcg e 400 mcg e pó inalante ou aerossol bucal de 200 mcg • Fenoterol: aerossol de 100 mcg • Formoterol: cápsula ou pó inalante de 12 mcg • Formoterol+budesonida: cápsula ou pó inalante de 12 mcg/400 mcg e de 6 mcg/200 mcg • Salbutamol: aerossol de 100 mcg e solução inalante de 5 mg/mL • Salmeterol: aerossol bucal ou pó inalante de 50 mcg • Prednisona: comprimidos de 5 mg e de 20 mg • Prednisolona: solução oral de 1 mg/mL e 3 mg
  7. A duração do tratamento da asma é imprevisível. Recomenda-se o ajuste do medicamento preventivo para dose mínima efetiva conforme o estado de controle e os resultados de provas da função pulmonar (para maiores de 5 anos).

  8. Benefício esperado: Controle dos sintomas, melhora da qualidade de vida, normalização ou estabilização da função pulmonar, redução do absenteísmo escolar e ao trabalho e redução da utilização de serviços de saúde.

Informações

Descrição
Mapa Mental sobre ASMA, criado por Gabriela Lorrane em 02-10-2018.
Visualizações
9
Avaliação

Fale Conosco

Sobre o que é sua mensagem?

O que você acha do novo visual?

Você gostou?