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CORRIMENTO VAGINAL

Conteúdo do mapa
CORRIMENTO VAGINAL
DEFINIÇÃO
- secreção de fluidos pela vagina que pode indicar doença ginecológica.
- Características
- Cor
- Odor
- Volume
- Consistência
- Fisiológico
- Dieta, atividade sexual, medicamentos e estresse
- Candidíase
- Incolor ou branco
- Inodoro
- 1-4 mL/24h
- Liquefeito
- pH 3,5-4,5
- Mais perceptível
- Próximo da ovulação
- Gravidez
- Anticoncepcionais (estrógeno & progesterona)
- Dieta, atividade sexual, medicamentos e estresse
- Alteração sugere...
- Desequilíbrio da microbiota
- Vaginose bacteriana
- Infecção ou IST
- Tricomoníase
- Câncer de colo de útero (muito raro)
- + Desconforto
- Desequilíbrio da microbiota
- Acometimento tecidual
- Vulvovaginites e vaginoses
- Epitélio estratificado da vulva e vagina
- Cervicite
- Mucosa glandular
- Vulvovaginites e vaginoses
- Epidemiologia
- Vaginose bacteriana, candidíase e tricomoníase são responsáveis por 90% dos casos de alteração dos aspectos do corrimento.
- Vaginose bacteriana
- desordem de trato genital inferior mais comum em mulheres em idade reprodutiva
- causa prevalente de corrimento com odor fétido
- candidíase
- acomete cerca de 75% das mulheres adultas
- 1/2 das mulheres terão 2 ou mais episódios
- tricomoníase
- teve sua incidência diminuída
- Registra cerca de 7,5 milhões de casos/ano
- Características
- secreção de fluidos pela vagina que pode indicar doença ginecológica.
VAGINOSE BACTERIANA
- Agente etiológico
- Síndrome clínica
- devido a desequilíbrio polimicrobiano
- Alteração e diminuição na população de lactobacilos
- Exacerbada redução de lactobacilos
- Produzem o ácido lático através da glicólise
- Mantém o pH vaginal ácido
- Produzem o ácido lático através da glicólise
- Aumento de 100 vezes ou mais na concentração de outros microrganismos
- acarreta o crescimento de bactérias nocivas à flora vaginal
- Exacerbada redução de lactobacilos
- Alteração e diminuição na população de lactobacilos
- devido a desequilíbrio polimicrobiano
- Bactérias nocivas mais comuns:
- Gardnerella vaginalis
- Mais de 96% dos casos
- Bactéria anaerobia facultativa
- Reação ao Gram-variável
- Devido à fina camada de peptidoglicano
- Fatores de virulência
- Baixa virulência
- Apresenta pilus
- Camada de exopolissacarídeo
- Grande poder de adesão
- Toxina citolítica
- Fimbrias
- É a mais característica na vaginose
- Faz parte da microbiota normal
- Cocobacilo
- Imóvel
- Não encapsulada
- Não forma esporos
- Outras bactérias anaeróbias como:
- Mobiluncus sp
- Bacteroides
- Peptostreptococcus
- Prevotella
- Micoplasma hominis
- Gardnerella vaginalis
- Síndrome clínica
- Transmissão
- Não é considerada uma IST
- Fatores de risco
- Portar doença sexualmente transmissível
- Múltiplos parceiros sexuais
- Uso de dispositivo intrauterino (DIU)
- Alcalinização repetida da vagina
- Duchas vaginais
- Período pré menstrual
- Intercursos sexuais frequentes
- Sinais e sintomas
- Sinais
- Ausência de resposta inflamatória
- Corrimento
- Abundante e fluido
- Esbranquiçado-acinzentado
- Bolhoso
- Odor de "peixe podre"
- Piora com o aumento do pH
- Comum no período catamenial e após o coito
- Alterações extracelulares
- Sintomas
- Pode acompanhar
- Disúria
- Prurido local
- Dispareunia
- Pode acompanhar
- Pode ser assintomático
- 50% dos casos
- Sinais
- Diagnóstico
- Clínico
- Avaliação do conjunto de sinais e sintomas
- Laboratorial
- Pesquisa do Ph
- Utilização de fitas apropriadas
- Ph superior a 4,5 é característico
- Fornece informações acerca dos agentes implicados
- Pesquisa de Aminas
- Avalia a presença de putrescina e cadaverina
- Diaminas resultantes do metabolismo de G. vaginalis
- KOH a 10% em contato com o conteúdo vaginal sobre uma lâmina
- Observa-se indiretamente o odor exalado
- Avalia a presença de putrescina e cadaverina
- Citologia Vaginal
- Observação por microscopia
- Busca de células marcadoras ("clue cells")
- Células do epitélio da parede vaginal em cujas as bordas a G. vaginalis adere
- Cultura
- Não é uma prática rotineira
- Requisitada para corrimentos inespecificos
- Pesquisa do Ph
- Conjunto de sintomas e achados laboratoriais
- Clínico
- Tratamento
- Derivados de nitroimidazólicos
- Metronidazol
- Secnidazol
- Via oral
- 500 mg de 12 em 12 horas
- Durante 7 dias
- Terapêutica tópica
- Creme vaginal
- Aplicação intravaginal ao deitar por 7 noites
- Derivados de nitroimidazólicos
- Agente etiológico
TRICOMONÍASE
- Agente etiológico
- Trichomonas Vaginalis
- Protozoário flagelado
- Não forma cistos
- Possui pouca resistência fora do hospedeiro
- Encontrado na forma de trofozoíto
- Características
- Formato elipsóide
- Núcleo grande e ovalado
- estruturas de sustentação
- Axóstio
- Se estende além do corpo do parasita
- Costa
- Axóstio
- Possui comprimento entre 9,7 e 15 micrômetros
- Características
- Parasita extracelular
- Reprodução assexuada
- Divisão binária longitudinal
- Anaeróbio facultativo
- Sobrevive sem oxigênio
- Fatores para o crescimento
- pH entre 5,0 e 7,5
- T° entre 20 e 40°C
- Apresenta ciclo monoxênico
- Fatores de virulência e Patogenia
- Afinidade pelo epitélio urogenital
- Etapas da colonização
- Ligação com a mucina
- O patógeno libera mucinase
- Degrada a mucina
- Dá acesso ao epitélio
- Degrada a mucina
- Altera sua forma para amebóide
- Mecanismo para aumenta a área de superfície
- Melhor aderência do local
- Realiza interação ligante - receptor
- Adesinas mediadoras da citoaderência
- AP120
- AP56
- AP51
- AP33
- AP23
- Presentes na membrana do patógeno
- Também tem funções:
- Metabólicas
- De escape do parasito
- Também tem funções:
- Progride para lesão tecidual
- Causa citotoxicidade
- Por meio de Lipophosfoglycanos
- Presente na membrana
- Se liga a galectina das células
- Por meio de Lipophosfoglycanos
- Invade e degrada matriz extracelular
- Por meio da liberação de cisteína-proteinases
- Degradam as fibromectinas
- Desencadeia inflamação
- 6
- O patógeno estimula as células de defesa
- As células liberam IL-8
- 5
- Por meio da liberação de cisteína-proteinases
- 4
- Causa citotoxicidade
- 3
- Adesinas mediadoras da citoaderência
- 2
- Mecanismo para aumenta a área de superfície
- 1
- O patógeno libera mucinase
- Ligação com a mucina
- Habita trato geniturinário de ambos os sexos
- Sexo masculino
- uretra
- próstata
- vesículas seminais
- prepúcio
- Sexo feminino
- cérvice uterino
- vagina
- uretra
- Sexo masculino
- Trichomonas Vaginalis
- Transmissão
- Relação sexual
- Mais comum
- Parto vaginal
- Chance de 5%
- Compartilhamento de roupas e toalhas úmidas ou molhadas
- Água de banheira
- Relação sexual
- Sinais e sintomas
- 9 a 56% são assintomáticos
- 1/3 sintomáticos em 6 meses
- Corrimento
- líquido/fluido
- Bolhoso/espumoso
- Sem presença de sangue
- Coloração
- Esbranquiçado
- Mais comum
- Esverdeado
- Amarelado
- Esbranquiçado
- De odor desagradável
- 10% dos casos
- irritação/prurido
- Região de vulva e vagina
- Disúria
- Dor e sangramento
- Após relação sexual
- SEXO MASCULINO
- Maioria assintomáticos
- Alguns relatam
- uretrite
- Ardência
- Importante vetor
- Complicações
- Maior chance de infecção por HIV
- Baixo peso
- Parto prematuro
- Câncer cervical
- Infertilidade na mulher
- Adesão/oclusão tubária
- 9 a 56% são assintomáticos
- Diagnóstico
- Clínico
- Relato do paciente sobre os sinais e sintomas
- Laboratorial
- Microscopia a fresco
- Método mais utilizado
- Tempo e custo favoráveis
- Procedimento
- Coleta da secreção
- Preparo da lâmina com:
- esfregaço da secreção + gota salina
- Preparo da lâmina com:
- Coleta da secreção
- Sensibilidade 51 a 65%
- Falso negativo
- Análise da lâmina após 10 min
- O trofozoíto perde a motilidade
- Análise da lâmina após 10 min
- Exame parasitológico
- Permite a visualização do trofozoíto vivo, móvel
- Método mais utilizado
- TR (teste rápido)
- Utilização de fita com anticorpos
- Identificação de antígenos
- Processo
- Tubo com solução tampão
- Nele é inserido o swab com amostra do paciente
- Após 1 minuto
- Retira-se o swab e insere-se a fita teste
- Após 10 min
- Positivo se
- Fita apresentar uma barra vermelha e uma azul
- Positivo se
- Após 10 min
- Retira-se o swab e insere-se a fita teste
- Após 1 minuto
- Nele é inserido o swab com amostra do paciente
- Tubo com solução tampão
- Exame imunológico
- Meio de cultura
- Sensibilidade 75 a 96%
- Especificidade 100%
- Tempo e custo mais elevados
- 5 a 7 dias para a conclusão
- PCR
- Elevada
- especificidade
- sinsibilidade
- Não é utilizado na rotina clínica
- Custo desfavorável
- É mais utilizada em pesquisa
- Exame molecular
- Utiliza reação em cadeia de polimerase
- Detecta DNA de Trichomonas vaginalis
- Utiliza reação em cadeia de polimerase
- Elevada
- Testes realizados no próprio consultório:
- Determinação do pH
- Utilização de fita teste de pH
- pH > 4,5
- Vaginose bacteriana ou tricomoníase
- pH < 4,5
- Candidíase vulvovaginal
- pH > 4,5
- Utilização de fita teste de pH
- Teste de Whiff
- Teste do cheiro
- Odor de "peixe"
- Indica positivo para vaginose bacteriana
- Odor de "peixe"
- Teste das aminas
- Processo
- Lâmina de vidro contendo:
- Conteúdo vaginal
- gota de KOH a 10%
- Lâmina de vidro contendo:
- Teste do cheiro
- Determinação do pH
- Microscopia a fresco
- Clínico
- Tratamento
- Metronidazol
- Tratar parceiro sexual
- Ajuda a evitar reinfecção
- Profilaxia
- utilização de preservativos
- Agente etiológico
CANDIDÍASE VULVOVAGINAL
- Agente etiológico
- Processo inflamatório da vulva e vagina por infecção causada por fungos do gênero Candida
- Leveduras responsáveis por infecções oportunistas
- ~ 200 espécies
- 10 % associada às infecções
- No indivíduo saudável coloniza:
- Trato gastrointestinal
- Trato urogenital
- Com ruptura da normalidade da microbiota ou sistema imune: leveduras tornam-se patogênicas
- Candida albicans - principal agente - 70 a 90% dos casos
- Candida não albicans - 10 a 20% dos casos
- A Candida albicans:
- Organismo polimórfico
- Levedura - blastoconídio
- Pseudo-hifa
- Hifa
- Esporos com espessa parede celualr - Clamidoconídios
- Aspectos Macroscópicos:
- Colônia úmida, cremosa, de odor específico, lisa ou rugosa, coloração branco-amarelada em meio de cultura ágar Sabouraud
- Formação de tubo germinativo
- Assimilação de carbono
- Fermentativa
- Roxa na coloração de Gram
- Fatores de Virulência / Patogenicidade
- Hifa - invasiva e patogência
- Levedura - comensal e não patogênica
- 1º contato - ao nascimento, passagem no canal vaginal. O fungo coloniza a cavidade oral, porções do trato gastrointestinal inferior e urinário, como comensal, parte da microbiota normal
- A patogenicidade depende:
- Sistema Imune do hospedeiro
- Fatores de virulência
- Capacidade de adesão
- Desenvolve biofilme
- No tecido e em dispositivos médicos
- Resistência aos antifúngicos
- Hidrofobicidade da superfície celular
- Transição morfológica
- Produção de enzimas hidrolíticas
- Multiplicação em altas temperaturas - 39º a 42º
- Organismo polimórfico
- Processo inflamatório da vulva e vagina por infecção causada por fungos do gênero Candida
- Transmissão
- Via Exógena - contato com mucosas e secreções em pele de portadores /doentes por
- Contato Sexual
- Água contaminada
- Transmissão vertical durante o parto
- Via Endógena
- Do trato gastrointestinal para a vagina por autoinoculação
- Transposição de barreiras e transição morfológica
- Via Exógena - contato com mucosas e secreções em pele de portadores /doentes por
- Sinais e sintomas
- Depende:
- Do grau de infecção
- Da localização do tecido inflamado
- Podem estar isolados ou associados
- Prurido (coceira) vulvovaginal
- Principal sintoma
- Com intensidade variável, que piora à noite
- Queimação vulvovaginal
- Disúria (dor à micção)
- Dispareunia (dor durante o ato sexual)
- Corrimento vaginal branco, grumoso e, geralmente, inodoro
- Aspecto: caseoso (leite coalhado)
- Hiperemia (vermelhidão) e edema (inchaço) vulvar
- Escoriação de coçadura na vulva
- Fissuras na vulva
- Vagina e colo recobertos por placas brancas ou branco-acinzentadas, aderidas à mucosa
- Tendem a se manifestar ou se exacerbar na semana antes da menstruação
- Quando a ácidez vaginal é máxima
- Cerca de 20 a 25% das mulheres apresentam colonização assintomática
- Depende:
- Diagnóstico
- Clínico:
- Quadro clínico
- Exame ginecológico
- Laboratorial:
- Análise do pH vaginal:
- Processo:
- Utilização de fita teste de pH
- Resultado positivo:
- pH < 4,5
- Processo:
- Teste de Whiff (teste das aminas ou “do cheiro”):
- Processo:
- Em uma lâmina de vidro contendo conteúdo vaginal deposita-se uma gota de KOH a 10%
- Resultado:
- Não apresenta "odor de peixe"
- Processo:
- Exame a fresco:
- Na maioria dos casos, o quadro clínico e o exame a fresco são suficientes para o diagnóstico
- Processo:
- O material retirado da cavidade vaginal deve ser misturado com uma gota de soro fisiológico e/ou KOH a 10%
- Importância do KOH a 10%:
- Elimina os demais elementos celulares
- Importância do KOH a 10%:
- O material retirado da cavidade vaginal deve ser misturado com uma gota de soro fisiológico e/ou KOH a 10%
- Pode ser realizado pelo ginecologista no momento da consulta
- Resultado positivo:
- Visualização das pseudo-hifas
- Cultura:
- Utilizado em casos de candidíase vulvovaginal recorrente
- Útil para avaliar a presença de espécies não albicans
- Processo:
- Isolamento do fungo em meios de cultura
- Meios:
- Ágar-Sabouraud
- Nickerson
- Meios:
- Isolamento do fungo em meios de cultura
- Coloração de Gram:
- Resultado positivo:
- Visualização das pseudo-hifas
- Processo:
- Coloração do esfregaço obtido a partir do conteúdo vaginal
- Resultado positivo:
- Análise do pH vaginal:
- Clínico:
- Tratamento
- Indicado para o alívio dos sintomas
- Portadores assintomáticos não necessitam de medicações
- Antifúngicos orais
- Exemplos:
- Fluconazol
- Pode produzir:
- Cefaleia, naúsea e dor abdominal
- Indicado em casos de candidíase complicada
- Exemplos:
- Antifúngicos tópicos
- O uso de drogas azólicas é mais efetivo do que a nistatina
- Exemplos:
- Miconazol
- Clotrimazol
- Tioconazol
- Indicado para casos não recorrentes
- Menos efeitos colaterias
- Ardência e irritação local
- Considerações na decisão de prescrever um antifúngico tópico ou oral:
- Custo
- Preferência da paciente
- Contraindicações
- O tratamento do parceiro não é recomendado rotineiramente
- Exceção:
- Casos de balanopostite (áreas eritematosas na glande do pênis associadas a prurido ou irritação)
- Exceção:
- Indicado para o alívio dos sintomas
- Fatores de Risco
- Ciclos menstruais regulares
- Uso de AC oral de altas doses
- Terapia de reposição hormonal
- Diabetes mellitus
- Infecção por HIV
- Uso de ATB sistêmicos e tópicos
- Roupas íntimas justas e/ou sintéticas
- Sexo oral receptivo
- Hábitos higiênicos inadequados - limpeza sentido Ânus-Vagina, resíduo de fezes na calcinha
- Formas clínicas:
- Doença não complicada:
- Sintomas leves a moderados
- Esporádica
- Causada por Candida albicans
- Hospedeiro: mulheres sem comorbidade
- Pacientes devem apresentar todos estes critérios
- Doença complicada:
- O paciente pode ter alguns destes critérios
- Sintomas graves
- Recorrente
- 4 ou mais episódios em um ano
- Causada por espécies não albicans
- Hospedeiro: mulheres com alguma comorbidade
- Diabetes mal controlado
- Imunossupressão
- Doença não complicada:
- Agente etiológico
Grupo: Manoela Stahl RA: 001202006066, Gabriel Aguilar RA: 001202009298 , Maysa Forato RA: 001202005535, Lais Chiavegato RA: 001202008304, Victoria Moffati RA: 001202010240, Vitor Tellian RA: 001201914226
Imagens e arquivos do mapa
Informações
- Descrição
- Mapa Mental sobre CORRIMENTO VAGINAL, criado por mapa microbio em 03-06-2021.
- Criado por
- mapa microbio
- Visualizações
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- Avaliação
