Escravidão é a propriedade de uma pessoa
por outra pessoa, negando àquela todos os
direitos. As pessoas escravizadas, chamadas
escravos, têm de trabalhar para seus donos,
fazendo tudo o que eles mandam. No
passado, muitas sociedades tinham escravos,
comprados em mercados que vendiam as
pessoas como se fossem mercadoria de
consumo. Hoje, quase todas as sociedades
consideram a escravidão um crime e
acreditam que a liberdade individual é um
dos direitos humanos básicos.
Fim da escravidão
O Brasil foi o último país do
continente americano a abolir o
trabalho escravo e isso ocorreu por
meio da Lei Áurea, aprovada pelo
Senado e assinada pela princesa
Isabel, em 13 de maio de 1888. O fim
da escravidão no Brasil não foi por
um ato de bondade da monarquia
brasileira, mas foi uma conquista
realizada por meio do engajamento
popular e da resistência dos escravos.
Tráfico de escravos pelo Atlântico
Sobreviver foi uma tarefa difícil. As mortes
eram constantes e a taxa de natalidade
muito baixa, por conta disso e pela pouca
importância dada à reprodução, houve
necessidade constante de importar
mão-de-obra, sustentando o tráfico
atlântico. Este figurou como atividade
lucrativa para um grupo bastante influente
de traficantes.
A escravidão no Brasil
No Brasil, a escravidão teve seu início
a partir da produção de açúcar na
primeira metade do século XVI. Os
portugueses traziam os escravos de
suas colônias na África para utilizar
como mão-de-obra escrava nos
engenhos de açúcar da região
nordeste do Brasil.
Interior de um navio negreiro, pintura do artista alemão Johann
Moritz Rugendas. (aprox. 1830).
A escravidão no Brasil foi uma instituição cruel
que existiu durante mais de 300 anos.
Tipos de escravidão
No caso dos portugueses, os
negros africanos eram trazidos
de suas colônias na África para
serem utilizados principalmente
na agricultura e na mineração.
Desempenhavam também vários
tipos de serviços domésticos
e/ou urbanos.
Nas cidades haviam os
chamados “escravos de ganho”,
utilizados em tarefas do ramo
comercial ou de serviços.
Normalmente, eles vendiam
produtos manufaturados ou
auxiliavam na administração de
pequenos comércios.
A vida dos escravos
Os escravos não recebiam
nenhum tipo de
pagamento, não podiam
escolher seu emprego nem
podiam pedir demissão.
Eles não podiam ter propriedades. Seus
casamentos não eram legais e suas famílias
podiam ser desfeitas a qualquer momento, com
a venda de um membro da família de escravos a
outros senhores. Havia leis contra matar ou
maltratar escravos, mas os governos não se
esforçavam para que fossem cumpridas.
Os escravos faziam diferentes trabalhos. A maioria
trabalhava em fazendas. Muitos cozinhavam,
limpavam, cuidavam de crianças e faziam outros
trabalhos caseiros para as famílias a que pertenciam.
Outros trabalhavam para que seus donos ganhassem
dinheiro. Alguns escravos trabalhavam em minas.
Primórdios da escravidão
Moagem de Cana Fazenda Cachoeira, Benedito Calixto de Jesus.
Campinas,1830. Museu Paulista da USP