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Mapa mental

HANSENÍASE

Luis Augusto Pinheiro Borges Português

Mapa mental sobre Hanseníase: etiologia e fisiopatologia, formas, diagnóstico e tratamento

Mapa mental: Hanseníase

Conteúdo do mapa

HANSENÍASE

  1. Aspectos gerais:

    • dç causada pela Mycobacterium leprae;
    • acometimento do SNP(terminações nervosas livres e troncos nervosos): perda de sensibilidade, atrofias, paresias e paralisias musculares (pode ser permanente);
    • tem tto e cura;
    • dç de notificação compulsória
    • na América do Sul, o Brasil é o primeiro em incidência e prevalência;
    • BR: 2°lugar em n°absoluto(1°é índia) e 1° lugar em n°relativo(pela qntd de pessoas)
    • prevalência no Norte, Centro-Oeste(2°) e Nordeste
  2. etiologia e fisiopatologia:

    • agente etiológico: Mycobacterium leprae
      • bastonete; gram+(violeta);
      • BAAR → não descoram qnd lavado com solução álcool-ácido forte;
      • coloração de Ziehl-Neelsen→ coram uniformemente em vermelho/roxo;
      • enzima específica difenil-oxidase →oxida a dopa
      • fator de virulência→glicolipídeo fenólico-1(PGL-1) serve de aceptor de laminina da células de Schwann do SNP;
      • microscopia(baciloscopia)→ isolados, agrupados ou em aglomerados compactos GLOBIAS;
        • MHV: Globias unidos por material gelatinoso e disposto paralelamente (maço cigarro), zona de grenz (faixa de colágeno)
        • Infiltrado inflamatório
        • MT granulomas tuberculóide, s/ zona de grenz;
    • transmissão:
      • contágio de humano p/ humano
        • deve ser íntimo(80%) e prolongado;
        • >risco: convivência familiar (contato + susceptibilidade genética
      • vias de eliminação principal:
        • solução de continuidade da pele;
        • VAS(secreções nasais de orofaringe);
      • Vida de entrada do bacilo → respiratório (mucosa nasal) e raramente por via de áreas erosadas da pele;
      • Tbm eliminado pela urina, suor, leite materno, secreções vaginais e esperma;
      • PI→ 2-5a até 20 anos (bacilo se multiplica muitolentamente);
  3. formas:

    • 1)Resistência natural:
    • 2)Subclínica progride para cura espontânea:
    • 3)Hanseníase indeterminada (HI):
      • Paubacilar;
      • Lesão: máculas hipocrômicas ou eritêmato-hipocrômicas, única, não elevada com bordas mal definidas, seca(ñ soa) c/ hipoestesia ou anestesia térmica e/ou dolorosa, com preservação tátil; ausência de pelos
      • acometimento só muscular, não há incapacidades;
      • Baciloscopia negativa;
    • 4)Hanseníase Tuberculóide (HT):
      • Paubacilar;
      • Lesões tuberculóides em raquete(ao palpar o tronco nervoso consegue): pequenos nervos espessados que emergem das placas; (área de necrose);
      • Alopecia parcial ou total da área acometida;
      • Baciloscopia negativa;
      • Mitsuda positivo(tem imunidade celular);
      • Comprometimento neural: intenso, precoce e assimétrico; (NERVOS PERIFÉRICO)
      • Placas bem delimitadas cor róseo-eritematos com bordas papulosas;
      • Pode ter lesões com aspecto geográfico;
    • 5)Virchoviana(MHV):
      • Baciloscopia positiva; Mitsuda negativo;
      • Multibacilar;
      • Pele seca, hiperemiada, infiltrada com pápulas/nódulos escuros, endurecidos e assintomáticos;
      • Madarose;
      • Espessamente simétrico dos novos periférico;
      • fácie Leonina
      • Pavilhões auriculares espessados com nódulos isolados ou em rosário;
      • SNP: fibrose neural ocorre anestesia em luva e bota;
      • Olhos→madarose; espessamento;
      • Nariz: rinite por infiltração difusa, lepromas, ulceração, perfuração e desabamento do septo nasal;
      • Linfadenomegalia;
      • Alteração óssea: atrofia, osteíte, deficit de irrigação;
      • -Medula óssea: hematopoiese com anemia;
      • Testículo impotência sexual, esterilidade;
      • Comprometimento das adrenais, hepatomegalia, esplenomegalia, sem comprometimento funcional importante;
    • 6)Hanseníase dimorfa ou borderline
      • multibacilar;
      • diversas máculas hiper ou hipocrômicas com bodas elevadas, mal delimitadas; centro claro;
      • no local acometido, há diminuição da sensibilidade + diminui sudorese;
      • forma mais comum;
      • baciloscopia geralmente positiva;
      • dividida em: dimorfa dimorfa, dimorva virchowiana,
    • 7)Forma Históide
      • lesões nodulares múltiplas, consistentes, pardacentas, semelhantes a quelóides;
      • baciloscopia rica;
      • histopatológico infiltrado intensos de histiócitos fusiones e com pouca ou nenhuma vascularização;
      • ocorre durante tratamento com sulfona, mas também em doentes virgens de tto;
    • 8) Lepra de Lúcio ou Bonita
      • multibacilar;
      • eritema, alopesia difusa da pele, sem nódulos ou pápulas;
      • baciloscopia rica e comprometimento visceral frequente;
      • é uma vasculite, pct vem c/ lesões purpúricas
      • ñ há deformidade facial;
      • fenômeno de Lúcio vasculhe leucocitoclástica que ocorre pelo comprometimento do endotélio vascular por bacilos íntegros;
  4. reações hansênicas

    • antes, durante ou após tto;
    • pd acometer tanto os paubacilares como os multibacilar
    • são fenômenos do sistema imune frente ao mycobacterium leprae que podem ser agudos ou subagudos. Pode acometer os paubacilares como os multibacilares.
    • Reação tipo 2 ou eritema nodoso hansênico: mediada por imunocomplexos, na virchowiana e dimorfaV, ativada frente a bacilos fragmentados ou granulosos.
    • Reação tipo 1 ou reversa: pacientes com algum grau de imunidade celular (tuberculóide ou dimorfa)
    • Reação tipo 1 ou reação reversa:
      • Há neurites, com dor espontânea ou compressão de troncos nervosos periféricos, acompanhados ou não, de edema localizado e de comprometimento da função neurológica.
      • Geralmente não tem acometimento sistêmico.
      • Fatores precipitantes: gravidez, infecções, vacinações, intervenções cirúrgicas, estresse.
      • Desenvolvimento súbito de imunidade celular, hipersensibilidade de tipo tardio com aumento da imunidade celular. Geralmente ocorre entre o 6° e 18° mês de tratamento ou mais tardiamente.
    • Reação tipo 2 ou eritema nodoso hansênico(ENH):
      • Imunidade humoral causa alterações sistêmicas como febre, adenomegalia, mal estar geral, acompanha as lesões cutâneas do tipo eritema multiforme.
      • Aparecimento súbito de nódulos, eritematosos, com calor local, dolorosos, endurecidos à palpação, nas regiões posteriores dos mmii e mmss.
      • ocorrem em MH VV ou DV;
  5. manifestações clínicas:

    • lesões neurais:
      • Ramusculares→ perda da sensibilidade térmica, dolorosa e tátil (nessa ordem);
      • Tronco neural → sensitiva, motora e autonômicas;
      • Motoras → paresias ou paralisias com fraqueza muscular, amiotrofias, retrações tendíeis e fixações articulares (garras);
      • Simpáticas → distúrbios vasculares e da sudorese(Ñ soa no local)
      • Sensitivas→sempre precede(são as 1°'s) à outras manifestações neurológicas (PRIMEIRO SINTOMA);
    • nervos periféricos acometidos;
      • Ulnar:
        • paresias ou paralisias de quase toda musculatura intrínseca das mãos e garra ulnar(apenas o 4-5° ficam garra, ñ mexem);
        • hipo ou Anestesia da borda interna das mãos e do 4 e 5 dedos; anidrose ou hipoidrose; distúrbios circulatórios;
      • Mediano:
        • Hipo ou anestesia da borda externa das mãos e dos 1, 2 e 3 dedos;
        • alteração da sudorese e vascularização cutânea;
      • Radial:
        • mão caída; (musculatura extensa acometida)
      • mão simiesca ou tipo Aran Duchene:
        • lesão ulnar e mediano; mão em garrra;
      • Segmento cefálico:
        • Trigêmeo → perda de sensibilidade da córnea e da face
        • Facial → toda musculatura da mímica facial ou somente lesão orbicular das pálpebras (lagoftalmo);
      • Fibular comum:
        • pé caído e alteração da sensibilidade da face lateral da perna;
      • Fibular posterior
        • mal perfurante plantar, deformidade em garra de artelhos/garra(pé em garra)
  6. diagnóstico:

    • clínica, epidemiologia e EF;
    • pode-se utilizar baciloscopia e biópsia de pele;
      • BACILOSCOPIA (BAAR) NEGATIVA NÃO AFASTA SUSPEITA;
    • Teste de Mitsuda não diagnostica, só diz o tipo (paubacilar ou multibacilar)-prognóstico;
    • confirmação diagnóstica:
      • 1 ou +critérios e necessidade de PQT:
        • Lesão(ões) e/ou área(s) da pele com alteração da sensibilidade térmica e/ ou dolorosa e/ou tátil; OU
        • Espessamento de nervo periférico, associado a alterações sensitivas e/ou motoras e/ou autonômicas OU
        • Presença de bacilos M. leprae, confirmada na baciloscopia de esfregaço intradérmico ou na biópsia de pele
  7. tratamento:

    • classificação da OMS p/ tto:
      • paubacilar(PB):
      • mutlitibacilar(MB):
    • associação de Rifampicina, Dapsona e Clofazimina.
    • Multibacilar: 12 meses até 18 meses
    • Paubacilar: 6 meses até 9 meses;
    • reação adversa
      • Tipo 1 → prednisona (desmame gradual) e mantém o tto da Hanseníase;
      • Tipo 2 → talidomida ou pentoxifilina ou prednisona ou clofazimina;
        • Talidomida é proibida para mulheres em idade fértil por efeito teratogênicos;

Informações

Descrição
Mapa Mental sobre HANSENÍASE, criado por Luis Augusto Pinheiro Borges em 20-10-2022.
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