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Mapa mental

Aprendizagem

Ana Luiza Martins IES - Português

Mapa mental sobre aprendizagem: teorias, estratégias de aprendizagem, hábitos de estudo e dificuldades na aprendizagem

Mapa mental: Aprendizagem

Conteúdo do mapa

Aprendizagem

  1. Diversas teorias: processo de aquisição de conhecimento e mudança de comportamento

  2. Viés psicológico: processo de aquisição por meio do qual incorporamos novas representações à memória permanente, ou mudamos aquelas que já possuímos

    • (1) Quanto mais relações forem feitas com conhecimentos que já foram adquiridos e mais organizado for esse processo mais efetiva será a aprendizagem
    • (2) Processos que otimizam a aprendizagem
      • Motivação
      • Atenção
      • Recuperação e transferência
      • Consciência e controle
      • Silva & Sá: Saber aprender contribui para uma aprendizagem bem sucedida
  3. Estratégias de aprendizagem - implicam em personalização, avaliação de custos, intencionalidade e flexibilização

    • Sócio-afetivas: envolvem a interação com outras pessoas e o gerenciamento dos sentimentos relacionados à aprendizagem(cooperação e o questionamento são exemplos desse tipo de estratégia, que ganham maior importância no contexto da EAD, dada a separação física entre alunos e professores)
    • Cognitivas: elacionadas às tarefas de aprendizagem individual e envolvem a manipulação ou transformação do material a ser aprendido(técnicas de estudo individuais para facilitar o processo de aprendizagem)
    • Metacognitiva: envolverem o pensar sobre os próprios processos de aprendizagem, o planejamento para a aprendizagem, a monitoração de atividades de aprendizagem, e a avaliação de quanto alguém aprendeu. (Essencial para EAD)
      • Ajudam o aluno a organizar e monitorar seu aprendizado(Cotterall & Reinders )
        • Por meio do auto-monitoramento e da auto-avaliação o aluno desenvolve sua independência
        • A definição de metas possibilita a individualização do aprendizado
        • O planejamento da tarefa leva o aluno a ter um controle sobre a mesma
    • Em relação à EAD (Olgren)
      • Para se desenvolver programas eficazes é necessário entender como a aprendizagem acontece, e ainda como os fatores que influenciam os processos de aprendizagem.
        • Estratégias cognitivas
        • Atividades metacognitivas
        • Objetivos e motivações dos aprendizes
  4. Aprendiz eficaz

    • Aquele que tem a capacidade de começar sem deixar as coisas para última hora é um bom aluno segundo Bernes.
    • Estudantes eficientes que souberam desenvolver um bom método para os estudos é um bom aluno segundo Serafini.
    • Aquele que assume a responsabilidade por seu aprendizado e estabelece seus próprios objetivos é um bom aluno segundo Healey.
    • De acordo com Peixoto & Silva pesquisas mostram que alunos com sucesso escolar tem mais responsabilidade e a auto-estima mais elevada.
    • Olgren afirma que vários estudos indicam que alunos capazes utilizam várias estratégias distintas e ainda são capazes de desenvolver suas próprias atividades de aprendizagem.
  5. Hábitos de estudo:ações realizadas pelo aprendiz durante o processo de estudo

    • Serafini: o ambiente de estudo pode dificultar ou favorecer os estudos do aluno
      • Um bom local de estudo é aquele que é “destinado exclusivamente ao estudo, confortável e com boa iluminação”, no qual encontra-se todo o material necessário para a tarefa, como livros, canetas, dicionários, etc; em suma, um local tranqüilo, sem interrupções e sem elementos que causem distração (SILVA & SÁ, 1997, p. 56)
    • Segundo Barnes longas horas de estudo nem sempre são muito produtivas o que importa de verdade é a qualidade do estudo e não a quantidade. O gerenciamento do tempo é uma habilidade essencial para o sucesso da aprendizagem.
      • Serafini afirma que “os estudantes com maiores dificuldades são também os menos capazes de gerir o tempo de que dispõem” (SERAFINI, 1996, p. 15).
    • Conjunto de técnicas de estudo:conjunto de ações utilizadas a fim de facilitar o processo de estudo
      • Serafini (1996):é necessario que o aluno reflita sobre o que está sendo estudado identificando idéias principais e pensando criticamente, ao sublinhar ou fazer anotação
        • “Instrumentos de grande utilidade para a apresentação organizada de informações” (SERAFINI, 1996, p. 66) tais como mapas conceituais e confecção de resumos
          • Por fim revisar todo o material utilizado para o estudo
  6. Motivações para o estudo

    • Silva & Sá (1997, p. 26) afirmam que “os estados afetivos e motivacionais têm sido reconhecidos como importantes fatores que afetam o sucesso e o insucesso escolares” e definem motivação como “o impulso para agir em direção a um determinado objetivo”
      • Determina a compreenção, aquisição ou habilidade na realização daquilo em que se está empenhado (SILVA & SÁ, 1997, p. 26).
    • Pozo refere-se à motivação no sentido mais literal de ‘mover-se para’ a aprendizagem, o motivo, ou o por quê, queremos aprender (POZO, 2002, p. 138)
    • AS MOTIVAÇÕS SE DÃO DE DUAS MANEIRAS:
      • Motivação extrínseca, quando é mantida pelos efeitos do meio, tais como receber uma recompensa, ou, no caso do estudo universitário, um diploma
      • Motivação intrínseca: motivado por uma força interna que impulsiona o aluno a estudar, tais como o prazer de aprender e gosto pelo estudo.
        • Jerome Bruner defende que a aprendizagem será mais duradoura quando é mantida pela motivação intrínseca do que quando é impulsionada pela influência mais transitória dos reforços externos. No entanto, Bruner admite que a motivação extrínseca pode ser necessária para levar o estudante a iniciar certas ações ou para iniciar o processo de aprendizagem; mas, uma vez iniciado, este processo é mais adequadamente mantido se existirem motivos intrínsecos que o transformem num objetivo significativo para a própria pessoa. (SILVA & SÁ, 1997, p. 27)
    • Orientação para os objetivos: "para quê" o aluno estuda
      • Os objetivos voltados para os resultados da aprendizagem, também chamados de orientação para o ego, são relacionados à preocupação com a obtenção de avaliações favoráveis às competências ou com a obtenção de projeção acadêmica, marcada pelo desejo de uma posição de superioridade e destaque, muitas vezes relacionada à competição (PEIXOTO & GUIMARÃES, 2005, p. 83). Segundo Silva & Sá (1997, p. 31), esse tipo de orientação é caracterizado por um evitamento de desafios e baixa persistência face às dificuldades.
      • Peixoto & Guimarães afirmam que, segundo pesquisas, a orientação para a maestria é melhor para o aprendiz do que a orientação para o ego, pois em geral esses alunos encaram o estudo como mais prazeroso; por isso estudam mais e melhor, tendo um aprendizado mais profundo. Além disso, “alunos orientados para a maestria são mais versáteis, adaptando-se melhor a situações novas e também a condições de estudo dificultado” (PEIXOTO & GUIMARÃES, 2005, p. 83).
  7. Duas maneiras de aprender:

    • Modo interativo/ pró-ativo ou profundo:
      • Faz anotações para se lembrar posteriormente do conteúdo e faz isso de forma crítica, reflete sobre o aprendizado e se necessário até o julga, sua intenção é entender o conteúdo e não apenas o decorar.
        • Morgan (1995) afirma que, realizada de uma forma ou de outra, essa abordagem descreve a maneira pela qual o aluno lida com a tarefa de aprendizagem em particular. Para uma aprendizagem eficaz, os estudantes devem abordar seus estudos de maneira profunda (“deep approach”), o que garante uma total compreensão do material estudado. Alunos que estudam de maneira superficial (“superficial approach”) tendem a não der domínio do material estudado, e a quantidade de estudo não reflete necessariamente sua qualidade.
    • Modo aquisitivo / superficial ou elativo:
      • Não tem utilização de estudos complementares, baseado no "decoreba"
        • Esse tipo de abordagem se encaixa no conceito de “educação bancária” formulado por Paulo Freire (1996, p. 25), no qual o aluno entende a aprendizagem com uma repetição de idéias sem tomar nenhuma posição crítica frente a elas.
  8. DIFICULDADES NA APRENDIZAGEM

    • FATORES EXTERNOS:como o método de ensino ou o clima desfavorável no qual a aprendizagem aconteceu
    • FATORES INTERNOS:como a falta de conhecimentos prévios e o nível de ansiedade
    • Estas dificuldades situam-se, geralmente, em três áreas: o tempo e a organização do estudo (estudo nas vésperas das avaliações, tempo de estudo insuficiente, falta de planejamento das atividades escolares); estratégias cognitivas (utilização do mesmo método de estudo para todas as disciplinas, não- resolução de dúvidas, incapacidade para auto-avaliar a compreensão das matérias, dificuldade em relacionar a informação e realizar inferências); e, ainda, a motivação (falta de persistência na realização de trabalhos e exercícios, ausência de interesse pela aprendizagem). (SILVA & SÁ, 1997, p. 39)
    • OUTROS FATORES QUE DIFICULTAM A APRENDIZAGEM: -Ignorância sobre o que é solicitado -Problemas de leitura e compreensão dos textos para estudo -Falta de autonomia e de autodireção na aprendizagem
  9. Ensino superior e o conceito de andragogia

    • Pesquisadores na Universidade do Minho, em Portugal, afirmam que investigações realizadas nessa área têm revelado que algumas das dificuldades de adaptação à universidade decorrem da ineficácia dos métodos de trabalho dos estudantes. Conseqüentemente, a par dos problemas no ajustamento pessoal e social, emergem dificuldades de aprendizagem e de rendimento acadêmico, em boa medida explicadas por processos de aprendizagem e métodos de estudo pouco eficazes. O ensino superior, apelando a uma maior participação, iniciativa e autonomia dos estudantes nas suas aprendizagens, pode ser demasiado desafiante para as competências e os níveis de autonomia dos alunos. (VASCONCELOS et al., 2002, p. 2)
    • 5 CARACTERÍSTICAS DO APRENDIZ ADULTO(Eduard C. Lindeman): 1)Adultos são motivados a aprender 2)Sua orientação para a aprendizagem é centrada na vida 3)A experiência é o recurso mais rico para a aprendizagem de adultos 4)Adultos têm uma necessidade profunda de serem autodirigidos 5)As diferenças individuais aumentam com a idade
      • Moore (1980) compara o aluno adulto ao aluno autônomo, pois o aluno adulto é uma pessoa que está apta a abordar um assunto diretamente sem um outro adulto em um conjunto de papéis de intervenção entre o aluno e a matéria a ser aprendida. O adulto sabe seus próprios padrões e expectativas. Ele não mais precisa que lhe digam o que fazer, nem precisa da aprovação e recompensas de pessoas em papéis de autoridade. (MOORE, 1980, p. 24)

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