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INOVAÇÃO
Conteúdo do mapa
INOVAÇÃO
é fruto de um contínuo que tem na pesquisa e na geração de novos conhecimentos
- pesquisa cientifica
- pesquisa tecnológica
a inovaçao passa a ser determinante no desenvolvimento economico
INOVAÇÃO: UMA REFLEXÃO INICIAL
- a inovação hoje esta presente na sociedade, em todas as áreas e segmentos
- inovação é muito mais que uma ideia é a ideia aplicada e executada
- desde o final do século XX, a inovação transbordou nos laboratórios científicos e tecnológicos nas universidades e nas empresas para a sociedade, emergindo novos conceitos
TIPOS DE INOVAÇÃO
- INCREMENTAL
- GERA MELHORIAS INCREMENTAIS NOS INDICADORES DE DESEMPENHO OU QUALIDADE ONDE SE APLICAM
- GERA MELHORIAS CONTÍNUAS E SUSTENTAÇÃO NAS DIVERSAS FASES DO CICLO DE VIDA DE UM PRODUTO OU PROCESSO, ENVOLVE MELHORIAS, GERALMENTE MODESTAS E SEMPRE NO MESMO PATAMAR TECNOLÓGICO NO QUAL SE APLICA
- DISRUPTIVA
- as inovações disruptivas são dramáticas, criando novas demandas, industrias, mercado, aplicações e processos, econômicos e sociais. Gera melhorias significativas, exponenciais, nos indicadores de desempenho ou qualidade onde se aplicam
- esta associada às mudanças radicais, de ruptura com os paradigmas vigentes, gerando um novo patamar tecnológico onde se aplica, abrindo uma nova gama de possibilidades de desenvolvimento
- INCREMENTAL
UNIVERSIDADE
- INOVAÇÃO, DESENVOLVIMENTO, E O PAPEL DA UNIVERSIDADE
- A nova economia, baseada no conhecimento, quebrou muitos conceitos estabelecidos, entre eles dos antigos distritos industriais nas cidades, como símbolo da dinâmica e do crescimento econômico e social.Um novo modelo de ambientes de geração de riqueza e crescimento econômico e social surgia, envolvendo diretamente as universidades, utilizando nomes diferentes, mas envolvendo um significado comum: são os Parques Científicos, Tecnológicos ou de Pesquisa
- Esses Parques Tecnológicos, de Pesquisa ou de Ciências, incorporaram diversos mecanismos de geração de novos empreendimentos de base tecnológica, começando com as incubadoras e, com o tempo, outros mecanismos de geração de empreendimentos inovadores e de alto desempenho
- Atualmente temos uma nova geografia da inovação no mundo, onde esses diferentes ambientes de inovação determinam o progresso das nações e apontam para um novo futuro para as sociedades onde estão localizados
- Com o tempo, nos últimos anos, vemos que os Parques Científicos e Tecnológicos têm um importante papel na Sociedade e na Economia do Conhecimento. Não somente os Parques, mas também os diversos outros ambientes de inovação, sejam Tecnopoles, Clusters, Distritos ou Comunidades de Inovação.
- A nova economia, baseada no conhecimento, quebrou muitos conceitos estabelecidos, entre eles dos antigos distritos industriais nas cidades, como símbolo da dinâmica e do crescimento econômico e social.Um novo modelo de ambientes de geração de riqueza e crescimento econômico e social surgia, envolvendo diretamente as universidades, utilizando nomes diferentes, mas envolvendo um significado comum: são os Parques Científicos, Tecnológicos ou de Pesquisa
- INOVAÇÃO, DESENVOLVIMENTO, E O PAPEL DA UNIVERSIDADE
As áreas de inovação
- Em 2012, nesse contexto, a IASP abriu suas portas para as Áreas de Inovação (AI), entendida como uma evolução dos Parques Científicos e Tecnológicos, que não os substitui, mas amplia o leque de possibilidades dos ambientes de inovação, compartilhando muitos objetivos, trabalham com ferramentas e elementos comuns
- As Áreas de Inovação, ao contrário, envolvem uma multiplicidade de possibilidades estando inseridas em um espaço difuso, nas cidades, inseridas na malha urbana e interagindo com a cidade em todas suas instâncias
- Por outro lado, PCT e AI compartilham a realização de muitas coisas comuns, como planejamento estratégico, gestão imobiliária e das facilidades oferecidas, serviços de apoio para as empresas nascentes
- Com relação à geografia dos ambientes, as AI são desenvolvidas, normalmente, em espaços preexistentes (brown field), nas cidades e regiões, na recuperação de espaços degradados ou projetados para novo uso, enquanto que os 84 ESTUDOS AVANÇADOS 31 (90), 2017 PCT em novos ambientes (green field) que necessitam ser construídos e ocupados.
- Importante notar que ambos compartilham a mesma missão fundamental: gerar desenvolvimento econômico e social por meio da tecnologia e da inovação. Os PCT por determinação e condução de atores externos, como governos ou universidades, enquanto as AI podem envolver também ação interna, da própria região
- As AI e os PCT têm muito em comum, pois compartilham uma mesma origem e uma mesma missão (desenvolvimento econômico e social por meio da inovação e da tecnologia), mas as AI levam os conceitos de PCT a outro nível, com forte influência na vida das pessoas nas cidades. Nesse sentido, PCT e AI são ambientes de inovação que fazem muito sentido em uma Sociedade e Economia do Conhecimento.
Uma reflexão final
- Assim como na área de mecanismos de geração de empreendimentos inovadores temos vivenciado uma evolução e multiplicidade de modelos e abordagens, como incubadoras, aceleradoras, coworking e maker spaces, na área de ambientes de inovação também ocorre o mesmo
- A metáfora do ecossistema é muito adequada, pois remete também à visão do Modelo da Rainforest, floresta tropical, um ecossistema exuberante, imprevisível, diverso, sem controle absoluto e constante transformação e evolução. Trata-se de ambientes não uniformes (como no molde da plantação), desiguais por definição, altamente colaborativo e flexível
- Em todos os ambientes, adotando o termo de Área de Inovação ou Ecossistema de Inovação, seja em um desenvolvimento greenfield, sejam em um brownfield, usando os conceitos de Parques Científicos e Tecnológicos, Distritos Industriais, Clusters ou qualquer outro, será sempre necessário criar uma ecologia de inovação que inclua todos os agentes dos ecossistemas (universidades, empresas, governos e pessoas).
- Nesse sentido, no contexto da terceira missão das Universidades, essas assumem um novo e renovado desafio, o de atuarem como vetores do desenvolvimento econômico e social da sociedade, ampliando suas missões básicas, de ensino e pesquisa. A inovação emerge como o motor desse processo de transformação, levando a pesquisa à sociedade, atuando como fonte de resolução de problemas e abertura de novas possibilidades.
- Nesse ambiente, os ambientes de inovação, sejam mecanismos de geração de empreendimentos, sejam áreas de inovação, emergem como o locus onde está processo de atuação das universidades se manifesta com muita força, na conexão e interação com os meios empresariais, governamentais e a própria sociedade
- Nesse sentido, no contexto da terceira missão das Universidades, essas assumem um novo e renovado desafio, o de atuarem como vetores do desenvolvimento econômico e social da sociedade, ampliando suas missões básicas, de ensino e pesquisa. A inovação emerge como o motor desse processo de transformação, levando a pesquisa à sociedade, atuando como fonte de resolução de problemas e abertura de novas possibilidades.
- Em todos os ambientes, adotando o termo de Área de Inovação ou Ecossistema de Inovação, seja em um desenvolvimento greenfield, sejam em um brownfield, usando os conceitos de Parques Científicos e Tecnológicos, Distritos Industriais, Clusters ou qualquer outro, será sempre necessário criar uma ecologia de inovação que inclua todos os agentes dos ecossistemas (universidades, empresas, governos e pessoas).
- A metáfora do ecossistema é muito adequada, pois remete também à visão do Modelo da Rainforest, floresta tropical, um ecossistema exuberante, imprevisível, diverso, sem controle absoluto e constante transformação e evolução. Trata-se de ambientes não uniformes (como no molde da plantação), desiguais por definição, altamente colaborativo e flexível
- Assim como na área de mecanismos de geração de empreendimentos inovadores temos vivenciado uma evolução e multiplicidade de modelos e abordagens, como incubadoras, aceleradoras, coworking e maker spaces, na área de ambientes de inovação também ocorre o mesmo
A inovação disruptiva na educação superior
- Podemos identificar, no contexto deste artigo, três exemplos sobre inovação disruptiva no contexto da educação superior, ao longo dos últimos anos, com profundo impacto no presente e futuro das universidades: (a) as tecnologias online de aprendizagem, (b) as mudanças no perfil dos empregos no mundo do trabalho e a educação continuada (long life learning), e (c) a terceira missão e a atuação como vetor do desenvolvimento econômico e social. Na sequência abordaremos os três exemplos, analisando os potenciais impactos, qual a tecnologia ou abordagem rompedora e as desafios e oportunidades decorrentes, concluindo com o tema central deste artigo.
- a) Tecnologias online de aprendizagem
- a impressão de livros em grandes quantidades, vivemos a maior transformação na área de educação. Essa transformação radical na área de educação tem como vetor uma tecnologia disruptiva: as tecnologias online de aprendizagem
- A inovação disruptiva envolve romper com o status quo, estabelecer a mudança. Nesse contexto, emerge a maior barreira: a resistência a mudanças, seja por parte das pessoas envolvidas no processo, seja pelas próprias instituições, que em última instância são representadas pelas pessoas também, na atuação de seus gestores.
- A inovação de sustentação faz as coisas melhores e maiores, no mesmo paradigma vigente, enquanto a inovação disruptiva rompe o ciclo melhor e maior, buscando, potencialmente, oferecer algo inicialmente menos melhor e maior, mas mais ajustado ao novo ambiente e fácil de usar, muitas vezes com um custo e uma complexidade menor
- b) Mudanças no mundo do trabalho e aprendizagem continuada
- Durante a época da Escola de Platão, na Grécia Clássica, o ensino tinha uma característica generalista, com uma formação integral e abrangente do estudante, no contexto do conhecimento daquele tempo
- Mesmo após o surgimento das universidades, já no século IX, na Europa Ocidental, o foco do ensino e da formação acadêmica, acompanhando a demanda da sociedade, era por uma formação generalista, em torno de um pequeno conjunto de cursos (como direito, medicina e filosofia). Somente a partir das 80 ESTUDOS AVANÇADOS 31 (90), 2017 Revoluções Industriais (final do século XVIII e século XIX), com mudança nas demandas da sociedade, do emergente mercado de trabalho profissional, a especialização começa a ocupar um espaço crescentemente importante. No século XX a especialização na formação acadêmica atinge seu ápice, tanto no ensino como na pesquisa e na própria organização da Universidade (em múltiplos departamentos).
- Esse cenário, de fim do emprego tradicional, que demanda um novo tipo de formação, pressiona para novos cursos, estimula a formação integral, mais generalista, e gera a necessidade de novas estruturas nas universidades, em todas as suas dimensões. À soma desses movimentos, a emergência das redes e da interdisciplinaridade, a formação generalista e a educação continuada ao longo da vida geram enormes desafios para as universidades, mas também oferecem grandes oportunidades, sendo fator de reflexão e mudança em muitas instituições, com vistas ao futuro da educação superior.
- c) Terceira missão e a atuação como vetor de desenvolvimento econômico e social
- Desde o século XI, quando surge a primeira Universidade na Europa (Universidade de Bolonha, 1088), o ensino emerge como a primeira missão da Universidade. Somente no século XIX, em especial na Alemanha, na França e na Inglaterra, no escopo da primeira revolução na missão da Universidade, surge a segunda missão (pesquisa)
- Independentemente da posição das equipes de gestão, os impactos dessa segunda revolução são imensos, gerando novos desafios e oportunidades para as instituições. O surgimento dos mecanismos de geração de empreendimentos, como incubadoras, aceleradoras e espaços de coworking, bem como os ambientes de inovação, como parques científicos e tecnológicos, fablabs e distritos de inovação, desafiam as instituições a se repensarem profundamente
- Nesse contexto é importante a clareza da preservação do núcleo organizacional, dos valores e do marco referencial da instituição, que deve ser preservado, sendo fator norteador das novas estratégias, deliberadas ou emergente, no contexto do processo de planejamento institucional
- a) Tecnologias online de aprendizagem
- Podemos identificar, no contexto deste artigo, três exemplos sobre inovação disruptiva no contexto da educação superior, ao longo dos últimos anos, com profundo impacto no presente e futuro das universidades: (a) as tecnologias online de aprendizagem, (b) as mudanças no perfil dos empregos no mundo do trabalho e a educação continuada (long life learning), e (c) a terceira missão e a atuação como vetor do desenvolvimento econômico e social. Na sequência abordaremos os três exemplos, analisando os potenciais impactos, qual a tecnologia ou abordagem rompedora e as desafios e oportunidades decorrentes, concluindo com o tema central deste artigo.
Informações
- Descrição
- Mapa Mental sobre INOVAÇÃO, criado por João Carlos Camelo Santana em 20-05-2019.
- Criado por
- João Carlos Camelo Santana
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